O Garoto
1 Capítulo 1
Notas iniciais
espero que gostem ♥ kisses ;*
Minha vida escolar foi sempre desmotivante o bastante pra uma pessoa só, ir pra escola só tinha um simples objetivo: Notas boas. Não sei a graça de ir pra escola e não ter com quem conversar, e Sayuri era de uma sala diferente, então falava muito pouco com ela. Na sala de aula eu era vítima de patricinhas burras que queriam pegar cola, e pra não me envolver em brigas, eu sempre passava. E vítima de garotos, principalmente. Desde a primeira série nunca falei com um garoto. Eles vivem me zoando por causa do meu visual. Sabe, sou muito quieta, ando sempre de cabeça baixa, com meu cablo solto, grande e liso, com uma franja grande e lisa. Um vestido, meias brancas e compridas e uma sapatilha preta. O que tem de errado nisso?O sinal da ultima aula tocou e todos sairam correndo, pareciam feliz, eu acho. Eu também estava, mas prefiro guardar isso pra mim. Avistei Sayuri, e ela veio em minha direção me dar um abraço. - Sakura, vou sentir sua falta. — Ela me deu um abraço confortador. - Eu também. — Correspondi ao abraço a, quase não a tocando-a. — Até algum dia, espero te ver novamente. — Acenei.Sayuri infelizmente vai pra europa com seus pais. Ela é filha de uma arquiteta, e seu pai, empresário. Por isso vive mudando de país, ela sabe muitas linguas, e isso me ajudou um pouco nas aulas de inglês, que sou leiga. Estavam todos se abraçando, correndo, pulando. E eu estava de cabeça baixa, com minhas traças grandes sobre as costas. Minha mãe diz que se eu continuar andando assim, vou ficar torta, sem postura.Passar pelo portão estava impossível, os alunos sairam dali desparados, deu até um medo de me derrubarem. Meu celular tocou. Era minha mãe. Ouvi alguns comentários de umas pessoas ''Olha, ela tem um celular! Achei que ela enviava cartas, hahaha.''Como sempre, não respondi e atendi ao telefone. De cabeça baixa, claro.- Filha, não vou poder busca-lá, estou ocupada com algumas coisas. Pode vir apé mesmo?- Sim. — Afirmei.- Então está bem, depois conversamos. Tchau!Desliguei sem responder mesmo, como sempre faço. Continuei cabisbaixa e saí andando, sem pressa.Andei, e parecia que alguns daqueles caras que me humilham estavam me seguindo. Parei pra atravessar a rua, e decidi acelerar. Sabe, moro numa rua em frente a uma pista de Skate, e estava na frente da pista, e se eles me avistassem iam me zoar na frente de tanta gente. Abaixei a cabeça e percebi que estavam me chamando. Que droga. - Ahaha! Olha ali, a esquisita! — Uma garota parecia gritar e apontar pra mim. — Ei sua demente, saiu da escola e agora vai pra um hospício é? As pessoas dali pareciam rir de mim.- Ei, puta. — Um garoto pareceu falar com a garota que estava me chingando. — Porque não vai zoar uma vadia igual a você? — Ele cruzou os braços. — Só porque ela estuda e vai ser alguém na vida, e você vai ser uma loira gorda imprestável? Ela tem dignidade, diferente de você. — Todos já pareciam olhar. Eu estava abismada. Ninguém nunca me defendeu, ao contrário, quem via ria e ajudava a humilhar. A garota se calou e abaixou a cabeça.- Vamos embora. — Uma amiga dela disse. — Não queremos que isso aconteça denovo.E então sairam andando. Varias pessoas vaiavam o grupinho, que saiu dali um pouco arrependido e com vergonha. Abaixei minha cabeça, dei um sorriso discreto, por dentro estava rindo delas.Senti alguém tocar meu ombro, olhei e era ele, o garoto que havia me defendido.- Ei. — Me chamou.
Notas finais
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