O Fruto Proibido
11 Apenas Boas Lembranças
Notas iniciais
Em segundo lugar queria agradecer todos os comentários que temos recebido até aqui e a recomendação maravilhosa que recebemos, muito obrigada a todas ♥
Esperamos que gostem e que comentem :)
As fotografias nós achamos na internet, não nos pertecem, não queremos nem devemos ter créditos por isso.
Boa leitura ^^
Regina Pov’s
Como poderia isto estar a acontecer na minha vida? Como poderia eu estar encostada á parede desta forma? Eu nunca pedi nada disto, eu nunca quis esta vida para mim, eu não queria ser rainha, eu não queria ter casado com um homem prepotente e mau caracter.
Minha única vontade era ser feliz, ser livre! Meu sonho era ter casado com Daniel, um homem carinhoso, amigável, que me tratava bem, cuidava de mim e me amava. Queria ter sido feliz com o homem que eu achava ser o homem da minha vida. Queria ter cuidado e educado Snow sem ter de me casar com seu pai, mas isso não era possível e o amor que tinha por aquela criança, não me permitia “abandoná-la” aos cuidados de um pai tirano e ausente.
Eu tinha perdido quase tudo, eu tinha perdido Daniel e tinha enviado a minha mãe pelo espelho, eu sei que ela era do mal mas mesmo assim eu a amava, as únicas pessoas que me restavam era Snow e meu pai. Eu tinha de lhes dar uma vida melhor, uma vida mais feliz e uma vida mais amada. É isso que fazemos quando amamos alguém, certo? Sacrificarmo-nos por eles é uma prova de amor válida, certo?
Eu levei uma vida de sofrimento e humilhações. Eu fui violentada dias a fio… todos os dias eu tinha uma marca, uma ferida nova. Mas quando eu olhava para a minha princesinha Snow, quando ela me abraçava com toda a força, quando me dizia que me amava e me agradecia por ter ficado com ela, por cuidar dela e por amá-la todas as minhas dores passavam, todas as minhas angústias se esfomavam e o meu coração sentia que tudo valia a pena.
Mais tarde, já Snow era casada e tinha a minha outra princesinha, Emma Deus me deu o presente de ter um bebé, um bebé que não foi planeado, mas que eu amava intensamente de desde o primeiro minuto. Aquele bebé seria a minha felicidade, o meu destino. Mas, da mesma forma inesperada que ele foi colocado na minha vida, ele saiu. Minha vida ruiu, o meu coração ficou partido em pedaços bem pequeninos e o Mundo caiu nas minhas costas. Eu não sabia como reagir eu nem sabia o que sentia naquele momento. Eu não sabia se ria pela ironia do destino ou se chorava pela crueldade do mesmo. Agora 10 anos depois a minha vida ficou novamente de pernas para o ar. Eu finalmente estava feliz, apesar de tudo eu estava FELIZ! Tinha encontrado o amor da minha vida, estava pronta para recuperar o controlo, estava pronta para lutar contra o rei, contra o reino e estava pronta para derrubar toda esta vida e fachada que criei em prol de um final feliz com Emma. Como é suposto eu poder escolher entre a Emma e o meu filho? Eu tenho de falar com a Emma, eu tenho de tomar uma decisão!
Emma Pov’s
Como estará a minha rainha? Faz dois dias que não a vejo. Será que meu avô aprontou alguma coisa para ela?
Eu estava deitada na minha cama com os meus pés colocados no ferro da cabeceira, na minha mão tinha uma bola de ténis, que eu ia jogando contra a parede, como forma de passar o tempo. Eu não queria sair do Castelo, nem estar em nenhum outro aposento, eu tinha esperança que Regina viria me procurar para matarmos as saudades e como tal não queria perder tempo. Queria estar no primeiro sitio que ela procurasse, meu quarto, queria correr para os braços dela e beijar a sua boca, tocar a sua pele, abraçar o seu corpo e encosta-lo juntinho com o meu, queria levá-la para a minha cama e fazer amor com ela como fizemos tantas vezes e todas essas vezes não me foram suficientes. Eu nunca me senti assim, eu queria passar todo o meu dia com ela eu queria ter tudo com ela. Uma Família, uma casa, um FINAL FELIZ!
Lá estava eu perdida nos meus pensamentos, sonhos e memórias quando a mulher da minha vida entra pela porta do meu quarto. A minha primeira reacção foi de felicidade pura, mas quando olhei para a minha amada e a observei com atenção eu vi as suas bochechas marcadas pelas lágrimas, vi os seus olhos molhados e marejados e quando olhei para o seu pescoço eu vi que ele estava negro. Corri para abraçá-la.
–Meu amor o que se passa? Porque estás a chorar? – perguntei agarrando o seu rosto com as minhas mãos.
–Emma, eu tenho um assunto muito importante para falar contigo!
Regina Pov’s
–Nós temos de parar de nos ver. Emma, tudo o que há entre nós tem de acabar. A partir de agora a nossa relação será estritamente familiar. – Disse-lhe de forma meio fria tentando demonstrar convicção, mas enquanto falava eu sentia as minhas lágrimas escorrerem pela minha face de forma descontrolada.
–Regina que absurdo estás a dizer? O que se passa? O que ele fez contigo? Ele sabe de alguma coisa?
Eu não conseguia falar nada eu só conseguia chorar. Eu estava abandonando Emma. Eu estava a tomar a decisão mais difícil de toda a minha vida.
–Regina responde-me por favor!!
–Emma… Ele não sabe de nada, mas eu tenho de terminar tudo contigo, tenta entender.
–Como assim tenta entender? Faz dois dias que não me vens procurar e agora estás a acabar com tudo?
–Eu não posso falar Emma. Eu fui obrigada a tomar uma decisão e é isso que eu estou a fazer.
–Uma decisão? Quem te impos isso meu amor?
–Emma, não tornes tudo mais difícil… Por favor.
–Regina, por favor não me deixes. Eu amo-te!
–Aí está a ironia, eu nunca tive de escolher nada na minha vida, basicamente tudo me foi sempre imposto e agora eu sou obrigada a escolher, num caso que nem deveria ter segunda opção. Tenta perdoar-me por favor… Eu não queria enganar-te eu não queria ter de escolher, mas também nada na minha vida corre do jeito que eu queria. Eu já deveria saber que mais tarde ou mais cedo alguma coisa iria arruinar o meu final feliz. – Desabafei…
–Regina fala comigo por favor, conta-me o que se passa – Equanto falava Emma me abraçava com toda a força, como forma de demonstrar e dizer que não me deixaria.
–Amor eu não posso, me perdoa. Eu posso até estar a atitude e a decisão errada, mas o meu coração diz-me que é pela razão certa. Quem sabe um dia você não sabe toda a verdade, quem sabe um dia você não me perdoa por agora estar a partir o seu coração. Quem sabe um dia a vida não nos junta de novo. Quem sabe um dia não seremos felizes. – Em jeito de despedida me desfiz do seu abraço, dei um beijo calmo na minha princesa e disse-lhe ao ouvido que apesar de tudo o meu coração seria sempre dela, que apesar de tudo ele sempre continuaria a bater por ela e só para ela. Virei costas e sem olhar para trás saí do quarto e me dirigi ao jardim, onde embaixo da macieira estaria Graham me esperando.
Chegando no local, olhei com todo o desprezo para ele, os sinais de choro ainda estavam bem presentes na minha cara.
– Já tomei a minha decisão. Acabei de terminar tudo com a Emma. Agora me diz onde está o meu filho!
–Vejo que tomou uma sábia decisão, pois bem meu amor. O NOSSO filho mora bem pertinho do Castelo de Verão. Agora você vai falar com o rei e arranjar uma forma de nos mudarmos para lá e não se esqueça que ou eu vou junto ou o seu sacrifício será em vão!
Virei as costas rumo ao escritório do rei. Eu precisava tratar do assunto o mais rápido possível ou eu acho que não seria capaz de seguir em frente sem Emma. Bati três vezes na porta e esperei uma resposta.
–Entre!
–Meu Rei, preciso falar de um assunto com o senhor. Será que tem uns minutos para me ouvir?
–Está com sorte, pode falar mas seja rápida!
– Vou resumir o assunto, contando apenas o essencial. Enquanto estive no Castelo de Verão, eu vi muita pobreza e tomei conhecimento de que existem algumas crianças em dificuldades. Eu queria pedir para o senhor me deixar voltar para lá e tomar conta de pelo menos uma dessas crianças. Graham poderia me acompanhar, para minha segurança.
–Regina estás a ficar maluquinha? Querendo sempre ficar longe de mim e do reino – disse o velho se aproximando e apertando o meu braço com força – Você está me traindo? Me traindo com aquele misero caçador?
–Claro que não, meu rei , eu sou somente sua! Eu nunca teria nada com mais ninguém. Eu nunca ousaria traí-lo meu rei. Só pensei em Graham porque ele tem boa pontaria e é bom de luta. Mas se você ficar mais descansado, porque não vem também. Você poderia controlar todos os negócios a partir de lá e tenho a certeza que se precisar Snow ajudaria.
–Vou pensar no assunto, mas não fique muito entusiasmada, agora saí daqui!
–Por favor meu rei, um povo feliz significa um reinado mais longo, todos vão ver o quando o rei é bondoso e preocupado com sua nação, sem falar que seria bem melhor para nossa intimidade ficar naquele castelo praticamente sozinho, não acha?
Naquele momento passei minha mão lentamente pelo braço do rei e lhe dei o mais sex dos meus sorrisos, mesmo morrendo de nojo por dentro, minha face transparecia desejo e provocação, me senti uma prostituta naquele momento, mas por meu filho eu seria capaz de tudo, sem falar que longe de Emma seria um pouco menos doloroso suportar nossa separação, sai dali o mais rápido possível deixando para trás o rei com um sorriso satisfeito no rosto.
Notas finais
Esta foi a decisão de Regina, o que acharam? Ela seguiu o caminho certo?
Se merecermos comentários não hesitem em comentar ^^
Até ao próximo capitulo :P
Evil kisses*
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