O Fruto Proibido
3 Primeiro Confronto
Notas iniciais
Esperamos que gostem :D
Boa leitura ^^
Regina Pov’s
Meu coração se partiu em mil pedaços no momento que vi o olhar de dor, raiva e mágoa vindo de Emma, eu sabia que o que fiz não tinha perdão, por mais que minha história fosse sofrida nada justificava o ato sujo que cometi, as palavras cuspidas com amargura pela princesa eram como facas afiadas me cortando duramente. A dor só aumentava pois eu sabia que merecia toda a revolta e ate mesmo o ódio que ela poderia sentir por mim agora. Não havia nada que eu pudesse fazer para reverter ou melhorar aquela situação, então depois de chorar toda a culpa que havia em mim me entreguei a um bom banho de imersão, como se de alguma forma aquela água pudesse lavar minha alma culpada por meus atos levianos.
Apenas quando um silêncio irritante dominou a casa de banho me dei conta de que não mais minhas damas de companhia ali estavam e sim ela, a minha doce Emma, o pequeno anjo que eu ajudei a trazer ao mundo há 20 anos em uma noite de tormenta, a única pessoa no mundo que eu jamais queria magoar e decepcionar. Seu olhar agora aparentava calma e depois de nos analisarmos mentalmente em fim o silêncio e quebrado por minha voz embargada em um misto de emoções.
–Emma eu sinto muito por tudo isso, o que eu fiz não tem perdão, mas eu precisava de alguma forma para extravasar minha frustração como mulher, decepcionar você é o pior castigo que eu...
De repente sou interrompida por dois dedos frios em meus lábios, Emma agora de joelhos ao meu lado me silencia de forma doce por um momento me sinto feliz naquela situação.
Emma Pov’s
Regina era uma pintura dos deuses naquela banheira, como era possível que totalmente despida, não só de suas roupas e maquiagens mas também de sua pose imponente de rainha, ela ser mais linda do que já era. Ali tão indefesa, tão crua em sua mais intima forma, aquilo me torturava, mas eu tinha que me controlar, quando ela fosse minha seria por vontade própria e eu faria de tudo para conquista-la. Sua voz doce sussurrando tão cheia de medo aquelas palavras me deixavam boba, mas do nada uma pergunta me veio a mente e congelou meu coração, ali ajoelha aos pés da mulher que eu amava me afundei no medo que a resposta daquela pergunta me trouxe.
–Você o ama?
–NÃO, ele é só um divertimento, um balsamo para minhas frustrações.
Naquele momento foi impossível evitar o largo sorriso que se abriu em meu rosto, a sinceridade naquelas palavras foram tão claras como um dia de sol, o coração dela estava livre e seria meu muito em breve. Depois de acariciar seu lindo rosto por um momento, me levantei e puxando-a pela mão revelei toda sua beleza submersa naquela banheira, agora totalmente nua ela me encarava enquanto fui me aproximando até que não houvesse mais que alguns poucos centímetros entre nós.
Estávamos tão próximas que eu conseguia sentir a sua respiração em meu rosto, eu podia sentir o cheiro a hortelã e maçãs. Fiquei ali parada, não sei por quanto tempo, olhando em seus olhos e tentando ler os seus pensamentos. Meu olhar desceu até sua boca, seus lábios perfeitos de tom encarnado, tão convidativos. Com o dedo indicador percorri o seu braço, ainda molhado. Senti todo o meu corpo se arrepiar, uma sensação que nunca tinha experimentado em toda a minha vida. Com o meu toque vi no olhar de Regina uma tremenda confusão, mas mesmo assim não me deixei abalar, eu estava amando aquela visão do Paraíso. Levei a minha mão ao seu rosto, e com delicadeza acariciei a sua pele morena e com todo o amor que tinha em meu coração fui transportando a minha mão até bem perto da sua orelha e fui puxando-a para bem mais perto de mim. Fechei os olhos e avancei, os meus lábios tocaram os dela de forma suave. Ela ficou completamente parada, sem reação.
De repente, como se a sua alma tivesse regressado ao corpo, simplesmente correspondeu ao beijo e mordeu o meu lábio. Da mesma forma que passou a beijar-me, quase que de forma possessiva, agarrou no meu braço, afastando-o do seu rosto soltando-o no ar, pegou numa toalha e virou costas correndo para o quarto.
Sai a correr atrás dela, precisava entender o que tinha acabado de acontecer.
– Regina, páre de fugir! – Disse da forma mais tranquila que consegui, ao mesmo tempo em que a agarrei pelo braço, com cuidado para não machuca-la.
–Emma…- ela respondeu quase como que em suspiro- Isto não podia ter acontecido, isto não está certo. Alías eu nem entendo o que acabou de acontecer.
–Regina, nós nos beijamos isso não é nenhum crime. Por favor não entre em pânico.
– Emma isto está completamente errado, todos te vêem como minha “neta”, eu te ajudei a nascer, eu cuidei de ti, ajudei a educar-te isto é completamente errado.
–Tudo isso que acabas-te de dizer só me faz gostar mais de ti!
–Como gostar de mim? Já viste a minha idade, já viste o nosso tipo de relação familiar?
–Mas... — Tentei argumentar.
– Isto não pode acontecer nunca mais, ouviu bem? Esse momento foi um erro e nunca mais vamos pensar nisto. E muito menos contar para alguém, ninguém pode saber Emma ou ainda somos executadas! – Regina disse de forma rápida, quase como que cuspindo as palavras.
–Regina, não seja assim por favor. Você se lembra quando eu me assumi para os meus pais? Você foi a única pessoa que ficou do meu lado, a única que nunca me julgou e que me aceitou tal como eu era.
Lembras-te quando me disses-te assim: “Emma, minha querida, não te deixes levar por aquilo que os outros acham e dizem que é o correcto. Luta por ti, pelo que tu achas correto e por aquilo em tu acreditas. Ninguém pode fazer a tua felicidade a não seres tu”
–Vagamente… — respondeu tentando ocultar o facto de que se lembrava perfeitamente.
–Pois bem, é isso que eu estou fazendo. E agora você vai se contradizer e argumentar que não posso lutar pelos meus sonhos e por aquilo que acho correcto?
Regina abriu a boca, mas não saiu nenhum som.
Andei para mais perto dela, dei-lhe um beijo na testa e disse ao seu ouvido:
–Eu acho que você não vai conseguir parar de pensar no nosso beijo. Você não vai conseguir parar de pensar em mim, por mais errado que isso seja. Boa noite Regina, durma bem.
Virei costas e andei até á porta, sem olhar para trás, sai dos aposentos da Rainha.
Conforme ia andando até ao meu quarto, meu cérebro acelerou, meu coração acalmou e meus passos foram ficando cada vez mais calmos. Eu estava acordando de um sonho? Acabei de morrer e chegar no céu? Eu não podia acreditar, finalmente eu tinha tido coragem de beijar a única mulher que eu sempre quis beijar… Ao longo da minha vida eu já fiquei com muitas meninas, mas nenhuma despertava em mim o que Regina conseguia. Eu tinha de arranjar uma forma de conseguir provar a mim e a Regina que ela estava curiosa em relação ás meninas, com curiosidade especial por mim, mas o seu medo a bloqueava e ela não conseguia admitir isso para ela própria. Continuei andando e foi como se uma lâmpada se acendesse por cima da minha cabeleira loira, eu tinha encontrado o plano prefeito e não demoraria a coloca-lo em prática.
Notas finais
Quero ver se alguém acerta no que estamos pensando :P
Então esse fim de semana, em principio, nós não iremos postar nada. Não nos matem, pff, porque Segunda Terá capitulo novo :p
Esperamos os vossos comentários e sugestões ^^
beijinhos *_*
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