O Filho do Fogo
2 Capítulo 1
Notas iniciais
— Ai! Não precisava! — dizia Mary ao abrir, lentamente, o presente que tecebera de Elizabeth. Desembrulhava o pequeno embrulho em cima da mesa. Era um lindo pacote vermelho, decorado com uma fita rosa.
— Pensou que eu iriaria esquecer seu aniversário? — À luz do Sol, os cabelos de Elizabeth pareciam cascatas de ouro, caindo por sobre seus ombros. Seus olhos verdes brilhavam de excitação, aguardando o veredicto da amiga.
— Mas é lindo! — Ela finalmente disse, tomando o colar nas mãos e o erguendo. — Isso...isso é maravilhoso. — Era simples: uma correira dourada com um coração como pingente, e nele estava gravado o nome de Mary e de Elizabeth. — Obrigada! — Mary se ergueu da cadeira e abraçou a amiga. — Mas não quero que foquemos nesse assunto bobo. — Ela disse para Elizabeth.
— Assunto bobo? É seu aniversário. Não tem assunto mais importante do que isso. — Como alguém acha um aniversário assunto bobo? Elizabeth não conseguia entender. — Vamos, o que é mais importante que o seu aniversário?
— Hum...Já como Que tal Jeremy? — Disse Mary, fazendo Elizabeth corar.
— O que tem ele? — A menina sabia o que veria a seguir, mas preferiu esperar a outra falar.
— Estão circulando boatos que você e o garoto mais bonito do ensino médio estão ficando...É verdade? Você não esconderia isso de sua amiga aqui, não é?
Elizabeth se sentia um tomate de tão vermelha. — Não, não estamos. — Ela disse, por fim.
— Então por que tão vermelha?
— É que....Bem...Na verdade, eu gosto dele.
Mary riu. Gargalhou, na verdade. — Gosta dele ou daquele rosto angelical?
Se fosse possível ficar mais vermelha do que ela já estava, Elizabeth provavelmente teria ficado. — Você sabe...não me faça falar!
Elizabeth sempre fora tímida, e aos olhos de Mary, esse era seu defeito fatal. — Fique calma, eu eatou brincando. Não tem boato nenhum, só queria saber a verdade.
De repente, Elizabeth deixou de ser vermelha e ficou roxa de raiva. — Era só ter me perguntado que eu dizia. Não precisava me fazer....
— Eu sei. — Mary sorriu para ela. A bela ruiva era assim, brincalhona e enxerida, mas com um ótimo coração. Por isso Elizabeth a amava.
— Mary, eu tenho que ir. Meu pai está me esperando. Vou para casa. — Ela se levantou da cadeira do restaurante. — Te ligo quando chegar em casa. — Mary também se despediu dela.
Quando Elizabeth sai, no entanto, dá de cara com um garoto, literalmente. O encontrão faz sua bolsa cair no chão.
— Me desculpe. Me desculpe. Não te vi. — Disse o garoto assustado. Ele se ajoelhou e pegou a bolsa dela, e quando se levantou, ficou cara a cara com ela. — Me desculpe mesmo, não... Te vi. — Eles ficaram lá, se olhando. Elizabeth estava encantada com o que via. Ele era um pouco mais alto que ela, con cabelos castanhos que, à luz do dia, pareciam fogo. Seus olhos eram de um tom de castanho alaranjado e seu sorriso era impecável.
— Tudo bem. — Disse ela, saindo do transe. — Acontece. Bom...Eu( acho que eu vou...indo.
— Certo, eu também. — Ele riu sem graça. E ela lhe reteibui o sorriso. E então começou a andar na direção de sua casa, quando ouviu a voz dele:
— Ei! Menina. Pode me ajudar? — Os batimentos de seu coração dispararam, indo à mil.
— Claro. Diga no que posso te ajudar. — Ela disse, se virando para ele.
— Eu tenho que chegar nesse endereço, pode me ajudar?
— Claro! — Ela disse, sorrindo e sem acreditar no quão sortuda era. — Por que não vem comigo? Estou indo para lá! — Era a rua onde ela morava que ele procurava.
**********
Durante o caminho, ela e o menino conversaram. Ela descobriu que ele estava vindo de New York e que estava dando uma passadinha por Oklahoma para visitar um tio.
Também descobriu que ele gostava de ler, apesar de não ter um livro predileto. Seu nome era Jake e seu sonho era ser escritor. Mas, comi a viagem era curta, não deu para conversarem muito.
Quando ela chegou em casa, achou estranho que o pai não a estaba esperando. E logo que entrou se deparou com um bilhete na geladeira:
"Filha, saí com Walter. Não se preocupe, já volto."
Estranho, por que o pai dela saiu, de repente, com o pai de Mary? Seja como for, ela decidiu esperar no quarto.
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