O Filho de Hades
6 Capítulo 6 - Amanda
Capítulo 6 — Amanda
Eu avisei ao Paulo, somente a ele que o Cris encontraria a gente no punho de Zeus a meia-noite. Falei para ele não levar mais ninguém, poderia ser perigoso. Ele levaria seu tênis voador e ficaria em alguma árvore escondido espionando. Só que como de costume, o plano não deu certo.
Depois que acabou a fogueira, cada um foi ao seu chalé rapidamente e discretamente pegar sua bagagem. Dez minutos depois estavam todos reunidos na entrada da floresta. Agora tinham apenas vinte semideuses, uns três provavelmente desistiram. Seguimos furtivamente até o punho de Zeus. Faltavam cinco minutos para a meia-noite, eu vi o Paulo em um galho alto espionando, ninguém mais parecia estar percebendo ele ali.
Quando deu meia-noite em ponto, Cris emergiu da sombra com um garoto. Fazia um dia eu acho que não o via, mas ele mudou completamente seu estilo. Vestia Jeans preto, uma camisa cinza e um sobretudo preto e com um coturno preto, estava mais pálido do que nunca e seu cabelo desgrenhado como sempre. O visual do garoto ao seu lado era totalmente diferente ele usava um jeans preto, camisa vermelha e branca e usava um tênis all star cano médio, seus cabelos eram de cor castanha clara, até que era bonitinho.
-Olá semideuses – Disse o Cris abrindo os braços, no estilo de um mafioso, em seguida olhou para o garoto ao seu lado e disse – Fred, por favor, verifique o lugar.
Fred assentiu, gritou maia e asas brotaram de seu tênis, ele decolou voo e desapareceu entre as árvores.
Ele poderia achar o Paulo a qualquer momento. O que ele faria se achasse o Paulo? Como se eu previsse o futuro, começa um barulho de espadas no galho onde o Paulo estava. Todos olham na direção do barulho e alguns segundos depois Fred desce planando da árvore carregando o Paulo pelo braço. Ele joga o Paulo de frente para o Cris.
-Eu sabia que você estava aí Paulo, e eu sei do seu plano, sei que a Amanda era para ser uma espiã. Sei de tudo nesse acampamento, pode parecer rápido, mas Fred já tinha seus informantes aqui mesmo antes de eu conhece-lo.
Aí do interior da floresta, das sombras, saem dois semideuses. Um menino e uma menina. Ele eu conhecia de vista, já estava aqui a alguns anos, filho de Hefesto. Ela eu só a vi algumas poucas vezes, estava no chalé de Hermes, mas era indefinida, não sabia quem era seu pai ou mãe Olimpiano. É incomum hoje em dia um semideus não conhecer seu parente divino, a alguns anos houve um acordo entre um Herói e os deuses, para nunca deixarem de proclamar seus filhos, mas esse assunto não vem ao caso. Então, ela foi a única Semideusa que eu já vi na vida que não foi reclamada. Ele era alto, musculoso e com a pele bronzeada e usava uma calça jeans e camisa vermelha com algumas manchas de graxa, lembrava seu apelido, eu apelido era Cart e ela era pálida, muito pálida e seus olhos negros lembravam o interior de uma caverna sombria, um olhar realmente ameaçador, ela usava jeans preto e jaqueta de couro preta, seus cabelos ruivos esvoaçavam ao vento forte.
-Bem, — Disse Fred sorrindo – Esses são Cart, filho de Hefesto e ela, Emy é indefinida, meus amigos espiões. Cart e eu viramos amigos lá fora, ele me contou sobre esse tal acampamento, mas meus planos são maiores do que ser um campista. Ele concordou comigo, e veio para cá espionar, durante dois anos ele foi espião aqui nesse acampamento. Meu plano já está em ação há muito tempo, desde os meus quatorzes anos. Lá fora eu conheci a Emy, ela estava sendo perseguida por alguns monstros, eu por incrível que pareça a salvei. Ela é forte e eu sinto a força dela, só falta saber quem é seu progenitor olimpiano, mas isso não interessa muito, todos serão exilados de qualquer jeito.
- Mas como vocês descobriram o nosso plano? – Paulo perguntou, ele meio tonto por causa da briga.
-Cart, mostre-os – Disse Fred.
Cart pegou um iphone do bolso, ele falou no celular “Auto69-retirada” aí uns cinco segundos depois duas minúsculas coisinhas de metal estavam em suas mãos, não dava para enxergar direito, mas elas transmitiam um pequeno brilho.
-Bem, minha criação, piolhos robôs, sempre me ajudaram – Disse Cart se vangloriando – Eles estavam em suas cabeças a exatas dezenove horas, eles transmitiam a mim tudo que vocês falavam ou uma pessoa próxima dizia, vocês jamais iriam percebe-los.
-É Amanda, acabou que você me decepcionou né? – Perguntou Cris.
-Desculpa Cris, preciso confessar que fiquei tentada a se juntar a você, mas eu amo a Let, jamais iria fazer algo contra a vontade dela, ainda mais apoiar seu irmão psicótico.
-Realmente eu adoraria que você virasse minha aliada, você poderia se tornar a próxima deusa da guerra, ia tirar o trono de seu pai, mas você parece ser uma filha de Afrodite, quer lutar pelo amor e não pelos seus interesses.
-Ei, ei, pode parando, você não disse nada em relação a se tornar a próxima deusa da guerra. Eu quero me juntar a você, a Let vai ficar bem.
-Amanda, não – Argumentou Paulo.
-Por favor, Cris, eu posso provar meu valor – Disse ela olhando para o Paulo.
-Você está dizendo em matar meu irmão? – Perguntou Cris
-Você acha que se soltar ele aqui ele vai desistir de tentar acabar com seus planos? – Perguntou Amanda.
-Não, não vai, tenho certeza, é por isso que vou leva-lo comigo. Não precisa “provar seu valor” Amanda, apenas mais um erro seu só mais um e eu mesmo vou mata-la.
Eu assenti e Fred andou até o Paulo e bateu com a parte plana da espada em seu rosto e Paulo instantaneamente desmaiou com o golpe.
-Cart, está pronto o seu brinquedinho? – Perguntou Fred.
-Está, mas são mais de vinte pessoas, só vai dar para usa-lo apenas uma vez. – Disse Cart.
-Não tem problema, só vamos precisar dele agora. – Disse Fred.
Cart pegou sua mochila e tirou de lá de dentro uma bola de metal do tamanho de uma bola de basquete, ele pediu para todos botarem uma mão na bola.
-Pessoal isso deve doer um pouquinho. – Anunciou Cart apertando o único botão da bola.
Minha visão ficou turva e quando eu abri os olhos já estava em outro lugar.
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