O Filho do Juiz
20 Capitulo 20
Notas iniciais
Adam estava aproveitando suas merecidas férias de todo treinamento mágico, torturas, inveja dos outros aprendizes, e da presença odiosa de Seth em sua casa em Los Angeles depois de uma desagradável conversa com seu pai Josué O’ Connell. Adam depois de muito esforço naquele inferno, conseguiu atingir o nível de mestre ao derrotar o mestre anterior numa batalha de magos o mandando muito ferido para o curandeiro. Finalmente ele tinha o poder necessário, para destruir seu rival de uma vez por todas. Mas o que motivou sua vinda para a América, não era totalmente saudades por seu querido pai, e sim preocupação com a deusa que era uma mãe para ele, diferente da sua biológica que passava mais tempo viajando a trabalho, do que em casa. Ao atingir o nível de mestre, ele enfim percebeu que Athena estava dentro de sua alma, ao perceber seu poder interior mesmo que enfraquecido dentro de si, e adivinhou que ela o protegera de ter sua alma violada por Seth enquanto tentava violar seu corpo com mais do que, ferimentos de uma lâmina. E que por causa disso, como ela estava presa a ele, sua deusa que era como sua mãe, tinha sofrido cada golpe que ele levara e se desesperou.
Como já tinha cumprido seu objetivo naquele lugar amaldiçoado, abandonou a mansão do Caos e retornou para sua vida em Los Angeles depois de quase 4 meses desaparecido, o que não agradou muito o seu pai que era um homem intolerante quanto a manchar a orgulhosa honra da família e blábláblá.
Ele só veio, porque fora do Egito, Athena poderia recuperar suas forças o bastante para se curar e sair do meu corpo humano, o que aconteceu uma semana depois que chegou, e pela primeira vez ele viu a ira que tornava Athena uma intimidadora poderosa aos seus inimigos, e porque ela era chamada de deusa da guerra.
– Meu filho, como você pôde ser tão estúpido em aceitar e dominar o caminho do Caos com um demônio como aquele que não merece o título de deus hein? RESPONDA-ME ADAM O’CONNELL. – ordenou a deusa com uma voz calma e indiferente que lhe causava arrepios por seus olhos demonstrar toda a ira, que estava guardada mas que ela não deixava transparecer.
– Eu não sabia que a senhora estava sacrificando tanto por mim, minha deusa. Eu apenas queria o poder necessário para derrotar meu rival. – disse Adam meio triste ao ver a deusa que sempre esteve ao seu lado, decepcionada com ele assim como seus próprios pais pareciam estar diariamente.
– Por Zeus menino, porque toda essa obsessão por aquele homem? Ele nem sabe de sua existência ou que você o odeie tanto assim. O que te motiva contra ele, que fez você meu garoto, passar por todo esse sofrimento? – perguntou Athena mesmo sabendo que no fundo da alma dele que ela passou algum tempo, ele invejava Mikael por mais do que seus poderes, e sim mesmo que ele tenha passado por tudo que passou, conseguiu lutar na vida sendo cego, e agora que já não o era mais, tinha encontrado família em seu pai que o procurou, enquanto o seu próprio só ligava para o que os jornais e a mídia diriam de sua família, e em como afetaria a reputação do grande juiz e da bela carreira internacional de sua mãe a supermodelo.
– Eu acho que a senhora entende o porquê, já que habitou minha alma por um tempo mamãe. Eu só, não quero falar disso agora. Estou feliz que consegui libertá-la da prisão infeliz que era estar dentro de mim, — disse Adam sentando no chão do quarto aos pés da deusa que o olhava com ternura e um amor que quase poderia se passar por um de mãe.
– Venha cá meu querido. – disse Athena sentando no chão, e puxando adam para o seu colo onde ele apoiou sua cabeça em seu seio, e depois de um certo tempo soluços tomaram o corpo de Adam, que em seguida deu para se ouvir seu choro sofrido enquanto a deusa o ninava em seus braços, como se ele fosse a criancinha que era quando começou a segui-la na magia. Ela ainda se lembrava muito bem, daquele humano pequeno com cabelo de fogo, que tinha um ar muito sério e inteligente que no inicio ela mesma não tinha acreditado que aquele ser tão pequeno quanto um inseto, tinha tido a força e astúcia de conseguir invoca-la.
15 ANOS ATRÁS
O pequeno Adam estava com Oito anos nesse tempo, e já era um prodígio nos estudos sendo o primeiro aluno de sua escola a ficar no topo, durante todo o tempo em que se matriculara. Assim como a fama de seu pai de ser um prodígio na advocacia, seu herdeiro não poderia ser diferente. Adam era a mistura perfeita de genes dos pais. Tinha a inteligência e cabelos de seu pai, com a beleza quase divina de sua mãe o que o fazia ainda mais impressionante para uma criança de oito anos que estava no ginásio por ter pulado series quando foi submetido a provas de sua capacidade superior em relação aos outros alunos. Ao provar que seu filho era muito superior em relação aos outros alunos ricos daquela escola, imediatamente Josué transferiu o jovem Adam para outra escola de prestigio onde somente verdadeiros gênios conseguiam entrar. Era a escola que os filhos dos presidentes de vários países, eram matriculados por seus pais por ser uma escola de elite para jovens dotados. E como não poderia de ser, Adam certamente fazia parte da elite, e seu pai o matriculou lá até a idade adulta como ele veria com o passar dos anos, por ser um colégio interno.
Rapidamente como na escola anterior, Adam subiu rapidamente ao topo do ranking, e criou inúmeras tecnologias que hoje em dia vários países disputavam para obter a patente da família O’ Connell, e contratar o jovem gênio. Apesar de toda sua fama, Adam constantemente ficava entediado com toda aquela bajulação sobre ele ser incrível e coisa e tal. Ele sabia que era um gênio incrível e inigualável, mas o irritava um pouco todos aqueles homens que iam de cientistas, a militares tentando entrevista-lo, contratá-lo ou até mesmo sequestra-lo por causa de sua genialidade.
Como acontecia Cinco vezes ao ano, ele estava na sua casa em Los Angeles a famosa mansão O’ Connell descendo de sua limusine branca de luxo, e parando a sua frente o mordomo da família que pegou seu casaco e o acompanhou até a mansão.
– Seja bem vindo, meu jovem senhor Adam. – disse o mordomo pendurando o casaco nos braços de uma empregada que abria a porta e perguntando.
– O senhor desejaria almoçar agora senhor Adam? – perguntou o mordomo muito bem vestido em seu fraque preto, com sapatos pretos engraxados, gravata verde de seda, e cabelos muito bem cuidados e sedosos loiros, com seus olhos azuis escondidos atrás de uns delicados óculos de leitura de meia lua, sob seu nariz.
– Sim, Jason eu gostaria sim. Mande preparar para mim, um almoço tipicamente irlandês com sobremesa americana que seja com um sabor muito doce e que envolva alguns morangos e mel. – disse Adam enquanto se dirigia ao seu quarto que era no terceiro andar da mansão.
– Como quiser jovem senhor. Mandarei os criados prepararem imediatamente. – disse Jason curvando-se em uma reverencia e seguindo até a cozinha para ordenar aos cozinheiros.
Adam chegou a seu quarto e foi até a varanda para respirar um pouco de ar puro, por ter voltado a aquela casa novamente, que sempre estava vazia todas as vezes que ele vinha. Os pais às vezes voltavam somente a noite, e ele na maior parte das vezes passava os feriados com os criados da casa. Sem ter o que fazer ele foi em direção ao escritório de seu pai, em busca de algo interessante para ler já que lá tinha uma enorme biblioteca nas estantes. Ao procurar entre os livros, algo chamou sua atenção nas estantes. Um pequeno caderno que continha um cadeado dourado na capa de couro vermelho, e bordado. Ele não conseguiu abrir sem a chave, então procurou em algumas gavetas, e encontrou uma chave prateada de brilhantes que abria o diário.
Ao abrir, Adam não se conteve de alegria ao ler o que estava naquelas páginas. Eram textos e mais textos, de como seu pai o grande juiz tinha conhecido a magia de deuses mitológicos e como tinha se tornado um mago poderoso com um titulo que parecia que era de mestre para aqueles que alcançavam o limite máximo de dominação da magia que se escolhia.
Para Adam que estava acostumado com todos os tipos de estudos possíveis da tecnologia, aquilo era um novo mundo que ele certamente exploraria e seria mais forte e importante do que seu pai. E assim, a cada vez que voltava para casa Adam mais e mais se aprofundava em seus estudos sobre como invocar um dos deuses mencionados, para obter seu ensinamento. E depois de seis meses, ele depois de ter escolhido Athena por ser a deusa grega da guerra estratégica e da sabedoria, preparou o ritual necessário para invocar a deusa e recitou em latim as palavras para chama-la.
Ao finalizar as palavras que recitava, o ar esfriou, os animais pararam de cantar, e as chamas das velas subiram, e uma mulher bela e loira de olhos verdes com um vestido grego branco, com um elmo romano, um báculo em sua mão e uma coruja em seu ombro surgiu em sua frente, e olhou com desprezo para a pequena criatura aos seus pés que não era mais do que uma criança humana com cabelos de fogo.
– Foi você que ousou me invocar criança? – perguntou a deusa indiferente.
– Sim, fui eu deusa. E fiz isso, porque quero seguir seu caminho na magia. – respondeu Adam em jubilo por ter conseguido uma proeza desse nível com sua idade. Ele era mesmo um gênio.
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