O Filho Do Príncipe
6 MIP
Notas iniciais
Será que ainda tem alguém por aí?
Peço mil perdões pela suuuuuuuuuuuper demora.
Só posso me justificar dizendo que estava estudando! (TCC!)
Mas juro que tentarei se bem mais assídua daqui para frente.
Por favor, não desistam de mim!
Mas, enfim, aqui está o próximo capítulo.
Espero de todo coração que gostem, e não queiram me matar!
Boa leitura!
– Vocês enlouqueceram?! – gritava a Sra, Weasley, indignada com a situação – A Hermione foi atacada naquele jardim faz dois dias e vocês ficam dormindo lá, como se não fosse acontecer nada?! Para que servem as camas dessa casa?!
- Mas mãe...
- Sem mas, Ronald Weasley! Vocês vão voltar para a escola amanhã, precisam estar bem!
- Ok. – responderam Rony e Hermione uníssono.
A Toca estava uma correria, afinal, Harry, Rony, Hermione, Gina e Andrews, estavam se preparando para ir à Hogwarts.
Chegando à estação, entraram no trem. Gina logo encontrou umas amigas e se separou do resto do grupo. Depois Andrews entrou numa cabine, junto de alguns alunos que ele não conhecia. Harry, Rony e Hermione foram até o último vagão que só tinha uma aluna: Lilá Brown.
- Tem mais alguém aqui? – perguntou Rony, à garota.
- Não. – respondeu a garota, com uma voz triste e sem encará-los diretamente.
- Nós podemos ficar aqui? – perguntou Harry, não deixando de notar a tristeza na voz da loira.
- Claro.
Harry sentou-se ao lado de Lilá, e Rony e Hermione, no banco em frente a eles.
- Cadê a Parvati? – perguntou Rony.
- Não sei. Depois da Guerra, não nos falamos mais. Acho que ela ficou com medo da minha nova condição de vida...
- Então... você virou mesmo licantropa? – concluiu Hermione.
- Isso mesmo. Acho que ela não quer uma amiga “loba”... E eu não a culpo. Acho que eu também ficaria assustada!
- Mas isso não é motivo para te deixar sozinha! – disse Harry.
- Vocês não entendem... Não é fácil virar licantropa e achar que você pode machucar qualquer um em qualquer hora! Foi melhor assim. Eu fico mais segura sozinha... E vocês, como estão? – perguntou a loira, tentando desviar o assunto.
- Acho que bem... – respondeu Rony – na medida do possível...
O resto da viagem deu-se no mais puro silêncio. Hermione estava lendo um livro, Lilá em total silêncio, Rony cochilando e Harry perdido em pensamentos.
O que será que aquele tal de Andrews pensa? Que eu não perceberia que é tudo um truque dos comensais?,pensou o garoto,Ele pensa que eu sou tonto??? Eu sei que ele está aliado a Voldemort e vou provar isso!
Chegaram todos à Hogwarts, e não havia como não perceber que a escola estava mudada. As paredes estavam em ruínas e tudo parecia muito sombrio. Harry queria entrar logo, pois não aguentava de tanta curiosidade para ver como havia ficado a escola por dentro, mas Rony não estava muito contente por retornar à escola, e parecia extremamente assustado, afinal, só conseguia pensar em como perdeu o irmão naquela guerra terrível.
Quando, finalmente, entraram na escola viram que a situação era muito triste. A escola estava em pedaços e tudo era muito triste e sombrio.
– Eu sabia que não devia ter entrado... – disse Rony, com os olhos lacrimejando.
Hermione apertou a mão de Rony com força, mas também estava triste com o que via.
– É... acho que esse ano vai ser difícil... – disse Harry.
– Então, você é Harry Potter? – disse uma voz desafiadora que vinha por trás de Harry. – Estava ansioso para conhecê-lo!
– E você é... – disse Harry.
- Ah! Desculpe-me, esqueci-me de me apresentar... Eu sou Peter Junff. Vim de Durmstrang, mas ouvi falar de você. Você deve se Ronald Weasley, o melhor amigo de Harry. E você deve ser Hermione Granger, a amiga de sangue-ruim.
Rony começou a tirar a varinha do bolso, mas foi impedido por Hermione que o deteve segurando seu braço.
– Bem, — continuou Peter – vou indo.
Peter saiu em direção ao grande salão, assim como Harry, Rony e Hermione.
– Que cara folgado! – disse Rony – Eu devia ter petrificado ele...
– Esquece Rony. – disse Hermione – Eu nem ligo mais para certos comentários...
– Por que será que ele também veio de Durmstrang? – indagou Harry.
Mas antes que Rony ou Hermione pensassem em responder, a professora Minerva McGonagall começou a falar:
– Por favor, quero alguns minutos de sua atenção. Bem, nem sei o que dizê-los, afinal, vocês já viram em que condições está a nossa escola, mas isso não é motivo para que as aulas não ocorram normalmente. Espero que todos tenham em mente que a escola irá tentar atender a todas as necessidades dos alunos, mas vocês deverão colaborar. Vai ser difícil... Mas já sobrevivemos à coisa pior! Então, esperam que apreciem o nosso banquete de boas vindas e os nossos esforços durante o ano letivo. Muito obrigada e sirvam-se!
Um banquete, como já era de costume, apareceu na frente dos alunos e todos começaram a comer.
No salão comunal da Grifinória...
– Nossa, nem dava para imaginar que aquele tal de Peter iria cair na Sonserina! – disse Rony, em tom irônico, sentado num sofá, no salão comunal da Grifinória jogando xadrez de bruxo com Harry.
– Eu também pensei nisso. – disse Harry – Eu achei que o seu primo também ia para a Sonserina – disse à Hermione – e não para a Corvinal. O Snape era Sonserino!
– Mas o meu primo é muito inteligente, e foi muito bom para ele cair na Corvinal! – disse Hermione – Bem, acho que vou dormir. Boa noite! – disse a garota à Harry.
– Boa noite. – respondeu Harry.
– Boa noite! – disse Hermione a Rony e deu-lhe um beijo.
– Boa noite. – respondeu Rony.
Hermione subiu as escadas e Harry perguntou a Rony:
– Você acha o primo da Hermione normal?
– Ele é meio calado... Mas acho que não tem nada de errado com ele. Não sei por que você enfiou na cabeça que ele é perigoso...
– Instinto! Não consigo me acostumar com ele.
– Mate! – disse Rony, enquanto o rei de Harry era feito em pedacinhos pela torre de Rony.
– Chega! Eu desisto, é melhor eu ir dormir.
– Eu também vou!
Os dois subiram para seu dormitório.
Na manhã seguinte, tudo caminhava na mais pura paz. Os alunos tomavam café e conversavam felizes.
– Eu não acredito! – disse Hermione incrédula, olhando para um ponto fixo.
– O que foi? – perguntou Harry.
– O meu primo chegou na escola ontem, e a Lilá já está de olho nele – a garota apontou para os dois que conversavam e riam muito.
– Deixa ele, Hermione, — disse Rony – ele só está conversando com ela!
– E daí? Da para ver a cara de oferecida dela daqui.
– É melhor nós irmos para a aula, ou vamos nos atrasar! – disse Harry.
Os três foram, então, até a estufa de Herbologia e sentaram-se em uma mesa junto a Neville.
– Oi Neville – disseram os três ao garoto.
– Oi.
– Tudo bem? – perguntou Hermione.
– Tudo.
– Faz tempo que nós nos vimos, não é? – perguntou Harry.
– É. Desde a Guerra.
– E a Luna? – perguntou Rony – como vocês estão.
– Acho que bem.
– Acha?! – perguntou Rony – Eu só perguntei para ser gentil, porque eu vi vocês dois se agarrando ontem... – disse Rony rindo.
Neville ficou terrivelmente ruborizado e a professora Sprout entrou na estufa.
– Bom dia!
– Bom dia! – responderam em coro.
– Bem, o nosso primeiro trabalho falará sobre plantas médicas. Então, vocês trabalharão em dupla.
– Hermione, — disse Harry – você quer ser minha dupla?
– As duplas foram decididas por mim! – disse a professora.
– Deixa para lá... – completou Harry.
– Bem, Sr. Longbotom, você trabalhará com a Granger! Sr. Potter, sua dupla será...
– O Rony não! – sussurravam Harry e Rony.
– O Sr. Weasley! – completou a professora Sprout. – Brow, você ficará com o Sr. Snape!
No fim da aula, todos saíram extremamente cansados de uma aula muito puxada. Hermione viu Padma Patil passando e foi em direção à garota:
– Padma! Posso falar com você?
– Claro. – respondeu Padma.
Depois de alguns minutos, Hermione voltou para a companhia de seus amigos.
– O que você queria com a Padma? – perguntou Harry.
– Nada!
– Como nada?
– Só fui fazer o que devia ser feito...
– É nessas horas que eu tenho medo de você! – disse Rony.
– Bem, acho que nós temos aula agora! – disse Hermione.
– É. Defesa Contra a Arte das Trevas... – disse Harry.
– Quem será o professor desse ano? – indagou a garota.
– Não faço ideia... – respondeu Harry.
Eles entraram na sala e logo viram uma mulher de, aparentemente, uns vinte e cinco anos que estava lendo um livro. Dois minutos depois ela disse:
– Bom dia!
– Bom dia! – responderam todos.
– Eu sou Lizzie Selts, e lecionarei DCAT para vocês esse ano. Bem, não sei se vocês repararam mas essa turma de vocês é igual à de Herbologia, então, vocês trabalharão com as mesmas duplas da outra aula. Vou passar uma pesquisa diferente da outra para cada dupla e vocês terão uma semana para me entregar. Ok?
A professora passou um trabalho para cada dupla e sua aula acabou. Alguns alunos foram para outas aulas e outros se dirigiram aos salões comunais.
Harry e Rony estavam na biblioteca.
– O que você achou da professora de DCAT? – perguntou Rony a Harry quando eles estavam saindo da sala.
– Normal. – respondeu Harry – Eu ainda prefiro o Lupin!
Rony ficou meio desconcertado sem saber o que dizer.
– Harry... você tem que se conformar...
– Eu sei... Mas não é fácil!
– Então, — Rony disse, tentando mudar de assunto – como nós vamos fazer esse trabalho? Acho que a professora exagerou um pouquinho...
– Sei lá nunca ouvi falar nesse tipo de magia antes... Nem sei do que se trata...
– Nem eu... Como é mesmo o nome?
– MIP, eu acho...
– Mas o que isso significa?
– Não sei, nunca ouvi falar...
– Então nós vamos ter um longo trabalho...
– É, você sabe sobre o que é o da Mione?
– Não faço ideia, eu não a vi desde o fim da aula.
– Ela saiu da sala de aula com a Padma! Só não entendi o que ela quer com a Padma... Ela mal se falam...
– Achei! – disse Rony, pegando um livro cuja capa estava escrito “MIP: Magia de Implantação para Prevenção”. Acho que é esse.
– Deve ser – disse Harry – Mas esse nome é bem estranho... Parece mais nome de livro de Medicina Bruxa!
– O que vocês estão fazendo? – perguntou Hermione, atrás de Harry.
– Ah! Aí está você – disse Harry – O que você queria com a Padma?
– Eu perguntei primeiro – respondeu a garota tentando mudar de assunto.
– O “trabalho de boas-vindas” da professora de DCAT! – respondeu Rony – E você? O que estava fazendo com a Padma?
– Nada demais... só dando uma ajudinha para ela...
– Em quê?
– Vocês não entenderiam... Mas... sobre o que é esse trabalho de DCAT?
– MIP! – respondeu Harry.
– O que é isso?
– Como assim? Você não sabe? – perguntou Rony incrédulo – Eu estava planejando te perguntar o que era para não ter que ler o livro...
– Nunca ouvi falar...
– Significa Magia de Implantação para Prevenção. Mas não faço ideia do que é isso! – disse Harry.
– Então, é bom vocês começarem, porque, pelo que eu estou vendo, o livro é bem grande...
– E o seu trabalho com o Neville – disse Harry – é sobre o quê?
– Maldições imperdoáveis! – respondeu a garota.
– Que absurdo! – protestou Rony – Por que o tema de vocês é bem mais fácil que o nosso?!
– Fala baixo, Rony. Isso é uma biblioteca! –Hermione o repreendeu – e não sei como ela decidiu que tema dar a cada um, mas nos deu esse! Bem, vou deixar vocês estudarem em paz! Tchau. – disse Hermione, caminhando em direção à porta.
– Tchau. – responderam os dois.
Depois de duas longas horas na biblioteca, Harry e Rony estavam indo ao salão principal para jantar, mas encontraram Andrews conversando com Padma, e pelo que eles perceberam, a garota não estava gostando da conversa.
Padma disse algo a Andrews que Harry e Ron não conseguiram ouvir, e depois, foi embora com um semblante muito triste.
– O que houve com ela? – perguntou Rony a Andrews.
– Cadê a minha prima? – foi a resposta que o garoto deu com um tom de voz muito bravo.
– Não sei, acho que ela está no salão... – respondeu Harry. Andrews foi em disparada até o salão principal e Harry e Rony foram atrás dele.
Chegando ao salão Andrews viu Hermione, sentada à mesa da Grifinória, conversando com Gina e Neville e foi logo até ela:
– O que você tem na cabeça? – disse Andrews, bufando – você só pode estar louca!
– O que aconteceu? – perguntou Harry que acabara de chegar ao salão com Rony.
– Pergunta para a sua amiga aí! – disse Andrews, ainda mais nervoso – Hermione, por que você fez isso?
– Eu... eu só queria ajudar... não achei que você fosse ficar tão bravo...
– Ajudar em quê? Eu acho que eu já estou bem grandinho para tomar as minhas próprias decisões e você tem que entender que existem certas coisas que cabem, unicamente, a mim resolver!
E, após dizer isso, Andrews saiu do salão, ainda bufando de raiva, e deixando Hermione sem saber o que dizer.
– Você fez algo de errado? – perguntou Gina.
– Eu... eu não sei bem... acho que fiz...
– O que você fez? – perguntou Harry.
– Uma grande besteira, mas eu prefiro não contar...
– Se você prefere assim... – disse Neville, encerrando o assunto.
Todos terminaram de jantar. Harry e Gina foram para o jardim de Hogwats, Neville foi para a biblioteca e Rony e Hermione estavam indo para o salão comunal, quando passaram por Padma, que a olhou com total desaprovação. Hermione fingiu que não havia percebido o olhar da colega, mas Rony perguntou:
– Você vai me contar o que você fez para o seu primo?
– Não...
– Por que?
– O que eu fiz foi muito errado, mas eu só percebi agora...
– E você acha que guardar isso só para você vai ser melhor?
– Talvez...
– Você é quem sabe. Mas se quiser contar...
– Tá. Eu vou contar! Eu vi que o meu primo estava se aproximando demais da Lilá Brown e todo mundo sabe que ela não é flor que se cheire.
– Ela não é flor o quê?
– Esquece. O importante é que eu não acho que ela seja uma boa pessoa para o meu primo. E, então, eu disse à Padma que o Andrews estava interessado nela, porque eu pensei...
– Você fez o quê?!
– Eu sei... foi errado... Mas eu me preocupo com ele... Ele acabou de perder o pai, e eu não quero que ele sofra pela Lilá...
– Eu sei que as suas intenções eram boas, mas você não pode fazer uma coisa dessas, Mione! Tem coisas na vida do seu primo que são pessoais demais para você se meter. E por que você acha que a Lilá faria o Andrews sofrer?
– Ora! Como POR QUÊ? Ela é uma atirada!
– As pessoas mudam...
– Não a Lilá!
– Tá, tanto faz... Você já vai dormir?
– Não. Estou sem sono.
– Quer dar uma volta?
– Ok. Mas só se você me prometer não tocar mais no assunto da discussão com meu primo.
– Eu prometo!
Nos jardins de Hogwarts, Harry e Gina estavam sentados sob uma árvore, Gina observava a estrelas, enquanto Harry pensava.
– Você está bem? – indagou a garota.
– Estou sim.
– Não parece. Você está assim desde o jantar.
– Eu não sei... O Andrews... Eu não gosto dele.
– Mas por quê?
– Ele é estranho. Está bem, aí, do nada, fica de mau-humor...
– Todo mundo faz isso, ainda mais quando está sofrendo... O pai dele morreu há pouco tempo, ele ainda deve estar confuso!
– Eu não sei... Eu acho que ele não nos contou tudo o que sabe sobre os comensais... Ele está escondendo alguma coisa.
Harry tinha razão!
Notas finais
Espero que sim...
Ah! Mais uma vez peço perdão pela demora! Vou fazer de tudo para que o próximo venha mais rápido, bem mais rápido...
Críticas? Sugestões? por favor, deixem reviews, a participação dos leitores é super importante para mim!
Obrigada!
Beijinhos! *-*
Fale com o autor