O Fantasma - Legados
3 Capítulo 3 - Conspiração ao telefone
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“Ainda fico me perguntando se meu pai tinha ideia do que se passava em minha cabeça nos últimos tempos. Eu estava determinado a ser o melhor Fantasma que eu conseguisse, estava determinado a fazer com que ele se orgulhasse de mim.
Outra ideia que não me sai da cabeça: será que ele sentia que aquela seria sua última missão? A julgar pelo que li nas crônicas, todos os nossos ancestrais se habituaram a esperar pela morte a cada passo, mas ainda assim gostaria de saber se meu pai pensava isto naquele dia quando ouvimos os tambores...”
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– Senhor, aqui fala Carl, da estação 80. Já o encontramos. Logo o presidente estará aqui.
– Está em perfeitas condições?
– Até onde fui informado, senhor, está tudo em ordem.
– Para o seu próprio bem é bom que esteja mesmo. Nosso contratador não aceita falhas e eu aceito-as menos ainda.
– Si-sim, senhor...
– Escute bem, Carl. Toda a Operação Bangalla depende do êxito dessa tarefa, entendeu? Muito está em jogo.
– Disso o senhor não precisa me lembrar, além do que estamos recebendo por fora também teremos o controle de diversas camadas do país, se tivermos êxito.
– QUANDO tivermos êxito, Carl, nós poderemos manipular até mesmo a presidência; você será meu lugar tenente no poder econômico da região, mas não pense que é insubstituível, ouviu bem? Basta cortar uma cabeça...
– ... para que outras nasçam em seu lugar!
– Assim é a Hydra!
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