O Fruto Proibido
17 Podres Poderes
Notas iniciais
Então para compensar o tempão que tivemos sem actualizar da última vez, tentámos ser um pouco mais rápidas e voltar aos bons velhos ritmos e aqui está um capitulo novinho só para vocês :)
Esperamos que gostem :P
Regina POVS
Depois de passado o susto voltamos ao palácio, Emma não soltava minha mão em momento algum e Henry ,sempre abraçado a mim, não conseguia para de olhar o sangue em meu vestido com um olhar apavorado.
–Foi ele não foi mamãe?
Naquele momento meu coração deu um pulo, quase pude senti-lo em minha garganta, eu não conseguia olhar meu pequeno nos olhos, bem ou mal Graham havia salvado a vida dele e lhe deu uma vida simples mas boa, eu não queria mentir para Henry mas também não queria que ele visse o pai como um vilão.
–Foi um acidente meu amor, seu pai nunca quis me machucar, ouça bem meu filho, Graham te deu a vida duas vezes, uma quando te colocou em meu ventre e outra quando te levou para longe antes que o rei te matasse e essa verdade tem que ser absoluta em teu coração ouvi bem? – Então dei ao meu garotinho o mais doce dos meus sorrisos e fui retribuída com abraço forte e um beijo em minha mão.
–Sim mamãe, mas eu nunca vou amar a ele mais do que amo a senhora, isso nunca, ele a machucou, mesmo sem querer e isso me deixa com muita raiva.
–Garoto, é normal sentirmos raiva das pessoas em certos momentos, mas nunca deixe um momento de fraqueza levar ódio ao seu coração. –Emma respondeu ao apertar forte minha mão e depois beijar a testa do nosso menino.
Minha princesa era realmente uma grande mulher, o ciúme e a raiva eram evidentes em seu olhar, mas ela ainda assim sabia o que dizer e o momento em que dizer. Caminhamos mais um pouco e ao chegarmos ao castelo vimos uma comitiva que era recebida pelo rei. Levou alguns minutos ate que Leopoldo desse conta do sangue em minhas vestes, conforme o combinado dissemos ao rei da historia do ataque e Eudora insistiu que eu deveria descansar imediatamente.
– Lord Afonso Bastiêr , é um prazer revê-lo, me perdoe pelas circunstancias em que tal reencontro se deu, mas amanhã estarei em condições de dar-lhe as boas vindas que lhe são devidas. – Sorri de forma amigável, tentando esconder meu desagrado em ver o detestável Lord.
–Descanse majestade, eu imagino o terror que deve ter enfrentado. –Afonso disse com um sorriso irritante no rosto ao fazer uma reverencia e beijar minha mão em seguida.
Leopoldo ficou conversando com Emma e Afonso enquanto eu ia para o quarto e os outros se dispersavam pelo castelo, Eudora preparou meu banho e uma jovem estava ao meu lado para me ajudar no banho e em me aprontar para deitar, eu mal comecei a me despir quando a porta de meu quarto foi aberta e ela entrou com um enorme sorriso em seus lábios.
–Deixe-nos a sós, eu cuidarei da rainha de agora em diante. –Disse Emma ao pegar as toalhas e sais e dispensar a criada, que se curvou em reverencia e logo saiu do quarto.
–Emma querida, temos tanto a falar, eu te devo muitas explicações e espero de todo coração que me entendas e me perdoe algum dia...
Nesse momento fui calada por um beijo apaixonado, a princesa descontou toda frustração e saudade pelo longo tempo de separação, parecia um sonho, mesmo depois de tudo que fiz Emma ainda me amava.
–Haverá muito tempo para explicar-me tudo, mas eu imploro que deixe minha alma sofrida matar a sede que tenho de ti meu amor.
–Meu amor o rei pode entrar a qualquer minuto.
–Não ele não vai vir, eu o convenci a deixar-me cuidando de ti ate amanha, parece que ele não confia nada no seu querido amigo Lord e gostou muito da ideia de que eu te vigiasse.
Emma mal terminou de falar e foi logo trancando a porta, seu olhar de cachorrinho pidão me derreteu totalmente, em silencio seguimos para o quarto de banho, minha loirinha limpou cada parte do corpo com todo carinho e delicadeza, sem pressa alguma meu corpo foi sendo massageado e beijando, não esquecendo nenhuma parte. Ah como eu senti falta de tudo aqui, minha princesa me amando e me fazendo a mulher mais feliz do mundo, foi tudo melhor do que eu esperava, meu amor acariciou meu rosto com o seu, lambeu, chupou e provocou cada parte sensível de mim, chupava meus seios como se degustasse a mais doce das frutas e me penetrava de forma firme e constante até atingirmos o primeiro orgasmo da noite.
Nos amamos inúmeras vezes , entre cada orgasmo havia apenas um pequeno intervelo, de poucos minutos, ate nossos corpos estarem em chamas novamente.Não sei se pelo longo tempo separadas ou se foi pelo falto de que eu quase havia morrido, mas naquela noite éramos como duas leoas no cio, tomando e dando prazer e amor sem nos importarmos com mais nada. Em algum ponto da madrugada acordei com o dedo de Emma traçando a linha fina e delicada em forma cicatriz que adornava o local bem perto do meu peito esquerdo, senti suas lagrimas quentes me tocando e abracei forte. Aquela linha fina e quase invisível seria eternamente uma lembrança dolorosa do momento em que quase nos separamos para sempre.
... E quando tudo mais faltar
Quando a dor for demais
E o seu se recusar a brilhar
Em teus braços é onde eu sempre vou estar ...
Emma POVS
Depois de ter falado com o rei e ele ter-me dado premissão para cuidar da Rainha, eu estava estupidamente feliz. Tínhamos passado por um momento de terror, mas agora eu iria cuidar dela, passar os meus dias com ela, porque apesar dela ter fugido sem me dar uma razão plaúsivel, esta distância que vivemos só me fez amá-la mais. A força que ela teve para encarar a vida e lutar pelo seu menino há muito perdido, só me fez querê-la para sempre comigo, ainda mais do que alguma vez eu já quis.
Eu caminhava feliz, com um sorriso idiota na cara, como se tivesse acabado de ganhar a lotaria, mas assim que abri a porta do quarto e vi aquela criada desgraçada pronta para despedir a minha Rainha, a minha expressão mudou.
–Deixe-nos a sós, eu cuidarei da Rainha de agora em diante. – Falei com um olhar ameaçador enquanto peguei de forma brusca os sais e as toalhas que a empregada tinha na mão.
A Regina ainda tentou iniciar uma conversa sincera, onde me pedia desculpa e mostrava todo o arrependimento e amor que ocupava o seu coração, mas naquele momento eu só conseguia pensar em beijar aqueles lábios que eu tanto amo e dos quais senti imensas saudades.
Quase implorei para que ela me deixasse cuidar dela e amá-la como há muito tempo eu não fazia. Ainda falei levemente no Lord que tinha acabado de chegar ao Castelo e pensei o que seria que ele queria com a minha mulher, podia até não ser nada, mas não gostei da forma como ele olhou o corpo torneado e levemente machucado e ensaguentado da minha morena. Reclamei mentalmente por estar a perder tempo a pensar naquele idiota, agora não era mesmo o melhor momento e rápidamente fui trancar a porta.
Eu não queria perder mais tempo, eu não podia perder nem mais um segundo, eu precisava tocar aquela pele suave e com cheiro de maçãs, eu precisava beijar aqueles lábios que me deixavam louca e sentir aquelas curvas, aquele corpo que incendiava o meu só de pensar em chegar perto.
Eu beijei e toquei todo o seu corpo, eu nunca iria ficar cansada de a tocar, de a beijar e de a ter nos meus braços completamente entregue ao desejo, luxúria e paixão.
Depois de a ter levado à loucura de a ter feito gritar e gemer o meu nome, vezes e vezes sem conta, acabamos por adormecer nos braços uma da outra, completamente entregues ao cansaço, exaustão e satisfação de todo o sexo que fizemos.
Acordei a meio da noite, um pouco assustada, tinha acabado de sonhar e reviver tudo o terror que tinha acontecido hoje mais cedo. Rapidamente me acalmei, quando senti o corpo da Regina completamente colado ao meu, e quando vi a sua expressão serena de quem dorme um sono traquilo, todo o pânico se transformou em pó. Quando reparei mais delicadamente no seu peito lá estava aquele traço fino e ainda frágil que estaria sempre lá para me atormentar e lembrar que nada na vida deve ser tomado como garantido. Aquela marca simbolizava o pior momento de toda a minha vida, o momento mais aterrador que eu já vivi. Não consegui evitar as lágrimas que teimavam em cair e que embateram delicadamente no corpo que descansava ao lado do meu. Foi quando senti um abraço não demasiadamente forte e ouvi o seu sussuro no meu ouvido.
–Já passou meu amor, nada nos vai conseguir separar nunca, minha princesinha amada.
Foi assim que voltámos a dormir e foi num clima ainda mais romântico que acordámos. Depois de muitos beijinhos e carinhos, vestimos as nossas roupas e fomos para o salão tomar o pequeno-almoço. Quando lá chegámos o rei Leopold estava a discutir com o Lord recem chegado, pareciam ser negócios. Eu e a minha amada sentámo-nos lado a lado, foi quando começei a prestar atenção à conversa.
–Leopold, só tens a ganhar com esta transação. Uma boa quantia de ouro, que chega para viveres e reinares sem preocupações durante uns bons anos e ainda mais um enorme lote de terras que te permitiria extender e muito o teu reino.
–Nem pensar! O que me pedes em troca é inegociável!
–Pensava que estavas a passar por um período económico e governativo muito complicado.
–E estou mas não vou vender a minha mulher, mesmo que seja por uma noite!
Quando ouvi isto, todo o meu sangue ferveu, o meu primeiro impulso foi colocar a minha mão, de forma possessiva, na coxa da Regina que imediatamente colocou a sua mão sobre a minha e a acariciou.
A minha vontade era partir a cara daqueles dois idiotas que estavam a negociar a Rainha, como se ela fosse alguma espécie de mercadoria. Olhei com um olhar apavorado para a Regina que me respondeu com um meio sorriso e um aperto suave na mão.
–Tu é que ficas a perder. Aposto que a Regina valia bem o preço. Olhem só para aquele corpo!
–Não faz mal, na Regina ninguém toca. Só eu que sou o seu Rei!
–Com uma mulher destas concerteza deves ter um valente par de cornos!
Eu não queria acreditar no que aconteceu a seguir, o rei socou o Lord, com toda a sua força e em cheio no nariz mesquinho daquele nojento.
–Se voltas a falar algum comentário em relação à MINHA RAINHA, da próxima não será só um soco. Eu MATO-TE!
O resto do dia eu passei com a Regina no quarto, o Henry estava a passar a tarde com a sua mãe adotiva e com o Graham e do Rei e do Lord nós nem quisemos saber, só queríamos estar na presença uma da outra e aproveitar todos os momentos. Ouvimos batidas pertinentes e aflitas na porta do quarto e Eudora entrou com a respiração ofegante e cara de quem trazia péssimas noticias.
–Regina, aconteceu uma coisa, tens de ter muita calma, mas o rei foi encontrado morto com um adaga espetada no peito.
Notas finais
Vamos tentar não demorar tanto :P
Se gostaram ou não, podem deixar um comentário para nos elucidar sobre isso *_*
Evil kisses*
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