O Fim? O Segundo Volume De a Lua Que Te Dei
12 Um dia meio cinza
Notas iniciais
ANTERIORMENTE...
— Como assim? Tipo os irmãos Salvatore de TVD? Você suga o sangue de pessoas até a morte. – indagou Alex curioso.
...
— Por que todos estamos unidos pra te salvar Kathryn. – falou Martin contando agora sua parte da história. – Quando eu fui embora pra Falls Church, eu conheci a Annie, e com ela descobri todo esse mundo louco, mas o que me fez voltar foi a descoberta que existia uma forma de te salvar.
— Como assim me salvar? – indagou Kathryn.
— Sim nós podemos quebrar o feitiço. – agora foi Annie que falou – A nossa mãe lançou um feitiço no seu nascimento, que fez com que você tivesse essa doença. O feitiço seria uma forma de castigar Jason.
— Mas o que importa é que vamos te salvar meu amor, já conseguimos tudo e só estamos esperando uma droga de eclipse que vai acontecer daqui a 4 meses.
— Vai embora todo mundo! Fica apenas esse cara que diz ser meu pai e que quer tanto me salvar. – falou Kathryn.
...
Jason olhou para sua filha e também chorou. Ainda chorando se aproximou dela e olhou em seus olhos profundamente.
— Kathryn assim que eu sair por aquela porta você vai apenas lembrar que temos como te salvar, mas vai esquecer do meu rosto e que é minha filha.
Jason olhou novamente para sua filha e foi embora a deixando chorando, sem que soubesse o motivo.
...
— Cara, mas só aconteceu um beijo e não passou disso – falou Alex.
Do outro lado da porta Mari deixa cair uma lágrima que logo é tirada de seu rosto enquanto adentra o quarto assustando os amigos.
— Quem você beijou Alex? – indagou a moça em tom de raiva.
— Bom eu acho que vocês dois precisam conversar, eu vou pra casa pra que vocês conversem sozinhos. – disse Kim, que saiu dali deixando o casal sozinho.
...
— Espera... Foi Lis, durante as aulas de violão ela...ficava dando em cima, até que um momento...
— Até que você fraquejou...Olha eu já sei coisa demais. Eu vou sair por essa porta e você não vem atrás de mim. Me deixa em paz tá. – falou a moça batendo a porta.
— Mari! – ficou Alex gritando sozinho no quarto.
...
— Meu, desculpa, mas eu não estou conseguindo , eu sei que a gente passou esses seis meses ignorando esse assunto, mas pra mim não da mais.
— Liam, esquece isso...Eu vou embora, amanhã a gente conversa. – falou Anthony virando de costas.
— Você também quer, eu vejo nos teus olhos. – disse Liam segurando o braço de Anthony, que tentava ir.
— Não eu não posso.
— Claro que pode.
Liam tocou suavemente em um dos lados do rosto de Anthony, que acabou fechando seus olhos rapidamente para depois abri-los encontrando a boca de Liam bem ali a sua frente, seu hálito podia ser sentido com facilidade pela proximidade em que encontravam-se seus rostos. O mais velho aproveitou o momento e encostou rapidamente seus lábios nos do garoto, lhe dando um rápido e singelo beijo, logo depois se afastou, para logo depois ser surpreendido por Anthony, que enroscou suas mãos em sua cintura e lhe deu um longo beijo, que transmitia todo o desejo guardado durante os últimos meses. O casal se abraçava e respirava ofegante após o longo beijo. Anthony voltou a olhar o rosto de Liam e soltou-se dos braços que o envolviam e saiu correndo sem nem mesmo trancar a porta, deixando Liam espantado, confuso e sozinho.
...
Em questão de instantes Jason aproveitou-se e correu até Benjamin e arrancou seu coração, olhando com um sorriso vingativo para sua mãe. Ester com UM feitiço acabou quebrando a pedra da lua em vários pedaços, sem nem mesmo precisar toca la, o que deixou Jason espantado e com uma lágrima a descer de seus olhos.
...
O cenário que ficou, mostrava Annie levantando-se inconformada sendo ajudada por Martin, que a ajudava, enquanto Jason chorava abraçando Kathryn, que ainda estava desacordada. Jason gritou a palavra não o mais alto que pôde para depois beijar a testa de sua filha.
...
CAPÍTULO 12
UM DIA MEIO CINZA
A chuva começa a cair na pequena cidade de Flowers e Jason entra em total desespero, rapidamente apanha sua filha Kathryn nos braços e Martin faz o mesmo com Annie, o quarteto corre em direção ao hospital, chegando até o local encontram apenas a recepcionista que se assusta com a entrada dos quatro.
— Essa não é Kathryn? A moça que está em estado terminal? – indaga a recepcionista assustada.
— É claro que é sua tonta ajuda a gente a levar ela para o quarto, chama um enfermeiro ou um médico. – ordenou Jason nervoso.
A moça urgentemente disca um número no telefone e logo em seguida aparecem duas mulheres que levam Kathryn para o quarto, logo em seguida Jason a hipnotiza para que não falem sobre a saída de Kathryn a ninguém, logo depois faz o mesmo com as enfermeiras, após isso ele e Martin sentam-se em um banco aguardando notícias.
— Jason? – fala Martin um pouco nervoso.
— Fala.
— Acho que vou ligar para o Kim, ele vai ficar furioso, mas ele precisa saber o que está acontecendo.
— Faz o que quiser, mas é melhor aquele moleque não vir encher o meu saco, para o bem dele.
Martin se afasta dali para avisar a Kim.
OoO...
Havia um barulho de água caindo, á alguns minutos atrás o céu estava estrelado, porém alguém lá de cima decidiu de repente que iria chover, e rapidamente todas as estrelas sumiram e a chuva teve seu início e Mari teve que se abrigar em baixo de uma árvore que a protegia parcialmente daquela chuva. Após algum tempo a garota já estava quase que inteiramente molhada e com muita vontade que alguém chegasse em um carro e lhe oferecesse uma carona e foi exatamente isso o que aconteceu, a luz do farol de um carro iluminou seu rosto, incomodando os olhos da mesma por um tempo, pois assim que se aproximou mais, o carro parou e de dentro dele desceu um homem, Mari não pode identificar de quem se tratava de início, pois tudo estava escuro.
— Mari vem! Vamos para o carro — falou o homem se arriscando na chuva.
Ao ouvir a voz, a garota logo soube de quem se tratava, era Anthony que pegou em sua mão e a conduziu rapidamente para o ambiente do carro, que fez Mari se sentir bem melhor pois aquele lugar não estava tão frio quanto lá fora, pelo contrário aquecia seu corpo. A garota havia sentado no banco ao lado de Anthony, tremendo um pouco.
— Toma! Isso vai te aquecer um pouco. — falou Anthony entregando sua jaqueta para a garota.
— Obrigada. — agradeceu Mari ainda tremendo um pouco.
Anthony ligou o carro, e seguiu em frente na intenção de chegar até a casa da garota. No caminho os dois ficaram em silêncio, pois realmente não tinham assunto. Mari a todo tempo se aquecia, enquanto Anthony procurava seu pen drive, afim de tocar uma música. Mari decidiu quebrar o silêncio.
— Desde quando você sabe dirigir Anthony?
— Desde a semana passada, quando Kim me ensinou. — respondeu o garoto, com um sorriso no rosto por ter encontrado seu pen drive.
— Nossa que sinceridade, aprendeu a dirigir semana passada, ouvir isso me deixou tão calma — falou a garota ironicamente.
Os dois sorriram, e logo após voltaram a ficar em silêncio, que foi quebrado no momento em que Anthony plugou seu pen drive no som do carro, e a música começou a tocar.
Beside you
— Você gosta? — perguntou Anthony se referindo a música.
— Sim, é uma das minhas favoritas.
O pouco diálogo se teve uma pausa novamente, e os dois decidiram ficar apenas apreciando a música que agradava a ambos, até Anthony, tentar reiniciar a conversa.
— Você está bem triste, não é mesmo?
— Sim. — respondeu a garota enquanto olhava para fora da janela do carro vendo a chuva cair
— Tem acontecido muitas coisas dolorosas nas nossas vidas — falou o garoto com um tom de tristeza.
— Creio que pra mim esteja sendo pior — falou a garota suspirando, para depois continuar — Tem a Kathryn, ela é minha melhor amiga e... — falou a garota começando a chorar.
— É, eu também gosto muito dela, afinal ela é minha cunhada, nisso estamos empatados.
— Como se não bastasse isso, tem o Alex...Eu terminei com ele, mas não consigo me afastar totalmente. — respondeu a garota de forma triste.
— Nesse caso, também estamos empatados, afinal eu terminei com Megan depois de...
— Está bem, não precisamos falar deles. Já entendi que nós dois estamos no mesmo nível de fossa.
Depois desse comentário, os dois se permitiram rir, como já dizia a velha frase: "rir para não chorar", talvez essa fosse a frase ideal para aquele momento, que ameaçou ter fim assim que Anthony freou o carro ainda meio desajeitado, causando risos em Mari.
— O importante é que está entregue, e inteira — riu o garoto.
— Muito obrigada pela carona e pela companhia.
Os dois se despediram com um abraço um pouco demorado, pois Mari estava gostando de sentir o calor do corpo de Anthony, assim como o rapaz. Então ambos foram deixando o abraço vagarosamente, até o momento em que os rostos ficaram bem colados, foi então que Anthony teve um momento de impulso, e direcionou sua boca até os lábios de Mari, que não repeliu o garoto, pois sentia que aquilo estava lhe fazendo bem, além de estar gostando do beijo do jovem Salvatore.
...
— Não Anthony, é melhor pararmos. – disse Mari se distanciando do rapaz.
— Por que? Você não gostou? – indaga Anthony.
— Não é essa questão. A questão é que eu estou vindo da casa do Alex a gente terminou hoje e... Não quero ficar com alguém só por que estou com raiva do Alex, assim como você deve estar querendo dar o troco na Megan. – explicou Mari.
— Antes fosse a Megan o meu problema. – fala Anthony levando a mão até seu rosto esfregando seus olhos.
— Então é outra garota? – pergunta Mari.
— Não exatamente.
— O quê? É um garoto? – indaga Mari com curiosidade.
Anthony fica vermelho com muita vergonha entregando a Mari a confirmação.
— É o Liam? – fala a garota animada.
— Meu Deus do céu, Você é algum tipo de vidente ou bruxa que nem a Annie?
— Não precisa ser vidente basta perceber o jeito que vocês se olham.
— Nossa está tão na cara assim?
— Está sim, mas por que esta triste?
— Eu não quero isso pra mim, Mari...Eu sou hétero, sempre fui. – explica Anthony.
— Mas se você o ama.
— Me ajuda e eu te ajudo.
— Como assim? – pergunta a garota de forma confusa.
— Você vaia ser minha namorada de mentira, assim você da uma lição no Alex e o Liam deixa de perseguir.
— Não sei não.
— Ai, vai Mari! É por pouco tempo. – diz Anthony tentando convencer a garota...
OoO...
No hospital Kim chega transtornado e furioso por ter sido excluído de um momento tão definitivo que decidiria a vida de Kathryn, ele chegava ainda mais irritado por estar totalmente molhado por causa da forte chuva que caia lá fora. Na entrada encontrou justamente os dois maiores motivos pela sua ira: Jason e Martin.
— Como é que vocês tiram a minha namorada do hospital para fazer o feitiço que salvaria vida dela e eu não fico sabendo de nada? – grita Kim aos outros dois que estão sentados em cadeiras do hospital.
— Olha aqui moleque eu te aconselho a ficar longe de mim agora... – ameaça Jason.
— Ou o que? Você vai me matar? – Fala Kim – Não faria mesmo diferença só seria mais um motivo na enorme lista que a Kathryn tem pra te odiar.
Jason lança um olhar, que traduz um misto de ódio, frustração e tristeza, a Kim, que decide não falar mais nada até que Jason sai dali chutando tudo que encontra pela frente, deixando assim Kim e Martin sozinhos ali.
— Eu até entendo o Jason ter feito isso, mas você...Você sabe o que ela significa pra mim, o quanto ela é importante e única...Você sabe. – disse Kim contendo lágrimas.
— Me perdoa, mas...
— Agora não, outra hora, o foco agora é a Kathryn.
Nesse instante uma das enfermeiras do hospital avisa a Kim e Martin, que o médico, que cuida do caso de Kathryn esta reunido com a Maria e que ela estava os chamando para que também ouvissem o que o médico tinha para comunicar. Logo os dois se uniram a mãe de Kathryn e tinham o médico a sua frente. Algo em comum nos três é que desde o instante em que o doutor havia adentrado a sala eles estavam a buscar algum sinal em seus gestos, nas suas palavras, algo que indicasse o que ele estava a falar sobre o estado de Kathryn. Como a maioria dos médicos, ele estava a falar várias palavras difíceis e que não davam a resposta que tanto esperavam, até ouvirem palavras claras e desesperadoras.
— Em resumo, a situação de Kathryn se agravou muito, precisamos aguardar um pouco, mas há grande chance de que ela não acorde novamente. – disse o médico.
Maria entra em desespero e chora bastante apoiada em Martin, que também chora abraçado a ex sogra, enquanto Kim sai correndo dali batendo a porta com o coração em pedaços. Martin tenta ir atrás do amigo, mas quando sai para fora do hospital vê apenas o carro de Kim saindo em alta velocidade dali.
OoO...
CONTINUA...
Fale com o autor