O Garoto, os Amigos, a Faculdade
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Hello, my people. Eu sei que eu andei sumida, mas eu voltei queridos. E eu vou tentar postar mais frequentemente, mas sem promessas...
Achei melhor ligar primeiro para o Josh, principalmente porque minha mãe ás vezes podia ser bem difícil de lidar e eu não sabia como estava o seu humor neste momento.
— Ah Jessica, graças a Deus.— Olá. — falei surpresa com a reação do Josh.— Eu estava preocupado com você.— Eu estou bem, obrigada.— Por que você não me ligou?— o que eu ia falar?— Porque o Will é seu melhor amigo e eu achei que seria estranho se... bem... eu aparecesse aí do jeito que eu estava.— E pensou logo no Phelipe?— Na verdade, eu pensei na Allison. — mentira!— O Will ligou pra você?— Sim, vinte vezes. — Josh percebeu o meu tom de voz, porque disse:— Ele está arrependido, Jessica.— prendi a respiração.— Do que exatamente?— Não, ele não te traiu. Ele não faria isso e se você deveria saber disso, mas de qualquer maneira ele está mal.— Okay. Eu só liguei para você saber que eu estou viva e a Allison está me ensinando algumas coisinhas.— Que coisinhas?— Algo sobre ser achar bonita e ser confiante. — eu o senti sorrir.— Espero que você aprenda, acho que já deveria saber que é uma garota linda.— Estou aprendendo.— Ótimo.— Faz um favor pra mim?— O que quiser.— Avisa ao Will que eu não quero falar com ele, por enquanto.— Mas Jessie...— Só avisa, por favor. Fala que eu vou ficar na casa da Allison por mais essa noite, pelo menos, até que eu organize minha mente. E que eu ficaria muito feliz se ele respeitasse isso e não me ligasse, nem aparecesse na casa do Phelipe.— Você que sabe. Mas eu posso te ver?— sorri.— Claro.— Ótimo. Então a gente se vê mais tarde. Você vai pra faculdade?— Ainda não sei.— Tudo bem, até mais tarde.— Até. E oh, obrigada.— Por nada. Primeira ligação foi fácil e simples, o Josh estava mesmo preocupado comigo e isso me confortou um pouco. Automaticamente me condenei pelo sentimento, eu não podia ficar muito próxima do Josh, se não as coisas não dariam certo. Agora, a ligação mais complicada.— Alô?— Mãe?— Ah, oi Jessica.— Atrapalho?— Claro que não. Aconteceu alguma coisa?— Você chega hoje?— Na verdade, eu e Richard vamos ficar por mais um tempo. Talvez a gente volte só daqui a dois ou três dias.— suspirei de alívio.— Ah, que ótimo.— O que foi?— Não é que... eu e o Will... nós meio que...— Jessica fala de uma vez.— Nós brigamos e eu estou dormindo na casa de uma amiga. — ela ficou em silêncio por um tempo.— Ah querida, eu sinto muito...— Não, tudo bem. Nós vamos nos resolver.— Eu espero que sim. — Obrigada. Agora vai lá. Manda um beijo para o Richard.— Claro, pode deixar. Se cuida, minha querida.— Sempre. Eu te amo!— Eu também. Fiquei extremamente feliz que a peguei de bom humor. Mas isso significa que o Will vai dormir sozinho essa noite, bom melhor sozinho do que... Não, Jessica, não pense nisso nem por um segundo.— Terminou? — perguntou Allison.— Sim e você?— Também, Phelipe te mandou um beijo.— Okay. Vamos almoçar?— Com certeza.>>o— Como foi a conversa com a sua mãe? — perguntou Allison. Estávamos almoçando em um pequeno restaurante em frente ao rio Hudson, de alguma forma me deixava tranquila e até mais relaxada.— Até que foi tranquila, peguei ela de bom humor.— Que bom, seria muito ruim ter que reviver tudo com ela. — assenti meio sem jeito.— Com certeza. E o Phelipe?— Ah, bom, ele foi pra faculdade e está reclamando das aulas. Normal! Mas está feliz que esteja bem... — voltei a ficar desconfortável.— Então, Allison, olha... é... eu quero que você saiba que o Phelipe gosta muito de você e... — ela sorriu e pediu que eu parasse.— Eu sei, Jessie. Eu não sinto nem uma pontada de ciúme sobre isso, eu confio no Phelipe e sei que ele te vê como a nova Isabelle. — dei de ombros.— Como ela era? — Allison abriu um pequeno sorriso, acho que era de saudade.— Isabelle é a minha melhor amiga e eu sinto muito a falta dela, mas ela está feliz em Londres e eu fico feliz que ela tenha ido atrás do amor. Mais uma vez essa palavra pairou sobre a conversa: amor. Eu queria perguntar algumas coisas sobre isso com a Allison, mas eu tinha a sensação de que ela não entenderia.
— Alli, você e o Phelipe já brigaram alguma vez? — ela deu uma gargalhada.— Nossa, a gente briga bastante. — arregalhei os olhos surpresa.— Bastante? Mas vocês parecem tão felizes, sabe?— E somos, mas não quer dizer que somos iguais. Temos nossas diferenças e isso nos faz brigar algumas vezes. Só que tenho a impressão de que ás vezes o Phelipe faz de propósito só pra ter sexo de reconciliação. — não consegui evitar o sorriso.— Como vocês resolvem isso?— Os problemas? Bom, nós temos plena consciência de que não conseguimos mais ficar sem o outro, então não tem nada que não dá pra resolver. — tentei não transparecer minha decepção, mas a Alli percebeu. — Ei, o que foi?— Aí é que está, Allison. Eu não sei se sinto um sentimento tão forte pelo Will. — ela ficou um tempo me encarando sem dizer nada.— Jessica, os sentimentos não são equações matemáticas, não existe apenas um resultado. Você não pode dividir seus sentimentos em amor e não amor. Dê tempo ao tempo.— Mas quanto tempo? — quase gritei de frustração.— Por que essa pressa toda? Olha, eu sugiro que você faça uma lista do que você gosta e não gosta no Will, as coisas boas que ele fez e as coisas ruins. Coloque tudo na ponta da lápis e obtenha um resultado parcial. Eu quase falei que isso era ridículo, mas resolvi pensar melhor no que tinha me dito, talvez isso fosse dar mesmo certo. No fim, já tinha achado a ideia brilhante.— Sabe, Allison, acho que você tem razão. — ela riu.— Essa é uma mania minha. — revirei os olhos arrancando risos dela.— E agora? Para onde vamos?— Você vai pra faculdade? — dei de ombros.— Não, acho que não.— Então, nós vamos para o salão.— Sério isso?— Com certeza. Você vai ficar incrível.>>o A Allison estava impossível. Ela simplesmente me entregou na mão de várias desconhecidas por mim para que me penteassem, fizessem minhas unhas, sobrancelhas e até depilasse as minhas pernas. Passei mais tempo do que gostaria de admitir, mas no fim parte de mim estava gostando de ser paparicada.— Jessica, agora, por favor deixa cortar seu cabelo. — falou Allison.— Meu cabelo, não.— Por favor, Jessie. Não vamos mudar drasticamente, só corta um pouco para deixá-lo com mais volume, sabe? — respirei fundo e fechei os olhos.— Está bem, mas não quero ver até terminar. — Allison bateu palmas.— Ótimo! Você vai ficar linda! Emily, ela autorizou. — gritou ela para uma mulher com cabelo chanel.— Querida, eu vou te deixar mais linda. — falou a tal Emily.— Eu espero que sim. — falei meio sem jeito.— Pode ter certeza. Fechei os olhos e deixei que ela fizesse todo o trabalho, me deixei ser levada pela música que tocava ao fundo e relaxei, facilitando o trabalho da Emily. Quase uma hora depois ela anunciou que tinha acabado, para meu alívio sua voz ainda estava animada o que significava que ela tinha gostado do resultado.— Posso ver? — perguntei.— Ah, Jessica, você vai amar. — falou Allison. Abri os olhos devagar e abri a boca surpresa. Sim, realmente estava... lindo! Ele estava mais curto e caía em camadas ficando mais cheio, com mais presença.— Meu Deus, está incrível. — minha voz era um sussurro.— Eu sabia que você ia gostar. — falou Allison.— Obrigada, Emily. — falei.— Que isso, querida. Esse é o meu trabalho.— Está se sentindo linda? — perguntou Alli.— Nossa, com certeza.— Bom, meu trabalho por hoje está concluído. Vamos pra casa porque Josh e Phelipe já estão chegando lá.— Você acha que eles vão gostar? — perguntei.— Quem tem que gostar é você, lembre-se disso. Mas sim, eles vão gostar. Depois de pagar por tudo (nem quis ver quanto foi), pegamos um táxi para casa. Eu estava inquieta, de roupa nova, cabelo novo, e acho que uma nova auto-estima. Allison abriu a porta devagar e os meninos, que jogavam video game, nem viraram o rosto. Os dois juntos ainda era uma bela visão, belezas diferentes, mas com certeza belezas.— Ei, meninos, chegamos. — eles viraram a mesma hora e ambos ficaram surpresos.— Uau. — falou o Phelipe e eu sorri sem jeito.— Obrigada. — mas meus olhos se voltaram para o Josh. Seus olhos verdes estavam um pouco mais escuros que o normal, sua barba estava por fazer e seu cabelo parecia bagunçado de próposito dessa vez, mas o que me chamou a atenção foi sua boca que estava ligeiramente aberta.— Fala alguma coisa. — falei sem jeito.— Linda. — sua voz era um sussurro e eu abri um sorriso que não consegui evitar.— Obrigada.— Então... hum... e aí, Josh? — falou Allison e ele desviou o olhar meio sem graça.— E aí, Allison?— Pizza? — perguntou Phelipe.— Claro. — falei.— Allison, você pode vir aqui por um minuto? — falou Phelipe, não sendo nem um pouco discreto.— Tudo bem. — respondeu meio a contra gosto. Andei até o Josh meio sem saber o que fazer, o olhar dele me pegou desprevenida e eu não sabia o que esperar.— E aí? — perguntei.— Você está muito linda.— Obrigada.— Muito linda, mesmo.— Pode parar de falar isso? — ele abriu o sorriso à la Josh.— Quem sabe assim você acredita?— Quem sabe? Josh parecia um pouco impaciente, ele ficava brincando com o zíper da jaqueta o que me deixou desconfortável, de vez em quando sentia seu olhar em mim.— Josh, como o Will estava? — ele se ajeitou no sofá.— Mal. — simples.— Só isso?— Bom, ele ficou o dia todo se sentindo um merda e um namorado horrível, o que foi um saco. Resumindo: mal.— Eu soube que você conversou com ele ontem à noite.— Sim, eu falei.— E como foi? — ele deu de ombros.— Ele só precisava que alguém chamasse sua atenção. Só isso. — respirei fundo.— E o que eu faço, Josh? — ele olhou dentro dos meus olhos.— Não pergunte pra mim, por favor.— Eu preciso da sua ajuda.— Não, não precisa. Você está indo muito bem.— Você acha que ele quer fazer as pazes?— Sim, acho.— E acha que ele está disposto a mudar? — ele deu de ombros.— Não sei, acho que isso você vai ter que perguntar pra ele. — respirei fundo e encostei minha cabeça no seu ombro. Eu o senti prender a respiração, até pensei em me afastar, mas antes de eu mudar de ideia o senti relaxar. Josh me abraçou e beijou o topo da minha cabeça. E depois de uma noite muito turbulenta, eu só relaxei.— Vocês querem... — Allison parou diante da cena que estávamos fazendo e nos afastamos meio sem jeito. — Está tudo bem?— A Jessica precisava de um abraço. — respondeu Josh.— Ah, bom... que seja! Eu só queria saber se vocês querem escolher o sabor da pizza?— Pode escolher o que quiser. — falei.— Desde que tenha muito queijo, eu como.— Ótimo, eu vou pedir alguma coisa. Ela saiu deixando o constrangimento no ar, a nossa sorte foi que Phelipe chegou com o seu sorriso e piadas fazendo o clima ficar mais leve. O que foi um alívio!— Então, gastaram muito o meu dinheiro? — fiquei muito (mesmo!) sem graça.— Olha, se você quiser eu pago e...— Nem começa, Jessica. Eu dei carta branca para a Allison e eu sabia exatamente o que isso significaria. Eu não me importo.— Mesmo assim se você...— Fica quietinha, por favor? Vamos voltar para o motivo da saída, como você está? — eu parei um pouco pra pensar e analisar como eu me sentia.— Eu estou bem. Acho que realmente bem.— Bom, esse era o objetivo.— Obrigada mesmo por tudo isso.— Não precisa agradecer, foi mais do que um prazer. Allison voltou e sentou ao lado do Phelipe de frente pra gente. Eu senti o seu olhar inquisidor que quase atravessava o meu cérebro, mas mesmo assim ela abriu um sorriso.— Como foi a faculdade hoje?— Nada de especial. Foi até bem chato. — respondeu Phelipe.— Ah que surpresa!— A Isabelle me ligou hoje. — Allison (finalmente!) desviou seu olhar de mim.— Sério? Como ela está?— Bem, feliz e ainda apaixonada pelo o idiota do Justin.— Fico feliz por ela.— Como vocês dois começaram a namorar? — perguntei e Phelipe sorriu.— Allison era a melhor amiga da minha irmã e...— Sou. Eu ainda sou a melhor amiga da sua irmã. — ele revirou os olhos.— Que seja! De qualquer maneira, eu achei ela gata e queria sexo, só que ela me deu o fora. Fiquei preocupado, fui atrás e quando percebi estava fisgado. Pedi ela em namoro no Natal do ano passado. Simples!— Uau. Isso é que é história de amor! — falou Josh.— Concordo. — falei.— Não foi tão perfeito assim, tá? Tivemos nossos problemas. — comentou Allison.— Imagino. A campainha tocou e Phelipe levantou para pegar a pizza, Allison virou para nós dois com seu olhar matador. Eu não queria me sentir constrangida, mas não consegui evitar.
— Jessica, pode vir na cozinha um minuto? — pediu.— Claro.— Precisamos conversar. — falou ela em um sussurro.
Fale com o autor