O Filho de Roma - Livro Dois

16 Chapter 16° - Cornelius


Cornelius

Lays C.

A pele do dragão mesmo áspera era confortável. Todos dormiam e um dragão gigantesco que planava em direção do acampamento Olimpiano, o qual, o garoto, Victor, tinha me dito para seguir.

O acampamento ficava em Campinas, mas com o dragão de Lays, a viajem ia ser em poucas horas.

O sono queria consumir Lays, mas forçava a ficar acordada, não poderia deixar de dar alguns comandos ao dragão como, “Ei, você ainda e nosso amigo” ou “Se chegarmos em segurança vou te dar um lanche”.

Pensou em nomes para dar ao dragão, mas não sabia se era macho ou femea, e tentou pensar em dragões femea, e só se lembrava do dragão que aparecia no filme Shrek.

A garota não deixava de se preocupar com Danilo, o garoto havia sumido, e até agora não dado nenhum sinal de vida.

Estava certo que ele estava em uma missão para resgatar o amigo, mas nenhuma mensagem, não era nada reconfortante.

O sol já ia emanava seus últimos raios, e ia se pondo aos poucos sobre algumas montanhas.

O vento gelado já ia resfriando o dragão, e Lays controlava e ficava do lado do amigo.

–Obrigado.

Lays virou-se e viu Anna se aproximando lentamente.

–Pelo oque?

–Por ter me salvado oras.

–Agradeça Danilo quando o ver, ele que decidiu ir atrás de ti, ele e um ótimo amigo.

–Sim, ele já me ajudou em muita coisa. Não foi culpa dele eu ter sido “sequestrada”.

As nuvens contornavam as montanhas, como se fosse algodão-doce.

–Sinto muito pela sua amiga, ela também não tinha nada a ver comigo, e mesmo assim acabou morrendo.

Olhar triste das duas entristeceu até o amigo de Lays, o dragão.

–Muito legal esse dragão, ele tem um nome? – Falou Anna.

–Ainda não decidi um. – Lays acariciava seu amigo.

–Quer uma sugestão? Cornelius, ele tem cara de Cornelius.

–Cornelius, tem certeza?

–Só acho.

Anna sentou-se ao lado de Lays, que ficava bem acima da cabeça do dragão.

–Cornelius, está bom para você amigo?

O dragão soltou um som, um pequeno rugido, e Lays levou como um sim.

–Tudo bem Cornelius. –Sorriu a garota.

O resgate dos heróis perdidos.

Danilo L.

Atordoado, machucado, exausto. Danilo acordou em uma praia. Ao lado estava Davi, do mesmo jeito que o encontrou no fundo do mar. Ferido, e com uma cara nada alegre.

Danilo olhou em volta, e viu que estava na praia do acampamento Olimpiano. A arvore de Danilo estava do mesmo jeito, só que sem algumas folhas e frutos.

Alguns cavalos olhavam assustados pelos estábulos.

De noite o acampamento era extremamente silencioso.

Danilo estava sem força alguma para gritar ou fazer coisa alguma. Deixou seu corpo cair e deitou na areia fofa.

Olhou por cima da cabeça, e viu uma pequena luminária se aproximando, que logo correu em direção à casa grande. Danilo imaginou ser algum guarda fazendo ronda.

O garoto ficou em um meio termo de subconsciência, estava exausto, com os olhos fechados, mas conseguia ouvir tudo em sua volta.

–Vamos, ajude.

–Mas Chester, quem são eles?

–Pegue ele e leve para a casa grande, agora!

–Me deem licença. – Falou uma garota.

–Não atrapalhem, ajudem. – Danilo reconheceu a voz do garoto que o pegava no colo, era Gomez.

As portas da casa grande foram abertas as presas. Danilo foi colocado acima do sofá, e coberto por alguma manta.

Com os olhos semicerrados, pode ver Davi sendo coloca na mesa, e um pouco de ambrosia sendo colocado em sua boca.

Chester olhava aflito para o garoto. Uma garota cuidava de Davi, e colocava aos poucos Néctar em sua boca.

–Chester. – A voz de Danilo saiu fraca e rouca, o diretor do acampamento correu para ajuda-lo.

–Sim garoto, como está?

–Onde estão os outros?

–Os outros quem?

Um grande alvoroço pode ser ouvido de fora do acampamento, pessoas gritavam e corriam, acho que basicamente era o que mais se ouvia nesse acampamento.

Danilo tentou erguesse do sofá, mas foi uma tentativa em vão.

–Acalmasse garoto, você está fraco – Disse Chester.

–Deixa que cuidemos disso. – Falou Gomez.

–Chester! Tem um dragão no acampamento!

Grande alvoroço por causa de Cornelius.

Mislayne W.

Um dragão gigantesco, vermelho, invadindo um acampamento, não e nada amistoso.

Um grande alvoroço foi feito pelos campistas perto da casa grande. Alguns já estavam com espadas e lanças prostradas em direção do dragão.

Chester saiu às pressas da casa grande, se dirigindo até a colina.

–Quem são vocês?

–Ei, Chester!

Victor acenou para o diretor, que não fez uma expressão muito amistosa.

–Vocês são loucos ou algo do gênero? – O diretor entrou batendo forte a porta da casa grande e colocando todos para dentro, inclusive os dois do outro acampamento. A garota deixou o dragão dela, Cornelius, dormindo sobre a colina, sendo vigiado por centenas de campistas. – Saírem sem avisar, como acha que fiquei, tentei de todas as formas falar com vocês.

–E serio que se preocupou? – Falou Victor.

Chester fuzilou o garoto com o olhar.

–Mesmo que seja para uma boa causa, sair sem avisar, não e um ato heroico.

–Mas trouxemos Anna de volta para casa. – Mayra abraçou a garota que estava recuperando a cor normal.

–Ainda bem, mas imagina se todos vocês tivessem sido mortos?

Todos direcionaram o olhar para o chão.

–Aaagr.

Davi soltou um pequeno gemido de dor, a garota de cabelos loiros e Anna correram ao encontro do garoto.

–Davi, você está bem? – Falou a garota de longos e cacheados cabelos loiros beijando o garoto. Todos ficaram sem reação alguma.

–Um beijo? Que bela recepção. – Falou Victor, e Mayra bateu no garoto.

–Se Davi está aqui, cadê o Danilo? – Falou a garota do outro acampamento.

Chester apontou para o sofá, e como uma avalanche, todos correram para ver como o amigo estava.

–Como você está? – Falou Victor.

–Irmão, quase me matou de preocupação – Mayra abraçava o irmão com carinho.

–Cuidado, ele está ferido. – Disse Chester sentando-se em sua poltrona.

–Você está vivo garoto elétrico. – Falou a garota do outro acampamento, deixando Mislayne um tanto quanto enciumada.

Danilo sorriu, mesmo com machucados ficava lindo.

–Quando eles chegaram Chester? – Perguntou Mislayne.

–Agora a pouco, estavam deitados na praia.

Todos olharam atentos para Danilo.

–Por que estão me olhando? O que eu fiz?

–Você salvou Davi, salvou a todos, como sempre. – Falou Mayra.

–Não foi nada, e sem vocês não seria possível.

–Para de modéstia ok? – Disse Mislayne.

–Vocês dois do outro acampamento? – Falou Chester.

–Lays Cashien, e Jake Iero.

–Dantês sabe que estão aqui?

–De certa forma não. – Sorriu a garota.

–Vocês tem que voltar logo para lá.

–Cornelius nos levara.

–O dragão? – Falou Victor.

–Sim.

–Gomez, convoque Thiago e Brown para cá, precisamos conversar.

–Certo.

O garoto se retirou da casa grande.

–Vocês vão me contar tudo.

Diretor carrancudo.

Victor B.

Chester era muito serio quando queria. Aquela expressão alegre e calorosa simplesmente sumia, e no lugar uma cara carrancuda e seria.

–Cratos tem uma base no Acre?

–Sim. – Falou Mislayne.

–E o Lucas estava lá? – Questionou Thiago.

–Eu basicamente... Acho que o matei.

–Cratos está recrutando campistas. – Chester tomava goles de café.

Brown e Thiago recepcionaram Danilo com abraços e sorrisos fraternos. O garoto estava destruído, vários cortes e machucados pelo corpo, as roupas estava simplesmente rasgadas, e o olhar cansado.

–Danilo, consegue falar? – Questionou Chester.

–Acho que sim. – O garoto tossiu forte. – Depois de chegar ao Acre, recebi uma mensagem de Bruno...

A historia foi contada, até a parte em que Danilo encontrou Poseidon.

–Quer dizer que meu pai te ajudou. –Falou Chester.

–E muito, consegui respirar embaixo d’agua graças a um cajado que ele me entregou. Depois de chegar ao palácio subaquático, enfrentei Proteu.

–Você quer dizer que enfrentou um Deus antigo do mar?

–Graças ao cajado de Poseidon, e a ajuda de Davi.

Todos olharam para o garoto deitado dormindo sobre a mesa, a garota de cabelos loiros fazia carinho no garoto.

–Então, depois de derrotarmos Proteu, um forte vento nos carregou até a praia.

–E por que Proteu estava lá?

–Ele era aliado de Cratos.

–Quer dizer que até deuses estão do lado de Cratos. – Falou Brown.

–Ele queria isto. – Do bolso, Danilo retirou uma chave, de um tom azul celeste, encrustada de conchas.

–E da mesma forma que a tua Danilo. – Falou Mislayne.

–Sim, são semelhantes, até parecem irmãs.

–Para que Cratos queria está chave? – Falou Mayra.

–Não sei o proposito, mas temos que guardar essa chave bem.

–Certo, mas alguém tem algo a falar? – Questionou Chester.

Ninguém se prostrou.

–Certo, então, a reunião acabou, se os dois do acampamento Vênus quiserem ficar, são bem vindos.

–Obrigado, mas temos que ir, basicamente também saímos escondidos.

–Como quiserem, agora todos para o seus chalés, precisam descansar.

Amigos do acampamento Olimpiano.

Lays C.

Cornelius esperava ansiosamente a amiga. O dragão era bem amistoso com ela.

–Vocês têm mesmo que ir? — Falou Victor carregando o amigo.

–Sim, se bem que já estamos mortos, Dantês já deve sentir nossa falta.

–Mas meu medo não e com Dantês, e sim com Isabella.

Os dois riram, mas o resto do grupo ficou sem entender nada.

Anna se aproximou do amigo, e deu um abraço forte, sem machuca-lo.

–Muito obrigado, por ter ido atrás de mim, e me salvado.

–Não foi nada.

Todos se despediram de Danilo com um abraço longo, até a garota de cabelos pretos e olhos cinza, Mislayne, que chorou no ombro do garoto.

–Por que chora?

–Por que toda despedida, meu coração dói, por que não sei quando te verei de novo.

–Será logo, mas não chore, não e um adeus.

Ela sorriu com Danilo limpando sua lagrimas.

Victor ajudou Danilo a subir em Cornelius, Jake ficou ajudando o garoto elétrico a se equilibrar no dragão. Logo o mesmo abriu as asas, e tomou impulso para os céus.

La embaixo, todos acenavam para Danilo.

–Você e bem querido aqui.

–Sim, essa e minha família.

Lays olhou triste para o céu.

–Agora. –Danilo abraçou a cintura da garota, e encostou o rosto em suas costas. – Você também faz parte dela.

As bochechas da garota coraram, e borboletas dançavam em seu estomago. Ela olhou para trás, e viu Jake sorrindo maliciosamente.

Ela confessava que estava amando aquilo, sentia algo por Danilo, só não decidira se era bom ou ruim.

Cornelius subia até as nuvens, estava retornando para casa.

Fim do Capitulo.

Autor da História: Danilo Silva.

Editora da Ortografia: Mayra Bellini.

Redator: Erlan Carvalho.

Capa: Davi Ismael Amorim.

Baseado na história de Rick Riordan: Percy Jackson e os Olimpianos.