O Garoto²
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Resolvemos ir para uma festa na casa de um amigo. E cá estou eu, com um copo de bebida na mão, no meio dos casais. Era aqueles sofá que fazem um U, vermelho, com uma mesinha no meio. Luke e Julie sentavam na ponta, Leon e Kim do meu lado esquerdo, Castian e Mia no meu lado direito e Zack e Kayla na outra ponta. As pessoas passavam e ficavam me olhando com uma certa pena.
Passaram as garotas de novo e elas começaram a dar risada de mim, e eu apenas ergui o copo fazendo " um brinde a distância ". E elas riram mais ainda, os casais pararam e começaram a analisar tudo.
— Então, essa é a Hope, Hope esses são, Luke, Julie, Kim, Leon, Castian, Mia, Kayla e Zack. — eu disse apontando para cada um-
— São todos amigos ?- perguntou Katniss-
— Aé, essa é a Katniss e essa é a Mary- falei sorrindo- Primos, e esse é o meu irmão- falei dando uns tapinhas em Castian-
— Hope- disse Mary-
— SAI DE PERTO DELA AGORA- gritou Dylan-
Hope se virou assustada e acabou caindo no chão, eu ajudei ela a levantar e virei para o enorme cara que ficava na minha frente.
— Sai da minha frente- ele disse raivoso-
— Sai você da minha- empurrei ele, e eu vou apanhar-
— Então é com esse idiotinha que você ta ?- ele perguntou olhando Hope-
— Me chamou do que ?- perguntei incrédulo-
— N..- interrompi Hope-
— Me chamou do que ?- empurrei ele de novo-
— Olha, se cuida com essa vadia- ele disse rindo debochado e eu acertei um soco nele-
— Não importa o que uma mulher seja, desde milionária há prostituta, nunca a chame de vadia, ou qualquer rótulo impróprio- eu disse entredentes-
— Seu linguajar me espanta um pouco, falar bonito eu também sei- ele disse se erguendo novamente-
— Hm, não parece, só sai merda da sua boca-
Comecei a soquear ele rápido, a bater com toda a minha força e a minha raiva de anos, ele me soqueava também, conseguia me bater fácil por ser três vezes maior que eu. Leon e Dylan o puxaram, Zack e Coddy ficavam me segurando.
— Meu Deus, me diz que você ta bem — disse Hope segurando o meu rosto-
— Alec, meu Deus- disse Hera chegando mais perto e me olhando-
— VOCÂ AINDA ME PAGA MAURICINHO- gritou o grandalhão-
— Cala a porcaria da boca antes que eu esqueça o pouco de bom-senso que eu tenho e acabe com a sua raça — eu disse me soltando e indo pra perto dele-
— Ah, que fofinho ta brabo, acha que consegue me bater ?- ele disse debochado-
— Acho que foi isso que eu fiz por quase vinte minutos- a ironia era explicita na minha fala-
O garoto saiu, sendo puxado pelos amigos e eu fiquei lá parado pensando no que eu tinha feito, de novo me meti em uma briga.
— O que diabos faz aqui Hera ? — perguntei nervoso-
— Coincidência ta beleza ? E não começa a brigar comigo, eu agi como uma idiota, uma verdadeira idiota, me perdoa. Eu não estava te entendendo, e ainda não entendo- ela diz com os olhos marejados-
— É claro que você não me entende, não está doendo em você- falei ríspido e ela começou a chorar, e eu bufei- Hera, depois a gente conversa, eu vou me limpar- falei e saí de perto deles-
Fiquei algum tempo me encarando no espelho, minha raiva não tinha diminuído nada.
— Ei, deixa eu ajudar você- disse Hope adentrando o banheiro com alguns curativos-
— Eu to legal- eu disse dando um sorriso de lado-
— Senta ai — ela disse me ignorando-
— Okay- ela começou a passar algumas coisas no meu rosto, e ardia um pouco- Por que ele disse aquilo ?-
— ela suspirou- Eu terminei com ele a um tempo, ele me batia muito antes, por qualquer motivo, eu nunca conseguia terminar com ele com medo, ai terminei na frente de Dylan e ele fingiu aceitar, depois começou a me perseguir, pronto- ela disse se levantando e colocando as coisas em algum canto no banheiro-
— Uau, essa.. foi..-
— Forte- ela disse rindo e eu acompanhei-
— Isso- falei bem perto do rosto dela-
— Então.. — ela disse ficando nervosa e eu ri pelo nariz- Vamos lá pra fora- ela disse me puxando-
Nos sentamos no jardim e começamos a olhar as estrelas
— Me fala de você — ela disse me dando um empurrãozinho-
— Vish- eu dei uma risada fraca- Minha vida é tão complicada.. quer mesmo escutar ?-
— Por favor- ela disse sorrindo meigamente-
— Tudo bem, eu fazia acompanhamento com uma psicóloga desde.. meus 7 anos, quando eu comecei a entender que não conheceria minha mãe biológica. Desde os meus 7 anos eu ia ao cemitério todo o dia 27 de cada mês, escrever uma carta e colocar fogo e deixar flores no tumulo da minha mãe. — eu suspirei- A algum tempo, descobri que tinha um irmão, e que a minha mãe está viva. -
— Su-sua mãe ?- afirmei- Seu pai mentiu ?-
— Não, não.. Meu pai me contou tudo o que sabia, mas muitas coisas aconteceram. — encarei o chão e depois olhei ela, que me olhava com uma certa curiosidade- Eu ainda queria que ela estivesse morta. — afirmei mostrando a minha tristeza-
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