O Filho de Roma - Livro Dois

8 Chapter 8° - Perseguidos pela família de ciclopes gigantes


Perseguidos pela família de ciclopes gigantes

Danilo L.

Lays esperava em frente à porta da quinta corte, ao seu lado estava Jake. Os dois com uma mochila e roupa do acampamento. Lays estava com a camiseta azul cortava no pescoço de modo que caia sobre o ombro. Calça jeans e bota, seu cabelo caia com uma trança sobre seu ombro, o arco e a alava com flechas e o olhar estava serio para o horizonte. Jake estava com um boné preto dos “yankees”. Camiseta azul do acampamento e calça de moletom preta que ficava grande no garoto.

Danilo vestia a camiseta azul do acampamento, contudo, amarrou uma fita verde no ombro, não esqueceria o acampamento olimpiano.

–Vocês... Estão prontos?

–Sim. – Disseram em um uníssono.

Dirigiram-se para o local que Justin tinha dito. O sol estava forte, no topo do céu. Eles se sentaram em frente de uma casa, pegando sombra.

–Vamos?

Das sombras surgiu Justin, fazendo todos se assustarem, novamente.

Eles o levaram até uma cabana velha que ficava no meio de tantas casas no Lar de Roma.

Justin certificou-se de ninguém estava olhando. Mandou os três entrarem na cabana. Era velha tanto por fora quanto por dentro, tudo empoeirado e mofado, teias de aranhas nos cantos e vassouras.

–Fiquem todos juntos.

Justin levou a mão ao chão, que começou a tremer. O chão se desfez em placas, então começou a se separar. Assim formou-se um pequeno túnel com escadas na frente dos quatros.

–Justin, que tal me ensinar esse truque? – Falou Jake.

O garoto riu de um jeito macabro.

Seguiram o filho de Plutão por algumas escadas, até chegar a um túnel que se alongava por quilômetros, tochas nas paredes iluminavam, mas mesmo assim estava um tanto escuro.

Depois de alguns minutos, eles chegaram à outra remessa de escadas, o teto estava fechado. Justin fez a mesma “magia” que fez na outra parte fazendo o chão/teto se abrir.

–Chegamos. Todos vivos?

–Sim. – Falaram em um uníssono seguido por risadas.

–Certo, não posso mais prosseguir com vocês. Segundo a visão, vocês tem que pegar um trem. – Ele apontou para uma estrada ao longe perto de uma montanha. – Um trem passa a cada 5 horas. Talvez seja esse trem.

–Muito obrigado Justin. – Lays abraçou o garoto, que a abraçou ainda mais forte.

–Obrigado mesmo, agora temos que ir.

–Se cuidem.

Em um instante o garoto já havia sumido.

–Você confia no Justin? – Falou Danilo.

–Ele e meio sombrio, perdeu familiares. – A expressão de Lays mudou. – Ele teve um instante de loucura quando era mais jovem, e matou sua mãe, ela estava tentando defender a irmã.

Danilo ficou sem reação.

–Isabella o achou andando sem rumo. A aura sombria envolta do garoto fazia algumas pessoas agonizarem de dor. – Eles caminhavam em direção à estrada, Jake brincava com uma bola. – Ela o levou para o acampamento.

–Ele está há quanto tempo lá?

–Não sei, na verdade ele não fica muito no acampamento, ele fica mais na dele.

Danilo se lembrou de Amanda. Ela ficava sempre na dela, isolada, sozinha, ela dizia que Danilo era um dos poucos seus amigos.

–Ele fala pouco comigo, e às vezes ate com Jake, mas os outros campistas o evitam. Filhos de Plutão não são muito bem aceitos no acampamento, e ele e o único.

Danilo sentiu que precisava ter a confiança do garoto

Eles caminharam por algumas horas, mas a estrada ainda estava longe. Sentaram perto de uma arvore para aproveitar a sombra.

Jake subiu até árvore e pegou algumas maças, depois fico mexendo em um tipo de relógio, com ferramentas que tirou do bolso. Danilo estava quase dormindo, quando sentiu um tremor no chão.

–O que foi isso? – Perguntou Lays.

Danilo olhou para os lados, então ao fundo avistou um grupo de Ciclopes gigantes.

–Se abaixem. – Disse.

Os ciclopes começavam a se aproximar, com passos firmes e fortes, o chão tremia a areia se quebrava em volta dos pés deles.

A respiração dos três ficou ofegante, e piorou quando um ciclope menor se aproximou.

Ele olhou por cima dele, então se virou, até que parou e começou a farejar. O ciclope franziu o cenho e se virou. Estava iniciando a caminhada quando a ferramenta de Jake caiu fazendo barulho. Ciclope se virou rapidamente.

–Meios-sangues – Gritou para os outros ciclopes.

–Corram.

Danilo puxou Jake pela mão e correu para dentro da floresta. Os ciclopes derrubavam arvores mexendo na paisagem.

Aterrorizante. E a descrição de estar sendo perseguido por gigantes ciclopes. Eles são grandes e lerdos, mas o passo e grande, a cada dez passos dos três, era um dos ciclopes. Em pouco tempo, eles estavam cercados pelos gigantes, dentro da floresta.

Traição dos amigos.

Mislayne W.

Victor estava sendo amarrado com teias pela outra camareira.

–Que presente, três semideuses, salve Gaia. – Ele passou a mão pelo chão de terra batida. – Agora, você duas. – Suas mãos agora estavam áspera e peluda. – Vocês serão nosso jantar, serviram as minhas três filhas. Pena que sua mãe não está aqui, já que elas a mataram.

Mayra proporcionou um som, mas sua boca estava abafada.

–Não poderão falar nada filha de Zeus.

–E muito importante o que elas têm para falar. – Gritou Victor, deixando o senhor de terno branco curioso, foi muito rápida a sacada de Victor.

O senhor se aproximou aos poucos, então com a unha que mais parecia uma garra tirou a mordaça de teia da nossa boca.

–Vou te matar, eu prometo pelo rio Estige que vou fazer descer um raio na sua cabeça e te reduzir a pó. – Foram as primeiras frases de Mayra.

–Muito importante ne filho de Ares... Mas e bom ouvir sua voz quando tiver abrindo sua barriga. – Mayra engoliu em seco.

–Espera! – Gritou Mislayne, chamando atenção de todos. – Vocês estão com fome certo? Mas para que comer somente três semideuses, quando você pode comer seis?

As camareiras aranhas quase engasgalharam quando ouviram a palavra seis.

–Me explique melhor semideusa.

–Nós podemos mandar uma mensagem de Íris para meus amigos, eles podem vir em busca de nós, mas estarão vindos para uma armadilha.

Victor olhou com duvida

–Você está disposta a trair seus amigos?

–Para ganhar sua confiança? Sim – Disse firme e decidida.

Ele olhou com desdém, seus olhos vermelhos e grandes eram repugnantes.

–Certo... Do que precisam?

–Primeiro... Que solte a gente, segundo, de uma mangueira.

–Isso e muita coisa. – Ele disse em um tom bravo.

–Você que sabe, estou disposta a fazer isso... Quer mais semideuses para o jantar? – O tom de voz de Mislayne era confiante, mas estava apavorada.

Ele colocou a mão com as garras gigantes no queixo. Então com as mesmas cortou a teia que cobria as garotas com um simples arco com as garras, ele poderia corta-las com um simples movimentos a mais.

–Vocês iram... Mas seu amigo será supervisionado por minha filha.

–Tudo bem. – Disse olhando aflita para Victor.

Mayra foi até meu lado.

–Quando chegarmos lá, você saberá o que fazer. – Sussurrou para Mayra.

–Como assim?

–Ei! Garotas, o que estão cochichando ai?

–Nada...

Mislayne olhou aflita para Mayra.

Chegaram ao fundo do pequeno hotel.

–Venha, a mangueira fica aqui. Do que mais precisam?

–Dracmas.

–Devo ter uns nesse bolso.

Mislayne ligou a mangueira, em seguida jogou toda água nas camareiras, no senhor de terno, inclusive em Víctor.

–Agora. – Gritou.

Foi como se Mayra despertasse de um transe, e logo em seguida lançando pequenos raios sobre todos, a água gelada e os raios fizeram todos se contorcerem no chão de dor. As camareiras se desferiram em pó negro, mas o senhor ainda estava vivo, somente em estado de choque, igualmente Victor.

–V-você m-me t-traiu. – Disse o senhor.

–Eu nunca disse que estava ao seu lado.

Mayra correu e fincou uma pá na cabeça do senhor, que se desfez em pó. Em seguida jogou a pá longe e correu até Victor.

–Você está bem. – Ela colocou a cabeça do mesmo sobre suas pernas.

–E-eu... Ual, você fica l-linda sobre o l-uar.

As duas riram. Para quem levou um choque de tantos volts, ele estava muito Bem.

–Vamos levar ele para dentro, e pega um pouco de ambrosia, — Falou Mislayne, e as duas levaram o garoto para dentro do pequeno hotel.

Jake bota fogo em tudo.

Lays C.

Lays nunca tinha se sentida tão aflita. Já tinha lutado algumas vezes no acampamento, alguns treinamentos, mas nada se comparava aquilo. No acampamento eles não tinham três ciclopes de quatro metros de altura.

Os ciclopes cercaram os três em forma de triângulo.

Eles não tinham escolha, Jake estava prostrado em posição de batalha com um martelo na mão, só que ela tremia freneticamente. Lays ficava um pouco a sua frente com o arco na mão. Danilo tinha pegado um tipo de chave, então do nada ela se transformou em uma espada de ouro celestial, mesmo ele dizendo que ela se transformava em bronze. Ela emanava um brilho forte e a base era de prata com uma águia em uma parte e às vezes um raio na outra.

Ele já havia cortado o braço do ciclope menor, mas foi como um simples machucado. Eles urravam contra os três.

–Plano? – Sugeriu Lays.

–Não sou bom em planos, no outro acampamento essa era a função da minha amiga.

–O que faremos? – Disse Jake.

–Lutar.

Danilo brandiu a espada contra o ciclope maior, que era como ver a luta de um rato contra um gato. Mas Danilo não se intimidava, ele cortava os tendões do ciclope e rolava para desviar dos ataques.

Lays se concentrou em acertar flechas nos olhos do outro ciclope. Mas ele tirava as flechas como se fossem espinhas.

Jake só desviava dos ataques.

A batalha estava se tornando cansativa e repetitiva, com os ciclopes nem se cansando.

Danilo tentou escalar o ciclope, mas ele o jogou longe, ele bateu contra a arvore, Lays tentou ajuda-lo, mas o outro ciclope pegou a garota e prensou ela contra a arvore, ela gritava por causa da dor.

“E o meu fim, mas começou a missão” Pensou a garota, algo aconteceu, o ciclope começou a ser irradiado por chamas, ele soltou Lays que caiu no chão, ele começou a se debater e se contorcer. Lays com a visão embaçada conseguiu ver Jake com as mãos chamuscadas e respiração ofegante.

–Jake? – A voz de Lays saiu triste.

Ele não esboçava reação alguma, tinha acabado de derrotar dois gigantes.

Ao fundo um grito agoniante. Danilo tinha acabado de ser pisado pelo ciclope. Lays ainda sentia dor, e Jake desmaiou pela exaustão.

–Vamos Lays, levante, proteja a todos. – Ela dizia a si mesma.

Ela se apoiou na arvore e começou a se levantar com a mão na barriga.

Caminhando quando algo passou por sua cabeça.

Dos seus desceu um cavalo alado, um Pégaso.

Ele avançou contra o ciclope, fazendo cair no chão.

Danilo se levantou com dificuldade, mas logo vendo a oportunidade do ciclope caído, fincou a espada em seu peito. Um grito de dor do ciclope e em seguida pó dourado.

Ele se apoiou no Pégaso e respirou fundo.

–Você está bem?

Então Lays levou as mãos ao rosto. Danilo estava com um corte profundo na lateral do tórax. Sagrava, mas ele cobria com a camiseta.

–Danilo... Deuses, você precisa de ajuda rápido.

–Não... Por favor, pegue Jake, Sunshine irá nos levar ate o trem.

–Sunshine?

–E o nome dessa minha amiga aqui. – Disse batendo no lombo do Pégaso. Mas ela olhava triste para Danilo, e passava a crina sobre seu braço.

–Certo.

Lays correu e logo pegou Jake, colocou o garoto sobre o lombo do Pegaso e sentou atrás o segurando, em seguida ela correu e levantou voou. Danilo logo avistou a estrada, e voou até ela.

Fim do Capitulo.

Autor da História: Danilo Silva.

Editora da Ortografia: Mayra Bellini.

Redator: Erlan Carvalho.

Capa: Davi Ismael Amorim.

Baseado na história de Rick Rordan: Percy Jackson e os Olimpianos.