Cena II

Elodia, e Pierrot

PIERROT- (saindo de trás das cortinas) Olá minha senhora.

ELODIA- Olá Senhor, me desculpe entrar tão repentinamente neste teatro sem avisar. Se lhe atrapalhar poderei sair de muito bom grado.

PIERROT-Não, de modo algum!

Este teatro é a morada de todos os artistas, todos aqueles que apreciam a arte são muito bem vindos aqui.

ELODIA- Neste caso muito obrigada, pretendo trabalhar aqui.

Quem sabe algum dia consigo alcançar algum nível artístico!

PIERROT- Se me permite dizer, creio que já o alcançou!

Possui a voz de um anjo!

ELODIA- Muito obrigada, mas não chega a tanto, estava apenas cantando canções populares, nada de extraordinário, nada que mereça algum elogio.

PIERROT- Minha senhora, lhe garanto que meus elogios são sinceros! (fecha a mão por alguns segundos, quando abre surge uma rosa)

ELODIA- (surpresa) Magnífico!

PIERROT-(entrega-lhe a rosa) Para o mais belo anjo...

ELODIA- (encabulada) Obrigada mas sinto não poder aceitar.

PIERROT- Oh! Não cores de pejo!

Aceite essa rosa como símbolo de um sentimento que surgiu em meu peito, quando avistei uma bela senhora que cantava a mais sublime melodia. Enchia-me meus olhos e embalava-me os ouvidos.

ELODIA- Me desculpe senhor... não posso aceitar!

[Elodia desce do palco em direção à porta]

PIERROT- Diga-me ao menos como se chamas! Preciso saber o nome de minha musa!