O Filho da Guerra

1 Capitulo 1-Que comece a historia de morte


Uma vez eu confrontei uma autoridade, mal sabia eu que acabaria transformando minha vida aquele dia.

Era um dia como qualquer outro, eu estava brincando com meu irmão mais novo, Michael, de luta de espadas, um passatempo que eu adorava, pois sonhava em ser cavaleiro. Nesse dia, que parecia ser como qualquer outro, até que algo estranho acontece, flechas cortam o céu numa nuvem negra, quando olhei para aquilo corri e gritei para meu irmão correr junto, para que ele se salvasse da morte certa, corremos por algum tempo, para dentro da igreja do nosso vilarejo, uma igreja enorme feita de pedra, dizem os mais velhos que ela levou quase cem anos para ficar pronta, nesse tempo trocou de rei quatro vezes, quem começou foi o rei Charles e quem terminou foi o atual rei, Jon Milles. Mas isso não importa agora, o que importa é como eu fiquei vivo, teve um sacrifício, o primeiro de toda minha vida, e um dos que mais doem até hoje, a perda de meu irmão. Continuando de onde parei antes, estávamos na igreja, esperando a chuva de flechas passar enquanto o padre rezava pelas nossas vidas, e pelos que morreram até agora, quanto mais o padre rezava mais flechas pareciam chegar, dava para escutar o barulho delas, e em seguida veio o fogo, o amedrontador e destruidor fogo, a igreja começou a desabar e eu comecei a gritar, mas ai que eu fiquei maravilhado, o exercito do rei chegou e lutou bravamente contra os inimigos. Eu havia ficado fascinado com isso, e com a facilidade e a força que eles expulsaram os inimigos e salvaram a todos, eu na época, tinha aproximadamente doze anos, o que me fez ficar mais admirado ainda, pois não conhecia a guerra, só tinha presenciado um pouco dela, que foi no dia que perdi meu irmão, essa parte eu ainda não contei.

Ele foi encontrado morto do meu lado com sague na cabeça, no dia eu chorei muito, hoje eu sei que uma madeira que caiu do teto da igreja que o matou, até hoje me culpo da morte dele, não queria que aquilo tivesse acontecido, e foi por esse motivo que eu entrei para o exercito do rei, o engraçado da historia não é um camponês que mal sabia fazer as tarefas de um camponês entrar para o exercito, o pior foi que para entrar no exercito tive que afrontar logo o grande general da época, que acabou por se tornando rei, e meu melhor amigo Henry Milles. Mas naquele dia eu consegui admira-lo e odiá-lo com muita facilidade. Começou depois que eu fui falar com ele, achando que eu simplesmente entraria para o exercito no momento que eu falasse com ele, passei pelos guardas dele correndo, até que cheguei à cabana que ele havia montado para contar quantos soldados ele perdeu, pra quantos do inimigo ele derrotou, eu nem me importei com isso, já cheguei gritando.

-EU QUERO SER UM CAVALEIRO-

Ele me olhou com uma cara de desprezo, daquele dia em diante eu aprendi a me acostumar com ela, porem, no dia em questão, eu fiquei tomado de raiva, era um garoto que não sabia de nada, era de se esperar essa raiva quando ele olhou para mim, e piorando a situação eu havia perdido meu irmão, e talvez meus pais durante a chuva de flechas.

-NÃO ME OLHE ASSIM, EU VOU ENTRAR PRO EXERCITO-grito mais uma vez para o general, que não me olha com muito bom humor.

-Saia daqui garoto, antes que eu te expulse na base da força-Ele estava de pé agora, o que mostrava que, mesmo sendo jovem, já tinha uma aparência ameaçadora, com seus cabelos castanhos e os olhos azuis que me lembravam do céu que antecedeu a chuva de flechas.

-Mas eu tenho que me tornar um cavaleiro-

-Para que garoto?-ele dizia já de aparente mau humor-Para me fazer ter que escrever mais cartas de condolências para sua família, falando que você morreu de forma honrosa no campo de batalha? Para ser só mais um que vai morrer sobre meu comando, dispenso-Ele se sentou e voltou a escrever-Agora saia, antes que eu tenha que te tirar na base da força-.

-Eu só saio daqui quando for aceito para treinar- eu já estava chorando de raiva

-É assim que você quer garoto?-ele se levantou, me puxou pela camisa e me jogou do lado de fora, fui expulso da cabana, levantei chorando de raiva, peguei um pedaço de madeira um tanto quanto leve e corri para cima dele, nesse momento seus guardas chegaram, às cegas eu balancei o pedaço de madeira no ar, tentando acerta-los, consigo bater na ombreira direita de um, mas não foi útil, pois acertei a armadura, porém, no outro, acertei na cabeça desprotegida, ele ficou meio desnorteado, mas conseguiu voltar a cena a tempo de me dar um chute e me desarmar, nisso, o general me olhava, pensando no que eu faria agora, me levantei, empunhei a espada como eles faziam e fui para cima gritando

-VOCÊS VÃO TER QUE ME ACEITAR!- gritei enquanto corria para cima deles para atacar mais uma vez, porém mais esperto, e agora esperando cautelosamente cada ataque. Quem dera que tivesse sido assim, eu fui feito um louco berrando e chorando para cima de novo, e de novo e de novo, até que estava todo roxo e cheio de hematomas, eles riam de minha cara enquanto eu me levantava para lutar, até que o próprio general chegou para impedir que eu apanhasse mais, até esse momento eu já tinha criado ódio por ele, agora começava a criar admiração, um general que queria evitar uma luta injusta entre uma criança e dois cavaleiros armados e treinados.

-Levante garoto- ele continuou olhando para mim, agora de modo indiferente-Ande logo, não temos o dia todo- me levanto e fico parado olhando e esperando o que ele iria fazer a seguir- Disse que queria ser um cavaleiro, certo?- balanço a cabeça de forma positiva- Ótimo, vou fazer uma aposta com você, te armo meu escudeiro, com tanto que não cause mais problemas para mim, fechado?- balanço a cabeça de modo positivo e com muita vontade e alegria, finalmente eu entraria no exercito, que engano meu-Garoto, em alguns dias seu treino começa, e após o treino ter acabado, te armarei como escudeiro-quando a conversa acabou já era de noite, nem tinha notado o tempo passar, o general conseguiu um local para dormir, bem simples, mas serviu, quando deitei fiquei pensando naquilo, como que seria meu treino, amedrontado e um pouco ansioso só me restava esperar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.