O Garoto²
11 Capítulo 11
Eu não entendia o que Mia estava fazendo ali, mas o abraço dela era confortante.
— Tem que treinar pra Juilliard — eu disse me afastando dela-
— Alec.. — a interrompi-
— Mia, me desculpa por ter estraga a sua penúltima festa da escola. Agora, me espera por cinco minutos e eu já te levo pra casa- eu disse indo em direção ao banheiro-
Tomei um banho rápido, tirando toda a terra, o barro e outras coisas, me vesti no banheiro e sai, encarando o quarto.. vazio.
Dava pra ver que tinham alguns estragos, mesmo eu tentando arrumar, eu tinha quebrado tudo. E eu não me arrependia, aquela dor diminuiu depois de eu ter quebrado minhas coisas. Mas, eu só queria acordar desse pesadelo.
Desci as escadas calmamente, ajeitando a minha bermuda preta, e a minha camisa.
— Então, Mia.. quer que eu te leve ? — perguntei me escorando na parede-
— Eu levo, elas vão tudo pra casa da Mia, então.. eu levo no carro — disse Luke e eu apenas afirmei-
Caminhei em direção ao escritório e abri a porta rapidamente entrando e fechando-a.
— Quero saber como Raffaela está viva — disse me sentando em uma poltrona-
— Tudo indica que ela tomou um paralisante, que dura cerca de 5 horas, a respiração é mais devagar e mal notamos o movimento do corpo. O velório durou exatamente 5 horas, depois de dar as 5 horas, vieram alguns homens que diziam trabalhar ali, fecharam o caixão dizendo que os pais dela gostariam assim e etc.. E então, mais ou menos 1 hora da manhã viemos pra casa, eu queria ver você.. E eles com certeza trocaram o caixão. — explicou meu pai, aquela era uma ótima hipótese. —
— Liga pro Jackson — disse Jeremy-
— Já liguei e.. — meu pai foi interrompido pelo próprio Jackson adentrando a sala e fechando a porta rapidamente- Quem é vivo sempre aparece- disse meu pai, fazendo piada-
— E quem é morto está ressuscitando- eu disse em um tom irônico, prestando atenção no lápis que passava entre meus dedos-
— Boa noite pra vocês — ele disse sentando- Me diga, o que era tão importante que me tirou de casa a uma hora dessas-
— O negócio é o seguinte.. — meu pai começou e eu interrompi-
— Espera, toma aqui — entreguei um envelope — é melhor ele ver — Conhece essa mulher e esse homem ? — perguntei ficando de frente pra ele-
— O homem é o Christians e a mulher é a.. a... Raffaela ? — ele ergueu a cabeça incrédulo- Como os dois estão vivos ?-
— Foi tudo planejado. Só não sei como Christians sobreviveu, eu matei ele- meu pai falou convicto-
— Irônico não ? Você o matou mas ele está vivo — eu disse sem paciência-
Eu me levantei e quando toquei na maçaneta meu pai me chamou.
— Alec, o que vai fazer ? — ele perguntou e eu olhei por cima dos ombros suspirando-
— Deitar e dormir pra ver se esse pesadelo acaba. Boa noite — eu disse saindo do escritório e indo em direção a sala-
— Alec, senta com a gente, assiste esse filme.. eu pedi algumas pizzas- disse Atena-
— Não, obrigado.. Eu realmente não quero comer nem assistir filme Atena- eu disse indo em direção a cozinha-
— O que te deu pra chamar a nossa mãe de Atena ? — perguntou Hera irritada-
— O que deu em você pra vir me falar alguma coisa ? — perguntei irritado também-
— Só por que a sua mãe ta viva ? Vai procurar ela então e esquece quem te criou.. — ela ia continuar e me interrompeu-
— Vai, me chama de bastardo, órfão, retardado, depressivo, ridículo — falei rápido e sem paciência -
— Alec — ela se acalmou-
— Alec nada, não precisa dirigir a palavra pra mim, ta incomodada com a minha presença ? — perguntei e ela não respondeu — Vai Hera, me fala -
— Alec, Hera já chega -
— Eu to, você faz todo mundo ficar mal-
— HERA — gritou Leon-
— Tem razão, nem sei porque ainda moro aqui. — falei subindo as escadas e pegando algumas coisas que eu usaria amanhã e colocando na mochila-
— Onde você vai ? — perguntou meu pai-
— Deixar vocês felizes — falei abrindo a porta e pegando um capacete e as chaves da moto-
— Alec me desculpa — disse Hera chorando-
— Me desculpa você, por ocupar o seu lugar enquanto esteve fora -
— Alec você vai pra onde ? — perguntou Atena chorando-
Eu soltei tudo e abracei ela, e ela começou a chorar.
— Sinto muito — ela disse chorando ainda- pra onde você vai ? -
— Não vou aprontar nada se é o que quer saber, só quero ficar sozinho mãe. Amanhã de tarde eu venho aqui — falei me soltando dela-
— Alec — gritou meu pai quando eu já estava na frente de casa -
— Oi ? — falei virando -
— Nunca pense que Atena não é sua mãe-
— Eu sei pai, ela é a minha mãe, mas eu realmente me sinto deslocado, e eu não sei o que pensar. Mas Hera me disse o que todos pensam pelo jeito. — eu disse calmo — E eu amo a minha mãe — eu disse me referindo a Atena -
Ouvimos um barulho e eram Luke e as garotas.
— E Mia ? — perguntou meu pai olhando-a -
— suspirei — Eu também.. — ele me encarou- amo ela — disse encarando meu pai- Pai — falei olhando os lados disfarçadamente, tinha alguém lá. Ele afirmou e começou a fazer o mesmo que eu.. Então um tiro foi disparado-
Eu desci da moto correndo em direção a casa assim como o meu pai. Quando chegamos na porta colocamos as garotas para dentro de novo.
— Cada um em um ponto de acesso a casa — disse meu pai e assim fizemos-
— Mãe, leva todo mundo pro escritório- e assim ela fez- Ethan, vai também — eu disse -
— Eu sei atirar — ele disse e eu arqueei uma sobrancelha encarando meu pai e ele apenas afirmou-
— Toma, cuidado pra não ser acertado- eu disse jogando uma arma pra ele-
Esperamos, esperamos e esperamos... Nada !
— Pode sair — eu disse ao lado da porta do escritório-
— Estão todos bem ? — perguntou Kayla e eu afirmei-
E quando chegaram todos na sala da casa o enorme vidro se quebrou e apareceram uns vinte homens.
— Abaixem as armas- eles disseram e eu coloquei Mia atrás de mim — Abaixem agora- ele disse de novo e nós largamos as armas- Alec, passa pra cá -
— O que ? Não ! — disse meu pai -
— Passa ou eu atiro em todo mundo — eu coloquei Mia atrás de Ethan e caminhei de vagar até eles- Muito bem, é mais inteligente que o seu pai -
Ele disse o que ?
— Tem alguém que quer te ver — ele disse ríspido- Isso foi só uma pequena atração, se não aparecer nesse local na data e na hora marcada, todo mundo que você ama morre ! — ele disse e saíram da minha casa como se fossem amigos da família -
Eu olhei o papel que ele tinha me entregado.
Praça Pitchisburg, perto das árvores de Ipê Roxo.
As 2 horas da tarde, em 3 dias. - RR.
— O que diz ai ? — perguntou Hera-
— Em três dias, eu tenho que estar na Praça Pitchisburg. — eu disse calmo-
— Você não vai... Alguém pode te machucar- disse minha mãe-
— Não vão — eu disse convicto-
— Como sabe ? — ela perguntou séria-
— Talvez ela tenha dó de matar o próprio filho — eu disse sério-
— Você ainda diz que é filho dela ? — perguntou Hera indignada -
— Eu sempre vou ser filho dela, mas ela nunca vai ser minha mãe — eu disse sério- Eu te amo mãe — eu disse virando para Atena e ela me abraçou -
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