O Fim - A última Esperança.

1 Prólogo: O início do Fim.


Notas iniciais
Bom pessoal, não tenho muito o que dizer, realmente espero que gostem, lembrando que é só o prólogo, uma pequena introdução. Paz :)


O som de ferro batendo em pedra foi ouvido uma, duas, três vezes. A mão que segurava a picareta afrouxou, mas o som ainda podia ser ouvido, havia dezenas como aquele trabalhador ali, sujos, fétidos, famintos e eufóricos, como se estivessem minerando por suas vidas. Alguns metros de distância, naquela mesma caverna, um punhado de homens se amontoava ao redor de uma mesa larga. Sob a luz fraca das tochas, mãos apontavam locais circulados em um mapa velho e desgastado sobre a mesa, e a voz dos homens ao seu redor era cada vez mais alta.

"Tem certeza de que este é realmente o local? Já estamos aqui a dias, os mineiros estão ao ponto de desmaiar de fome" disse um dos homens, na extremidade da mesa, indicando com a mão para a área onde os mineiros trabalhavam.

" Tem que ser, dessa vez Ele tem certeza, ele conseguiu tudo o que precisava para nos trazer ao local certo." Replicou outro na extremidade contraria da mesa.

"Mas já fazem seis meses que ele apareceu, nós nem sabemos de onde ele é..." Falou mais um deles.

"É! Com certeza ele não passa de um impostor!" Bateu com a mão na mesa um homem barbudo " Deve estar apenas se aproveitando para tirar todo o minério que nossos mineiros conseguirem enquanto seu exército chega para nos aniquilar!"

O clima de tensão aumentou entre todos, até que um deles se pronunciou.

"Duvido muito na verdade..." disse ele; apesar da frieza em sua voz, ele não escondia também estava com a mesma dúvida. " Todo aquele conhecimento, tudo aquilo que ele nos mostrou, todo aquele poder que nos deu... nem o maior dos cientistas poderia se equiparar.... Além disso, pode-se sentir que há algo diferente nele....." disse finalmente, cruzando os braços.

"Isso não pode ser ver-"

"ENCONTREI!" Interrompendo de forma súbita a discussão dos gerenciadores, um mineiro gritava, com um sorriso estampado em seu rosto, só de imaginar como seria sua vida a partir dali, -o homem que encontrou o novo mundo-" EU ENCONTREI! FUI EU!"

O homem tinha criado um pequeno buraco na parede, do qual um feixe de luz saiu; Imediatamente as dezenas de homens ali presentes tornaram a direcionar suas picaretas para aquele lugar, como cães famintos tentando abocanhar um pedaço de carne. Aos poucos a parede foi se desfazendo e dando lugar a luz intensa de que vinha de dentro da sala que havia sido descoberta.

Uma sala quadrada, feita de tijolos de pedra, com alguns musgos nas paredes, caberiam pouco mais do que dez homens juntos dentro dela. Ao centro, lá estava uma piscina de lava redonda, costeada por tijolos de pedra também, e sobre estas pedras, algo novo, algo que aqueles homens não haviam visto ainda. Acima dos tijolos de pedra, havia outro tipo de rocha, igualmente resistente, porém essa tinha uma cor de branco-encardido, parecia que as cores se organizavam exatamente ao contrário de um pedregulho normal, e sobre essa nova pedra, um tipo de porcelana verde fora feito como cobertura,criando capsulas onde estava encaixado o que mais assustou os homens: Dentro dos 12 buracos que haviam, onze olhos residiam, maiores do que os de qualquer humano, verdes, e com uma pupila em forma de agulha assim como as de um gato. Os olhos reviravam-se loucamente, por todos os lados, vivos, quase era possível sentir sua agonia, procurando por algo como se quisessem libertar-se de seu posto. Aqueles homens já não entendiam mais o que viam.

"É... tão..-" o homem que se aproximava foi interrompido por uma voz.

"AFASTEM-SE " Gritou alguém do outro canto da caverna.

Logo em seguida um tapete negro rolou do túnel da caverna até a entrada da recém descoberta sala. Atrás dele, alguns segundos depois, entrou uma figura conhecida por todos ali. Era alto, a altura de dois homens e meio, seu corpo inteiro estava coberto de uma profunda capa em preto, com detalhes e bordas ilustradas em dourado que reluzia à luz da lava, e apesar do volume da capa, era notório sua desproporcionalidade em relação ao corpo humano, principalmente pelo comprimento descomunal de seus braços e pernas. De dentro de suas mangas e de seu capuz, um tipo de poeira brilhante roxa emanava, pequenos amontoados saiam e subiam até desaparecerem. Caminhava em passos curtos, mas graças a seu tamanho se movia como um homem normal, em direção ao salão. Os homens finalmente estavam mais sossegados, em resposta à presença dele. Entrou na sala, imediatamente os olhos se viraram para ele. Apesar de não ter seu rosto à mostra, a ansiedade era perceptível nele. Revelou uma mão negra a qual passava pelos detalhes da parede, e onde haviam os olhos também.

"Esta sala" Finalmente começou a falar. Sua voz era como um sussurro, rasgada, porém em alto tom. " Não há outro como eu neste mundo... mas já houveram. Aqui, estiveram presentes outros como eu. Aqui, outros como eu já passaram; passaram por um único objetivo..." suas mãos se moviam levemente enquanto falava. "Era após era, os escolhidos como eu, vieram até aqui, por um propósito, um propósito não apenas nosso, mas SEU!" virou-se de costas para todos "Aqui, é a porta entre dois mundos, a ponte que liga, o meu mundo.. ao seu. Séculos atrás, o último dos que eram como eu veio até este mesmo local, os homens eram diferentes, mas seu desejo sempre foi o mesmo... o mesmo pelo qual estou aqui hoje com vocês. O que eu prometi, será dado... para isso, assim como os que vieram antes, eu encontrarei o meu fim." disse, finalmente abaixando a cabeça, então levantou-a e retirou o capuz, revelando sua face.

Era o formato de uma cabeça humana, porém maior, sua pele completamente preta, e sua boca era feita de dentes negros pontiagudos, que encaixavam-se para fechar; seus olhos, roxos, emanavam um brilho sinistro aos seus espectadores. Os homens olhavam perplexos á cena que ocorria no momento.

"Tudo aquilo que vocês tanto anseiam... e que nós precisamos.." colocou a mão no rosto, e subitamente arrancou o seu olho esquerdo, que rapidamente tornou-se igual aos outros onze, então que alguns homens repararam que faltava apenas um olho.

"MALDIÇÃO!" gritou um dos homens assustado.

"Mal sabiam vocês.... que desejavam o próprio fim." Então, ao final de suas palavras colocou seu olho no último espaço restante. "Em nome dos doze escolhidos, pelo mundo de vós, agora mundo de nós, abro a porta para que o fim se torne um recomeço!"

Sobre a lava ardente, um tornado de vazio se formou, a luz era tomada pela escuridão, os homens tremiam perante o inimaginável, a ponte que liga os dois mundos fora aberta, o caos se espalhou conforme surgiram mais como aquele que os tinha aberto o mundo. A partir daquele ocorrido, nada mais torna a ser como sempre foi, o mundo entrara em um novo ciclo, o ciclo final. -Jerdan. " Uma última esperança".

Notas finais
Espero que tenham se sentido interessados para saber como a história segue, o primeiro capítulo sai em poucos dias, aguardem! :)