Notas iniciais
Não sou um bom escritor nem nada do gênero, faço isso só por diversão, então estou aberto para críticas.

Meu nome é Tesy Porter.

Tenho 16 anos de idade, bom, tinha 16 anos, pois hoje é meu 17º aniversário. Até poucos dias eu vivia no orfanato St. Pallet, um orfanato para crianças, digamos que, encrenqueiras.

Eu não me defino como encrenqueiro, mas fazer o que.

Viver em um orfanato é quase que um castigo, ainda mais quando não se tem amigos. Os dias são sempre tediosos e tristes, o único dia feliz é o dia de visita, dia de visita é quando as pessoas, geralmente casais, vem para olhar as crianças e com sorte adotá-las, mas até hoje ninguém quis me adotar o que realemente me alegra é o fato daquele garoto vir nos visitar, ele não fala muito com as outras crianças, talvez por serem crianças. Ser o único adolescente do orfanato pode ser um tanto quanto depressivo, mas com ele vindo me visitar se torna uma tarefa "suportável".

Tudo sempre deu errado pra mim, mas as coisas começaram a piorar quando esse garoto começou a visitar o orfanato.

Ele é muito misterioso e emana uma aura sombria, muito sombria. Ele vive me dizendo que eu sou eu que emano uma aura muito obscura, mas o mais estranho é que ele diz isso com um sorriso medonho no rosto, quase como se ele gostasse disso.

— Sua aura é muito obscura... — disse ele sorrindo novamente.

Meu rosto estava completamente vermelho. Eu disse:

— Acho que isso não é bom, não é mesmo?

Ele sorriu novamente e respondeu:

— Depende...

— Você quer ver o garoto que vive debaixo da aura? — perguntei, mas me arrependi completamente — Digo, você... err...

— Eu adoraria — ele sorriu, mas esse sorriso foi diferente. Foi quase que um convite para eu conhecer o verdadeiro garoto que vive debaixo de sua aura...

Essa é uma dos poucos momentos bons que eu tive em toda minha vida.

O seu é Nico di Angelo, ele tem descendência italiana e tem 17 anos. Sua aparência é... vejamos... perfeita. É, eu estou apaixonado por um garoto, pior ainda, por um garoto que eu nem conheço direito. Eu sei que não sou como qualquer outro garoto normal, mas o problema é que eu não sei como eu sou. Nico diz que eu sou especial, se ser um estranho por completo é ser especial, então sim, pode se dizer que sou especial.

Meu dia começou da pior maneira, acordar de um pesadelo nunca é bom, muito menos quando o pesadelo é tão real. Eu estava em um local muito estranho, o chão parecia se mover, como se estivesse vivo, o ar era ácido e ali cresciam árvores, ou o que deveriam ser árvores, pois se pareciam com pelos. Nesse local havia um abismo tão fundo que era impossível ver o fundo, esse abismo era tão sombrio e vazio que parecia sugar o ar dos seus pulmões. Eu estava sentado na beira do abismo, tentando ver o fundo, a escuridão começou a tomar forma, a forma de uma mulher. Ela era muito alta, tinha asas negras, um chicote feio de diamantes que mais se pareciam estrelas e uma charrete puxada por cavalos vampiros.

Seu corpo parecia indefinido, como se fosse feito de fumaça.

— Nossa, que charrete legal! E seus cavalos também. — disse tentando não parecer tão assustado.

— Argh! É uma biga, não uma charrete! — quando ela disse isso, ou gritou no caso, o ar ficou mais denso e ondas de trevas emanaram do abismo.

— Err... Perdão, mas quem é a senhora?

— Eu sou Nix, mais conhecida como a Noite!

Ela estalou o chicote no ar, liberando sombras compridas que acentuaram as trevas.

— Me desculpe, dona Nix. — forcei um sorriso.

— Você tem sorte de ser meu filho, se não já estaria morto.

— Filho? Então você é a minha mãe? — disse espantado — Mas minha mão morreu no meu parto, foi isso que me disseram.

— Não temos tempo para isso agora, no momento temos assuntos importantes para tratar. Uma grande guerra está por vir, a era dos primordiais está para retornar... — ela foi interrompida por uma voz, uma voz masculina e antiga, muito sombria que veio do abismo, a voz soava como facas sendo afiadas umas nas outras.

— Vejam só, Nix está nos traindo? Você deveria estar do nosso lado, nós, os primordiais, tomaremos nosso lugar ao trono!

— Não é o que está pensando! Eu...eu só estava...

— Chega! Mate o garoto enquanto é tempo, você adiou muito este momento! O garoto será a nossa ruína, acabe com isso antes que a profecia se torne verdade! — disse a voz do fundo do abismo.

O sonho começou a se desfazer, a última visão que tive foi de Nix tentando me dizer algo, por sorte eu sabia fazer leitura labial, mas nesse momento eu desejei não saber, pois o recado não foi nada bom.

— Consulte o Oráculo! Detenha o senhor que controla o vazio abaixo do Tártaro, detenha o meu marido, o C...

Então eu acordei, definitivamente não foi o melhor jeito de acordar. Tremores atingiam o orfanato, o som de explosões ecoavam pelos corredores. Depois disse foi tudo muito rápido, monstros apareceram, mulheres com pernas estranhas, uma era feita de metal e a outra era a perna de um burro. Elas disseram alguma coisa, mas eu não entendi o que elas diziam, apenas algumas palavras, mas parecia que elas estavam falando em algum idioma antigo. Grego, quem sabe.

Então elas me atacaram, consegui desviar de uma, mas uma outra arranhou meu rosto com suas garras medonhas, elas gritaram e sibilaram, e foi aí que eu apaguei.

Quando eu acordei o quarto estava destruído, os monstros haviam desaparecido e um tipo de pó havia aparecido ao redor da cama. Eu estava com muito medo, então me encolhi. Ouvi alguém gritando, a voz foi se aproximando, então percebi que era o Nico. Quando eu criei coragem e levantei o rosto para olhá-lo. Ele estava sujo de pó, tinha um cetro preso às costas e empunhava uma espada que parecia ser feita de um metal negro.

Notas finais
Se gostaram, ou não, deixem um review. Muito obrigado. See ya!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.