O Filho Amaldiçoado: 1. A Busca
9 Enviando a ajuda
Notas iniciais
Cap 9. Enviando a ajuda
POV Percy
‒TEMOS QUE ACHA-LA!!! ‒ gritei com todas as minhas forças para todos os presentes.
‒ Acalme-se, Percy! ‒ Quíron gritou de volta.
Estávamos na Casa Grande, todos os lideres dos chalés, discutindo a questão do reaparecimento de Luke e o recente sequestro da garota da minha vida, já haviam se passado uma noite desde o ocorrido.
‒ Ele deve tê-la levado para a base deles ‒ chutou Clarisse ‒ provavelmente um lugar bem perigoso e cheio de Titãs, o tipo de lugar que eu gosto.
‒ Mas onde seria este lugar?
‒ Nessas horas é que sentimos mais falta da Annabeth e suas ideias... Temos que achá-la Quíron.
‒ Eu sei Percy. Não vamos desistir.
‒ Tá, mas este lugar, concordando com a Clarisse, deve ser bem perigoso, não podemos deixar o Percy ir sozinho para uma Base Titã, ele vai precisar de no mínimo umas cinco pessoas. ‒ disse Chris Rodriguez
‒ Precisamos de um plano! Uma pista! Um lugar, uma M.I., qualquer coisa!
‒ Acho que podemos ajudá-los...
Todos os presentes olharam em volta, procurando o autor da frase, até encarem um menino de aproximadamente 1,60m de altura, com o corpo que poderia ser considerado bem definido para um garoto que aparentava 12 para 13 anos, com cabelos loiros bem escuros, como um castanho claro, de olhos verdes escuros que estava na porta de entrada com uma cara de espanto com a atenção que recebia.
De mãos dadas a ele uma menina bem parecida com o garoto ao seu lado, de olhos de mesma cor e altura uns dois centímetros mais baixa. Cabelos pretos como a noite, tinha cara de espanto.
‒ E quem são vocês?
‒ M-meu nome é Beckendorf e esta é minha irmã, Silena. Nossa mãe nos mandou aqui com a ajuda de nosso tio para ajudarmos vocês.
Todos os presentes se olharam, não podia ser coincidência.
‒ Devem ser filhos de meios-sangues ‒ eu disse ‒ Quem são seus pais?
Eles se olharam antes de responder.
‒ O nome de nosso pai... Bem... ‒ Silena olhou para o irmão, ele negou com a cabeça, foi a primeira vez que ela falou, sua voz era calma e doce e me parecia vagamente familiar.
‒ Nossa mãe se chama Annabeth, Annabeth Chase... pai.
De repente todos me encararam incrédulos. Eu estava imóvel, não conseguia me mexer.
Eu vou matar o Castellan, pensei.
POV Beckendorf
Flash back on
Eu estava no meu canto, quente e calmo, mas senti um repuxão e de repente, o frio.
Eu batia meus pequenos braços e pernas freneticamente e os via crescerem diante dos meus olhos, olhei para o lado e a mesma coisa acontecia com minha irmã. Nós crescíamos até que estávamos de pé crescendo e crescendo.
Paramos tão rápido quando começáramos, era estranho. Minha irmã olhava a em volta assustada, eu não podia dizer que eu também não estava tudo era grande muito maior do que poderia pensar.
Parei de olhar em volta e olhei para frente onde uma mulher, mais uma adolescente se encontrava, arfando, seminua e suando. Por alguma razão eu sentia uma atração forte por ela como se seu bem estar fosse uma prioridade... Ela era a minha MÃE.
‒Beckendorf... Silena... ‒ então ela fechou os olhos.
Descobri que sabia andar quando corri em direção a ela e comecei a chacoalha-la rapidamente.
‒ Mãe? Mãe? MÃE!!! Mãe por favor, mãe!!!
Silena veio ao meu encontro e começou a gritar comigo clamando a consciência de nossa mãe, até que ouvi uma batida na porta ao nosso lado se fechar:
‒ Crianças, se acalmem ‒ eu, Beckendorf, e Silena encaramos o homem ao nosso lado. Loiro de olhos azuis mas com uma cicatriz enorme lhe cortando o rosto da testa até o queixo passando pelo lado esquerdo, estragando um rosto que minha irmã deveria estar achando bonito.
‒ Quem é você? ‒perguntou trêmula Silena
‒ Sou tio de vocês, podem me chamar de Tio Luke, ok? Não chorem ela vai ficar bem, venham comigo.
Nós o seguimos enquanto ele falava sobre quem éramos e nos explicava a mitologia grega, mas quando perguntávamos quem era nossa mãe ele esquivava e dizia outra coisa. Fazíamos perguntas o tempo todo como “Quem é nosso pai?” ou “Por que mamãe está aqui?” “Se você a ama por que fez isso com ela?”. Essa última ele não respondeu.
Ele nos levou até um quarto escuro e afastado e nos apresentou-o como nosso. O quarto era grande e a decoração era um pouco sinistra:
‒ Descansem, amanhã será um grande dia.
Dormimos, ou pelo menos tentamos:
‒ Beck, estou com medo... ‒ disse Silena, ela começara a me chamar assim.
‒ Eu também, mas acho que devemos tentar levar isso com calma, e esperar. Vai ficar tudo bem, maninha, estamos juntos nessa!
Assim ela se virou e alguns minutos depois sua respiração ficou profunda, ela dormia. E logo eu também.
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Acordamos no outro dia, ou no mesmo, era difícil saber ao certo, Luke nos chamava:
‒ Sua mãe acordou...
Olhei para o lado e encarei Silena, ela queria ter a mesma coisa que eu... respostas. Levantamos rapidamente e nos aprontamos, ele nos levou a mesma sala onde tínhamos visto-a pela primeira vez:
‒ Sejam rápidos, ninguém pode saber que estão aqui.
Entramos silenciosamente e sentamos na ponta da cama onde nossa mãe estava deitada, nos encarando assustada e vislumbrada, ao mesmo tempo, ela levantou a mão e tocou o rosto de Silena que estremeceu ao toque:
‒ Você é tão linda, Silena... Se parece tanto com seu pai.
‒ Obrigada... mãe ‒ Disse ela timidamente, eu também ficaria tímido se estivesse falando com minha mãe pela primeira vez, e eu estava.
‒ Mãe... queremos saber... tudo ‒ eu disse
‒ Eu sei, estou pronta para responder...
‒ Primeiro: Quem é você? Bem, eu sei que você ê a nossa mãe, mas... o nome... não sabemos seu nome ‒ começou Silena
‒ Segundo ‒ continuei ‒ Quem é nosso pai? E o que estamos fazendo aqui?
‒ Tudo bem... pensei que fosse fazer essas perguntas mesmo. Bem, meu nome é Annabeth Chase, filha de Atena, e o pai de vocês... se chama, Perseu Jackson... Percy. ‒ Essa última palavra ela não disse especificamente a nós, era como se olhasse para o nada e tivesse boas lembranças. ‒ Ele é filho de Poseidon.
Silena levantou a mão como uma criança na escola quando quer falar algo:
‒ Sim?
‒ Só um detalhe, Poseidon e Atena se odeiam! Como pode ter tido dois filhos com um filho do mesmo?!
Annabeth riu se divertindo com o comentário:
‒ Isso é verdade, mas não foi da noite pro dia... tudo começou quando eu tinha doze anos e ele caiu na colina do Acampamento e...
Ela seguiu contando sobre tudo o que já tinha passado com o nosso pai, e eu e Silena ficamos ali ouvindo, maravilhados com suas aventuras. Silena pulou de alegria quando Mamãe contou no primeiro beijo dela e de Percy, eu ri da reação de minha irmã; o tempo foi passando e nós nem percebíamos...
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