O Fantasma Da Ópera
11 Capítulo 11-Deixe-me vê-lo outra vez!
Notas iniciais
Gwen acordou no meio da noite, estava na casa de Duncan, mas ainda assim estava com medo... o que viria a seguir? Ela iria mesmo fazer a ópera do Fantasma? Não conseguia parar de pensar nele a noite toda. Também não parava de pesar no seu pai, que fora quem lhe prometera o anjo da música, mas será que esse era mesmo o anjo? Seu pai era uma das únicas pessoas que lhe amara de verdade e dês da sua morte ela sentia sua falta.
Ela se levantou e saiu da casa de Duncan, tinha parado de nevar a pouco tempo e a entrada estava cheia de neve. Ela encontrou um caruajeiro de transporte acordado.
– Para o túmulo de meu pai, por favor – Falou baixo para ele, dando-lhe o pagamento.
O homem preparou os cavalos para partir, indeterminado. Mas um homem mascarado pulou em cima dele, fazendo-o desmaiar. Gwen nada percebeu de estranho quando o Fantasma chegou fingindo ser o carroceiro e começou a leva-la para o cemitério.
Duncan acordou para observar se Christine dormia bem, mas ao chegar o quarto da soprano, não a encontrou lá. Vendo da janela, ele a viu em uma carruagem. Duncan se aliviou vendo que Gwen ia para o cemitério, mas havia um homem junto com ela, e, diferente de Gwen, reconheceu que era o Fantasma.
– Essa não... – Falou para si mesmo
Gwen chegou ao cemitério, deixando o homem que ela não reconhecia sendo o Fantasma ir. Ela andou pelo cemitério e começou a chorar.
– Meu pai me prometeu o anjo da música... disse que ao morrer me enviaria o anjo da música... ele me prometeu... ele me prometeu...
Ela levantou e caminhou até um túmulo parecendo um quarto, havia uma grande porta de entrada.que havia escrito a mensagem: “Sr. McLean, nobre violinista sueco”. Uma lágrima caiu de seu olho.
– Pai... você foi minha única companhia... você era tudo que me importava... era um amigo e pai, mas meu mundo foi destruído quando você partiu. Deixe-me vê-lo outra vez, pai! – Falou alto, esperando que seu pai a visse.
– Ás vezes parecia que eu estava sonhando que você estivesse aqui... Desejando que pudesse ouvir sua voz novamente... Em muitos anos lutando contra as lágrimas, porque o passado não pode morrer? – Perguntou-se em voz alta, se achando uma tola. – Por favor, deixe-me vê-lo outra vez!
Ela fechou os olhos e continuou a chorar, muito triste.
– Minha garota – Falou uma voz calma – tão perdida, tão carente, precisando da minha ajuda.
Gwen olhou para os lados, mas não havia ninguém lá. Detrás do túmulo do pai de Gwen, o fantasma aguardava.
– Anjo ou pai, amigo ou fantasma? – Murmurou – Quem está aqui falando?
– Você se esqueceu do seu anjo? – Falou o Fantasma com sua voz hipinótica.
– Oh, Anjo! Fale! O que está olhando? O que falam os seus sussurros?
– Quanto tempo esteve no inverno... Longe dos meus extintos protetores...
– Descontroladamente meu pensamento encontra-se com você... – Falou Gwen,levantando-se e enxugando as lágrimas.
– Mas você resiste...
– Mas a alma obedece! – Falou Gwen e o Fantasma ao mesmo tempo
– Anjo da música! Eu te rejeitei – Falou Gwen chegando mais perto do túmulo. – Esqueci da verdadeira beleza! Meu guardião!
– Venha para mim, seu anjo da música... – O Fantasma falou e Christine obedeceu, indo até o túmulo.
Estranhamente, a porta do túmulo começou a brilhar e a se abrir.
– Venha para mim...
Duncan, que acabara de chegar ao cemitério montado em seu cavalo branco, avistara Gwen andando para o túmulo de seu pai, a porta dele estava brilhando e sendo estranhamente aberta. “Isso deve ser obra do Fantasma!”– Gwen! – Gritou Duncan pulando do cavalo – Seja lá o que você acredite, mas esse homem não é seu pai!
De cima do túmulo, o Fantasma pula, empunhando sua espada, em cima de Duncan, que também empunhou sua espada. Enquanto os dois rapazes brigavam, Gwen levantou e começou a gritar para eles pararem, só que gritou a toa.
Em meio da luta, o Fantasma acertou sua espada no ombro de Duncan, que sangrou incontroladamente.
– Não, Duncan! – Gritou Gwen – Parem com isso!
Mas Duncan levantou e retirou a espada do Fantasma, fazendo-o cai. O Visconde apontou sua espada para ele, que estava completamente indefeso.
– Não! – Gritou Gwen – Pare Duncan! Assim não...
Duncan então parou, guardou a espada em sua cintura e levou Gwen embora, com seu ombro sangrando.
– Agora... a guerra será contra os dois... – Falou o Fantasma levantando-se.
Notas finais
Ps: Músicas usadas no capítulo: Phantom of the Opera(reprise),Wishing Somehow Here Again e Wondering Child)
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