Notas iniciais
Um capitulo quentinho para vcs...

-Isso é muito legaaaaaal – Lyra gritou mais alto que o vento.

-Você não sabe nem da metade – falei ainda de olhos fechados.

-Por quê? – ela perguntou... Quer dizer, gritou.

-Espere até ver o acampamento Lyra.

Ficamos em silencio por alguns momentos, até que a filha de Quione falou:

-Nico, tenho uma má noticia.

-O que? – perguntei calmo.

-Estamos sendo seguidos.

Abri os olhos de súbito e olhei para trás, um risco branco com dourado vinha cortando o ar, a imagem parecia tremeluzir mostrando um risco, ou uma fênix.

Resmunguei em grego, do tipo palavrão.

Uma bola de fogo veio em nossa direção, mas Lyra esticou a mão e neve branca como leite se chocou com o fogo e virou vapor. Comecei a desatrelar as cordas que ligam a carruagem no cavalo, Lyra me olhou como se eu fosse louco.

-O que está fazendo? – ela perguntou.

-Nos salvando, agora, me obedeça, quando eu disser já pule para Erwin.

-Que? Claro que...

-JÁ!

Agarrei sua cintura e pulei em direção ao cavalo, me sentei na parte da frente, entre as asas e coloquei minhas pernas na frente das asas, Lyra fez o mesmo, só que colocou as pernas atrás das asas.

Desejei que Erwin tivesse rédeas e voilá, rédeas também negras surgiram.

Agarrei-as e gritei para Erwin:

-VELOCIDADE TOTAL!

Ele relinchou: Achei que nunca pediria.

Ele trotou e avançou rapidamente, á mais ou menos 120 km por hora, não que ele fosse um carro.

Outra bola de fogo veio em nossa direção, mas Erwin foi para o lado e a bola de fogo não passou nem raspando na asa.

Comecei a ver campos de morango, uma colina e um pinheiro.

-Estamos chegando.

Erwin deu uma guinada para a direita e Lyra quase caiu, mas ela segurou em minha cintura. Ainda bem que ela não via meu rosto, pois ele estava corado.

Conforme chegávamos mais perto do Acampamento, o ar começou a ondular, falei em alto e bom tom:

-Nico di Ângelo, filho de hades.

Passamos pela barreira e entramos no Acampamento, todas as luzes estavam apagadas, exceto a da Casa Grande, estranhei, Quiron estaria acordado uma hora dessas?

Erwin pousou no meio da área dos chalés, quase em cima da fogueira.

Desmontamos, olhei para onde tínhamos entrado, a barreira estava se fechando, mas uma coisa entrou: pensei que fosse outra esfera de fogo, mas era um papel em chamas, ele caiu na mão de Lyra, que o apagou usando um pouco de neve.

Ela fitou o papel perplexa, o papel caiu no chão, ela se ajoelhou tremula. Ajoelhei-me ao lado dela, passei um braço em torno de seus ombros, e com outro braço peguei o papel:

Acha que conseguiu fugir? Há, estou muito na sua frente! Sua mãe nunca vencerá,
entendeu? Nunca. A esfera dourada será... Já é minha.....

O resto estava rasgado, olhei para Lyra, ela estava tremendo. Olhei em volta, ninguém havia visto nem ouvido nada.

-Calma, foi uma brincadeira de mau gosto...

Ela me olhou com os olhos marejados:

-Brincadeira? No mundo mitológico você já viu alguma brincadeira?

Fiquei sem palavras, uma luz iluminou meu rosto, ergui os olhos e vi um dos campistas segurando uma tocha.

-Quem é você? – ele perguntou em apontou uma espada para mim.

-Nico di Ângelo – falei indiferente, mas ele ainda não parecia convencido.

-Prove – suspirei e me afastei um pouco de Lyra, uma sombra me envolveu, apareci atrás dele.

-Pronto? Satisfeito? – perguntei, ele engoliu em seco – Chame Quiron.

Ele saiu correndo, Lyra deu uma risadinha.

-Acha graça?

-Ahã.

-Vamos – peguei em seu braço e levantei-a – Vamos ver Quiron.

Andamos até a Casa Grande, embora ela não via quase nada, comecei a explicar sobre o acampamento.

-Temos chalés para todos os deuses, olimpianos e menores.

-Legal.

Quiron veio até nós, sua crina enrolada em bobes rosas e usava uma camisola branca, segurei o riso, e pelo que pude perceber Lyra também.

-Nico, por que está aqui? Você está de folga das missões.

-É que encontrei ela – gesticulei para Lyra.

Lyra estendeu a mão para Quiron que a apertou.

-Prazer, Lyra, filha de Quione.

Quiron sufocou um grito.

-Quione? – ele perguntou, ela assentiu – Oh deuses.

-Que foi Quiron? – perguntei assustado.

Ele engoliu em seco.

-Nada, agora, acho que vocês devem estar cansados, vão dormir, Lyra, se quiser pode ocupar um dos quartos da Casa Grande.

-Ou pode dormir no meu chalé. – Idiota, idiota, idiota, porque eu fui falar isso?

Os dois se viraram para mim.

-O que Nico? – perguntou Quiron, infelizmente tive de repetir o que falei, Quiron ponderou por um momento e falou:

-Por mim tudo bem, depende de você Lyra.

Ela pensou um pouco e falou:

-Ok.

Meu coração deu outro salto no peito, se cada vez que ela falar meu coração bater mais forte, vou começar a virar uma bateria.

-Vão dormir agora, amanhã conversaremos melhor, só se comportem – e nos deu as costas seguindo para a Casa Grande.

Eu e Lyra seguimos para meu chalé, um chalé com pedras negras, com uma porta de madeira com um elmo gravado, duas tochas que queimavam fogo verde estavam uma em cada lado da porta.

Abri a porta, estava moderadamente arrumado, minha cama estava feita, somente algumas roupas estavam jogadas pelo chão.

-Uma faxineira faz falta aqui não? – Lyra perguntou erguendo uma sobrancelha.

-Não repara na bagunça, agora entra a vamos dormir.

Ela passou pela porta e eu a fechei, ela se sentou em minha cama e eu olhei para ela.

-E...? – ela falou.

-E o que?

-Não vamos dormir?

-Vamos.

-Ótimo, eu deito na cama e você no chão.

-O chalé é meu – me falei me fingindo de ofendido.

-E eu sou convidada e menina.

-E eu sou o dono e menino – argumentei.

-Tá, então boanoite – ela falou e enfiou a cabeça no travesseiro, olhei indignado para ela e fui para o banheiro, tomei uma ducha gelada e sai do banheiro enrolado na toalha, quando olhei para frente Lyra me olhava petrificada.

-Que foi? – perguntei indo até o baú onde eu guardava minhas roupas.

-É, dá para colocar uma roupa? – ela perguntou, olhei para ela, seu rosto estava vermelho.

-Você acha que estou fazendo o que? – perguntei deixando a toalha cair no chão, ela deu um grito e cobriu os olhos com as mãos.

Calma, ao contrario do que você está pensando eu não estou nu, já tinha colocado uma
cueca boxer preta, coloquei um shorts e me enfiei em uma das beliches e adormeci imediatamente.

Acordei alguns minutos depois com uma voz em meu ouvido:

-Nico, niquinho, acorda, tenho uma surpresa para você – uma voz de mulher falou em meu ouvido.

Resmunguei algo inteligente como: “Já vou mãe”.

A mesma voz falou:

-Olha o que tenho aqui-i.

Abri os olhos e vi pernas torneadas ao lado de meu tórax, olhei para cima e vi o rosto de Lyra a centímetros do meu, ela segurava um travesseiro com as suas mãos.

-Guerra de travesseiros – ela sussurrou em meu ouvido e tacou o travesseiro em meu rosto.

Notas finais
Rewiews, rewiews e rewiews, quero rewiews!!!!!!!!!!!!!!!!!!!