Notas iniciais
Oie gente! Desculpem a demora.... final de ano é complicado! Estamos na reta final! EBAAA! (do primeiro livro :3) Queria dedicar esse capítulo as minhas leitoras fiéis: Jessica e Isabela. Amo vocês!

Capítulo 38 – O Ritual

P.O.V. off

Cronos caminhava de um lado ao outro observando o rosto confuso de Annabeth com um sorriso maldosa. “Percy? O que ele está fazendo aqui?” pensava.

‒ Annie, você está... ‒ Soco. Sangue. Cancerian acertava seu ponto fraco enquanto Percy tentava entender o porque de Annabeth estart grávida. Se lembrava vagamente do carcereiro lhe provocando com esse fato, mas não dera importância no momento, talvez por que não fizesse sentido.

‒ Você sempre foi um empecilho, filho de Poseidon. Sempre atrapalhando meus planos, mas agora meu filho vai me substituir no retorno da Era dos Titãs! ‒ Disse o Senhor do Tempo indo em direção a Annabeth e passando a mão por sua bochecha ‒ E ao mesmo tempo... posso ver você sofrer.

Sua mão envolveu o rosto de Annabeth jogando sua cabeça para trás. Poder saia de sua palma e ia para a garota, que gritava cada vez mais alto sentindo sua pele queimar. Percy tentava se soltar de Cancerian mas cada vez que tentava as garras do carcereiro se enfiavam mais em seu ombro, o fazendo sangrar. Piper chorava, em pânico em um canto da cela tentando se desligar do mundo. Nico puxava as grades tentando desesperadamente se soltar. Silena e Beckendorf olhavam pasmos seus pais sofrerem e pareciam sofrer junto. Alec tentava ignorar o caos a sua volta, e raciocinar.

As veias do pescoço de Annabeth começaram a escurecer e em segundos sangue demoníaco pulsava por todo o corpo da loira, concentrando-se no umbigo como se seu coração tivesse mudado de lugar. Cronos começou a entoar frases em uma língua talvez mais antiga que o grego mas de repente parou.

Um momento de tensão se seguiu, e até Annabeth parou de se contorcer de dor.

Grito. Annabeth abriu os olhos. Dourados, assim como os de Luke, assim como os de Cronos.

O feto começou a se mecher freneticamente. Mãos pequenas começaram a sair da barriga de Annabeth fazendo o sangue negro escorrer para o chão, e pouoco a pouco a força da garota de foi e o filho do titã nasceu abandonando o corpo ensanguentado da mãe desacordada.

“Luke” segurou o filho, prgulhoso e esperançoso. Por alguns segundos as veias do bebê pulsaram negras e seus olhos eram dourados como os do pai. Poder pairava ao redor do pequeno como uma aura, mas então voltou ao normal como se fosse mais um no mundo, nada de anormal. Enquanto olhavam, ele pareceu crescer, como se tivesse envelhecido uns dois meses. E realmente tinha.

‒ Finalmente! Minha passagem de retorno à glória! ‒ exclamou com um enorme sorriso do rosto.

Annabeth tinha desmaiado de tanta dor. Sua barriga estava mutilada e sangue demoníaco escorria ‒ tinha feito uma “cesariana” sem anestesia e sem bisturi, seu bebê tinha, literalmente, saído de dentro de si. No fundo de sua mente adormecia ela se perguntava se iria sobreviver.

Cronos e seus servos estavam comemorando e inclusive Cancerian havia afrouxado as garras no ombro de Percy, mas ele não tentara se soltar, estava paralisado em choque com o que acabara de assistir, e o Senhor do Tempo se divertia vendo sua expressão pela imagem ondulada da mensagem de Íris.

Estavam todos tão distraídos que nem perceberam Alec construindo uma pequena chave mestra com coisas que achou no chão, saindo de sua cela vagarosamente e correndo para a dos companheiros, soltando-os. Piper ainda estava chorosa mas se juntou aos outros enquanto Nico ajudava Silena a se acalmar. Quando Cancerian se tocou do que estava acontecendo a espada de Beck já tinha atravessado seu corpo como uma forma do garoto de se livrar da raiva que o invadia.

Passou a mão pela MI encerrando a conexão e encarou o pai, que olhava para o vazio com o rosto machucado e ensanguentado. No momento em que Cancerian chutou seu ponto fraco ele sentiu como se parte de sua invencibilidade tivesse deixado seu corpo. Como se pudesse ser ferido novamente, não como era antes de ter mergulhado no Rio Estige, mas se sentia fraco, principalmente depois de ter presenciado Annabeth ser mutilada.

‒ Seja forte! Vamos, temos que ajudá-la! ‒ disse Beck se segurando para não chorar, chaoalhando o pai com força. Tentou se controlar o máximo que pode mas desabou, abraçando o corpo do pai e soluçando no ombro dele. Silena logo se juntou a eles, tentando consolá-los.

Alec se aproximou e os ajudou a acalmar. Percy, Beck e Silena se levantaram e em pouco tempo estavam prontos para partir, pegaram suas coisas em armários da prisão e se prepararam para a batalha.

XxxX

Cronos levou seu filho para o salão principal do castelo, deixando Annabeth na salinha pequena como se fosse insignificante. A maioria de suas servos estava lá aguardando-o e vibraram quando ele levantou o bebê, que estava olhando tudo com olhares curiosas e não como se fosse um recém nascido, simplesmente porque não era um bebê comum. O mini-monstro entendia o que acontecia com ele e o que acontecia a sua volta, todos aqueles monstros de todos os tipos o encarando e vibrando seu nascimento.

As mãos do pai o puxaram para si e os olhos dos dois se encontraram. Cronos sentia uma mistura de orgulho e superioridade, agora, com seu filho no mundo, podia se reservar e se preparar para, quando fosse a hora, ele ajudasse o herdeiro a seguir seus passos. Então o Senhor do Tempo colocou a mão encima do rosto do filho, que o encarava sorrindo e lhe lançou uma benção com parte de seu poder, pequena, mas uma parte. Quando recolheu a mão, os olhos do bebê tinham um leve dourado.

No fundo de sua mente Luke olhou para o que também era, em parte, seu próprio filho, e sentiu nojo, mas logo se arrependeu. Ele parecia tão indefeso, não tinha culpa dos pais que tinha. Ainda assim, Luke temia o poder do bebê.

Quando levantou o rosto observou imponente seu exército e não reparou, ao fundo, um grupo de jovens semideuses tentando não serem notados. Percy, Nico, Beckendorf, Piper, Silena e Alec. Todos no castelo-forte de mármore estavam ocupados de mais comemorando para prestar atenção neles fugindo. Atravessaram corredores compridos e altos com paredes decoradas com tinta dourada e ocasionalmente quadros pendurados com cenas aterrorizantes estampadas. Percy olhou envolta tentando localizar a sala que Annabeth estava e tentar não ser visto. Entraram no laboratório, assustando alguns humanos que estavam ali, alguns correram para buscar ajuda. Teriam que ir rápido, antes que percebessem que estavam ali. Correram para a sala nos fundos. Debruçado sobre a cadeira onde Annabeth sangrava grandes mãos davam néctar para a menina cuidadosamente. Alec teve que segurar Piper para que ela não gritasse. O ciclope levantou o rosto choroso. Tinha um machucado ao lado do grande olho e assim que notou a presença dos semideuses entrou em modo de defesa.

A barriga de Annabeth estava um pouco melhor, mas ainda havia sangue escorrendo da carne mutilada. Era uma visão horrível, mas mesmo assim Percy se aproximou. O ciclope deu de tentar impedi-lo, mas parou quando viu que ele era amigo.

‒ P-Percy? ‒ sofreu Annabeth abrindo os olhos com dificuldade, e olhando para o ciclope ‒ Ri-Rick?

‒ Temos que tirá-la daqui.

‒ Rick ajuda! ‒ disse determinado, Annabeth deu um sorriso fraco. Ele então segurou-a o mais delicadamente que conseguiu com seus grandes braços. A menina gritou, Silena aproximou também e lhe deu um pouco mais de néctar, isso amenizou um pouco a dor de Annabeth, mas, mesmo com isso ela gemia de dor. Seu machucado se curava lentamente.

‒ Ela está horrível, Percy. Olhe para essa barriga, ela pode morrer se tentarmos tirá-la daqui! ‒ disse Alec.

‒ Vai ser pior se ficarmos mais. Não viemos aqui à toa! Vamos dar um jeito...

‒ Vou ver se consigo abrir essa janela, talvez seja uma saída. ‒ disse o filho de Hefesto se dirigindo para a parede onde uma enorme chapa de metal selava, com pregos grossos, o que parecia uma janela. Tirou algumas ferramentas do cinto mágico que cabia qualquer coisa, ele o havia pegado emprestado com o irmão para ir à missão.

‒ Temos que dar um jeito de levar Annabeth mas... quem vai cobrir a gente? Alguém tem que segurá-los quando vierem atrás de nós. E temos que esconder Annabeth. ‒ disse Nico.

Eu tive uma idéia na prisão, mas não sei se vai funcionar ‒ falou Percy pegando a mochila e remexendo dentro. Segundos depois ele tirou algo de dentro: um boné azul dos Yankees. ‒ Vamos esconder Annabeth e levá-la daqui, e, já que temos esse ciclope do nosso lado, ele pode nos dar uma cobertura.

‒ Rick ajuda! ‒ disse animado segurando Annabeth no colo. A menina já estava melhor, a ferida não sangrava mais e começava a se regeneram, os músculos e órgãos do ventre se juntando.

Um enorme estrondo assustou a todos. A chapa de metal tinha caído no chão e Alec estava parado ao lado de uma enorme janela, que agora iluminava a sala escura. Uma saída. Além da passagem uma selva densa se estendia e ao longe, descendo o morro, se via a cidade.

Percy se aproximou da namorada e Rick colocou-a no colo do filho de Poseidon com delicadeza. Ele ajeitou a garota no colo ‒ ela gemia de dor.

‒ Hey Cabeça de Alga... ‒ disse com a voz frava, mas melhor que antes ‒ Eu amo você... Obrigada por vir atrás de mim...

‒Você faria o mesmo por mim, Sabidinha. ‒ respondeu

Alec tirou de seu cinto mágico uma corda, e, dando alguns nós fez uma espécie de banco, passou a outra ponta pelo burado onde ficavam os pregos prendendo a chapa de metal e “voialá!” tinham um pequeno elevador. Percy se agachou, prendeu a menina na cadeira improvisada e colocou o boné em sua cabeça. O ar tremulou e o corpo de Annabeth desapareceu como se não existisse mais. Aproximou-se da janela, olhou pra baixou calculando a distância: uns quatro metros. E pulou. Bateu com força no chão. Alec pouco a pouco foi descendo Annabeth que chegou em segurança aos braços de Percy. Nico pulou seguido por Silena e Beckendorf. Alec juntou suas coisas rapidamente.

Foi quando o laboratório foi tomado pelo exército.

Notas finais
Vou aproveitar as férias pra escrever bastante, quero acabar com a fic logo... Faltam apenas dois capítulos... talvez um. Amo vocês! bjs lu