Notas iniciais
Volteeeei! Mil desculpas pela demora, tive uns problemas e não consigo seguir rotinas rsrs, segue a continuação.

JOSÉ ALFREDO: O que foi, mulher? — o comendador não a compreendia.

MARIA MARTA: A porta tá aberta. — ela riu.

Rapidamente, o homem de preto se aproximou da porta do quarto e a fechou, voltando para o momento íntimo com a imperatriz, a surpreendeu por trás, percorrendo todo o pescoço da mulher com a boca até chegar nos ombros, onde ali, depositou uma mordida, Marta, por sua vez, se virou de frente, podia sentir o descompasso de ambas as respirações, os dois se encararam. O vestido da madame que já estava parcialmente aberto, caiu no chão, revelando aquele corpo que José Alfredo conhecia como a palma de sua mão. Sem delongas, Marta se desfez da camisa do comendador, enquanto ele brigava pra se livrar do sutiã da esposa, até que com muito custo, conseguiu, então passando á apreciar os seios dela quando, enfim, a peça saiu de cena e os revelaram. Todas essas ações foram feitas sem que ao menos os lábios de ambos se desgrudassem.

Num impulso, Marta se jogou para trás, caindo sob a enorme cama, chamando o homem que estava praticamente nu em sua frente para que a acompanhasse.

MARIA MARTA: Vem... Zé... — a voz da imperatriz demonstrava desejo.

Pronto para atender o pedido da mulher, José Alfredo tirou a última peça de vestuário que lhe restava, sentou na cama, fez um rastro com as mãos do pescoço da imperatriz até sua virilha, puxando sua calcinha. Marta que seguia a ação do marido com os lindos olhos, sentiu um arrepio e gemeu, esquivou as pernas e o comendador caiu sob ela também liberando um gemido. Aos poucos o ritmo do prazer tomava conta do casal imperial, Marta rebolava embaixo da estrutura do homem de preto, e tinha as mãos cravadas nas costas do mesmo. José Alfredo segurava a grade da cama com a intenção de aumentar as estocadas, e continuava a se aproveitar dos seios da esposa com a boca. Finalmente chegaram ao auge, e o comendador caiu exausto ao lado da imperatriz.

JOSÉ ALFREDO: Porra, Maria Marta! — o ar se fez necessário.

MARIA MARTA: Tá achando que eu sou fraca? Eu sou Maria Marta Medeiros de Mendonça e Albuquerque, meu querido. — dizia ela convencida.

JOSÉ ALFREDO: A minha rainha. — o olhar do comendador brilhava ao pronunciar as palavras.

MARIA MARTA: Só sua. — finalizou ela, se aproximando do marido, ainda deitada e o puxando para um beijo, enquanto o mesmo lhe fazia carinho nas costas.

Após o momento de afeto, ambos se vestiram, Marta pediu a ajuda de Zé Alfredo para fechar seu vestido, e assim o fez.

MARIA MARTA: Ih, Zé... esquecemos da Bruna. — disse soltando um riso.

Antes mesmo do comendador esboçar alguma reação, a porta emite batidas, ele a abre, era Bruna.

BRUNA: Poxa, vocês me abandonaram lá na cozinha faz um tempão.

MARIA MARTA: Oh, minha querida...

JOSÉ ALFREDO: Que pais mais irresponsáveis você foi arrumar, hein? Eu e Marta tivemos que resolver uns assuntos... — ele piscou para a menina.

Bruna devolveu a piscadela ao homem de preto, dando entender que havia entendido a situação, os três saíram do quarto e desceram as escadas, chegaram á sala, se juntando ao resto da família que se acomodava ali.

JOSÉ PEDRO: Ué, a Bruna veio pra cá e ninguém me avisa? — ele aproxima da ex-enteada para abraçá-la.

JOSÉ ALFREDO: Ela veio, e veio pra ficar.

AMANDA: Como assim, tio?

MARIA MARTA: Bruna é a mais nova integrante da família, Danielle passou a guarda dela para o José Alfredo e agora somos pais postiços dessa mocinha. — ela fazia carinho na cabeça da menina.

JOÃO LUCAS: Ser filhos desses dois é a maior roubada, foge enquanto é tempo. — disse com tom de comédia.

DU: Para com isso, Lucas, seja bem-vinda de volta, Bruna. — ela reprime o marido.

MARIA CLARA: Gente, coitada da menina, já tinha os pais biológicos separados, agora continua na mesma situação... — alfinetava a designer de joias.

JOSÉ ALFREDO: Aí que você se engana, minha filha, eu e sua mãe, nós, nos reconciliamos e agora é pra valer. — o comendador não negava a afeição de felicidade e puxou a imperatriz pela cintura.

A satisfação tomou conta dos membros daquela dinastia, os filhos que já não tinham nem mais esperanças de ver, novamente, os pais juntos, não acreditavam quando José Alfredo e Maria Marta trocavam discretos beijos na frente de todos. O homem de preto pediu e Claraíde tratou logo de providenciar a champanhe.

MARIA MARTA: Champanhe para quem tem sede. — disse a imperatriz enquanto levantava a taça com líquido transparente para o alto, sugerindo um brinde.

AMANDA: E para quem não está grávida também. — a loira arrancou risos de todos, não se conformando em ter que tomar suco.

DU: Sei bem como é isso, Amanda... — a ruiva relembra os tempos de gravidez.

JOSÉ ALFREDO: Bem, vamos parando com esse papo de mulherzinha e brindar.

JOÃO LUCAS: Mais respeito com a minha esposa, coroa.

JOSÉ PEDRO: E com a minha também.

MARIA MARTA: Como você é grosso, Zé! Meninas, não liguem para o que esse jagunço fala — a madame dá um tapa no braço do marido.

JOSÉ ALFREDO: Jagunço esse que você satisfez muito bem á tarde, mais adiante eu quero bis. — o comendador cochichou ao ouvido da imperatriz, a fazendo arrepiar.

MARIA CLARA: Ai, gente, se é pra brindar, brindemos logo, daqui a pouco a champanhe fica quente.

JOSÉ ALFREDO: Pois muito bem, filha, quero brindar a volta de Bruna á essa família, agora como minha mais nova princesa, que será tão amada quanto Clara e Cristina, pela reconciliação com Marta, minha rainha, que eu tenho certeza que é a mulher da minha vida e que estará ao meu lado até o fim dos meus dias, apesar de que eu não vou morrer nunca, ouviram? — ele encarou a mulher dos olhos claros que estava emocionada — Á essa família maravilhosa que eu tenho, que todos aqui tenhamos aprendidos com os erros do passado, e claro, ao meu neto que tá vindo aí pra abalar esse mundão. — o homem de preto ergueu a taça ao alto, fazendo com que todos o acompanhassem com o mesmo gesto.

CRISTINA: Qual deles? Posso saber? — a ex-camelô e Vicente adentraram á enorme sala.

JOSÉ ALFREDO: O filho de José Pedro e Amanda, mas espera... É o que eu tô pensando? — só depois o comendador se deu conta do que Cristina insinuou.

CRISTINA: Sim, meu pai, eu e o Vicente também estamos esperando um bebê.

VICENTE: É isso mesmo, sogrão, mais um bacuri pra ser seu neto, e agora com sangue nordestino ao quadrado.

MARIA MARTA: Nem me lembre desse detalhe, Vicente, mas deixando as brincadeiras de lado, estou muito feliz por vocês. — a imperatriz abraçou a enteada e cumprimentou o cozinheiro.

JOSÉ ALFREDO: Eu mal posso acreditar nisso, mais dois netos para trazer ainda mais alegria á essa casa, parabéns minha filha e meu genro, vocês não imaginam o tamanho da felicidade que tô sentindo. — o homem de preto estava radiante.

MARIA CLARA: Tá na sua cara isso pai, parabéns minha irmã e meu cunhado, quero que saibam que não guardo ressentimento algum do que aconteceu, e que não existe ninguém que mais torce por vocês do que eu. — ela estava sendo sincera.

CRISTINA: Obrigada, Clara. — ela abraçou a irmã.

JOÃO LUCAS: Ih, ah lá, a Clara shippando Vicentina, vê se pode? — ele descontraía o ambiente.

DU: Ah, lek, nós também temos um ship, né não?

MARIA CLARA: Posso saber qual é?

JOÃO LUCAS: A mãe e o pai: Malfred!

MARIA CLARA: Aaaah... mas pensem num ship sofrível é esse tal de Malfred.

Enquanto apenas os três participavam da conversa, os demais não entendiam sentido algum do que eles falavam, até que João Lucas e Du explicaram tudo.

MARIA MARTA: Deixa eu ver se entendi, Lucas e Du é Lucadu?

JOÃO LUCAS: Isso aí, coroa.

AMANDA: Eu shippo.

JOSÉ ALFREDO: Isso é muito pra minha cabeça.

JOSÉ PEDRO: E eu e a Amanda, somos o quê?

DU: Acho que... Jomanda?

AMANDA: Pode ser!

Claraíde anunciou que o jantar estava pronto, todos jantaram e depois voltaram á jogar conversa fora, Clara distraía Bruna com um eletrônico qualquer, Marta e Zé Alfredo seguravam os gêmeos no colo e explicavam a situação da filha de Danielle para Cristina e Vicente, enquanto Lucas e Du paparicavam os futuros pais Amanda e José Pedro.

JOSÉ ALFREDO: Acho que já passou da hora de criança estar na cama... — ele se reveria á Bruna.

JOSÉ PEDRO: Que coisa louca... Bruna era minha enteada, agora é minha irmã...

BRUNA: A vida tem disso, Zé Pedro. — a menina surpreendeu a todos com a fala.

AMANDA: Hum... mais quanta sabedoria!

MARIA MARTA: Essa daí é minha aprendiz... mas bem, vou subir para arrumar provisoriamente um canto para Bruna, já que estou com planos de voltar para uma certa suite master... Bruna ficará com meu o quarto, tudo bem, querida?

BRUNA: Adorei a ideia! — a menina demonstrava alegria.

JOSÉ ALFREDO: Posso saber quem disse pra você que vai voltar pra minha suite, Marta? — ele a alfinetava.

MARIA MARTA: Já voltei para o coração, nada mais justo do que voltar para o quarto também... — a imperatriz se derretia.

JOSÉ ALFREDO: Do coração você nunca saiu. — o comendador lhe deu um breve beijo.

JOSÉ PEDRO: Já vi que vão ficar nesse nhenhém, aproveitem muito... vamos subir, Amanda?

AMANDA: Vamos sim, amor, boa noite a todos.

O primogênito de Maria Marta e José Alfredo subiu as escadas acompanhado da esposa, em seguida, Lucas e Du também subiram com gêmeos completamente adormecidos, Vicente e Cristina se despediram e seguiram em direção á Santa Teresa, Clara precisava espairecer e resolveu dar uma volta pela cidade, Bruna foi para o banho acatando a ordem da "nova mãe" no caso, Marta. E assim restaram apenas o comendador e a imperatriz naquele espaço que havia sido cenário dos últimos momentos felizes da família que após toda a turbulência vivenciada, dava a entender que a harmônia, finalmente, reinaria ali.

Notas finais
Ignorem qualquer erro na escrita, não revisei. Deixo meu twitter para contato: @sosantonelli, bjs
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.