Notas iniciais
Anny: *acorda depois de um cochilo* Anny: *percebe que está esquecendo alguma coisa* Anny: *enquanto bebe um copo de água* oH SHIT O CAPÍTULO-- O capítulo estava bem adiantado, mas eu tirei um cochilo e acabei atrasando ele.... nossa me perdoem, eu ando uma bagunça aushauhs Boa noite, gente! A Vanilla como sempre tarda mas não falha ♥ e o capítulo saiu um pouco maior do que eu imaginava! Apesar de que vou compensar amanhã com For Those AUSHASUHASUH aquele capítulo está realmente GRANDE. Obrigada de coração pelo apoio com Epifania! Vou responder os comentários logo logo ♥ Espero que aproveitem esse capítulo!

A noite chegou um tempo depois, sendo que Wanda permaneceu adormecida no colo de Visão enquanto este entrou em modo de repouso para se mexer o mínimo possível e não atrapalhar o descanso da moça. Despertando devagar, notou, no colchão ao seu lado, a sacola plástica com as éclairs que trouxera da cidade junto do pequeno urso entalhado em madeira.

Pouco a pouco, Wanda abriu os olhos e se espreguiçou no colo dele, recebendo afagos e beijos do sintozóide enquanto sorria, sonolenta.

— Que horas têm agora? – Wanda questionou entre um bocejo e outro ao esticar os braços ao redor do pescoço de Visão.

— Aparentemente são seis horas da tarde. – Ele ajeitou Wanda em seu colo. – Mas estava em modo de repouso, e me desconectei da rede interna, então pode demorar alguns minutos para retornar e ter uma resposta mais concreta...

Wanda riu.

— Tudo bem, eu aguardo. – Com os olhos meio fechados, ela se esgueirou até encostar o rosto na dobra entre o pescoço e o rosto de Visão. Ele usava um sobretudo confortável, já que não costumava sentir calor, tendo a capacidade de alterar a temperatura corporal a qualquer momento. – O que eu estou espiando ali?

A sacola com os doces estava na altura da vista de Wanda, que tinha os olhos brilhando e salivava com a expectativa de comer algo diferente. Visão riu enquanto esticava o braço para alcançar as alças do plástico e entregá-lo para uma animada Wanda.

— Éclairs de chocolate para a minha garota mais especial. – Visão beijou sua testa ao que ela abriu o pacote e comeu parte da massa com creme e cobertura. – Você almoçou?

— Euf ef af Natf cofmemofs umf brunchf.

Visão inclinou a cabeça para o lado, confuso.

— Posso compreender cerca de setecentos idiomas e seus dialetos, mas não consigo entender o que você acabou de falar. Poderia repetir, por gentileza?

Antes de responder, Wanda engoliu o pedaço de doce que comia e deixou escapar uma gargalhada sonora, tanto que os cantos de seus olhos ficaram molhados por pequenas lágrimas as quais ela secou logo após.

— Desculpe, Vizh, eu não deveria falar de boca cheia. Disse que eu e a Nat comemos um brunch, sabe, como a gente fazia na base? Café da manhã e almoço juntos?

Visão afirmou com a cabeça.

— Estava começando a ficar com fome, mesmo. Obrigada.

— Pense nisso como um pedido de desculpas por tê-la deixado na floresta. — Ele pigarreou, como se para chamar a atenção do que diria a seguir: — Desculpe mais uma vez, Wanda.

— Com isso aqui? – Ela apontou para a comida. – Você está perdoado por um ano.

Ambos sorriram e se abraçaram até ouvirem passos na escada.

— Não é todo dia que se vê um aliado entrar pelo sótão.

Natasha subiu o lance de escadas, e apoiou o corpo sobre os braços no vão entre o final da escada e a entrada do cômodo, sorrindo. Não aparentava estar com raiva de Visão, o que, de certa forma, era um grande alívio para ele.

— Cheguei no início da tarde e acabei ficando por aqui com a Wanda.

— Eu vim aqui checar em vocês durante a tarde. Estavam tão fofos dormindo que não quis atrapalhar. — Natasha sorriu e franziu o nariz. — Vim avisar que fiz sopa... E me deixa sair daqui antes que o Visão venha explicar sobre ele não dormir, e sim entrar em modo de repouso, blá blá blá.

O sintozóide de vibranium se levantou primeiro, estendendo a mão para Wanda buscar apoio e se levantar. Após firmar os pés no chão, ela segurou a mão de Visão e ambos desceram devagar ao andar de baixo, com ele escaneando o chão ocasionalmente para impedir que ela se machucasse.

— Esqueci de perguntar. – Começou Wanda. – O que era o pingente de madeira em cima do colchão?

— Aquilo... – Respondeu Visão, com um sorriso enquanto eles entravam na cozinha e ele apontava para Natasha. – ... Foi um presente da Nat em um desses dias que eu não conseguia dormir.

— O urso? – Ambos confirmaram o questionamento de Natasha com um aceno de cabeça, e ela tornou a esquentar a sopa com uma colher de pau. – É um sinônimo de renovação... Além de o urso sempre proteger a família. Achei super de acordo para o pai do grupo.

Visão serviu uma concha de sopa em um prato fundo para Wanda, entregando a ela junto de uma colher e um guardanapo.

— Coma devagar, Wanda. – Repreendeu Visão quando ela levou o líquido muito rapidamente à boca. – Você pode se queimar.

— Sim senhor. – Choramingou Wanda. – Você pode pegar a minha outra éclair lá em cima? Por favor? Estou querendo muito comer um doce hoje.

Visão confirmou com a cabeça e se afastou, dando espaço para Natasha chegar mais próximo e dizer, baixinho:

— Ainda bem que seu namorado faz todas as suas vontades. – Ela riu. – E essa sua súbita vontade de doces? O que acha que significa?

— Não sei... – Respondeu Wanda, entre uma colherada e outra da sopa. – Só sei que estou cravando doces recentemente. – Wanda esticou o prato para Natasha. – Pode me servir com mais sopa? O Vizh colocou pouco...

Subitamente, Visão atravessou o teto e colocou o pacote com o doce sobre a bancada. As duas mulheres estavam tão acostumadas que nem se assustaram.

— Eu não coloquei pouca sopa, Wanda, e sim uma quantidade calórica adequada para você. A questão é que você está comendo por dois.

— Acho que até por três, com esse apetite todo! – Complementou Natasha, pondo mais um prato cheio na frente dela. – E eu acho que o desejo de comidas açucaradas só confirma que você está grávida de uma menina.

O casal se entreolhou, curioso, e Natasha deu de ombros.

— Ué, antes das mulheres terem ultrassons, elas adivinhavam o sexo com base nos desejos. – Justificou ela, dando a volta na bancada para acariciar a barriga da amiga. – Querer salgados é sinônimo de esperar um menino, e doces significam que você está esperando uma pequena Natasha.

Visão balançou a cabeça algumas vezes.

— Isso é mera especulação, Natasha. Não há qualquer estudo científico que possa comprovar a eficácia desse método. – Ele apoiou as costas na mesa, cobrindo parcialmente a boca com a mão. – Ela pode muito bem estar grávida do pequeno Billy.

— Billy? – As duas questionaram em uníssono.

— É... Pensei que poderia ser o nome do nosso filho. William. De William Shakespeare. – As sobrancelhas de Wanda ficaram arqueadas enquanto ela limpava a boca com um guardanapo. – O que acha?

— Por que não me falou antes?

— Eu estava esperando a hora certa! – O sintozóide sentiu a voz ficar em falsete. Mais um hábito humano aprendido. – Não imaginei que falaríamos disso agora.

Wanda finalizou sua sopa e pegou a éclair.

— Bom... Eu pensei em Tommy. Como Thomas Edison. Que tal?

Um silêncio constrangedor permaneceu entre os três.

— Tommy é bom. Muito bom. Mas Billy é um ótimo nome também, não acha?

— Sim, Billy têm as suas vantagens, como ele ser o último da chamada na escola e ter um apelido fofo. Mas Tommy realmente se aconchegou no meu coração, sabe?

— Mas e a pequena Natasha...

— Agora não, Nat. – Disse Wanda.

— Bom... – Natasha bateu as palmas da mão uma na outra. – Só resta a gente fazer um ultrassom e comprovar que é uma menina para vocês pararem de discutir.

— Não irão precisar esperar muito.

Steve Rogers adentrou o cômodo, tradicionalmente chique e bem trajado em uma blusa polo azul e calças pretas, seguido de Sam Wilson, que vestia uma roupa mais esportiva após correr algumas voltas ao redor do grande terreno reservado para a casa.

— Conseguimos contato com Wakanda, onde a Wanda terá um pré-natal. Iremos partir em alguns dias.

Um pouco nervosa, Wanda coçou os pontos do machucado daquela noite, com cuidado para não os arrancar.

— Vocês sabem que vão precisar parar a Quinjet de vez em quando para que eu possa vomitar, não é mesmo?

— Não se preocupe, Wanda. – O lindo sorriso do Capitão América a tranquilizou imediatamente. – Vamos tomar todo o cuidado com você.

Em seguida, ela procurou apoio em Visão, observando diretamente os seus olhos azuis, e recebendo em resposta sua mão metálica ao redor de uma das suas bochechas. Ele parecia sereno, e transmitia uma carga de confiança extra. Apesar da ansiedade para finalmente fazer um pré-natal, o medo tomava conta da futura mamãe, que ainda temia os pesadelos com as crianças. Seria um sinal de que algo ruim estava por vir? Contudo, ela chacoalhou a cabeça e disse, baixinho:

— Finalmente vamos ter como saber como anda a saúde do nosso Tommy.

Visão franziu o cenho.

— Quer dizer o Billy?

Os dois encostaram as testas e sorriram, sendo que Natasha se intrometeu para dizer, provocando risadas de todos os presentes:

— Vocês dois querem dizer a Natasha?

Eram, certamente, os dias mais felizes da gestação.

Notas finais
Em homenagem ao meu episódio favorito dos sitcoms: anos 1970, ou episódio 3 de WandaVision. Foi o episódio em que a Wanda ficou mais radiante /3 e Deus, como eu sinto falta deles. Dessa série. De tudo /3 Estou muito ansiosa para postar For Those amanhã. Vai ser um capítulo enorme que vai versar sobre muitas coisas ao mesmo tempo ASUHAUSH e estou mega feliz de chegar em uma nova fase de O Futuro Está Aqui. Louca para mostrar Wakanda para vocês! Tenho uma oneshot praticamente pronta que vou deixar para postar na terça-feira, assim ficamos com mais um lançamentozinho para a semana ;) Espero que tenham gostado, lembrando que eu aceito críticas e sugestões! Um beijão e até breve ♥