O Filho De Thanatos (Hiatus)
10 9 - Preparações de viagem
Notas iniciais
Saímos da Casa Grande atônitos, eu principalmente, descobrir que sou filho de Thanatos, que tenho que sair em um missão, para acabar com a deusa da noite, que está procurando as chaves das Portas da Morte, ninguém merece.
Fui para o chalé onze em silencio, com Nico e Beatriz ao meu lado, quando cheguei em frente ao chalé de Hermes Nico foi para um lado e Beatriz para outro.
Quando entrei no chalé, ninguém me olhou, só Travis e Connor, mas com pena, já cansei desse olhar.
Fui até a ultima beliche, que eu dividia com Kevin, eu dormia na parte debaixo e ele na de cima.
Peguei uma mochila embaixo da cama, tateei por um bom tempo até acha — lá, pois tinha um livro grosso que eu tinha pegado emprestado de Annabeth, um fardo de Coca-Cola, que Travis havia pegado de um vendedor de pizza que tinha aparecido confuso na praia (longa historia) e uma muda de roupa que eu tinha.
Peguei a muda de roupa, separei uma calça, uma bermuda, duas camisetas, cueca e meia e coloquei na mochila, sai do chalé e segui na direção da loja do acampamento.
Quiron apareceu no meio do caminho e disse:
-Espere – me virei e encarei-o- Tome.
Ele colocou quatro pacotes em minha mão, um continha dracmas de ouro, outro Ambrósia e Néctar, um terceiro tinha dólares, inheiro dos mortais.
Mas estranhei o quarto, não era um pacote, ra um anel, negro, com tres “faixas” que se entrelaçavam, formando uma orrente, no centro havia uma pedra pequena prateada.
-O que é isso? – perguntei.
-Sua arma – ele falou.
Olhei para ele.
-Como assim? – perguntei intrigado.
-Coloque o anel.
Obedeci-o e coloquei o anel no dedo ndicador, eu esperava alguma coisa, quem sabe um brilho, ou um tremor, mas ada aconteceu.
-E... ?
-Gire o anel no dedo – ele falou, novamente bedeci a suas ordens.
Girei o anel com o dedão, imediatamente ele e retorceu e se alongou formando um longo cabo preto, com uma lamina curva de ço na ponta, eu segurava uma foice.
-Uau! – exclamei.
-Seu pai mandou lhe entregar a foice e outra coisa.
-O que?
-Olhe para cima – Quiron recomendou.
Olhei para o alto no momento em que um símbolo aparecia sobre minha cabeça, uma foice parecida com a que eu estava segurando, mas só pude vê-lo por alguns segundos antes dele seguir a minha cabeça, depois desapareceu.
Voltei meu olhar para Quiron, mas ele havia desaparecido, valeu.
Ele parecia aquele personagem de um desenho que eu assistia quando criança, Caverna do Dragão, Quiron parecia o Mestre dos Magos, quando a gente mais precisa dele, puf¸ ele some.
Apertei uma espécie de rubi no cabo, a foice se transformou novamente em um anel.
Fui até o chalé oito, o de Artemis, um dos chalés mais comuns, mas tinha um leve brilho prateado de manhã.
Bati na porta, ninguém atendeu, bati de novo e a porta se abriu, por dentro também era simples, uma cama encostada na parede, um baú aos pés da cama e uma cadeira.
Beatriz estava de costas para mim, se trocando, ela estava com uma calça jeans e sutiã, pela primeira vez percebi que seu corpo era bem modelado.
-Hã... Oi – falei tímido.
Ela se virou assustada, depois ficou brava.
-Gary, o que você está fazendo aqui?
-Eu... Eu... – cara, como se fala mesmo? Eu não conseguia tirar os olhos de seu busto.
Ela deve ter percebido isso, pois pegou uma camiseta do acampamento e colocou sobre o sutiã.
-O que está fazendo aqui? – ela repetiu.
Putz, porque eu fui ali mesmo? Ah é, lembrei.
-Te entregar isso – tirei um pingente do bolso, o mesmo pingente que Hipnos me dissera para entregar para ela, era uma cordinha, com uma lua.
Ela me olhou intrigada.
-Que é isso?
Expliquei rapidamente para ela minha conversa com Hipnos.
-Ele avisou que eu chegaria? – ela perguntou. Assenti.
Ela esticou a mão, coloquei o pingente nela, imediatamente a corda se esticou formando um arco prateado, um estojo de flechas surgiu em suas costas.
-Uau – murmurei, fiquei com uma pontada de inveja, ela tinha a espada e o arco, e eu tinha uma misera foice, uhul.
-Só isso? – ela perguntou.
-Sim – falei.
-Ótimo, pode sair.
Sai de seu chalé e fechei a porta, bem, tinha pegado tudo que eu precisava, entreguei o pingente, então fui até a arena, podia treinar um pouco.
Cheguei à arena, tinha somente uma pessoa treinando, um garoto moreno de olhos azuis estava treinando, o garoto que eu tinha esbarrado ontem, ele treinava com uma lança.
Ele lutava bem, ele destrinchava os bonecos de palha rapidamente, nem parecia que tinha somente nove anos, desejei morrer amigo daquele garoto.
Do nada ele se virou e me encarou, aqueles olhos brilhando furiosamente, mas eles suavizaram.
-Você é Gary, o filho de Thanatos.
-È, acho que sou. – cocei a cabeça – Desculpa, não queria ter esbarrado em você ontem.
-Tudo bem – ele abriu um sorriso – Eu sou Harry – ele estendeu a mão.
Apertei a mão estendida dele.
-Acho que já me conhece, mas mesmo assim, Gary Oliver, filho de Thanatos, vamos treinar?
Ele me olhou confuso.
-Você tem um arma?
Sorri e apontei para meu anel.
-Vamos dizer que sou um cara especial.
Ele ergueu a lança me desafiando, girei o anel e segurei minha foice, ele me olhou assombrado, mas se recuperou e me atacou, dei um passo para o lado e ele passou reto, segurei a lança com as duas mãos e tentei acertar suas costas, mas ele bloqueou com a lança.
Ficamos nesse ritmo até que eu ficasse suado e cansado, Annabeth apareceu na arena, ela usava uma amadura e uma mochila estava pendurada em seu ombro, parecia mais triste ainda.
-Gary, vocês já irão partir, venha.
Apertei a rubi e olhei para Harry.
-Você vai também?
-Claro, meu “amigo” não pode partir sem me dizer tchau né? – ele ironizou.
Afaguei sua cabeça.
-Vamos vingançinha, vou partir para a morte.
Chegamos à colina, todo o acampamento estavalá, assim como Quiron, Nico, Beatriz e um cara alto, loiro, com olhos azuis espalhados por todo o corpo, que reconheci como o chefe da segurança do acampamento, Argos.
-Bem, adeus, vocês devem partir para Nova Jersey, Argos levara vocês para Nova York, depois estarão por sua conta e risco – falou Quiron.
Despedimo-nos e entramos na van do acampamento. Por fora parecia uma van normal, mas dentro havia vidros fumê, adagas, computadores, tudo que um semideus pode querer.
Olhei para Nico e Beatriz.
-Bem, vamos acabar com Nix.
Não muito longe dali:
-Contato ômega, um zero quatro, eles estão partindo para Nova Jersey, contatar Aracne, estão indo para a torre das aranhas.
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