O Garoto Sem Alma
3 Capítulo III - Lembranças.
Notas iniciais
LEMBRANÇAS
Capitulo 3.
[...]
Então, Riki voltou para a floresta para seguir seu caminho, pensando o que uma menina como Hana estaria fazendo dentro daquela mata sozinha, mas colocando seus pensamentos sobre ela de lado, quem seria a pessoa que estaria naquele misterioso endereço!!. Era algo que também não podia decifrar agora, o único modo era continuar cavalgando rapidamente rumando a saída da floresta, esperar que tudo se tornasse claro e menos assustador do que já parecia. Depois de meia hora tentando sair, Riki já podia avistar a cidadezinha e antes mesmo de chegar, o memino foi recebido no meio do caminho por Raiden que era seu primo e seu segundo amigo.
– Konnichi wa – Diz Riki.
– Konnichi wa – Diz Raiden , um garoto de pele clara, porte físico bem definido por praticar vários exercícios, cabelos Brancos, curtos e bem liso, que tinha por volta dos seus 20 anos de idade.
– Já estávamos preocupados com você. –Diz Raiden.
– Desculpa Raiden, eu tive um pequeno problema no meio do caminho – Diz Riki – que sempre se espelhava em seu primo por ser muito popular na pequena cidade.
– Então vamos Riki, seu avô já deve está infartando com toda essa demora- Diz Raiden.
– Espere, o que é isso na sua cabeça?- Diz Raiden Percebendo um pequeno curativo na cabeça de Riki.
– Isso não é nada primo, não precisa se preocupar – Fala o garoto dando uma risada.
– Então esse foi o seu pequeno contra tempo garoto – Diz Raiden ironicamente.
Então sem mais tempo a perder os dois vão embora para a cidade, e já chegando em casa, o garoto logo corre para dar um abraço forte em seu avô que já estava bastante preocupado. Logo após um dia inteiro de conversas e historias contadas por seu avô, Riki se prepara para ir dormir.
– Konbanwa– Diz Riki para seu avô e seu primo.
– Konbanwa– Responde ambos.
Então já deitado e caindo em sono profundo, Riki tem outro sonho, mas dessa vez bem mais sombrio doque qualquer outro que ele já venha ter tido.
Um garoto que já tinha por volta dos seus 18 anos, que estava andando em um deserto com uma roupa rasgada. De repente ele avista uma menina que brilhava como ouro e do outro lado uma coisa bem grande e negra, então do nada tudo começou a ficar nublado, e quando a neblina passou o garoto viu uma menina sem rosto e por trás dela tinha algo que ainda não podia ser visto. Então uma voz imergiu bem baixinho " ataque para matar", a coisa que estava atrás da garota tomou forma e foi pra cima do menino, como sempre o pequeno garoto deu um salto para trás apelas com o seu reflexo, antes mesmo que o garoto desse conta do que estava acontecendo, outro ataque foi dado bem mais rápido do que o primeiro, uns segundos antes do golpe o atingi-lo, Riki acorda assustado, pálido, sem ar e com todo seu corpo tremulo. Na mesma hora, uma brisa vinda da janela joga para seu corpo um pedaço de papel que estava em uma mesinha perto de sua cama, que cai em seu peito, Riki pega com dificuldade e percebe que aquele papel é o que Hana avia lê dado no dia anterior. Então o garoto sente vontade de ir imediatamente procurar aquela estranha, porem, mas uma vez ele não sentia seu corpo e tinha percebido que ainda estava de noite. Ele teria que esperar ate o amanhecer para começar sua jornada que o levaria a procurar uma pessoa, que provavelmente tiraria todas as suas duvidas.
– Acorda seu preguiçoso – Diz seu primo balançando Riki, que dormia bem depois de mais uma noite de pesadelos.
– Então você não vai levantar né?! – Diz seu primo insistindo em acorda-lo.
– Então Raiden joga um copo de água em seu primo – Tcuuuuuuuaaaaaaaa.
– O QUE FOI ISSO? – Diz Riki muito bravo.
– Você não quis acordar, então não tive escolha- Fala Raiden.
– Como você é chato primo, sempre arruma algo pra fazer comigo, só porque você é bem mais velho que eu — Fala Riki.
Riki se enxuga com uma toalha que seu primo tinha lhe trazido e troca de roupa, então os dois vão tomar café. Já pronto para sair Raiden chama seu primo para ver o seu novo trabalho, sem pensar duas vezes e esquecendo sua missão, ele aceita o pedido do primo.
Raiden tinha dois trabalhos, o primeiro era uma loja que colecionava espadas antigas, e o segundo era um trabalho misterioso que nem seu Avô sabia muito bem do que se tratava. Então os dois foram para a loja, pois Raiden querida dar um presente para seu pequeno primo.
– Aqui estamos primo- Diz Raiden.
– O que é isso? Esse é seu trabalho? – Diz Riki.
– Na verdade esse é meu primeiro emprego, eu só fico aqui nos finais de semana, estamos aqui porque quero te dar algo – Fala Raiden.
– Espere um pouco, eu já volto- continua o mais velho.
– Que lugar é esse? Eu nunca tinha visto tantas armas juntas num lugar só – Fala Riki baixinho.
– Pronto primo, aqui está ela, como tinha deixado na semana passada quando soube que você viria — Fala Raiden.
– O que é primo? — Diz Riki.
– Isso é uma katana, essa é bem antiga e uma das mais conhecidas e procuradas por essa cidade- Diz Raiden.
– Por quê? – Diz Riki curioso.
– Porque diz a lenda que essa espada foi forjada por um grande mago para que pode-se destruir todo tipo de magia negra – Fala Raiden.
– E como foi que você a conseguiu? Porque você esta me dando ela? , você esta querendo dizer que já tenho cara de velho é isso? — Diz Riki um pouco bravo com a brincadeira do primo.
– Primeiro, isso não é uma brincadeira, segundo, eu ganhei há muito tempo do nosso Avô e por algum motivo ele pediu para que quando você estivesse perto de fazer seus 18 anos, fosse passada para você – Diz Raiden.
Então logo após Raiden falar isso, Riki percebe pelo tom de seu primo que realmente isso não era uma brincadeira, ele logo pegou a espada que de alguma forma começou a sugar sua força vital, percebendo isso Riki a deixa cair. Seu primo recolheu a espada do chão e com um olhar estranho sobre o que tinha acontecido, a coloca enrolada em um pano e a devolveu para Riki que dessa vez êxito a pega-lá novamente. Então ao perceber que já estava atrasado, Raiden deu para seu primo a espada dessa vez enrolada e disse:
– Temos que ir, estou atrasado para fazer algumas coisas.
– Tudo bem, vamos e me desculpe por tomar seu tempo — Diz Riki agora com a espada na mão e sem sentir mais nada.
Já na metade do caminho Riki lembrou que precisava procurar a estranha menina, então dando uma pequena parada, ele se despede de seu primo que ainda andava rapidamente para não se atrasar mais.
– Não posso ir com você primo, preciso fazer algo, muito obrigado pela espada- Diz Riki agora pegando outro caminho.
– Não demore a voltar para casa, lembre-se que alguém precisa ficar com o Vovô até que eu volte- Grita Raiden.
Então Riki pega o papel com o endereço e começa a procurar pela cidade, depois de meia hora procurando o endereço daquela estranha, ele começa a achar que Hana avia lhe dado um endereço errado ou ela só queria que ele parasse de ficar perguntando tantas coisas, quando de repente o pequeno garoto que estava correndo bate de frente com uma menina.
– Desculpe – Diz Riki.
– Você deveria tomar mais cuidado e olhar para onde você anda garoto- Diz a garota muito nervosa.
Riki ajuda a menina a recolher o que ele tinha derrubado e vendo que já estava tarde, ele desiste de procurar pela casa da estranha e volta correndo para sua casa pra cuidar de seu Avô. Ao chegar, Riki ajudou seu avô a cuidar da plantação e depois foram dar de comer para os cavalos e quando se deram por si, já estava de noite e seu primo avia chegado em casa. Riki um pouco chateado vai para seu quarto, e quando já se preparava para dormir, seu primo percebendo que o garoto não estava bem, vai ate o quarto para ver se está tudo bem.
– Posso entrar? – Diz Raiden.
– Claro primo- Diz Riki.
– Eu percebi que você não esta bem primo, posso te ajudar em algo? — Diz Raiden.
– Não sei primo, acho que não- Responde o menino.
– Porque não? Pode me falar, eu conheço tudo e todos, se foi alguém vamos dar um jeito — Diz Raiden agora com uma cara de preocupado e ao mesmo tempo bravo.
– Eu só estava procurando um endereço que acho que não deve ser dessa cidade primo- Diz Riki.
– Deixe me dar uma olhada — Fala Raiden.
– hummm, eu conheço esse endereço — continua seu primo.
– Serio, você pode me ajudar a achar? — Diz Riki um pouco afoito.
– Sim primo, mais primeiro, vamos dormir e amanha bem cedo eu levo você para esse numero, e depois vou para o trabalho- Diz Raiden.
– Arigato – Diz Riki.
– Doitashimashite – Diz Raiden.
No dia seguinte Raiden e Riki levantaram um pouco mais cedo do que o costume, e arrumam todas as coisas na casa antes de partirem.
Com tudo já pronto e Riki afoito, eles se despedem de seu Avô e partem para o estranho endereço. Já fora de casa, os dois partem para o centro da cidade, depois de uns minutos o pequeno garoto se deparou com todas as ruas, vielas e becos lotados com vendedores e pessoas afobadas para fazerem as melhores compras e vendas.
– Nossa como é longe – Diz Riki.
– Sem pressa meu querido primo, hoje começa o grande dia para a preparação das festas, semana que vem teremos muito o que comemorar e brindar – Diz Raiden.
Todo o ano naquele mesmo mês acontece uma festa de comemoração a inauguração da cidade, mais como o pequeno Riki nunca ai na cidade nesse mês, ele ainda não tinha presenciado a grande festa do lugar, ele normalmente ia um mês depois por causa das suas aulas. Mesmo assim, dessa vez o garoto teria dois meses pela frente para se divertir ou não. Depois de andarem por volta de meia hora e ficarem quase fora da cidade, seu primo para e diz:
– Pronto, chegamos- Diz Raiden.
– Mas não estou vendo nada e estamos um pouco afastados da Cidade- Responde Riki um pouco preocupado pela distancia.
– Sim, eu sei primo, não sei por que você quer tanto conhecer esse endereço- Responde seu primo intrigado.
– Foi uma amiga que me passou, não precisa se preocupar, ela só pediu para eu passar um recado para o dono da casa- Responde o menino, tentado amenizar a preocupação do primo que era evidente.
– Tudo bem então, mas tome cuidado, só tem praticamente quatro casas para esse lado, dizem que as pessoas que moram aqui são primitivas e fazem feitiçaria, sabe como é os boatos, quando tem alguém morando muito afastado da Cidade — Fala Raiden ironicamente.
Então Riki da uma risada sarcástica e pergunta para que lado ele deveria ir, e seu primo aponta para o lado esquerdo com o Braço, o garoto teria que andar um pouco mais e até se afastar da Cidade. Por um segundo ele pensou se realmente encontrar essa estranha pessoa valeria tanto a pena assim.
– Será que eles realmente não fazem feitiçaria?!
Como seu primo estava um pouco apresado, pois, ainda precisava ir para a loja e fazer outras coisas, ele se despede de Riki e fala que não poderá ir com ele, e que ele vai precisar continuar sozinho, mas avisa, que ele não precisa se preocupar, pois nuca teve relato de que alguém daquele lado tenha realmente feito mal para alguém.
Mesmo assim pede para que o pequeno garoto tome cuidado.
– Sayonara — Fala Riki.
– Sayonara- Responde seu primo.
Sem mais delongas o pequeno garoto parte em direção ao endereço desconhecido, saindo definitivamente da Cidade e subindo um pequeno mais bem declinado morro. A subida parecia ser longa e duradoura, mesmo assim isso não era motivo para fazer o intrigado e curioso garoto desistir de subir, depois de alguns segundos o menino já se encontrava na parte superior do morro e podia ver a Cidade quase por completa, já mudando seu rosto para seu objetivo principal, o menino vê as quatro casas quase que juntas, porem, muito bem mais organizadas do que da própria Cidade. Descendo o pequeno morro abaixo e pensando como poderia ser aquela pessoa que ele viria a encontrar, mais antes mesmo de poder imaginar tão longe a forma, altura, peso ou cor, o pequeno garoto esbara em uma menina bem na entrada da pequena Cidade.
– Sumimasen – Diz Riki, um pouco envergonhado.
– Fala serio garoto, será que não olha para onde anda- Responde a estranha menina, muito irritada.
– Não tive intenção, foi sem querer- Tenta amenizar a situação o pequeno menino.
– Tudo bem, percebi que não teve intenção, desculpe-me por ser tão grossa – Responde a menina já se acalmando.
Após passar a vergonha do garoto e a raiva da menina, ambos percebem que já se encontraram na Cidade dos anjos.
– Você novamente- Responde a menina.
– Você não é dessa Cidade, o que faz por aqui? – Continua a menina.
– Não é nada demais, só estou procurando um endereço- Responde o garoto um pouco sem jeito.
– Hum, boa sorte então garoto, tenho que ir, já estou atrasada para os meus compromissos- Responde a garota.
Então a menina sai correndo e Riki fica apenas observando sem reação alguma.
Percebendo depois de uns minutos que não poderia mais perder tempo, o garoto parte em direção a casa, ao entrar na pequena Cidade o menino fica surpreso com a organização do lugar, não parecia com nada que ele tivesse visto antes em sua vida, era um lugar muito bonito, com cheiros de ervas e plantas recém-chegadas e o aroma, era trazido pelo vento que soprava suavemente em seu rosto, vinha de toda parte, todas as casas eram limpas e grades, a pessoas conversavam nas portas de suas casas, todas bem vestidas, realmente era bem diferente da Cidade dos Anjos.
– Mais porque será que pessoas bem arrumadas e comportadas, moram isoladas no outro lado da montanha– Pensa o rapaz.
Riki chega ao endereço e logo percebe que essa era a única casa onde na qual parecia um pouco abandonada e distante das outras. Então o menino bate na porta.
– Toque, Toque, Toque.
– .......................................................................
O garoto insiste batendo na porta depois de espera uns 10 minutos, só que dessa vez um pouco mais forte, pois, poderia ser que a pessoa não estivesse escutando a batida na primeira vez. Ao bater mais o menos três vezes com um intervalo de 10 minutos, o menino desiste e acaba concluindo que provavelmente não tenha ninguém em casa, pois não seria possível não ter alguém morando, porque a casa estava muito bem organizada mesmo não estando como as outras.
– Olá, posso te ajudar- Fala um menino pequeno, que teria por volta de 13 anos.
– Há claro- Responde Riki.
– Sabe se mora alguém nessa casa e onde posso encontra-la essa hora? – Pergunta Riki.
– Mora gente ai sim, mais é apenas uma menina não muito amigável- Responde o Garoto.
– Sabe onde posso encontra-lá essa hora?- Insiste o Garoto.
– Sinto muito, não sei e acredito que ninguém nessa Cidade saberá, ela sai sempre cedo e não tem hora para voltar.
– Isso é todo dia?- Continua Riki.
– Sim, é todos os dias- Responde o Menino.
– Então como posso falar com ela?, preciso muito passar um recado- Insiste o Garoto.
– Sinto muito, não posso te ajudar — Responde o Mais novo.
– Arigato — Fala Riki indo embora muito frutado.
Então Riki parte em direção ao morro para poder voltar para sua casa quando ouve alguém dizer:
– Ei Garoto, eu posso te ajudar.
O pequeno menino então se vira rapidamente para ver quem estava sussurrando bem baixinho num vão de uma casa, quase não dava para notar a presença da pessoa.
– Quem é você e como pode me ajudar?- Pergunta o garoto se aproximando bem de vagar.
– Meu nome é ArcángelNegro- Responde a pessoa misteriosa.
– Como você pode me ajudar? – Pergunta Riki já parado numa distancia que parecia ser segura.
– A menina que procuras pode ser encontrada apenas uma vez por semana em casa, e parece que você deu muita sorte em me encontrar, você pode encontra-lá depois de amanha nesse mesmo horário– Responde o estranho.
– E porque eu deveria acreditar em você?- Insiste o menino um pouco cauteloso.
– Porque eu sei o porquê de você ter vindo ate aqui meu pequeno Garoto– Responde de volta o estranho.
Nesse mesmo instante Riki fica paralisado, começa a suar e seu corpo fica pesado, sem saber oque estava acontecendo, o garoto se distrai por um segundo e quando torna a olhar para o estranho que parecia estar se escondendo de alguém, ele não vê mais nada além de um vão vazio. Ao tentar se mexer para sair logo daquele lugar estranho que de um segundo ao outro estava se tornando escuro e sombrio, onde na qual parecia não ter mais ninguém além dele. Após retomar o controle sobre seu corpo, o pequeno menino percebeu que já estava ficando muito tarde e que ele precisava voltar para casa mesmo sabendo que aquele dia não passou de mais um fracasso. Ao chegar depois de mais o menos uma hora de caminhada, o pequeno rapaz vai para seu quanto depois de ver se seu querido Avô estava bem e não precisava de ajuda em alguma coisa, então vendo que ainda era um pouco cedo para dormir, ele apenas se jogou na cama para poder refletir sobre tudo que estava acontecendo e que não tinha explicação nem uma. Quando ele começava a refletir sobre tudo que tinha passado até agora, ele acaba pegando no sono.
..............Quanto tempo..............você mudou Garoto..........finalmente te achei.............
De repente ele se viu na frente de um balde cheio de água, onde na qual a água começava a escrever sobre ela mesma e nela dizia.
Quanto tempo meu garoto, você voltou para nos ajudar, percebo que você mudou, o tempo esta se acabando para você e logo terá 18 anos, finalmente te achei antes que o tempo acabasse, você precisa encontrar a entrada logo, pois, sua alma não pode esperar mais tempo, você precisa vencê-ló Garoto sem alma ande logo.
Riki acorda assustado novamente e todo suado, e antes que pudesse fazer alguma coisa, seu primo já estava tocando em seu braço para acorda-ló para o jantar.
– Riki você esta bem?- Pergunta seu primo.
– Estou sim primo, Não precisa se preocupar, foi só um pesadelo que tive.
Com os olhos um pouco regalados pelo estranho sonho que tinha acabado de ter, ele se levanta e sai da cama sem pensar em nada, pois ele não queria ficar pensando naquilo no momento.
Sem saber que aquilo foi apenas o começo, que foi apenas a abertura para outros mundos e que as coisas estranhas agora poderiam finalmente encontra-ló pessoalmente, pois foi aberta as portas do submundo.
( Continua)
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