O Filho De Hades

5 Um Acampamento quer me matar


Notas iniciais
Críticas? Por favor, comente *-*

Ganhar um bilhete, lhe informando que você irá morrer é, definitivamente, o melhor jeito de começar o dia. (Claro, sempre que é acompanhado de uma luta com um Deus).

O ser à minha frente, que brandia o escudo, se desfez em uma pilha de pó. Meu raciocínio me fez agarrar o escudo, e o nivelei ao meu braço esquerdo. O Escudo era grande, e cobria todo meu peitoral. Ergui os olhos, espiando Dionísio. Ele ainda tinha o Tirso erguido, mas uma silhueta estava à sua frente. Um tórax humano que terminava na parte traseira de um cavalo, um arco empunhado, com uma flecha dourada que cintilava à luz do sol, mirada à testa de Dionísio.
— D, isso não são maneiras de tratar um campista. – ele enfatizou com a cabeça para minha direção. – Pelo menos não um campista tão... Importante.

Levantei meu corpo por inteiro, abaixando o escudo e a espada, enquanto Dionísio deixava seu tirso de lado. Ele pegou uma coca cola diet e levou à boca, enquanto seus olhos me fuzilavam.

- Não o quero aqui, Quíron. Ele não pertence a esse acampamento. Ele não pertence a nós. – Sua voz um tanto quanto carregada ecoou em minha mente. Apertei o cabo da espada na mão, quando o Homem-cavalo se voltou para mim.

- Meu jovem, desculpe o líder do acampamento. – ele disse. – Ele é explosivo às vezes. – Ele trouxe as mãos às minhas costas e me conduziu lentamente para a porta da casa grande.

Depois de sentir o poder de um “Deus”, um centauro não me assustou. Quíron se apresentou como mestre de atividades do acampamento e me contou sobre deuses e semideuses, enquanto nós andávamos pelos campos de morangos. As frutas exalando um cheiro deliciosamente atrativo. Nós passamos pelos pés de morango e seguimos por uma campina, até o início da praia.
A areia já nascia diante de nossos pés. A grama ficara para trás. Nós adentramos a praia. Uma corrente de ar circundou meu corpo, como se alguma coisa estivesse a me vigiar. A parte cavalo de Quíron rebolando a cada passo na Areia, tirou um pouco do peso da conversa. Sentei-me na areia, relaxando, enquanto Quíron se pôs à minha frente, me encarando e me explicando por que Dionísio era tão rabugento. Sua voz reconfortante, como se conhecesse-o a muitos tempos, inundou minha mente enquanto encarava as ondas que se arrebentavam nas pedras.
— Eu sou um semideus. – conclui. Não me era mais nada fantástico isso. Não depois do que houve há pouco. O Centauro encarou as ondas, que se tornavam mais vorazes a cada minuto. Ele suspirou, parecendo entender o que se passava. O Sol ficou intenso. Meus pensamentos se perdiam ao longe, no horizonte, quando um zumbido os interrompeu.


O Centauro praguejou em uma língua antiga, e então, percebi um vulto dourado passando a pouquíssimos centímetros da minha cabeça. Meus olhos acompanharam os milésimos de segundos, até que a flecha se perdeu nas águas. Virei minha cabeça para trás. Dois garotos sorriam, na campina. Um empunhava um arco, com uma aljava dourada. O Garoto tinha cabelos louros, bagunçados, enquanto o outro tinha as bochechas retas, um cabelo liso, caindo sobre sua testa e olheiras.

- Luck, Louis, O QUE DIABOS ESTÃO FAZENDO? – O centauro tomou a minha frente, enquanto eu me levantei, cambaleando. Os garotos sorriram. Bem, Apenas o Loiro. O outro fez uma espécie de sorriso, meio estranha, com o canto da boca. Seus delineados fios de cabelo brilhavam à luz do sol.

- Dionísio disse que nos daria vida eterna, se matássemos esse garoto ai. – O Loiro disse, empunhando o arco, Mirando em Quíron. – E Eu Quero vida eterna. – Suas palavras pesaram na minha mente, quando uma tropa de guerreiros surgiu atrás deles. Cerca de cem homens, armados com lanças e armaduras gregas de combate. Quíron bateu seu casco na areia

-O QUE PENSAM QUE ESTÃO FAZENDO? – ele indagou furioso. Confesso; Aquilo me assustou. Minha mente estava viajando. Os guerreiros levantaram suas lanças e um rugido estrondou a praia. As ondas brigando com a encosta. Engoli em seco. Quíron se virou para mim. Um Olhar de desapontamento se mostrava presente em seu rosto. Ele agarrou meu braço pronto para cavalgar para longe dali, quando uma figura tremeluziu na nossa frente. Quíron voltou seus olhos para a imagem. Um trono de ébano cintilou entre nós e o exército. Uma mulher se levantou de costas para nós, encarando os campistas. O Aroma de rosas invadiu toda a praia. As ondas se aquietaram e os campistas que rugiam, calaram-se. A grama ao redor do trono de ébano cresceu desesperadamente, como mãos brotando da terra, agarrando o Ar, em busca de liberdade. O Cabelo cacheado cintilou, com uma coroa branca, feita de ossos no topo de sua cabeça. Ela se voltou para nós e pude ver seus olhos negros. Minhas pernas tremeram e meu coração saltou. Aquela mulher era simplesmente perfeita.

Seus lábios ameaçaram sorrir na mesma hora em que meu coração ameaçou parar. Ela Piscou para mim, e se voltou aos guerreiros. Meu coração acelerou descomunalmente. Mesmo não encarando mais seus olhos, ainda me sentia hipnotizado pela mulher. Uma cobra serpenteou pelo trono e alcançou a campina. A Mulher levantou uma das mãos, como se pedisse mais silêncio. Simplesmente, todos estavam calados. Pude sentir seu sorriso. Ela abaixou o braço, apontando para mim, ainda com os olhos presos no exército.

- Olá Acampamento Meio-Sangue. Eu sou Perséfone, a Rainha do Submundo, e este aqui é o ultimo do legado dos cavaleiros de Hades.

Ganhar um bilhete, lhe informando que você irá morrer é, definitivamente, o melhor jeito de começar o dia. (Claro, sempre que é acompanhado de uma luta com um Deus).

O ser à minha frente, que brandia o escudo, se desfez em uma pilha de pó. Meu raciocínio me fez agarrar o escudo, e o nivelei ao meu braço esquerdo. O Escudo era grande, e cobria todo meu peitoral. Ergui os olhos, espiando Dionísio. Ele ainda tinha o Tirso erguido, mas uma silhueta estava à sua frente. Um tórax humano que terminava na parte traseira de um cavalo, um arco empunhado, com uma flecha dourada que cintilava à luz do sol, mirada à testa de Dionísio.
— D, isso não são maneiras de tratar um campista. – ele enfatizou com a cabeça para minha direção. – Pelo menos não um campista tão... Importante.

Levantei meu corpo por inteiro, abaixando o escudo e a espada, enquanto Dionísio deixava seu tirso de lado. Ele pegou uma coca cola diet e levou à boca, enquanto seus olhos me fuzilavam.

- Não o quero aqui, Quíron. Ele não pertence a esse acampamento. Ele não pertence a nós. – Sua voz um tanto quanto carregada ecoou em minha mente. Apertei o cabo da espada na mão, quando o Homem-cavalo se voltou para mim.

- Meu jovem, desculpe o líder do acampamento. – ele disse. – Ele é explosivo às vezes. – Ele trouxe as mãos às minhas costas e me conduziu lentamente para a porta da casa grande.

Depois de sentir o poder de um “Deus”, um centauro não me assustou. Quíron se apresentou como mestre de atividades do acampamento e me contou sobre deuses e semideuses, enquanto nós andávamos pelos campos de morangos. As frutas exalando um cheiro deliciosamente atrativo. Nós passamos pelos pés de morango e seguimos por uma campina, até o início da praia.
A areia já nascia diante de nossos pés. A grama ficara para trás. Nós adentramos a praia. Uma corrente de ar circundou meu corpo, como se alguma coisa estivesse a me vigiar. A parte cavalo de Quíron rebolando a cada passo na Areia, tirou um pouco do peso da conversa. Sentei-me na areia, relaxando, enquanto Quíron se pôs à minha frente, me encarando e me explicando por que Dionísio era tão rabugento. Sua voz reconfortante, como se conhecesse-o a muitos tempos, inundou minha mente enquanto encarava as ondas que se arrebentavam nas pedras.
— Eu sou um semideus. – conclui. Não me era mais nada fantástico isso. Não depois do que houve há pouco. O Centauro encarou as ondas, que se tornavam mais vorazes a cada minuto. Ele suspirou, parecendo entender o que se passava. O Sol ficou intenso. Meus pensamentos se perdiam ao longe, no horizonte, quando um zumbido os interrompeu.


O Centauro praguejou em uma língua antiga, e então, percebi um vulto dourado passando a pouquíssimos centímetros da minha cabeça. Meus olhos acompanharam os milésimos de segundos, até que a flecha se perdeu nas águas. Virei minha cabeça para trás. Dois garotos sorriam, na campina. Um empunhava um arco, com uma aljava dourada. O Garoto tinha cabelos louros, bagunçados, enquanto o outro tinha as bochechas retas, um cabelo liso, caindo sobre sua testa e olheiras.

- Luck, Louis, O QUE DIABOS ESTÃO FAZENDO? – O centauro tomou a minha frente, enquanto eu me levantei, cambaleando. Os garotos sorriram. Bem, Apenas o Loiro. O outro fez uma espécie de sorriso, meio estranha, com o canto da boca. Seus delineados fios de cabelo brilhavam à luz do sol.

- Dionísio disse que nos daria vida eterna, se matássemos esse garoto ai. – O Loiro disse, empunhando o arco, Mirando em Quíron. – E Eu Quero vida eterna. – Suas palavras pesaram na minha mente, quando uma tropa de guerreiros surgiu atrás deles. Cerca de cem homens, armados com lanças e armaduras gregas de combate. Quíron bateu seu casco na areia

-O QUE PENSAM QUE ESTÃO FAZENDO? – ele indagou furioso. Confesso; Aquilo me assustou. Minha mente estava viajando. Os guerreiros levantaram suas lanças e um rugido estrondou a praia. As ondas brigando com a encosta. Engoli em seco. Quíron se virou para mim. Um Olhar de desapontamento se mostrava presente em seu rosto. Ele agarrou meu braço pronto para cavalgar para longe dali, quando uma figura tremeluziu na nossa frente. Quíron voltou seus olhos para a imagem. Um trono de ébano cintilou entre nós e o exército. Uma mulher se levantou de costas para nós, encarando os campistas. O Aroma de rosas invadiu toda a praia. As ondas se aquietaram e os campistas que rugiam, calaram-se. A grama ao redor do trono de ébano cresceu desesperadamente, como mãos brotando da terra, agarrando o Ar, em busca de liberdade. O Cabelo cacheado cintilou, com uma coroa branca, feita de ossos no topo de sua cabeça. Ela se voltou para nós e pude ver seus olhos negros. Minhas pernas tremeram e meu coração saltou. Aquela mulher era simplesmente perfeita.

Seus lábios ameaçaram sorrir na mesma hora em que meu coração ameaçou parar. Ela Piscou para mim, e se voltou aos guerreiros. Meu coração acelerou descomunalmente. Mesmo não encarando mais seus olhos, ainda me sentia hipnotizado pela mulher. Uma cobra serpenteou pelo trono e alcançou a campina. A Mulher levantou uma das mãos, como se pedisse mais silêncio. Simplesmente, todos estavam calados. Pude sentir seu sorriso. Ela abaixou o braço, apontando para mim, ainda com os olhos presos no exército.

- Olá Acampamento Meio-Sangue. Eu sou Perséfone, a Rainha do Submundo, e este aqui é o ultimo do legado dos cavaleiros de Hades.

Notas finais
Perséfone - Filha de Démeter com Zeus, esposa de Hades.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.