O Fio do Destino

1 Espiando os novos vizinhos


Notas iniciais
A história está escrita em português de portugal, por isso qualquer dúvida é só dizer

— Eu não acredito que queres ficar em casa no teu aniversário. — reclamou Dana abrindo o meu guarda roupa.

— Sabes bem que eu não ligo a essas coisas. – respondo sentada na minha cama a anotar uma matéria que ia sair no meu teste de biologia amanhã.

— É claro que sei, mas 18 anos não se fazem todos os dias! – diz ela virando-se para mim depois de ter fechado as portas do armário. – Pelo menos podemos ir às compras nesse dia? Este guarda-roupa precisa urgentemente de uma renovação.

— Tudo bem, espero bem que as roupas não sejam uma manobra de distracção para depois chegar a casa e haver uma festa surpresa. – avisei na brincadeira.

Apesar de todos os que me conhecem, saberem que não gostava de esse tipo de surpresas, estava mais que explicito no olhar da Dana de que ela estava a tramar alguma.

— Não se preocupe, seus desejos são ordens madame. – responde Dana fazendo-me rir.

Dana era praticamente a única amiga que tinha, apesar de ela aparentar ser uma daquelas raparigas riquinhas e mimadas lá na escola, comigo era completamente oposto. Ela diz que gosta que todos pensem que ela é a típica menina do papá porque prefere deixar o seu verdadeiro "eu" para as pessoas que realmente merecem conhece-lo. E claro, eu era uma delas.

Estávamos entretidas na conversa sobre a matéria quando alguém bateu a porta.

— Vocês sabiam que vamos ter novos vizinhos? – aparece o meu irmão mais novo Finn, que entra para o quarto e corre para a janela.

— A sério que vieste até aqui só para nos dizer isso? – pergunto retoricamente.

Finn deslizou a cortina para o lado e ficou a observar a casa do outro lado da rua.

— A tua janela é a única que tem vista completa sobre o outro lado da rua, só quero analisar que tipo de pessoas vão morar ao nossa frente.

E como estava a espera, Dana saltou da cama e juntou-se ao meu irmão.

— Oh meu deus Nina, tens ver que isto! – exclama Lydia aproximando-se mais do vidro.

— Malta estou a tentar estudar. – falei sem desviar o olhar do caderno.

Passado uns segundos, decidi então matar a curiosidade e juntar-me a eles. Lydia aponta o seu dedo para um rapaz, aparentemente da nossa idade que estava a carregar duas caixas, uma em cima da outra.

Okay, ele era musculado, tinha um bonito cabelo e tinha uma cara engraçada, mas não achei que tivesse sido motivo suficiente para interromper os meus estudos.

— É fofo.

— Só isso?! Ele é um deus grego! Posso mudar-me para vossa casa?

Quando o tal rapaz acabou de pousar as últimas caixas, virou-se para a direcção da nossa casa e encostou-se á carinha para mexer no telemóvel. Ficamos a analisar cada detalhe nele, e agora que o estava a estudar melhor, o rapazinho nem que se ficava só pelo fofo.

— Até eu virava gay por ele. – disse o meu irmão fazendo com que eu e a Dana virássemos as nossas caras para ele e começamo-nos a rir.

O rapaz estava entretido a digitar no telemóvel quando do nada levanta a cabeça e dirige o seu olhar para a nossa janela. Assim que nos apercebemos baixamo-nos rapidamente e tapamos a janela com as cortinas.

— Meninos, hora do jantar. — anunciou a minha tia assim que abriu a porta do quarto. – Dana ficas para o jantar?

— Claro, vou só ligar a avisar os meus pais. – responde tirando o telemóvel do seu bolso. – Já venho. – avisou.

Finn permaneceu no quarto comigo. Ficamos encostados na parede em silêncio, sentados no chão.

— Ontem, depois da escola vi um amigo meu dar um presente á sua mãe, porque ela fazia anos. E eu lembrei-me de que eu nunca vou puder isso, porque eu não tenho a mãe. – diz Finn com um tom triste.

— Finn ... nós teremos sempre uma mãe okay? Ela pode não estar connosco fisicamente mas estará sempre aqui. – respondi encostando a minha mão na zona do peito dele onde ficava o coração. – A proteger-nos e a tomar conta de nós.

— Achas que ela estaria orgulhosa de nós neste momento?

— Ela diria que tem os melhores filhos do mundo e que eu sou uma tia sortuda. – Respondeu a minha tia que apareceu de surpresa a beira da entrada do quarto, com um sorriso na cara. –Agora vamos jantar que temos uma esfomeada a nossa espera. – completou referindo-se á Dana.

Sorrimos um para o outro e levantamo-nos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.