O Filho de Roma - Livro Dois
5 Chapter 5° - Ofendo a Deusa do Amor.
Ofendo a Deusa do Amor.
Mislayne W.
Como assim Afrodite, pensou a garota. A deusa do amor estaria mesmo a sua frente?
–Afrodite, está brincando ne? – Falou Victor.
–Não, por que estaria? — Ela riu o que foi contagiante. Ela usava um vestido de cetim vermelho e longos cabelos castanhos escuro em anéis. Mais parecia que ela mudava constantemente de imagem, de modo que se aperfeiçoava a beleza.
Victor começou a ficar hipnotizado pela beleza da deusa, ela riu docemente.
–Vocês querem ajuda para achar minha filha revoltada, que nega sua beleza.
A deusa mesmo falando daquela maneira. Esboçava um sorriso doce.
Mislayne segurava Victor para o garoto não cair ao chão.
–De que forma irá ajudar?
–Calma mocinha, primeiro. Vamos falar de você. Do seu amor pelo filho de Júpiter.
O coração de Mislayne parou.
–Que amor? Não sinto nada por ele além de amizade.
A deusa riu com seu leque branco nas mãos.
–Não engane, eu sei oque você sente. Que linda historia de amor criada pelo destino. Dois jovens apaixonados, filhos de deuses, separados por duas gerações.
Mislayene franziu o cenho, segurando Victor que a esse ponto babava feito uma criança.
–Você está rindo dessa situação?
–Claro. Essas historias são perfeitas para mim. Dois jovens apaixonados separados. Isso e perfeito. Mais ficaria legal com uma morte.
–Você e louca?
A deusa não estava mais sorrindo, Mislayne tinha feito algo grave insultando a deusa.
–Só não a destruo aqui, por que vim ajudar vocês jovens guerreiros. E por que você tem uma linda historia de amor a trilhar.
A deusa se virou e sentou na arquibancada com as pernas cruzadas e se abanando com o leque.
–Então diga a nos “Oh! senhora do amor”. Como irá nos ajudar.
Ela riu novamente, essa deusa via graça em tudo?
–No chalé 10, onde minha filha ficava, existe um colar, deve estar nas coisas dela. Esse colar eu deixei com o pai dela quando ela tinha acabado de nascer, e um colar em forma de pomba cor de rosa.
Por que tudo tem que ser rosa? Pensou Mislayne, mais decidiu não perguntar.
–E depois oque faremos?
–Você, terá que usar o colar, ele ficará bem perto do seu coração, então e só ter uma lembrança de Anna.
Ela ficou em silencio após isso.
–E depois?
–Já te ajudei muito. Agora e com você. – A deusa se levantou e com a mão esquerda que estava com uma luva grande de seda que subia até seu cotovelo, ela pegou o vestido para não sujar.
–Mais estamos falando de sua filha! – Mislayne elevou a voz.
A deusa se virou um pouco, seu olhar agora não era mais doce, era ameaçador, como aqueles amores proibidos.
–Já ajudando vocês dois até demais, isso está até errado. Se por acaso Zeus descobrir. Não quero nem pensar nas consequências. Enfim, estou me retirando. – Agora com um sorriso doce. – Boa sorte jovens semideuses.
Ela se retirou da arena, e depois de alguns segundos um clarão surgiu. E Victor agora sairá do transe.
–O que rolou aqui?
–Só a deusa do amor.
Quinta Corte e seus amistosos residentes.
Danilo L.
A quinta corte. Novo lar de Danilo e Bruno. Era uma pequena construção, com estantes nas laterais, duas janelas enormes bem perto do chão. Uma lareira que não sabia quando ia usar. Um grande tapete cinza com uma pomba estampava o chão, nas laterais mais ao fundo, duas escadas em espiral adentravam a parede até o andar superior.
–Esse será o lar de vocês, a quinta corte.
Mais ao olhar, não havia ninguém, bem semelhante ao chalé 01 no acampamento olimpiano.
–Cadê os campistas? – Disse Bruno.
–Atualmente na quinta corte, residem quatro campistas, agora seis com vocês. – Lays sorriu.
–Bem movimentado. – Debochou Danilo.
–A quinta corte não e muito bem vista por todos os campistas, alguns renegados de Roma saíram daqui. Mais eu acredito que não, heróis podem vim de todos os lugares.
Bruno começou a bater palma, acompanhando de Danilo.
–Que foi gente? – A garota sorriu e colocou as mãos no rosto.
–Onde estão os outros moradores?
Da escada da direita desceu um garoto alto e forte de pele bronzeada e cabelos loiros. Nas costas residia uma alava com algumas flechas, e na mão um arco.
–Já vai treinar Peter.
–Sim, sabe, tenho que ficar em forma. – O garoto esboçava um grande sorriso no rosto.
–Garotos esse e Peter Bernadi, ele e filho de Febo, deus do sol, da música e poesia.
–Ele seria filho de Apolo se fosse do outro acampamento. – Sussurrou Danilo.
–Oque? – Falou Peter.
–Nada. – Sorriu Danilo.
–Diga que não recitar uma poesia, por favor. – Implorou Bruno.
–Então, não gosto de fazer isso, acho meio gay.
Bruno levantou a mão.
–Bate aqui.
Peter olhou com cara de deboche e seguiu ignorando Bruno.
–Lays, volto mais tarde, avise a Julie.
Ele correu pela porta deixando- a aberta e seguiu correndo. Bruno ainda ficou com a mão no alto parado, Danilo retribuiu o amigo como gentileza.
–Não ligue para Peter, ele e marrento assim, mais depois que conhecer ele.
–Não gostei dele. – Bruno fez bico.
–Essa Julie, ela e oque do Peter?
–Sou namorada dele.
Uma garota um pouco mais baixa que Lays, que era quase a minha também, desceu a escada da direita. Ela vestia uma blusa de frio cinza e estava com shorts, não sabia se estava com frio ou calor. Os pés descansos e a adaga presa à cintura, mais também junta com alguns tipos de cereais ou sementes também presas em plásticos. Cabelo preso longo e loiro escuro. Olhos doces e verdes escuros e pele clara.
–Mais você e igual a ele?
–Não, ele e um idiota. – Ela sorriu e abraçou Lays.
–Pessoas essa e Julie Martini, ela e filha de Ceres, e atualmente minha melhor amiga neste acampamento. – Lays retribuiu o abraço.
–Como atualmente? Sempre fomos. – Ela fez um bico.
–Enfim, esses são Danilo Lerman e Bruno Beggins.
–Então vocês são os greco-romanos que vieram daquele acampamento? Prazer.
Bruno e Danilo ficaram com certo desconforto, mais retribuíram o cumprimento.
–Agora irei atrás de Peter, se não ele nunca irá voltar do campo de treinamento, beijos.
Lays beijou a bochecha da garota e ela saiu andando e deixando a porta aberta.
–Garotos, o seu quatro ficam na esquerda, podem subir, suas coisas estão lá. Escolham uma cama e se quiserem dormir, imagino que estão exaustos.
Bruno se espreguiçou.
–Verdade, um belo cochilo cairia bem.
Ele seguiu para o quarto.
–E você Danilo, vai?
–Não estou cansado, e bom que conheço um pouco do acampamento.
–Como quiser se precisa e só chamar... Não sei bem como vou ouvir mais e só chamar.
Danilo assentiu com a proposta da garota e observou ela subir as escadas.
Chalé 10, Chalé Rosa.
Mislayne W.
Afrodite simplesmente se retirou deixando os dois na arena sem saber oque fazer.
–O que ela falou? Fiquei paralisando observando a garota que eu gostava na quinta serie.
–Como assim? – Questionou Mislayne.
–Enquanto olhava para Afrodite, a forma de uma garota que eu era apaixonado na quinta serie veio na mente no lugar de Afrodite.
–Interessante. – Riu Mislayne. – Ela falou de um tal de colar, que está no chalé 10, temos que ir lá.
–Mas como? Podemos entrar?
–Eles não precisam ver a gente.
–Ficar invisíveis?
–Não... Os filhos de Afrodite não ficam se admirando toda hora? Então levamos espelhos.
–Eles não vão cair em um truque tão besta.
–Não custa tentar. Agora pegue algo que reflita bem o reflexo.
Victor revirou algumas armas e escudos, e pegou alguns que estavam bem polidos a ponto de refletir.
Os dois seguiram para o chalé 10, e despejaram nas portas todos os escudos, espadas e alguns espelhos, Victor chutou a porta do chalé antes de sair.
Os dois ficaram atrás do chalé 09, que era o de Hefesto. Os filhos e filhas de Afrodites saíram correndo, sempre bem vestidos e lindos. Olharam e viram que não tinha ninguém, mais em seguida viram os seus reflexos, e começou uma batalha para pegar os escudos e todo o resto. Mislayne não acreditava o qual fúteis eles eram, mais depois de ter visto a deusa Afrodite, sabia de onde vinha. Ela sentiu uma pequena pancada na cabeça, então olhou para o alto e pensou. “E verdade”, como resposta a Afrodite.
–Vamos.
Os dois seguiram agachados e adentraram ao chalé, e Mislayne quase vomitou. Cheio de coisas rosa e felpudas. Adesivos fofos nas paredes, as camas com um lençol rosa de seda com detalhes rosa. Tudo rosa e cheio de “frescuras”, mais uma cama se destacava. Era repleta de adesivos de algumas bandas de rock. O lençol era azul marinho desbotado.
–Com certeza e a cama de Anna.
Os dois seguiram, e abriram um baú que ficava ao lado do beliche da garota. Mislayne avistou o colar que agora brilhava. Ela pegou e logo colocou.
–O que e isso?
–Afrodite pediu para pegar esse colar e pensar em uma lembrança boa com Anna.
A garota pensou em uma excursão que as duas tiveram e que se divertiram muito. Foi a melhor excursão que Mislayne tivera, e Anan esteve ao seu lado. Começou a sentir falta da amiga, e uma lagrima caiu de seu rosto, e caiu sobre o colar. O mesmo começou a levitar e emanar uma luz forte rosa, chamando a atenção dos filhos de Afrodite. O colar se abriu, e uma luz rosa surgiu. Em um instante súbito ela começou a sair do chalé. Mislayne e Victor saíram correndo, deixando os filhos de Afrodite indignados.
A luz começou a correr, até seguir e entrar no chalé 06, o chalé de Athena.
–Esse e meu chalé.
–Eu sei esperta, agora vamos.
Os dois entraram no chalé, que por incrível que pareça estava vazio, cheio de livros e desenhos nas paredes.
–Nossa, entrar nesse chalé me faz sentir mais burro. – Debochou Victor.
A luz seguiu até o fundo do chalé, e adentrou um mapa no alto da parede, então destacou um estado, esse estado saltou e se iluminou de rosa.
–Acre? – Falou Victor.
–E oque parece.
–O que isso significa?
–Pelo que parece, Anna está lá... No Acre
–Vamos pro Acre? – Riu Victor.
Mislayne encarou o mapa, mais a única coisa que brilhava era o estado. Afrodite tinha dado uma grande ajuda, agora dependia dos dois ir atrás de Anna.
Meu sonho intrigante.
Lays C.
Danilo e Bruno eram bem legais, engraçados, doidos, eram bem isso a primeira impressão de Lays dos garotos. Bruno ficava encarando a garota, mais Lays sabia o por que. Seu poder do Charme era diferente das outras filhas de Vênus. Mesmo sem ela usar o poder, ela meio que afeta a todos. Isso incomodava a garota.
Ela deitou em sua cama de casal. Como tinha só ela e Julie de garotas, o quarto ficava bem espaçoso. Lays conseguiu que Isabella deixa-se colocar camas de casal no quarto. Olhou para a janela, que ficava ao lado da sua cama. Adorava a vista, via todo o vale abaixo, os pássaros voavam e o lago corria pelas planícies. Pegou um pente lilás em ciam do sua escrivaninha e penteou seus longos cabelos.
Algo intrigava. A duas noites sonhara com Danilo, sem ao menos o conhecer. Não demonstrou, mais estava nervosa ao lado do garoto. Ele estava no sonho, ou melhor, no pesadelo.
Os dois estavam em um tipo de vagão, lá fora uma tempestade castigava a cidade. Junto deles estava Jake, adormecido no colo da garota.
Danilo repousava sua cabeça sobre a mão, e olhava para fora. Parecia estar gostando dos raios, sorria a cada um que caia.
Os dois não disseram nada. Lays estava aflita.
A garota decidiu falar algo, então uma bola de fogo interviu. Danilo pulou até a garota, enquanto ela abraçava Jake. O vagão se explodiu todo.
Lays se levantou ofegante, não percebeu que havia adormecido. Voltando a realidade, colocou uma blusa preta e desceu as escadas.
“Nada de cara triste, lembre-se”. Disse a si mesma. Não poderia mostrar aflição, mesmo com Danilo por perto.
Lá estava ele sentado no chão. Bruno deitado no sofá e Julie lendo.
–Onde está Peter.
–Ele disse que queria treinar mais um pouco. – Riu a garota.
–Daqui a pouco ele vai viver treinando. – Falou Bruno.
–Tu mal o conhece. – Questionou Julie.
Bruno se levantou e apontou para a porta.
–Só pelo pouco que vi, já da para deduzir isso.
Danilo sorriu. Um sorriso singelo.
–Vamos para o refeitório?
Bruno levantou em um sobressalto
–Agora mesmo.
Fim do Capitulo.
Autor da História: Danilo Silva.
Editora da Ortografia: Mayra Bellini.
Redator: Erlan Carvalho.
Capa: Davi Ismael Amorim.
Baseado na história de Rick Rordan: Percy Jackson e os Olimpianos.
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