Como que por instinto me afastei rapidamente e coloquei os braços na frente do corpo. Eu pensei que o Gustavo ia machucar a gente com aquilo, mas antes de a mochila se espatifar na carteira Edward agiu como um ninja e a agarrou no ar. Nesse momento me senti como se eu fosse uma donzela em perigo e ele tivesse me salvado.

A professora veio até nós e nos levou até a diretoria. Eu a Sam e o Edward explicamos o que havia acontecido para a diretora, e fomos liberados.

Logo após chegarmos a sala, ele me perguntou com uma voz doce e preocupada ao mesmo tempo:

— Você está bem, Rosie?

—Sim, estou- eu falei, com a voz mais encantadora que consegui- mas a Samantha não está se sentindo muito bem. — Então ele se abaixou perto de minha amiga e lhe perguntou se estava tudo bem.

— Agora eu estou melhor. — Respondeu

— Agora que está tudo resolvido, podemos continuar o trabalho, certo?

— Sim — respondemos as duas em coro.

Todas as vezes que ele se inclinava para a frente para escrever alguma coisa ou desenhar na cartolina ele esbarrava em mim (já que estávamos um ao lado do outro) e me dava um sorriso tipo de "desculpas”, e todas as vezes meu coração de derretia.

Como não deu tempo de terminar o trabalho em sala teríamos de nos reunir fora da escola para terminá-lo.

—E então, meninas, onde poderemos nos reunir?

—Pode ser na livraria e biblioteca do seu Anderson, que é o pai da Rosie. — Sugeriu Samantha.

—Seu pai é dono de uma livraria? — Perguntou Edward animado.

—Sim, ela é muito boa.

— Então está combinado. Iremos para lá semana que vem então.- E ele nos deu um beijo da bochecha como despedida.