O Fantasma - Legados

3 Capítulo 3 - Conspiração ao telefone


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Ainda fico me perguntando se meu pai tinha ideia do que se passava em minha cabeça nos últimos tempos. Eu estava determinado a ser o melhor Fantasma que eu conseguisse, estava determinado a fazer com que ele se orgulhasse de mim.

Outra ideia que não me sai da cabeça: será que ele sentia que aquela seria sua última missão? A julgar pelo que li nas crônicas, todos os nossos ancestrais se habituaram a esperar pela morte a cada passo, mas ainda assim gostaria de saber se meu pai pensava isto naquele dia quando ouvimos os tambores...

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­ – Senhor, aqui fala Carl, da estação 80. Já o encontramos. Logo o presidente estará aqui.

– Está em perfeitas condições?

– Até onde fui informado, senhor, está tudo em ordem.

– Para o seu próprio bem é bom que esteja mesmo. Nosso contratador não aceita falhas e eu aceito-as menos ainda.

– Si-sim, senhor...

– Escute bem, Carl. Toda a Operação Bangalla depende do êxito dessa tarefa, entendeu? Muito está em jogo.

– Disso o senhor não precisa me lembrar, além do que estamos recebendo por fora também teremos o controle de diversas camadas do país, se tivermos êxito.

– QUANDO tivermos êxito, Carl, nós poderemos manipular até mesmo a presidência; você será meu lugar tenente no poder econômico da região, mas não pense que é insubstituível, ouviu bem? Basta cortar uma cabeça...

– ... para que outras nasçam em seu lugar!

– Assim é a Hydra!

Notas finais
No universo do Fantasma, a Hydra é uma organização criminosa cujo único objetivo é ampliar seu poderio econômico. Sua primeira aparição nos quadrinhos foi em 1968 na história "The Hydra", 102ª aventura diária do herói, com texto de Lee Falk e desenhos de Sy Barry. No Brasil a RGE publicou duas aventuras do Fantasma contra a Hydra nos números 155 e 290, publicados em 1969 e 1980, respectivamente.