Era uma tarde tranquila, exceto pela grande tempestade que inundava as ruas. Naquela altura do dia só se observava o sol, que cada vez mais se escondia entre as nuvens e os pingos de chuva, que teimavam em cair apressadamente sobre o solo. Mas nada disso importava para Craig Wilson, que só conseguia pensar naquele belo rosto, o rosto de sua amada.

Muitos diziam que o amor não era coisa para jovens, porém, Craig não concordava com esta afirmação. Ele falava para quem quisesse ouvir que já conhecia o amor, e que sua bela donzela era a prova disso, era a prova de que o amor poderia existir entre os jovens.

Craig não via a hora de se encontrar com sua namorada, pois os dois haviam marcado um encontro às 4 horas da tarde daquele dia, e ele fez tudo que estava ao seu alcançe para que seus pais permitissem o encontro. Agora era só esperar, mas o tempo não passava. Craig tentou fazer outras coisas: ler, assistir TV ou até mesmo dormir, mas nada parecia funcionar. Foi então que ocorreu a Craig que o melhor a fazer era simplesmente esperar e só assim o tempo finalmente passou.

Assim que chegou a hora, Craig se vestiu e saiu correndo até a rua onde encontraria sua jovem companheira. A chuva só aumentava. Então, eis que Craig avistou de longe a menina que amava, naquela altura só o que separava-os era uma longa rua coberta de água da chuva.

— CRAIIIGGGG!!!! – a menina gritou entusiasmada.

— Estou aqui, meu bem! – Craig respondeu.

A jovem então, saiu correndo na direção de seu amor, sem conseguir conter o ânimo. Mas de repente um caminhão, que parecia ter surgido do meio do nada, atravessou a rua e a amada de Craig fora atingida. O garoto correu desesperadamente assim que viu sua namorada caída na rua. Agora sua pele tinha se tornado instantaneamente pálida e fria, a grande poça de água na rua já estava se misturando ao sangue. Todas as pessoas que passavam por ali paravam para olhar. O motorista do caminhão desceu as pressas, preocupado. Craig não parava de suplicar, quase sem fôlego.

— Minha amada, levante-se! Levante-se! Volte para mim! Não vá!

Mas era tarde, a batida do caminhão provocara uma hemorragia incurável na cabeça da menina, tão incurável que roubou da menina até suas últimas palavras. Craig viu a vida sair rapidamente de sua amada . A menina jazia morta.

Craig não conseguiu conter o desespero, chorou como uma criança, chorou como nunca tinha chorado em toda sua vida. E ao mesmo tempo que as lágrimas caíam de seus olhos, a chuva caía do céu. E naquele momento, em meio a tanto sofrimento Craig percebeu que nem mesmo o amor mais puro do mundo pode durar para sempre.

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