Notas iniciais
Ei dears, eu sou sei que vocês vão querer mandar bombas ou fogos para minha casa.. Por favor, se eu puder escolher prefiro os fogos.. :)

>>o Ponto de vista: Josh
— Então, Josh, você é daqui de Nova York ou veio pra cá pra fazer faculdade?
Julie e eu resolvemos parar na Starbucks mais próxima, assim não precisaríamos ir de carro. Então deixamos nossos carros em frente ao loft do Will e viemos pra cá caminhando.
— Não, eu nasci aqui. Meus pais se mudaram pra cá um pouco antes da gente nascer. — Julie sorriu.
— "Da gente"? — sorri sem jeito.
— Eu tenho uma irmã gêmea, a Chelsea.
— Sério? E vocês são muito parecidos? — dei de ombros.
— As pessoas dizem que sim.
— Fiquei curiosa pra conhecê-la. Nunca conheci gêmeos de sexos diferentes.
— Não é muito comum. E você tem irmãos?
— Não, sou filha única. Mas sempre tive vontade de ter um irmão, parece divertido.
— Você está super estimando esse negócio de irmão. — ela soltou uma gargalhada contagiante.
— Talvez tenha razão.
— E você? É daqui?
— Não, eu sou da capital. Washington.
— Ah, uau. Por que Nova York?
— Bom, eu queria fazer Economia e não Ciências Políticas, por isso o melhor lugar para fazer isso é no lugar onde está a Bolsa de Valores mais famosa do mundo. — sorri.
— Isso quer dizer que eu deveria ir para o Washington?
— Desde que você não vá agora. — Automaticamente minha mente processou o que estava acontecendo. Julie Sloane está flertando comigo. Meu Deus, ela está mesmo flertando comigo.
— Claro que não. Tenho coisas pra fazer aqui. — falei e ela deu um sorriso muito sexy (e eu tinha certeza de que ela sabia disso).
— Sabe, Josh, e se a gente pegasse nosso carro na casa do Will e bem... — isso está mesmo acontecendo?
— Você mora perto da universidade?
— Moro a cinco minutos do Central Park. — dei o meu melhor sorriso e coloquei uma nota em cima da mesa.
— Vamos lá.
>>o
— Nós vamos cada um em seu carro? — perguntei.
— Ah, melhor do que deixar o carro aqui.
Seus olhos estavam verdes brilhantes e sua respiração não estava muito controlada. Julie estava encostada em seu carro com os braços cruzados, mas seu olhar era de desejo. Não me permiti pensar muito, a beijei ali mesmo.
Ela foi pega de surpresa, mas senti que correspondeu na hora. Meu corpo pressionava o dela no carro e suas mãos subiam e desciam pelas minhas costas. Eu sentia seu peito mexer com a respiração e seu coração estava acelerado, e isso por algum motivo causou uma reação interessante em mim. Apertei sua cintura e a levantei um pouco do chão, nos pegando de surpresa.
— Josh? — a voz dela me pegou totalmente desprevenido.
Jessica me encarava com completa incredulidade e surpresa, enquanto Will também estava supreso, mas seu olhar tinha algo a mais: divertimento.
— Ah, oi... — falei sem jeito.
— Julie? — perguntou Will e ela acenou meio sem saber o que fazer. O rosto da Jessica endureceu e eu senti a raiva no ar.
— Nós já estamos de saída. — falei.
— Tudo bem, a gente se vê amanhã? — perguntou Will.
— Claro, até lá.
— Vai na frente que eu vou te seguindo. — falei e Julie piscou antes de entrar no carro.
— Tchau, gente. — falei.
— Tchau, divirta-se. — falou Will com um sorriso. Jessica não respondeu.
Entrei no carro com um sentimento triunfante, eu sei que era um pouco ridículo, mas eu me sentia bem por ver a Jessie meio mal. Como se fosse uma compensação. Claro que a Julie já era um baita prêmio, posso considerar a raiva da Jessie como um bônus. Lembrei automaticamente de uma música um tanto antiga, mas eficaz.
"I gotta feeling, that tonight is gonna be for the good night."

>>o Ponto de vista: Jessica
— Eu posso saber por que você está com essa cara? — perguntou Will.
— Eu não gosto dela, simples assim. — falei.
— Achei que você só não gostasse da Julie comigo. — revirei os olhos.
— Eu não gosto da Julie e ponto. — ele sorriu (o que me deixou mais irritada).
— Vem cá, vou fazer você esquecer dela.
— Boa sorte com isso.
Antes que ele pudesse sequer chegar perto de mim, a porta abriu com a minha mãe e o Richard todo sorrisos.
— Boa noite, casal maravilha. — falou Rich e eu (tentei) sorrir.
— Boa noite. Como foi o congresso? — perguntei.
— Foi incrível. E vocês se divertiram? — perguntou ele fazendo minha mãe olhá-lo chocada. — Mas não muito.
— Sim, nós nos divertimos. Mas não demais. — falou Will indo pegar a mala na mão da minha mãe.
— Vejo que vocês resolveram aquele probleminha. — comentou minha querida mãe.
— Sim, foi resolvido. — falei, mas senti que ela me avaliava e não creio que ficou convencida.
— Okay. — seu olhar dizia: "Vamos conversar depois."
— Vocês já comeram? — perguntou Rich.
— Acabamos de chegar do cinema, mas eu comeria uma pizza. — falou Will.
— Claro que comeria.
— Eu vou tomar um banho, mas já desço para comer essa pizza. — falei. Will olhou pra mim com curiosidade.
— Tudo bem? — sua voz era um sussurro.
— Claro, eu só preciso de um banho. — ele não estava muito certo, mas assentiu.
Eu estava irritada e meu estômago estava embrulhado, era uma mistura de ódio com enjoo que não fazia o menor sentido. Ou fazia?
Deduzi que eles não precisariam de mim por muito tempo, então enchi a banheira e deixei a água quente fazer a sua mágica no meu corpo. Fechei os olhos e me permiti pensar no que estava acontecendo comigo.
O Josh era meu amigo, o que significava que ele podia ficar com quem quisesse, inclusive a Julie, certo? Errado! Não, a Julie. Bufei como um cavalo, eu não conseguia organizar os meus pensamentos, muito menos sentimentos. Eu não tinha o direito de sentir ciúme do Josh, e eu tinha plena certeza de que era isso que eu estava sentindo. C-I-Ú-M-E! Mas amigos também sentiam ciúme um do outro, né? Sim, mas o que você está sentindo não é de amigo, Jessica e você sabe disso. Afundei a cabeça dentro da água. Eu tinha a esperança de que com esse fim de semana maravilhoso que eu passei com o Will, meus sentimentos pelo Josh tivessem sidos sufocados.
Eu não podia gostar do Josh, não era certo. Não era certo com o Will, nem com o Josh, nem comigo. Eu tinha que colocar a minha mente no lugar e deixar meus sentimentos por ele morrerem aos poucos. Eu tinha que começar a evitá-lo e a falar a verdade pra ele. Nós tínhamos que ter essa conversa pra poder conseguir evitar um ao outro. Agora só me faltava a coragem pra ter essa conversa.
>>o
— Achei que você não fosse descer mais. — falou minha mãe.
A pizza já tinha chegado e eles estavam no segundo pedaço, sentei ao lado do Will e peguei um pedaço pra mim com um sorriso no rosto.
— Eu me permiti um banho de banheira. — falei.
— Por quê? — perguntou Will e eu dei de ombros.
— Porque eu estava com vontade.
— Jessica, você... — começou ele, mas eu o cortei.
— Não, não fala. Deixa pra lá. — minha mãe e Richard olhavam pra gente como se estivessem vendo um filme pela metade, tentando entender, mas perdidos ao mesmo tempo.
— Vocês estão realmente bem? — perguntou minha mãe.
— Sim, tudo bem. Eu só estou cansada. — falei.
— Cansada de quê? — dei um sorriso sem jeito e Will abaixou a cabeça sem graça. — Ah...
— Eu realmente não precisava saber disso. — falou Richard.
— Não falei nada. — comentou Will.
— Nem precisava.
— Marcamos a data do casamento. — falou minha mãe, assim do nada.
— Como é? — perguntei e ela sorriu.
— Daqui a três meses. — arregalei os olhos.
— Já?
— Bom, a gente já estava preparando algumas coisas, então...
— Nossa, isso é... — começou Will.
— Incrível. — completei. — Parabéns!
— Obrigada. Jessica se você puder ir comigo atrás de um vestido. — comentou sorrindo.
— Mas é claro. Eu vou amar.
— Quer ser minha madrinha? — fiquei um tempinho sem saber o que dizer.
— Nossa, mãe...
— Pode dizer que sim? — sorri.
— Mas é claro que sim.
— E você, Will, quer ser meu padrinho? — perguntou Richard.
— Claro, pai. Será um prazer.
— Vai ser lindo. — falou minha mãe com uma animação que eu não via a muito tempo nela.
— Com certeza vai ser.

>>o
Depois de várias noites, eu dormi na minha cama. Will ainda não tinha certeza se estava tudo certo entre nós (sinceramente, nem eu, mas eu tinha que tentar). Acordei e tinha um bilhete dele na mesinha do lado da minha cama.
Jessica,
quando você acordar provavelmente eu já estarei na faculdade, mas eu queria ser o primeiro a te dar bom dia. Eu prometi pra mim mesmo que não ia mais vacilar com você e ia fazer as coisas darem certo. Espero que as coisas ainda estejam bem entre a gente. Então, bom dia.
Com amor,
Will
Não consegui deixar de sorrir e junto com o bilhete tinha uma torrada com um sorriso feito de geléia. Na hora me senti culpada por ter ido dormir pensando no que fazer em relação ao Josh. O Will estava aqui e gostava mesmo de mim, eu não podia jogar tudo para o alto por um garoto que nem gostava de mim.
Comi a torrada e levantei para me arrumar. Eu ia fazer as coisas darem certo com Will e ia resolver os meus problemas com o Josh, como deve ser.

>>o
— Olá namorado. — falei e Will abriu um sorriso enorme.
— Olá namorada. Então, estamos bem?
— Claro que estamos bem. Adorei a torrada.
— Tentei pensar numa forma de te agradecer pelo fim de semana incrível.
— Tem vários jeitos de você me agradecer... — seu sorriso iluminou seu rosto de um jeito que me fez sorrir.
— Mal posso esperar.
— Você não tem aula agora? — perguntei e ele coçou a cabeça.
— Bom, eu estou esperando a Julie. Eu tenho que apresentar uma resenha com ela. — tentei manter o rosto impassível, tentei.
— Ah... e cadê ela? — ele apontou. Dessa vez eu nem tentei manter meu rosto neutro, fiz uma careta. Julie estava linda em um vestido rodado com meia-calça preta, mas o que realmente me irritou foi o carro que ela estava saindo. Josh bateu a porta do motorista com força e ligou o alarme do carro.
— Jessica, você está com uma cara engraçada...
— Sim, hilária. — Will fez uma careta.
— O que você...
— Olá, gente. — falou a-que-la me-ni-na.
— E aí? — falou Will com um sorriso.
— Beleza, cara? — comentou Josh.
— Tranquilo. Julie nós estamos atrasados. — falou meu namorado. Isso mesmo, Jessica. Mantenha isso em mente.
— Ah claro, desculpa. — ela deu um beijo rápido no Josh. — A gente se vê depois?
— Com certeza.
Ela me deu um tchauzinho e partiu com o meu namorado. Respirei fundo e me virei para olhar o Josh que me encarava com um sorriso idiota no rosto.
— Bom dia, Jessica.
— Bom dia. — minha voz estava ridiculamente séria.
— Por que esse humor? — eu estava com vontade de estrangulá-lo.
— Agora eu tenho aula, então tchau. — saí andando sem olhar pra trás.
— Ei, Jessica... — Josh me chamou, mas eu não me virei nem parei.
Eu queria muito fingir que nada tinha acontecido, mas eu não conseguia. Simplesmente não tinha a possibilidade disso funcionar. Mesmo com a raiva borbulhando dentro de mim eu tinha que conversar com o Josh, e isso não podia esperar muito. Só pensei em uma solução possível: eu tinha que falar com a Allison.
— Jessica? — chamou alguém do meu lado.
— Oi. — era o Chris.
— O que aconteceu?
— Como assim?
— Você está com uma cara estranha.
— Problemas com o Will, com o Josh... Enfim, não importa.
— Tem certeza? — respirei fundo.
— Sim, tenho. E você? Trina, hem... — ele abriu um sorriso enorme.
— Pois é... Depois de muito tempo ela aceitou sair comigo aquele dia. Conversamos e já saímos duas vezes depois disso, acho que ela pode me perdoar. — eu sorri.
— Ela já perdoou. — o sorriso dele aumentou.
— Você acha?
— Com certeza. Não sei se ela vai esquecer, mas perdoar é um começo.
— Eu estou realmente esperançoso.
— Pode ficar. A Trina é difícil, mas acho que com bastante persistência você consegue.
— Eu espero que sim. E vai ficar tudo bem, viu?
— O quê? — ele deu de ombros.
— Não sei, mas seja o que for que você esteja pensando ou passando saiba que vai ficar tudo bem. — eu o abracei pegando ele de surpresa.
— Obrigada.
— De nada, sempre um prazer. Agora vem, vamos encontrar a Chloe antes que ela enlouqueça.

>>o
— Alô?
— Phelipe?
— Fala Jessica, eu sabia que você ia ligar.
— Sabia como? — eu podia imaginá-lo dando de ombros.
— Eu conversei com o Josh hoje. — cerrei o maxilar automaticamente.
— E o que ele disse?
— Eu sei que ele... hum... dormiu com a Julie.
— Eu preciso conversar com a Allison.
— Eu sei. Ela está no banho, mas pode vir pra cá. Estamos te esperando.
— Obrigada.
— Não por isso.
Peguei um táxi e desci em frente a casa da Allison e Phelipe, eu precisava conversar com alguém que entendesse a situação e pudesse me dar algum conselho, quem sabe até me ajudar a executá-lo.
— Oi, Jessie. — falou Alli abrindo a porta.
— Olá.
— Entra aí, temos muita coisa pra conversar.
— Com certeza temos.
Phelipe estava no sofá vendo Tv, mas desligou quando me viu e levantou pra me abraçar. De alguma forma seu abraço era reconfortante e me deixou mais calma.
— Então, Jessie, nos conte seus problemas. — suspirei.
— Eu sei que é irracional, sei que eu não tenho direito, mas eu... humpf... odeio ter que admitir isso, mas eu... eu acho que...
— Você está com ciúmes. — falou Allison.
— Sim, eu estou. Morrendo. — ela deu um sorriso compreensível.
— Ei, isso é normal.
— Mais ou menos. — falou Phelipe e Allison olhou feio pra ele.
— Não, Alli, ele está certo. Eu não tenho direito de me sentir assim.
— Direito não tem, mas desde quando os nossos sentimentos fazem sentido? — antes que eu pudesse responder, a campainha tocou.
— Você está esperando alguém? — perguntou Allison e Phelipe que tinha levantado, parou.
— Sabia que essa é a frase que as pessoas sempre dizem antes de abrir a porta para os assassinos nos filmes? — ela sorriu.
— Sabia. Agora vai lá e abre a porta para o psicopata da vez.
Quando o Phelipe abriu a porta eu desejei que fosse um psicopata, quem sabe eu soubesse o que fazer. Talvez eu ligasse pra polícia, mas nesse caso eles não podem fazer nada por mim.
— Josh? — perguntou Phelipe surpreso.
— E aí? Eu preciso daquele livro que você comprou, eu ainda não terminei aquela... — e aí ele me viu, a frase simplesmente morreu.
— Nossa, dá pra sentir a tensão no ar.
— Phelipe! — falou Allison e ele deu de ombros.
— Oi, Jessica.
— Oi, Josh.
— Isso está ridículo. Vocês podem começar a conversar agora. — falou Allison praticamente empurrando Josh para o meu lado.
— Conversar o quê? — perguntou ele. Eu queria ter falado: "Josh, temos que colocar as cartas na mesa." Mas eu disse:
— Por que a Julie? — depois que saiu me arrependi.
— Como?
— A Julie. Por que a Julie? De todas as garotas do mundo que você poderia transar, você escolheu a Julie. Por quê?
— Não foi assim que aconteceu... — ele começou, mas eu realmente me empolguei.
— Não sei que espécie de jogo você está jogando, Josh, mas achei baixo demais até pra você transar com a Julie. Você mais do que qualquer um sabia o quanto eu não gostava e não gosto dela. Mesmo sabendo disso, você foi lá e jogou a garota contra o carro. Eu confiei em você e o mínimo que você poderia fazer era retribuir a confiança. — falei tudo de uma vez só, sem parar. Mas o que eu recebi não foi o que eu esperava: raiva.
— Confiança? Quem é você para me falar de confiança? Na verdade, quem é você para me cobrar alguma coisa. E se eu quiser eu posso transar com a Julie, sim. Sabe por quê? Porque a garota que eu gosto namora e deixa isso bem claro. Pois é, Jessica, eu sou apaixonado por você. E o que você acha que eu sinto toda vez que eu vejo você beijando o Will, sorrindo pra ele, abraçando ele e falando o quanto que você é apaixonada por ele? Eu ouvi todas as suas confissões, escutei todos os seus problemas e estive do seu lado até na hora que ele vacilou com você. Então, Jessica, eu tenho direito de ficar com quem eu quiser, a hora que eu quiser, quando eu quiser e você não tem o direito de dar palpite.
A sala ficou um silêncio, eu podia ouvir o meu coração batendo, a respiração de todos na sala e até o vento que passava pela janela do apartamento. Eu e Josh estávamos de frente um para outro, e seu rosto passava fúria. Me senti muito idiota, mesmo. Tão idiota que tive vontade de chorar.
— Eu sei. — falei apenas. Minha voz era um sussurro e isso pegou ele desprevenido.
— Como?
— Eu sei, tá? Eu sei. Eu sei. Eu sei. — eu levantei e senti as lágrimas vindo. Fiquei com raiva de mim mesma.
— Jessica... — começou ele levantando junto comigo.
— Não, escuta. Eu sei que você gosta de mim, o que você não entende é que eu também gosto de você. E é isso que me machuca. Eu não posso gostar de você. Eu tenho o Will e sou apaixonada por ele. Mas de alguma forma o sentimento que eu tinha por você foi se transformando de um jeito que eu não podia controlar, de um jeito que eu não posso controlar. Eu só... eu gosto de você, Josh.
Outro momento de silêncio, pior do que o anterior. Só que o que ele fez, me pegou tão de surpresa que me deixou sem ação. Josh me beijou. Ele simplesmente segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou. Seus lábios eram macios e urgentes, tinha uma ferocidade junto com o desejo. Eu não queria, eu não queria mesmo, mas mesmo assim fechei os olhos e o puxei pra perto. E foi nessa hora que nos afastamos como se tivéssemos levado um choque.
Ficamos nos olhando por um tempo sem dizer nada e com a surpresa estampada no rosto, Josh atravessou a sala e saiu do apartamento batendo a porta.

Notas finais
Fogos ou bombas?