Notas iniciais
Hey, como estão? Primeiramente, eu queria agradecer á MaryyHistory pela recomendação maravilhosa, pelos comentários e por tudo mais.Esse capítulo é seu. Obrigada, na verdade, á todos que comentam.Isso é muito importante para ''O Garoto da Última Casa'' acreditem. Já deram uma olhada na nova capa?O que acharam?Quero suas opiniões hein. Essa capa foi feita Sketch e arrasou, não é? Quero opiniões não esqueçam. Ah, com esse capítulo, pessoas curiosas, vocês irão saber mais sobre a maldição de William Hãnsel.

CAPÍTULO 20 — ERA UMA VEZ UMA MALDIÇÃO...

– Está brincando? — perguntei de uma maneira bem idiota.

– Não — Ashley olhou em meus olhos e em um certo momento eu desviei de seu olhar.Era muita pressão olhar para ela por muito tempo. — Eu estou falando sério.

– Isso é ótimo– William sorriu de orelha á orelha e só faltou dar alguns pulinhos — Umas das melhores noticias do mundo.

– William, isso é um grande avanço, só que ainda não resolve nosso problema — a loira interveio — Não vamos chegar lá, matando tudo que vier em nossa direção.

– E por que não? — o Hãnsel perguntou.

– Talvez, por que isso seja um tipo de suicídio? — Henry não fez uma pergunta, ele foi irônico.

– É nossa chance — William falava como se estivesse tentando explicar matemática á uma criança de alguns meses de idade– Vamos amanhã mesmo e...

– William isso seria complicado, elas são poderosas e podem nos matar, eu sei o quanto quer acabar com isso, só... — tentei.

– Você não sabe de nada, Miller– ele cortou minha fala de uma maneira ríspida e eu me calei — Não é por que é um tipo de aberração, e que está na maldição, que sabe de alguma coisa.Você não sabe.

Eu nunca pensei, nem por um minuto, como era ser atingida por facas.A dor deveria ser insuportável?Você ficaria vendo seu sangue sair de você e não poderia fazer nada?Você resistiria?Mas as palavras de William, vieram disfarçadas como facas.E eu senti o impacto.

Foi forte.

– William — Brad segurou os ombros do amigo e encarou seu rosto — Ashley tem razão, isso seria quase como pegar uma arma e atirar na própria cabeça.Sabemos, talvez, onde essas mulheres idiotas se escondem, mas precisamos estar preparados para elas.Vamos chegar até elas, Will, mas eu quero chegar e acabar com cada uma, sem deixar nenhuma.Você não quer também?

– Eu.. eu quero — o Hãnsel murmurou meio desanimado, olhando para os próprios pés. — Mas vocês acham que se elas morrem, a maldição vai junto?

– Esse é outro problema — Ashley falou — Não sabemos.Acho que teremos que pegar a descendente direta da bruxa que lançou a maldição, para tirar algumas respostas, ou algo assim.

– Isso vai ser ainda mais difícil– Henry comentou.

– E a carta da minha avó? — minha voz saiu meio falha, ainda por causa da rispidez de William — Ela disse que sabia de alguma coisa e que estava no lugar favorito para ela.

– Georgia achava que esse lugar favorito era na biblioteca– Henry falou para mim e depois me olhou de uma forma doce, o que fez eu lembrar o momento que o vi pela primeira vez.Mas William me disse, horas atrás, que Henry nunca foi gentil comigo de verdade, estava fazendo conforme o plano — No entanto, procuramos por toda aquela biblioteca e nada.Nenhum sinal de carta alguma.Então paramos de procurar.

– Acho que deveríamos continuar a procurar — falei — Eu posso ajudar, conheço minha avó muito bem.Isso pode ser de alguma ajuda.

– Qualquer ajuda é bem-vinda — Ashley sorriu de lado.

– Já que estou ajudando com tudo isso — falei mais séria do que jamais estive antes — Quero saber cada detalhe sobre a maldição.

– O que... — William ia começar a contestar, sem duvida.

– William, você quer ajuda, certo? — Ashley olhou para ele esperando alguma reação, mas ele não disse ou fez nada — Ela quer saber e vai.

...

– Você já sabe muito bem sobre a história da família Hãnsel, certo? — balancei a cabeça concordando com as palavras de Ashley e ela prosseguiu — Enquanto as chamas dançavam pelo corpo de mais uma bruxa morta, uma senhora empurrou algumas pessoas e foi para perto da fogueira.

''Ela deveria ter uns 50 anos, segundo o escritor Phil Roberts — que foi única pessoa que estava lá naquela noite e escreveu sobre essa maldição.A senhora, no primeiro momento, começou a chorar descontroladamente ao pé da fogueira, mas depois limpou o rosto e se levantou.Ela encarou a multidão com ódio e todos as pessoas de Owens estremeceram juntas, todos sabiam.Ela também era uma bruxa.

Os Hãnsel assistiam caladas, afastados da situação, de certo modo.

– Família maldita?! — a senhora chamou gritando, enquanto o padre Richard, já começava a chamar a 'segurança' do local — Família Hãnsel!Eu sei que vocês estão ai, malditos!

– Bruxa! — várias pessoas começaram a gritar — Matem essa bruxa, por Deus, nosso senhor.

– Não rezo por seu Deus — ela gritou de volta — Mas até eu sei que ele não deve gostar que usem o nome dele para isso.Seus imundos e malditos!

– Matem ela! — o padre gritou para homens armados com objetos cortantes.Antes que alguém pudesse fazer alguma coisa, a bruxa esticou uma das mãos, onde se encontrava um anel, e torceu o pescoço do padre, que caiu morto no chão.

Ninguém mais se moveu.

– Mundanos só entendem quando a verdade é provada mesmo — ela quase sorriu — Eu poderia torcer os pescoços de cada um de vocês e jogar as regras do meu mundo para o alto, mas eu não vou.A Horda já ficará muito furiosa comigo, já é o bastante — ela deu um passo para frente e toda a população de Owens deu um passo para trás — Seu ratinhos medrosos, sorte de vocês que eu estou com pressa.

– O que vai fazer, bruxa? — havia nojo na voz de um dos pastores mais ricos da cidade, que estava em meio a multidão.

– Você pode me chamar de bruxa com todo esse tom imundo de voz que usou, que não me importo — ela falou — Prefiro ser o que sou, do que como vocês.Matam e destroem por si mesmos, e depois colocam a culpa em seu Deus.Todavia eu vou focar no que merece meu foco, pastor.

– E o que merece seu foco? — o escritor não resistiu a pergunta.

– Os Hãnsel — ela falou e olhou em uma direção, fixamente.Quando a multidão foi saindo da frente da visão da bruxa, apenas uma família permaneceu.Os Hãnsel. — Vocês mataram por negócios e eu quero que morram por isso, mas não se preocupem, quebrar seus pescoços agora seria fácil demais, eu vou fazer pior.Eu quero fazer pior.

– Não tenho medo de você, bruxa do inferno — o homem da família Hãnsel, se pronunciou.

– Pois deveria — ela sorriu de uma maneira assustadora — O que acha de uma maldição, Hãnsel?

– Mal-mal- maldição? — a voz do senhor falhou em meio á fala.

– Isso, maldição — ela olhou para a pequeno fogo crepitando que agora estava quase no fim, e fechou seus olhos por um momento. — Eis minha dor e a sua futura 'Quando os homens da sua família completarem 18 anos, o inferno vai começar.Eles ficarão violentos, mesmo antes doces; ficarão frios, mesmo antes bondosos; ficarão tristes, mesmo antes felizes.Eles terão uma vida, pessoas que os ame, e então as perderão.Mas não de qualquer jeito, eu quero que sofram.Eles matarão as pessoas que amam com as próprias mãos.Ouvirão o choro das pessoas por quem dariam a vida e continuarão as matando, mesmo assim.Ah, eu sou bem imprevisível, sabe?Tudo isso pode acontecer depois de alguns meses do aniversário de 18 anos do Hãnsel, ou até mesmo, alguns anos, eu não sei.O importante é que vai acontecer.

– Fique quieta, bruxa — uma mulher da família Hãnsel, com uma criança no colo, gritou para a senhora.

– Ah, isso que está em seu colo é uma garotinha? — a bruxa sorriu e ninguém da família falou nada — Presumo que sim.É muito bonita, parece com você, senhora Hãnsel, pena que não viverá muito.O pai vai matá-la.

– Eu nunca faria isso — o pai da menina gritou.

– Ah, mas vai — ela olhou para o anel em sua mão, analisando-o — Vai fazer de qualquer maneira.

– Isso é mentira — ele falou — Você não tem esse poder.

– Quer perguntar isso ao padre? — ela chegou perto do corpo morto do padre, se ajoelhou e falou perto de seu ouvido — Senhor padre, eu não tenho esse poder? — ela ficou quieta, como se realmente esperasse uma resposta, e a população de Owens também — Ah, esqueci, alguém quebrou o pescoço dele — ela então se levantou.

– Por favor — pediu a mãe — Deixe minha filha, pelo menos, viver.

– Você não tem um filho? — a bruxa perguntou e uma criancinha abraçou ainda mais a perna da mãe.Um menino de no máximo 4 anos. — Ele vai continuar vivo.Viu?Não é uma felicidade?

– Por favor, piedade — pediu.

– Que tal pedir sua piedade as pessoas que você e seu marido mandaram á fogueira? — ela apontou para, agora, um monte de cinzas quentes — Tudo bem, eu sou uma filha de Deus — sorriu com sua frase — Vou ser piedosa.

– Ah, obrigada. — a mulher disse, aliviada.

– Não se humilhe á bruxa, Liana — o homem falou.

– Ela vai salvar minha filha e... — começou Liana

– Eu não disse isso — a bruxa interrompeu.

– Mas... — a mulher estava assustada e confusa.

– Mas, mesmo sendo o que são, tem direito á um ato misericordioso.Um dia, família Hãnsel, vocês terão uma chance de se salvar, se salvar da minha maldição, da minha vingança.Uma hibrida — metade bruxa, metade mundana — pode ajudar ou não.Essa hibrida será sua salvação ou sua perdição.Será que seus descendentes confiarão em uma mestiça?Torço para que não.Se assim for, estão perdidos.Mas isso irá demorar, por agora, boa morte á vocês.

Antes que mais alguém falasse alguma coisa, a bruxa esticou a mão em direção á família e murmurou algumas palavras em outra língua.

– Por favor, senhora — a mulher disse.

A bruxa ignorou, começou a andar pela escuridão e então sumiu.

– Por favor, espere — Liana gritava — Salve minha menina, a salve — Então ela não aguentou, caiu sobre os joelhos e começou a chorar, enquanto abraçava a filha.

– Ela estava mentindo — o homem tentou consolar a mulher.

– Você viu o que ela fez com o padre, não é? — ela o olhou e havia mais que tristeza em seu olhar, havia dor — Ela pode e vai fazer isso.

A família Hãnsel morreu 8 meses depois, deixando apenas um menininho chorando em um canto da sala.Seu pai tinha matado as pessoas que amava''

– Como sabe tantos detalhes, Ashley ? — perguntei, enquanto William tentava a todo custo não me encarar.

– O escritor — ela falou — Ele era um bom escritor.Encontramos seu livro e ele falava muitos detalhes daquela noite.Claro, se você ler todo o livro, vai perceber que em algumas partes ele exagera, como quando cita que as bruxas usavam um chapéu pontudo e uma capa vermelha, que segundo ele, era com o sangue de suas vítimas.

– Me falaram que a bruxa que morreu na fogueira, era muito amiga da que lançou a maldição — falei

– Quem me dera ser isso — William riu, mas não havia diversão em seus olhos — Elas eram irmãs.Unha e carne.

– Ah, droga — reclamei.

– Ela queria que minha família sentisse o mesmo que ela sentiu — falou o garoto e Brad segurou seu ombro, como um gesto carinhoso e meio idiota, cá entre nós — Só que toda a geração Hãnsel sofre com isso.

– Então cada pai, mata seus filhos e sua esposa, por causa da maldição? — estava indignada.

– Não apenas mulher e filhos, matam quem amam — ele me olhou e deu um risinho — Por isso, um conselho eu dou, não deixe um Hãnsel se apaixonar por você, ou vice-versa, estará perdida.

– Se todos os Hãnsel forem como você, estou salva — falei e Brad gargalhou.

– A garotinha de Nova Iorque, está bem mudada, não é? — o moreno tirou o braço do ombro do amigo.

– Sim — William disse e me encarou, enquanto Henry se aproximava de mim.

– Alexis sabe se defender — Henry me abraçou de lado e eu sorri com isso.Fazia tempo que eu não recebia um abraço de um amigo, que não fosse me desejando os pêsames.

– Vamos, pessoal — Ashley cortou o momento — Já está tarde e amanhã temos coisas para fazer...

– Antes — Hãnsel interrompeu — Você disse que ia ligar para seus pais.E então?

– Ah, é mesmo — ela deu um tapa na própria testa — Tenho uma notícia.

– Fale — Henry ainda não tinha me largado.

– Nossos pais estarão de volta no final de semana. — ela disse.

– Você quer dizer amanhã, certo?Amanhã é final de semana — Brad se sentou em minha cama e como William, sorriu em direção á ela — Cara, eu quero uma cama assim, que coisa macia.

– Eu sei, já sentei — William falou.

– Quando? — Henry perguntou — Hoje?

– Não, foi em um dia entre tantos, vermelhinho — respondeu o dono dos cabelos mais escuros que já vi.

– Já tinha estado no quarto... — Henry me soltou e laçou um olhar assassino á William.

– Vamos nos acalmar, vermelhinho — William brincou — Já basta seu cabelo ser vermelho, não precisa também ser o rosto, não é?

– Então — Ashley se pronunciou antes de qualquer outra pessoa — Sim, Brad, nossos pais virão amanhã á noite.

– Seus pais, é? — falei — E como eles são?

– Eles são os bruxos mais poderosos da América — William sentou ao lado de Brad na cama — Apenas isso — ironizou.

Sim, eu tremi um pouco.

Notas finais
Comente, recomendem, mandem MPs... Qualquer duvida, spoiler ( pequenos hein ) crítica etc... falem comigo