O Filho Do Sol

2 Eu e Um Centauro Viramos Fumaça


Notas iniciais
Vlw pelos reviews galera esta aqui a continuação.
Espero que gostem.. Vlw

O que você faria se um cara em uma cadeira de rodas chegasse para você dizendo que você é super poderoso e por conta disso você seria cassado por monstros enquanto estivesse vivo? Você eu já não sei, mas por incrível que pareça eu fiquei em dúvida, pois quase havia sido morto por um monstro, então decidi não achar que Quíron era maluco e deixei-o me explicar.

— Você é um semideus. – disse Quíron.

— Como assim? – respondi perguntando.

— Joe, os deuses imortais que habitam o monte Olimpo existem e vários deles tem filhos com mortais. Você é um deles.

— Isso é impossível. – falei.

— Então como você me explica o fato de um monstro ter te atacado. – respondeu Quíron me encarando.

— Olhando por esse lado...

— Se você não fosse um semideus você nem poderia ver o monstro. – disse ele me interrompendo.

— Tudo bem supondo que eu seja um semideus, como eu poderei ficar seguro?

— Acampamento meio sangue. – respondeu Quíron imediatamente.

— O que?

— É um lugar onde há barreiras mágicas impedindo a entrada de monstros e a exposição aos humanos. Lá você deve treinar para sobreviver em batalha e aprender com outros semideuses

— Então quem é meu pai imortal – disse eu com tom de sarcasmo.

— Seu pai é Apolo ele vai te reclamar assim que chegar ao acampamento.

— Apolo deus do sol? – perguntei.

Sim, você é tão bom no arco e flecha por causa da habilidade que você adquiriu do seu pai.

Neste momento eu paralisei, me lembrei do momento que Sebastian havia me dito que eu era bom no arco e flecha por causa do meu sangue e não pela minha habilidade.

— Certo então como vamos para o acampamento? – perguntei.

— Usando isso. – disse Quíron me mostrando duas perolas azuis.

— Dá pra me explicar?

— Faça o seguinte, pise nela e peça para levá-lo para o acampamento meio sangue.

— Ta pensando que eu sou idiota. – falei para Quíron que não pareceu ligar para o comentário.- Faça desse jeito. – assim que Quíron disse, ele saiu da cadeira de rodas revelando sua forma, ele era metade cavalo, ou seja, um centauro. Depois de pé ele jogou a pérola no chão e pisou. Quíron se desfez em fumaça e saiu voando, de longe pude ouvir sua voz dizendo siga-me para o acampamento. Neste momento pensei em meu pai ter sumido por ser Apolo, e se minha mão tivesse morrido por causa do meu pai ser um deus. Percebi que eram muitos “e se” e queria eliminar todas as dúvidas sobre meu parentesco. Coloquei a pérola no chão, pisei e pensei: quero ir ao acampamento meio sangue.

Havia acontecido comigo tudo o que aconteceu com Quíron, me transformei em fumaça e fui voando até uma floresta comum.

— É aqui? – perguntei a Quíron.

— Não exatamente, siga-me! – respondeu.

Passamos por algumas árvores até que avistamos uma colina e a subimos. Quando chegamos no topo havia uma estrutura de madeira, nela havia escrito algo que eu não podia ler, mas quando olhei fixamente para as letras elas se desdobraram até formar “acampamento meio-sangue”.

— Chegamos. – disse Quíron.

Atravessamos a barreira mágica e começamos a descer a colina. Enquanto descíamos pude ver que varias pessoas se encaminhavam para um aposento.

— Para onde eles estão indo? – perguntei

— É a hora do almoço todos estão indo para o refeitório e é para lá que estamos indo. – respondeu.

Fomos descendo de lá pude ver uma casa de dois andares, um pouco velha, mas bonita. Também vi alguns chalés cada um com sua própria decoração e outras áreas que tornavam o acampamento o belo lugar. Assim que chegamos ao refeitório muitos olhavam para mim, mas normalmente como se vissem algo parecido todos os dias. As mesas pareciam ser divididas cada um com sua turma uns com mais outros com menos e apenas três com uma pessoa cada. Todos continuaram conversando até Quíron bater os cascos no chão para chamar atenção.

— Muito bem, quero lhes apresentar um novo campista. Seu nome é Joseph Parker ou apenas Joe chamem-no como quiserem e seu pai é...

Antes que Quíron terminasse de falar uma leve luz tomou conta do refeitório. Todos olhavam na minha direção, mas um pouco acima. Quando percebi acima da minha cabeça um arco e flecha brilhava enquanto girava.

— Muito bem agora vocês já sabem. Sejam bons companheiros a Joe Parker filho de Apolo deus do sol.

Após a cena um garoto provavelmente da minha idade veio até mim.

— E ai maninho prazer! Meu nome é Jack.

— Prazer.

Ele me levou até uma mesa e me apresentou aos meus meio-irmãos eram onze filhos de Apolo, mas fiquei mais amigo do Jack.

— E ai cara, a quanto tempo você está aqui no acampamento? – perguntei.

— Três anos. – respondeu.

— Você deve conhecer muitas pessoas daqui.

— Algumas? Eu conheço todas. – falou Jack.

— Da pra me mostrar algumas?

— Talvez depois são muitos campistas as vezes esqueço o nome de alguns.

Após comermos ele foi me mostrar o acampamento. Do refeitório fomos aos chalés neste verão não haviam muitos campistas de acordo com Jack. Nosso chalé era o 7, ele parecia ser feito de ouro sólido que refletia muito a luz do sol.

— O chalé é bacana. – afirmei.

— Nosso pai tem bom gosto. – respondeu.

— Já confirmou se ele é seu irmão. – perguntou um garoto branco com a camisa do acampamento, calças jeans pretos os olhos e os cabelos mais pretos ainda.

— Joe, quero-lhe apresentar Adrew filho de Hades.

— Pode me chamar de Lew.

— Prazer.

— Vejo que o Jack ainda não te levou para escolher uma arma nem pegar sua camisa.

— Caraca Lew já ia me esquecendo, siga-me Joe.

Dirigimo-nos até a enfartaria, haviam várias armas lá, Jack disse pra mim escolher uma espada ou faca, de preferência faca pois os filhos de Apolo não lutam muito no mano a mano, mas eu havia treinado muito em combates e eu era bom

Comecei a procurar, vi espadas de todos os tamanhos, facas e até armas que disparavam bronze celestial. Não estava gostando de nada até que vi uma faca de ouro, era uma faca comum, possuía uma lâmina de mais ou menos vinte e dois centímetros. A lâmina tinha uma leve curva em todo seu percurso e ao lado dela havia uma capa que dava apenas para prender na perna. Assim fiz peguei-a e prendi na perna e coloquei a capa.

Enquanto saia vi um objeto no chão, era como um anel e no centro dele havia um arco e flecha. Assim que vi de mais perto percebi que também havia um minúsculo botão no pequeno arco, decidi pressioná-lo. Assim que apertei ele começou a brilhar em chamas douradas até se transformar em um arco de bronze com a corda também de bronze, com o susto que levei acabei derrubando várias coisas. Para não correr o risco de derrubar mais nada fui para o lado de fora, era um arco perfeito e tinha o peso ideal para mim. Um pouco acima da base onde eu segurava o arco havia um botão, o pressionei e ele voltou ao normal, fiquei brincando de fazê-lo virar arco e depois voltar ao normal. Em um momento involuntariamente o aproximei do meu pescoço e uma correte de bronze surgiu do lado direito dele que fez a volta em meu pescoço e fechou do lado esquerdo formando assim um colar. Experimentei mais vezes e fui até a arena encontrar Jack e Lew.

— Porque demorou tanto? – perguntou Jack.

— Olha só o que eu encontrei. – disse mostrando o arco e contando-lhes a história.

— É serio que ele ficou bom em você? – perguntou Jack.

— Ficou perfeito. – respondi.

— Eu não tive essa sorte. Pois então vamos treinar.

Jack me entregou algo tipo um cinto, mas que se colocava atravessado como uma mochila de uma alça, mas sem a parte da mochila. Na parte da frente tinha uma haste de ferro que ficava próximo ao meu ombro.

— Agora faça assim. – disse Jack puxando a haste um pouco para baixo e magicamente uma bolsa com arcos apareceu em suas costas.

Repeti o movimento e mesmo aconteceu comigo.

— Este é um pressente do nosso pai para facilitar em combate. Há vários tipos de flecha, têm as normais, as que explodem, as que se separam em multiflechas e as que fazem curva.

— Como eu sei qual é qual.

— Fácil. Como você pode ver a bolsa é separada em quatro partes.Da direita para a esquerda, na primeira parte é onde se encontram as comuns e elas são brancas. A segunda parte se encontram as que explodem e são vermelhas. Na terceira, estão as que se separam e são verdes e por ultimo as que fazem curva e são azuis. Um poço complicado mas com o tempo agente se acostuma.

— Tomara. – respondi.

Treinamos tiro ao alvo tiro a distancia, tiro explosivo, tiro em curva, treinei com Lew no mano a mano e ficou um a um.

— Chega de treino por hoje temos que descansar para amanhã. – disse Lew.

— Por quê? – perguntei

— Amanha é sexta e teremos capture a bandeira.

Notas finais
Deixem reviews galera até o próximo capítulo!!!!!