O Fim - The End

3 Capítulo 2 - O Caos


Notas iniciais
Nic: E aaii danonitos! Cheguei com uma cap fresquinha! Espero que gostem :)

Olho assustada para a enfermeira, e ela sorri para o terrorista mais alto. Era impossível descrever a aparência deles, eles estavam cobertos de mantos pretos, e suas roupas estavam completamente sujas. E seu cheiro era de um forte e intenso suor. O terrorista mais baixo parecia ter mais ou menos a minha idade, e ele parecia tão confuso quanto eu.

– Clark, é melhor você tomar cuidado, a segurança está dobrada no primeiro andar. E tome cuidado para não desperdiçar as balas. – a enfermeira diz pro guarda mais alto, que agora eu sei que se chama “Clark”.

– Certo Blair. Ah, tome cuidado com ela. Ela precisa chegar sã ao esconderijo. – ele termina de falar, e eu olho confusa pros dois. A enfermeira, quer dizer, Blair, percebe minha confusão, e olha firme nos meus olhos.

– Preciso que você confie em mim, sem perguntas, apenas me siga. Vamos sair desse lugar. – ela diz, e eu penso um pouco. Eu tinha duas opções:

Primeira: Ou eu ficava nesse lugar horrível, por mais sei lá quanto tempo.

Segunda: Eu sigo uma estranha, que me disse coisas malucas, saio desse lugar horrível, e sigo em direção ao fim do mundo.

Por mais estúpido que pareça, eu escolhi a segunda opção. Blair se despede dos terroristas com um aceno, e um olhar que significou “boa sorte”. Ela retira seu jaleco branco, que a cobria por completo, e revela uma roupa que eu não esperava de uma enfermeira. Ela vestia uma blusa justa e preta, com o símbolo da anarquia, uma calça jeans preta e justa com um cinto repleto de armas.

É sério.

Naquele cinto, tinha cinco facas, três armas de pequeno porte, duas de grande porte, e duas adagas.

Ela percebe que estou encarando o cinto, e me olha com uma expressão divertida nos lábios.

– Tome essa. É perfeita pra você. – ela diz, me entregando uma das armas de pequeno porte. Ela era prateada e brilhante, não tão pequena, mas também não era grande. Olhei para ela receosa, eu não tinha muita experiência com armas.

– Você vai precisar se quiser sobreviver. – disse ela, com um tom de voz sugestivo, e estendendo a arma para mim. A arma parecia bastante atraente àquele ponto. Pego ela de sua mão, e texto seu peso de uma mão à outra. Nada mal. Blair sorri pra mim de modo malicioso. – Anda, vamos logo. – diz ela, correndo novamente. Travo a arma e à coloco no meu bolso de trás. Aperto o passo até alcançar Blair.

– Pra onde estamos indo? – perguntei, meio sem fôlego, quando percebi que nos desviamos da saída.

– Sem.... perguntas.... lembra? – diz ela, entre fortes suspiros, tentando recuperar o fôlego.

Eu nunca tinha visto nada parecido. O reformatório estava simplesmente o caos. Policiais corriam por todos os lados, e pareciam se assustar ao ver duas garotas correndo por aí. Mas não pareciam se importar. Eram gritos, som de tiros, e um cheiro forte de sangue impregnado por todo o prédio. Trágico. Chegamos à um corredor sem saída, onde só havia um monte de lixo. Eu e Blair, paramos, ofegantes de mãos nos joelhos. Minha testa escorria gotas de suor, que fazia meus olhos arderem.

– E então? Qual é o plano? – pergunto.

– Eu já falei, nada de perguntas agora, mas se você conseguir esperar um pouco, eu respondo tudo o que você quiser. – diz Blair, retirando uma das adagas do cinto. Por um breve momento, achei que ela iria me esfaquear, mas afastei esse pensamento da cabeça, afinal, se ela quisesse me matar, teria feito isso muito antes. Ela vai caminhando em direção ao monte de lixo, e rasga muito deles. Um mau cheiro exala no ar.

– Que droga... Betty escondia aqui... Onde... – Blair resmunga baixinho, enquanto rasgava o último saco de lixo fechado. Eu queria entender o que ela estava procurando, mas se eu perguntasse, ela não me responderia. Então, simplesmente fiquei parada olhando ela dar chilique. Blair fica encarando aquele monte de lixo, até que uma hora, ela realmente dá um chilique e chuta o último saco rasgado. E no momento em que ela chuta, o saco de lixo voa longe, espalhando lixo por todo o local. Ela grunhe de frustração.

– Ei... O que é aquilo? – digo, apontando para uma pequena porta, que estava escondida atrás daquele lixo todo. Blair olha pra mim com estupefação, como se eu tivesse feito a maior descoberta do mundo.

– Aquilo é o que eu estava procurando! Ande, vamos logo, antes que tudo exploda. – Blair fala, se agachando, e meio que se rastejando até a pequena porta, e a porta era realmente tão pequena, que só rastejando pra caber nela. Me agacho também, e vou atrás de Blair. Ela abre a porta, com algum tipo de código e entra lá dentro. E, caramba, não era o que eu imaginava.

A sala, era muito fria, o chão era quadriculado e parecia ser feito de vidro, e a cada passo, eu sentia que o chão ia se estilhaçar sob meus pés. As paredes, eram gavetas. Gavetas com números. Era impossível dizer quantas eram, pois todas elas iam até o teto, e eu mal conseguia enxergar onde ficava o teto.

– Blair Waldorf. – diz Blair, ao meu lado. Eu olho pra ela confusa. Não entendi porque disse o próprio nome.

– Carregando informações. Carregando informações. – dizia a voz, que parecia ser de um robô gigante. Mas logo percebo que é a sala que está respondendo. – Senhorita Waldorf, seja bem-vinda.

– Preciso de informações, desaparecidos nas últimas semanas.

– Procurando informações. Procurando informações. – repetia o robô gigante/sala. Olhei para Blair, e ela estava muito impaciente. Roía todas as unhas, e parecia muito nervosa. – Informações não encontradas. – finalmente, concluiu o robô. Blair ficou chocada.

– COMO ASSIM?! O QUE ACONTECEU?! As informações estavam aqui semana passada! – berrou Blair para a pobre máquina.

– Senhorita Waldorf, a senhora veio aqui e as apagou do sistema à três dias. – disse a máquina, monótona.

– Como... – quando Blair ia completar sua frase, uma fumaça invadiu a sala. Um cheiro forte e pútrido. Fogo.

– Vamos sair daqui. Agora. – falou Blair, com firmeza. Saímos correndo da sala. Com dificuldade, nos rastejamos até conseguirmos sair. Corremos novamente, e damos de cara com o caos: Corpos. Muitos corpos. E fogo. Não tínhamos saída. Se fôssemos correr, cairíamos direto pra morte. O medo dentro de mim crescia como as chamas que engoliam aquele prédio.

– Me siga. – disse Blair. Aquele olhar frio me deu arrepios. Ela sai correndo, e eu vou atrás dela. Direita, esquerda, direita, direita, esquerda, frente, esquerda. Tento decorar o caminho, mas depois, o suor começa a escorrer na minha testa, e a fumaça me deixa zonza e eu mal consigo pensar. Chegamos à escada de emergência, que dava direto ao terraço. Blair começa a subir, e eu a sigo. Quando pisamos o pé lá em cima, uma brisa forte e fria bate em nossos corpos suados, e me causa calafrios. Blair chega na ponta e olha a distância lá em baixo. Eu olho também. Meu estômago embrulha. Estamos à mais de 30 andares do chão. Ouço estalidos. E o chão abaixo de mim já começava a esquentar. O prédio iria desabar. Blair olha séria pra mim.

– Temos que escalar o prédio até o chão, o prédio irá desabar. E iremos morrer.

Notas finais
Nic: E aí?? Ficou bomm? Comentem, e deixem suas opiniões. Lembrem-se que os comentários são essenciais para a continuação da fic