Notas iniciais
Gostaria de pedir desculpas aos meus leitores. Sei que a demora foi gigante e que a maioria de vocês deve ter desistido da fic e achado que eu havia parado, mas eu queria deixar bem claro: por mais que eu demore pra postar, não tenho planos de parar de escrever. E não vou. Continuei escrevendo nesse tempo mas a escola está realmente complicada e não tenho tempo - ou humor - de digitar os capítulos. Agora que estou nas férias vou colocar a história em dia e programar para os capítulos serem lançados pouco a pouco, assim vocês não ficam sem nada e tenho mais tempo para escrever até o próximo feriado, quando conseguirei digitar de novo. Obrigada por ler até aqui... amo vocês! bjs lu

Capítulo 24 – Um amigo

Era por volta das 4 de manhã no castelo, Annabeth andava de um lado para o outro em seu quarto. Os olhos negroa do garoto de 6 anos de seu sonho não saia da sua cabeça. O caixão dourado que abrigava o corpo de Luke, dois anos antes, agora era utilizado novamente por um garoto que inicialmente parecia pequeno e indefeso perto do tamanho do caixão. Annabeth se perguntava que garoti era aquele, e porque tinha aqueles olhos multicoloridos azuis, cinzas e dourados. A filha de Atena sentou na cama, as lágrimas escorriam pelo rosto e caiam na parte nua de sua perna, que estava coberta somente pelo seu shorts de pijama.

Annabeth não queria chorar, não mesmo, mas seu sonho havia a abalado. Como semideusa já devia ter se acustumada a ter pesadelos ou previsões do futuro, até mesmo pesadelos que dizem o futuro. Mas o sonho que tivera essa noite a havia abalado. Os olhos já deviam estar vermelhos, de tantas lágrimas que cairam. Estava assustada, acuada, soluçava.

O som abafado e baixo de alguém batendo na porta fez as lágrimas pararem. Annabeth levantou limpando o rosto e ajeitando o cabelo rapidamente. Arrumou o pijama, respirou fundo e abriu a porta. Levantou o olhar até encontrar os olhos de um hipérbole.

Rick sorriu com todos os dentes — ou os que ele tinha — para mostrar o quanto estava feliz por ver a "velha amiga" de novo. A loira pulou no companheiro e abraçou seu pescoço com força que Percy se sentiria enforcado, mas que Richard retribuiu com cuidado para não machucá-la.

Ficaram se abraçando por alguns segundos até o grandalhão a por no chão de novo.

–Oi!

Annabeth riu do rosto vermelho dele:

‒ Fiquei tão preocupada com você. Pensei que Cranos tivesse te matado.

‒ Não não. Rick ainda está aqui para proteger Annie! — sorriu.

O hipérbole entrou, sentou-se no chão para não estragar a cama da amiga, onde essa se ajeitou com as pernas cruzadas como uma índia. Conversaram pelo que talvez tenha sido uma hora, banalidades, assuntos do castelo, Cronos.

Annabeth passou a semana sozinha no quarto, sem permissão para sair novamente e agora duas empousai vigiavam sua porta. Nem mesmo Luke aparecera para a ver. Não sabia nem mesmo se ele estava no castelo. Talvez tenha saído em alguma missão, ou estivesse planejando algo; nenhuma das opções parecia boa. Somente Richard ia visitá-la.

Ele levava todas as manhã um café da manhã delicioso. Cada dia um melhor que o outro. E ficavam conversando um pouco até as empousai o tirarem do quarto.

Rick era o único amigo de Annabeth no castelo, sempre a abraçava quando a menina sonhava com os olhos aterrorizantes do “garoto monstro”. A relação entre os dois melhorava a cada dia, e Annabeth nem o via mais como hiperbóreo. Ela o via do mesmo modo como via Tyson.

E falando em Tyson, o irmão do ciclope enfrentava alguns probleminhas com sua viagem ao Monte Otris.

Zang!, fez a espada de Nico enquanto atravessava o cão infernal, que se transformou em pó dourado.

‒ Atrás de você ‒ gritou para a namorada. Silena virou-se a tempo de cortar a dracaenae que pulava em seu pescoço com uma lança.

Percy derrubou mais três com uma jato de água do rio que beiravam. Os cães vinham de todos os lados, tinham viajado nas sombras carregando as mulheres-serpente segundo Nico. Os seis andaram lentamente até se encontrar de costas e formar uma barreira contra eles.

Espadas. Adagas. Envestidas e defesas em meio a sacos de dormir e a fogueira que tinham feito até todos os cães e dracaenae virarem pó.

Cairam sentados arfando e suados. Percy era o único que parecia bem. Sua camisa tinha um corte de garras mas sua pele por baixo estava intacta, graças a Benção de Aquiles. Ele levantou e buscou a mochila no meio daquela bagunça. Pegou-a e trouxe aos amigos o cantil reserva de néctar.

O corte ao longo do braço de Beckendorf era muito prufundo para ser curado instantaneamente. Teriam que passar a noite ali e esperar até amanhecer para poderem seguir a diante.

Metade das coisas que haviam levado tinha sido destruída pelos cães. Não tinham comida e a água havia sido derramada. Enquanto Alec e Piper ajeitavam o braço de Beck com uma atadura improvisada Percy pegou Contracorrente e saiu a procura de mais monstros. Silena e Nico iam ao centro para recuperar suprimentos.

(O grupo beirava a cidade que ficava a alguns quilômetros dali, para não atrair monstros pro meio de uma praça.)

Beckendorf estava adormecido em um canto.

‒ Você gosta do Beck? ‒ perguntou Piper, curiosa. Ela e Alec estavam sozinhos agora arrumando a bagunça deixada pelo ataque.

‒ Te interessa? ‒ irritou-se Alexander. Não era a primeira vez que curiosos o pressionavam. Por isso quando ficava com Jack não queria que ninguém soubesse, mas quando ele foi chamado para sua primeira missão e não retornou Alec sofreu muito, chorou muito, e todos estranharam. Filhos de Ares o chamavam de “bichinha” desde então, não que ele usasse roupas neon e saísse desfilando por aí, ele era discreto e se não fala-se você não saberia sobre sua sexualidade.

‒ Desculpa ‒ disse Piper desconfortável pelo jeito de Alec responder.

‒ Gosto muito dele. Muito mesmo, mas tenho medo dele se afastar de mim.

Nesse instante o “assunto” se remexeu em seu sonho e ajeitou-se no saco de dormir, fazendo com que Alec se perguntasse se Beck sonhava com ele.

Percy desviava das árvores e troncos enquanto entrava na mata o mais silencioso possível. Estava escuro e era difícil desviar de todos os obstáculos ainda mais com suas lembranças de Annabeth invadindo sua mente. Aquelas ondas loiras caindo sobre seus ombros e seu lindo sorriso sabe-tudo que invadia seu rosto quando Percy lhe fazia uma pergunta idiota. Percy adorava vê-la trabalhando nos projetos do Olimpo; mesmo cansada e ocupada Annabeth sempre parecia feliz em fazer aquilo.

Agora Percy ria da época em que se odiavam. Acontecera tanta coisa desde aquele tempo. Em sua primeira missão haviam passado no túnel do amor da Aqualândia e ele lembrava de terem se sentido constrangidos de entrar juntos no local de encontro de Ares e Afrodite. Alguns meses atrás Percy e Annabeth haviam ido em um parque de diversões, para comemorar um aniversário de namoro e andado de novo no brinquedo, mas dessa vez ambos estavam bem confortáveis com a situação já que agora eles aproveitariam o túnel do jeito certo.

Lembrar de sua primeira missão o fazia se sentir bem, em saber o quanto tinha crescido, não só físico mas também como pessoa. Muita coisa havia mudado.

Notas finais
Gostaria também de agradecer a Jessica Chang (conta: Chang Mei) por me apoiar e por ser minha fã número 1. Obrigada por estar comigo e fico em poder contar com você para me dar opiniões sinceras sobre a minha fanfic... mesmo que isso signifique levar bronca do professor de geografia :3 te adoro, jinx! bjs lu/lua/luna/Vi