O Falso Mercenário
1 O Descaminho
"Mano Mano"
... ... ..."Mano Mano", diz puxando timidamente o meu braço direito para chamar-me à atenção."O que foi Neuza" digo voltando para ela."Será que podemos fazer uma pausa? Preciso de ir .. c..da .. nh."Apesar de não estar interessado a ouvir tudo o que ela dizia"Não nos podemos de dar ao luxo de fazermos uma pausa neste momento. Se continuar-mos a fazer pausas como temos feito vamos ter de acampar na floresta. Sabes muito bem que a floresta está cheia de perigos, principalmente à noite."Uso um tom de voz de reprimenda para que a Neuza aprenda com as minhas lições de vida.Infelizmente não estava suficientemente atento ás expressões de Neuza.Quando o fiz, tardamente, reparei que Neuza estava com a face vermelha que nem um tomate e a fazer leves movimentos de aflição."Não te demores muito" digo enquanto viro as costas à Neuza para não mostrar, provavelmente, uma expressão de embaraço, porque sentia a minha face a aumentar a temperatura.Não recebo resposta. Enquanto ouço os passos dela a afastarem-se "Não te afastes muito porque tens a tendência de peder-te"."Não tenho não"."Xech" acho que já a aborreci. Mas já era de esperar.Ela está numa fase delicada de pré-adolecência ... ou qualquer coisa parecida. Dunno. Não percebo nada disso.Haa... Se conheço bem a Neuza como penso ela já se perdeu.Por incrivel que pareça ela não tem qualquer sentido de orientação que nem uma doença, com o tempo só vai piorando.Felizmente para ela e para mim tenho a capacidade de ler rastros de animais e com alguma facilidade consigo encontra-la.Encosto-me a uma àrvore por perto e olho para cima.Sinto a minha vista a desfocar a imagem.Cansaço? ... bem não deve ser nada de mais.Não exite nada que uma boa noite se sono não cure.Ouço uns barulhos nos arbustos vindo na minha direcção.Não pode!! Será? Será que as minhas constantes preces foram ouvidas?Que Neuza, pela primeira vez, não se perdeu ao afastar-se de mim na volta?Infelizmente eu estou completamente errado.O que eu estou a ver neste preciso momento é uma pessoa desdobrada aos meus pés.O que faz essa pessoa estar desdobrada aos meus pés?Olho na direcção de onde ela veio.Por aquilo que consegui analisar, esta pessoa estaria a correr na floresta, por entre os arbustos, tropeçando ou escorregando num ramo, pedra ou outros que tais acabando nesta posição complicada.Com o meu braço esquerdo agarro entre o colarinho e o ombro erguendo-a de uma só vez. Por minha surpresa com extrema facilidade.Não deve pesar mais de 45 kilos e pelo que vejo é do sexo feminino.Observo redundantemente essa mulher mas fiquei fascinado pelo que vejo.Face agradável e jovem que retira nalguns jovens o folgo e a razão. Cabelos castanhos claro,longos e lisos,com folhas e alguma terra que apesar de estar a obstruir a beleza, mas ao mesmo tempo dá um certo esplentor.Olhos castanho e rasgados, sem vida, pois eu tenho esse efeito nas pessoas que ficam aterrorizadas e com razão na minha presença.No final de contas uma beldade, se eu fosse como nos velhos tempos daria uma boa coroa.Mas melhor do que isso são os pertences dessa mulher.Colhar, brincos, aneis entre outros pertences valiosos, dignos de um mercenário como eu.Agora só tenho de retirar os bens duradouros e livrar-me do corpo.Felizmente Neuza não está (presente). Se estive-se eu não poderia recolher os meus tesouros.Bem ... poder podia mas desde que estou nesta jornada com a Neuza venho restringindo os meus movimentos.Neuza é uma tola porque ela pensa que eu sou um cavaleiro andante a espalhar bondade e a resolver problemas por onde passa.Apesar desta caracteristica não fugir muito da verdade deste que ela me acompanha mas esse não é o meu estilo.Ser relativamente boa pessoa não dá muito dinheiro e dinheiro é a razão do meu ser.Mas no final tolo sou eu que anda por alimentar essa crença nela e ficar sem um tostão.Agora todos os meus problemas serão resolvidos.Agora que a senhora sorte está do meu lado, vou recolher os meus tesouros que por enquanto está em mãos erradas.Coloco a minha mão direita no punho da minha companheira de guerra que está comigo deste (o inicio dos tempos/deste a minha primeira batalha)e ...Treak, shiie , oiço o movimento dos arbustos e ramos a partirem-se.Desvio-me a atenção da pessoa, que possui por enquanto os meus tesouros, e foco-me na direcção dos movimentos que se aproximam.Não tive de esperar porque logo nos momentos seguintes sairam 3 não 4 homens dos arbustos de roupa escura, armados de espadas e/ou punhaise tenho o pressentimento que ainda não chegaram todos.– Aqui encontramo-la.– Já não era sem tempo, apanhem-la.– Olhem ela não está sozinha, que fazemos?– Não temos tempo, matem os dois!
– Sem sobreviventes!– Ele é meu. Morre!!!São 7 no total e presumivelmente bandidos. Todos a correr na minha direcção a gritar ameaças de morte.Tinha de prever que algo assim iria acontecer.Sou mesmo um idiota se penso bem sobre o que está a acontecer.Porque é normalíssimo que uma bela senhora esteja a correr no meio da floresta com bens duradouros.Parece que a sorte vinha acompanhada pelo infortúnio.Atiro-a contra o tronco da árvore mais próxima, que se encontra relativamente atrás de mim,os meus tesouros que ainda se encontram possuidas pela pessoa errada e concentro-me na batalha que se avizinha.Não sei se é por excesso de confiança ou por falta de experiência os meus inimigos atacam descoordenados.Apesar de difícil, a maneira mais segura de vencer é diminuir o mais rapidamente possível o número de atacantes, senão o inimigo irá cercar-me e aí não sairei ileso.Com isto em mente avanço contra o inimigo.Com a experiência que obtive no passado até agora facilmente acabei com três deles.Com 1 no máximo 2 golpes de espada para desiquilibrar o adversário e aseguir faço o golpe decisivo.É uma forma simples mas eficaz de eliminar os meus adversários.Mas a minha sorte acaba por aqui pois três deles cercaram-me atacando em conjunto. Estou num impasse.Qualquer descuido meu pode custar-me a vida. Apesar de já ter tido circunstâncias bem piores, agora estou com dificuldades contra trêsbandidos.Respiração ofegante, corpo pesado e incapacidade de concentração são três coisas que infelizmente estou a experiênciar.É o que dificulta este "tango" que estou a ter com os meus três dançarinos.Ainda por cima tenho uma ligeira impressão de que estou a esquecer-me de alguma coisa. É aquele sentimento que quando uma pessoa sai de casa, mas mesmo quando confere sente que falta algo mas não sabe o que é.Este é o sentimento que eu estou a sentir e está a incomodar-me enquanto eu estou a batalhar.Enquanto combato vou repensar o meu estado actual."Defendo-me de mais um golpe, mas não posso contra atacar pois os outros dois estão a cobrir bem."... a Neuza está perdida, pela primeira vez perder-se tornou-se em algo positivo.... o meu tesouro que por enquanto está nas maos erradas continua onde coloquei.... os bandidos, se não me engano, matei três deles de rajada e agora eu estou a combater!?!Num movimento por exclusivamente instinto e que tentado seria impossível de ser realizado atiro a minha companheira de guerra para o lugar onde o meu tesouro aguarda por mim.Atravessa na parte de trás da garganta do sétimo bastardo saindo parcialmente pelo outro lado, tombando para o lado em silêncio.Mas não tenho para apreciar o meu feito porque um dos meus dançarinos aproveitou a chance para atacar.Não sei se é por falta de experiência ou por outra coisa qualquer o meu dançarino fez, no seu ataque, movimentos desnecessários e aproximou-se demasiado, o suficiente para eu consiga defender-me.Com as habilidades de mano-a-mano que adquiri desde a minha infância, onde aprendi a luta de rua e com as bases de boxe que aprendi criei o meu tipo de luta, consegui utilizar a força do ataque contra ele, desiquilibrando-o e num movimento rápido conectando a minha faca dentro do torso do meu adversário.Os meus outros dois dançarinos ficaram supresos do meu movimento e não esperaram também que eu tivesse facas comigo.Infelizmente para eles eu tenho vários tipos de facas escondidos nas várias partes do meu corpo, por exemplo, tenho uma em cada manga para emergências como neste caso.Sem perder tempo retiro a espada do bandido tombante e ataco os restantes dois, após algum esforço tombaram também.Respiro de alívio, apesar desta terrível performance que tive não tive qualquer ferimento que por sinal é positivo.Verifico os meus arredores com atenção. Os bandidos que eu derrotei não se mexem, posso dizer que seguramente estão mortos.Não ouço nada. Que para alguns seria um sinal positivo, para mim já não é. Não ouvir nada significa que os animais selvagens, tal como passaros e insectos que por natureza são barulhentos ficam silênciosos perante o perigo.Se eu não oiço nada significa que ninguém está nos meus arredores mas existe grandes probabilidades de existirem presenças não muio afastadas.Tenho que me apressar. Resgatar os meus tesouros, da pessoa que pelo que vejo está em choque, encontrar a Neuza e arranjar um sítio para pernoitar.Vou na direcção dos meus tesouros, com o corpo pesado mas em passo acelerado.Vejo a minha companheira de guerra trespassada por entre de um dos bandidos.Ela não merece estar entre a escumalha a ganhar ferrugem. Quando vou colocar a mão esquerda no punho da arma...Num movimento puro instinto, viro pelo lado esquerdo com a espada, que ainda possuia retirada a um dos mortos, defendo-me de um ataque surpresa, mas o ataque foi tão violento que eu sou projectado para trás e para cima que bato com a nuca num dos trocos perdendo momentos depois os sentidos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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