Notas iniciais
''A crueldade de um não me cegará para o sofrimento de muitos.'' — Soraka

Anos atrás

— Mãe, onde estamos indo? – Perguntou a pequena Diana para Ashe enquanto as duas corriam pela floresta, estava assustada. Ao ver o sinal Lunari (uma tribo dizimada há séculos) na testa da filha, Ashe entrou em pânico, os Solares provavelmente perseguiriam sua filha a fim de mata-lá, mas antes Ashe descobriria como aquele símbolo fora aparecer ali. Largou a coroa no chão pegou a pequena Diana e entrou em um navio rumo a Ionia uma ilha distante, com seu arco de gelo escondido de baixo da capa que também escondia seu rosto Ashe partiu rápido, logo ao desembarcar na ilha de Ionia, com sua filha ao lado as duas passavam por uma floresta densa, o mais escondida possível de qualquer população existente.

— Shh. Fale baixo, não podemos ser descobertas — respondeu sussurrando.

Enquanto andavam as pernas de Diana queimavam, pela rapidez dos passos da mãe, quando Ashe finalmente parou ao ouvir o som de flauta sendo tocado, olhou em volta procurando a origem do som, não viu nada, andou mais a frente quando o som se tornou mais próximo, notou que vinha de cima de sua cabeça.

— Soraka. — Falou Ashe ao ver uma jovem tocar sua flauta sentada em um galho de uma árvore, Diana se assustou com a aparência da jovem que tinha cabelos verdes e um chifre na testa, acabou se escondendo atrás da capa da mãe. Ashe tirou o Capuz que escondia seu rosto se revelando para Soraka.

— Majestade. — Disse a voz suave de Soraka deixando de lado sua flauta — A que devo a honra?

— Soraka, por favor, nos conhecemos há um tempo, me chame de Ashe.

Soraka sorriu.

— Vejo que sua humildade é a mesma.

— Preciso da sua ajuda. Minha filha, Diana apareceu com a marca dos Lunari dias atrás — Soraka olhou para a garotinha assustada com um símbolo de lua na testa, que se agarrava as penas de Ashe. — Não quero confronto com a tribo Solari, mas sei que virão atrás de minha filha caso descubram.

Soraka pulou da árvore e se aproximou de Diana, Diana se assustou ainda mais ao ver que os olhos de Soraka eram completamente amarelos e brilhantes.

— Como conseguiu isso, garotinha?

— U-um.. um anjo... – Gaguejou ela.

— Um anjo? Como se chamava? – Perguntou Soraka interessada, Ashe achava que a filha estava abusando da imaginação com essa historia de anjo, já mencionada pela filha quando sua mãe a questionou logo após a marca Lunari aparecer.

— Kayle. — A expressão de Soraka se tornou séria.

— Vamos para minha casa, aqui não é seguro para falarmos disso.

A casa de Soraka era mágica vista pelos olhos de Diana, seu teto lembrava o céu à noite estrelado, haviam planetas pintados nas paredes e tudo lembrava o céu. Soraka começou a dizer seriamente:

— Kayle, a julgadora, expulsou a própria irmã Morgana do céu por esta ter se rebelado. — Ela andou ate a prateleira e pegou um livro, o abriu sobre a mesa em uma pintura de uma mulher de longos cabelos loiros de armadura dourada. — Ela não tem dó de crianças quando o assunto é justiça, sua espada fumegante é capaz de perfurar pedras, não a contrariem.

— O que devo fazer? — Perguntou Ashe ainda mais preocupada.

— Qual a mensagem de Kayle, Diana? — Perguntou Soraka direto para a menina.

— Disse que... meu pai, devia parar de matar, que havia um preço por tirar uma vida...e que isso perturbava o equilíbrio entre o bem e mal em Noxus.

— O Reino de Noxus sempre foi sanguinário, mas com o Império de Tryndamere muitas cidades têm sido tomadas e muitas pessoas mortas, creio que isso esteja incomodando os céus. — Concluiu Soraka — Diga ao Rei que pare de matar agora mesmo, que não derrame nem mais uma gota de sangue se quiser que seu reino seja perdoado, caso contrario, vocês terão o mesmo destino de Morgana. Sentirão a justiça de Kayle na pele.

— Obrigado Soraka, Filha das estrelas, suas palavras soam verdadeiras e sábias como seu coração. Eu resolverei esse problema. Agora, creio que devemos voltar para casa. — Disse A rainha dando as costas e se dirigindo a porta.

— Se lembra do caminho, Rainha?

Ashe se virou para Soraka.

— Enquanto Avarosa me guiar nunca me perderei.

Soraka sorriu.

— Que a sorte esteja a seu favor, Arqueira do Gelo.

***

Ashe subiu em uma alta montanha, Diana a observava de baixo, Ashe pegou uma flesha que brilhava em um tom azul gélido, não era uma flecha comum. Então mirou no horizonte de onde tinham andado até a beira do mar mais a frente, quando a flecha passou por cima de Diana ela foi capaz de sentir um frio congelante em sua alma, a flecha iluminou o caminho que deveriam seguir para voltar ao navio real e embarcarem de volta a Noxus. Diana sentia que sua mãe era uma forma de inspiração, lá do alto com seu arco e flecha cedido pelos Deuses, com seus cabelos platinados sendo soprados pelo vento, parecia uma deusa, uma Heroína.

Anos mais tarde, na tentativa de unir as tribos Freljord onde ela mesma e Tryndamere nasceram, Ashe acabou sendo morta por sua rival Sejuani que montava um javali grotesco, o que despertou ainda mais a fúria de todos os Noxianos, principalmente do Rei Tryndamere e seus filhos que perderam a mãe. Logo a família real de Noxus correu a Freljord em busca de vingança dizimando toda a população brutalmente sem piedade.