O Filho De Ártemis
33 Epílogo
Ele se apoiou no píer se perguntando por onde andava Max, o conselheiro oficial do chalé de Afrodite, os campistas haviam dito que ele saiu em uma missão importante só não sabiam dizer que missão era essa, e olhava para o lago quando sentiu alguém ao lado dele.
– Você está bem? – A menina perguntou e ele assentiu com a cabeça antes de olhá-la, Caleb manteve a surpresa escondida ao ver quem era.
Alícia sorria, sua cicatriz no braço estava quase invisível, mas para quem sabia que ela devia estar ali, era quase óbvia demais. Ela quase não havia falado com ele nos últimos dois dias, desde que ele começou a namorar Iole e recebeu a benção de Afrodite, porque agora?
Na verdade Caleb ouviu os outros campistas comentarem uns com os outros sobre ela ter se aproximado bastante de Steve depois que ele começou a namorar a filha de Hera.
– Você, como está? – Caleb perguntou baixinho para desviar o foco dos pensamentos.
Ela deu de ombros e olhou para frente.
– Já estive pior. – Então ela olhou para ele antes de olhar para trás e dar uma risadinha.
– O que foi? – Ele quis saber.
– A filha de Hera parece estar com ciúme de me ver aqui com você. – Ela falou e sorriu para ele, Caleb sentiu o rosto quente.
– Não é isso. – Ele falou enquanto tentava manter a expressão inalterada.
– É isso sim. Mas tudo bem. – Ela o abraçou e levou os lábios ao ouvido do garoto. – Ela tem razão em cuidar do que é dela.
Caleb ficou ainda mais vermelho ao retribuir o abraço dela e ouvir aquelas palavras. Alícia o soltou e o olhou nos olhos.
– Ela sabe que eu ainda gosto de você e tem ciúmes da nossa proximidade. – A garota falou e Caleb imaginava o quanto aquilo era difícil para ela admitir sabendo que ele não retribuía o sentimento da mesma forma, embora tenha ficado dividido entre ela e Iole alguns dias atrás. – E eu não a culpo por ter ciúmes. Admito que eu também teria se você tivesse escolhido a mim.
Caleb riu para esconder o desconforto.
– Mas sou sua amiga. E não vou desistir da sua companhia, se você não desistir da minha. – Ele a olhou e viu a sinceridade nos olhos dela.
– Não vou deixar de ser seu amigo. – Ele falou honestamente e estendeu a mão em um convite, a filha de Hermes a segurou.
– Eu te amo Caleb. – Alícia falou e ele sorriu.
– Eu também. – Ele disse ainda sorrindo.
– Eu amo mais. – A garota disse soltando a mão dele e saiu correndo sem olhar para trás.
Ele a olhou correr até o chalé de Hermes e soltou um suspiro antes de voltar a olhar o lago. Talvez ele pudesse fazer dar certo, ela era a sua melhor amiga, não podia perder a amizade dela.
Então ele pensou em Iole e sorriu. Deuses, aquela garota era confusa! Mas ele a amava, e apesar de Alícia o conhecer a mais tempo e tentar entendê-lo, Iole estava muito mais próxima a ele que qualquer outro semideus. Afinal os deuses também não gostaram de saber da existência dela. Ela sabia o que era sentir que sua vida era um erro.
Ele olhou novamente para o lago e sentiu outra pessoa ao seu lado, não precisava olhar para saber quem era. O riso baixo de Alícia e o tópico que conversaram foi pista suficiente, isso sem falar que sempre que ela se aproximava cada molécula do corpo do garoto parecia responder a essa proximidade.
– Está tudo bem? – Ela perguntou e ele sorriu ao olhar para ela.
– Sim.
– No que você pensa tanto? – Ela falou e ele fixou seus olhos nos dela.
– Em nós dois. – Ele falou e sorriu ao acariciar o rosto dela. – E que você fica linda quando fica com ciúmes. Entre outras coisas.
Iole sorriu e depois suspirou.
– Vida de semideus não é fácil. – Ela murmurou.
Ele assentiu.
– Muitos dos campistas tentaram me descrever a filha de Poseidon. Acho que o nome dela é Helena. – Ela falou rapidamente e Caleb concordou com um leve aceno. – Mas porque ela fugiu? E será que ela é mesmo a prima da Alícia? Porque todo mundo age como se ela fosse importante?
– Eu não sei, só tenho medo que de alguma forma os deuses... – Ele parou e pensou a última parte apenas para si, mas ainda olhando para ela.
Só tenho medo que de alguma forma os deuses consigam nos separar mesmo com Afrodite nos apoiando.
– Enfrentaremos isso juntos. – Disse Iole como se lesse seus pensamentos enquanto segurava sua mão e Caleb sorriu ao sentir como se uma corrente elétrica passasse por seu corpo. – Os deuses gostem ou não, somos heróis e somos importantes para o futuro do Olimpo.
Nota da autora: Oi, aqui é a Marina, não existem palavras para descrever a sensação de terminar uma história. Mas antes de tudo, eu quero agradecer a vocês, os meus amados leitores, mesmo aqueles que não deixaram nenhum comentário, obrigada de todo o coração, eu não levo todo o crédito por essa história, a Luh foi peça chave para que o que vocês viram até aqui, sem ela essa história não existiria. A história O filho de Ártemis pode ter chegado ao fim, mas nossos queridos semideuses vão aparecer em outra temporada, que eu e a Luh já havíamos começado (acredito que alguns já acompanhem), mas devido a cronologia foi necessário que criássemos essa fic que acaba agora. Quero dizer que a fic Aprendendo a ser semideus (que é a outra temporada dessa aqui) vai passar por uma reestruturação, então para aqueles que acompanham, leiam do começo quando a Luh ou eu postarmos um novo cap.
Para mostrar a vocês como sou boazinha, aproveitem um pedacinho extra que eu fiz para deixar vocês com sabor de quero mais, sem mais enrolação então, beijos.
POV: Quíron
Quíron estava preocupado, mais dois nomes haviam surgido no papel amarelado que indicava a existência de treze semideuses necessários para a nova grande profecia e ele mantinha esse papel guardado a sete chaves no escritório desde o dia que o recebeu. Os treze nomes estavam indisponíveis, impossíveis de ler e apenas a primeira linha da profecia era possível distinguir.
Então o primeiro nome apareceu e ele não se preocupou tanto, a menina era nova, poderia ser que os outros nomes demorassem a aparecer, mas pouco tempo depois apareceram Caleb e Helena, que não se encontraram por poucas horas de diferença, em seguida Iole e Steve também apareceram e fazem parte da mesma profecia e como se não bastasse foram trazidos ao acampamento por Caleb.
Quíron tentava mostrar-se tranquilo com a presença dos dois novos semideuses, mas não era fácil. A cada novo nome que aparecia sua inquietação crescia, era como se cada semideus atraísse um ao outro.
Toda noite, assim que os semideuses paravam a cantoria e se recolhiam em seus chalés, ou até mesmo em alguns momentos durante o dia como era o caso daquele momento, ele voltava para o escritório, retirava o papel antigo de uma gaveta bem trancada e fitava os cinco nomes que estavam claros para ele no momento e a linha preocupante da profecia:
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IOLE ANN JONES
STEVE MARTIN LOPEZ
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HELENA SANDERS WATSON
ALÍCIA SANDERS WATSON
CALEB STEVEN COOPER
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Um rastro de sangue a treze semideuses irá unir.
...
Há poucos dias havia apenas um nome. Alícia.
Agora eram cinco. Quíron havia sido avisado que tudo se esclareceria quando o último nome aparecesse, mas ele insistia em criar suas próprias teorias, principalmente em torno de Alícia e Helena.
Porque elas possuíam os mesmos sobrenomes? Poderiam ser irmãs com pais deuses diferentes? Ou era apenas coincidência? Então a filha de Hermes aparece com a notícia que Helena pode ser sua prima, o que torna a explicação para os sobrenomes iguais fácil de entender, como os deuses não possuem sobrenomes, as crianças adotam o nome completo dos progenitores mortais, então se duas irmãs da mesma família têm filhos com deuses diferentes é natural que as crianças, mesmo não sendo irmãos, possuam os mesmos sobrenomes.
Um pensamento assustador começa a se formar na cabeça de Quíron ao ler a linha da profecia e juntar seus pensamentos confusos. Um rastro de sangue... Os deuses não seriam capazes, juraram que todos nunca se envolveriam com a mesma família mortal, juramento que parecia bem inútil já que nem Hera nem Ártemis tinham filhos com mortais, era impossível que todos quebrassem esse juramento, mas Iole existia... e Caleb também. Um rastro de sangue, um elo de sangue, era isso que queria dizer? Ou era algo mais... doloroso?
Então o papel começou a brilhar e Quíron o jogou na mesa bruscamente com o susto que tomou, mas o brilho começou a diminuir gradualmente. E logo mais um nome era visível no papel, juntamente com mais uma linha da profecia.
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IOLE ANN JONES
STEVE MARTIN LOPEZ
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HELENA SANDERS WATSON
ALÍCIA SANDERS WATSON
CALEB STEVEN COOPER
DYLAN SANDERS COOPER
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Um rastro de sangue a treze semideuses irá unir.
E um poder Olimpiano cada um irá possuir.
...
– Mas o que...? – Quíron começou, mas nesse momento um dos conselheiros entrou rapidamente no escritório, seus olhos eram selvagens como se estivesse sendo atacado.
– Quíron, Klint está de volta e chegou com um novo meio-sangue! – O garoto falou apressadamente e Quíron o seguiu rapidamente até o enorme pinheiro depois que trancou a porta do escritório.
No topo da colina um sátiro amparava um garoto de no máximo 15 anos, com cabelos cacheados e pretos, olhos castanhos, magro e de aparência mal cuidada, as roupas do garoto estavam rasgadas em alguns pontos, mas algo no modo como o garoto se movia era familiar...
Então entre o mar de semideuses de camisas laranja Quíron avistou os cabelos ruivos de Caleb parado ao lado do sátiro e do novo semideus.
– Quem é você? – Ele ouviu o garoto perguntar ao menino que acompanhava o sátiro.
– Meu nome é Dylan, Dylan Cooper. – Quíron ouviu ao se aproximar mais e um tremor percorreu sua coluna ao reconhecer o nome do novo semideus. – Sou filho de Dionísio.
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