O Garoto Da Morte E A Filha Da Neve
6 Cinco - Mais um morto
Notas iniciais
Thalia Grace
-Artemis? – perguntei hesitante, a deusa abriu os olhos subitamente.
-Sim minha caçadora? – ela perguntou.
-O que está acontecendo? – perguntei, ela se levantou e ficou andando pela clareira, continuei ajoelhada, esperando ordens.
-Thalia, você sabe que estamos enfrentando uma força poderosa não sabe?
-Sim minha senhora, mas... – um barulho de interrompeu, sem mais cerimônias me levantei e puxei meu arco das costas e armei uma flecha para uma arvore, uma sombra se mexeu e pulou para outra arvore.
Artemis pegou dois facões de prata da bainha e os cruzou, formando um X.
-O que foi isso? – ela me perguntou e ficou de costas para mim.
-Não sei uma sombra, talvez – algo se mexeu novamente nas arvores e atirei a flecha, ela emitiu um risco prateado ao se deslocar pelo ar.
A flecha atingiu algo, então ouvi uma risada maligna e um corpo caiu em minha frente, armei uma flecha e apontei para o coração da pessoa.
-Thalia, Thalia, como você pode apontar uma flecha para mim? – essa voz, eu conheço essa voz...
-Luke? – perguntei, então a pessoa saiu das sombras e eu arquejei, tinha cabelos cor de areia, olhos castanhos e uma fina cicatriz que cobria quase seu rosto inteiro, mas tinha outra coisa, outra cicatriz em forma de xis na outra bochecha – Luke, não pode ser você? Não é você, é?
-Nossa não faz tanto tempo assim, faz? – ele deu uma risada e tirou uma espada da bainha, sua antiga espada, Mordecostas, ela estava brilhando em uma luz dourada malignamente.
-Luke Castellan – Artemis se aproximou e ficou ao meu lado – Você era para estar no reino de Hades.
-Falou certo Artemis, era não estou mais – ele sorriu e em um movimento rápido estava atrás de mim, ele sussurrou em meu ouvido – Thalia, meu amor.
Virei-me rapidamente e apontei o arco para seu coração, o meu batendo furiosamente.
-Saia daqui – falei respirando pesadamente, ele só abriu outro sorriso e girou a espada, me abaixei e dei uma cambalhota para trás, fiquei apoiada em um joelho e atirei a flecha, ele se contorceu de uma forma que eu não achava possível, fazendo uma espécie de C invertido.
Luke deu um mortal para trás e deu um grito um tanto... Desumano, então duas asas saíram de suas costas, brancas, mas tinham uma aura vermelha como sangue em volta.
Elas bateram violentamente e uma rajada de vento me jogou para trás, bati as costas em uma arvore e soltei o arco, então, Artemis entrou em ação.
A deusa avançou em uma velocidade alarmante brandindo as facas, Luke abriu um sorriso e ergueu sua espada, as armas colidiram, então Artemis mudou de forma para um tigre, as garras rasparam a camiseta branca de Luke, mas ele apenas alargou o sorriso e deu uma joelhada no peito do tigre (de Artemis, tanto faz), ele (a) foi jogado para trás e bateu em uma árvore.
-Artemis – gritei desesperada enquanto me levantava e armava o arco –Luke – disparei a flecha e ela voou para o peito de meu amigo (ex), mas ele brandiu a espada e ela aparou a flecha, armei outra flecha, essa com a ponta afiada e dourada e disparei, ela emitiu um silvo ao se deslocar.
Corri para a deusa que voltara a forma humana e estava com icor escorrendo pela testa, me ajoelhei ao seu lado.
-Artemis – peguei um bloco de ambrosia no bolso de meu casaco, sei que deuses não podem morrer, mas podem se ferir gravemente. Coloquei a ambrósia em sua boca e a obriguei a mastigar, seu brilho prateado aumentou – Artemis – chamei novamente.
Ouvi um barulho de algo sendo empurrado contra o vento e invoquei meu escudo e o levantei acima da cabeça, algum metal (provavelmente a espada de Luke) bateu no escudo e me derrubou no chão.
Virei o rosto e uma lamina apertou minha garganta.
-Thalia, mesmo depois de tanto tempo você ainda deixa sua guarda baixa? Tsc, tsc – Luke falou reprovadoramente, tinha uma ferida no ombro – Thalia, você não sabe o que faz.
Reuni uma quantidade suficiente de cuspe e joguei em seu rosto.
-Porque está fazendo isso? – perguntei a beira das lágrimas.
-Porque esse é o único jeito de vencer, não percebe? – então seu semblante ficou triste.
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