O Exterminador Do Futuro
42 Salvação - Vírus parte 1
Notas iniciais
NESSIE
A luz insuportável finalmente cessou e eu encarei o lugar onde antes se encontrava a minha versão mais nova.
— O que vai acontecer dia 10 de fevereiro de 2010? — Edward perguntou.
— Acho melhor você não...
— Foi a nossa primeira vez – disse interrompendo Jacob. Bella deu um sorrisinho e Edward contorceu o rosto de uma forma engraçada, ele ia falar alguma coisa, mas estrondos seguidos ecoaram pelos túneis, um alarme começou a soar junto a gritos. Voltamos correndo para a sala de comando onde encontramos Seth.
— Tivemos uma invasão no setor oeste – ele disse — Pela entrada da ala cinza.
— Como eles acharam a entrada oeste? — falei — Praticamente ninguém a usa mais.
— Ainda estamos tentando descobrir – respondeu Seth. Mais estrondos. – Precisamos garantir a segurança de vocês!
— Mande selarem a porta entre a vermelha e a roxa e coloque homens nos corredores – Jacob falou – Moira você tem vídeo?
— Algumas de minhas câmeras da área foram danificadas, essas são as imagens do início do ataque e das câmeras que ainda tenho. — várias imagens apareceram nas telas.
— Abra a comunicação com a base.
— Comunicação iniciada.
— Aqui é Jacob Black. Estamos sendo atacados, peço a todos aqueles que não são soldados que fiquem em suas casas e selem suas portas. Armas serão distribuídas para que possam se proteger. Estamos trabalhando para resolver a situação. Fiquem seguros.
— Temos que ativar o vírus — eu falei.
— Moira.
— Trabalhando nisso...
— Para onde foram as crianças? — eu perguntei
— Eu não sei – Jacob me respondeu.
— Vou pedir que uma equipe procure por eles – Seth falou.
— Estou recebendo muito danos, não consigo acessar meus transmissores para aquela ala.
— O que podemos fazer, então? — Jacob perguntou
— Alguém tem que ir lá levando um transmissor portátil.
— Eu vou – Seth disse.
— Não! — falei — Você fica aqui com o Jacob e eu vou.
— Mas nem pensar! – Jacob disse
— Eu não vou discutir isso com você! – disse e outro estrondo se seguiu.
— E nem eu! – Jacob falou segurando os braços da mulher – Você não vai pra lá!
— Eu vou! É mais seguro pra mim ir do que você!
— Nessie...
— Jacob, eu vou! Assunto encerrado!
— Pelo menos leve alguns homens com você!
— Eu vou com ela! – Edward se ofereceu
— Tudo bem – eu disse.
— E você volte inteira pra mim! – ele disse lhe beijando
— Eu sempre volto, você sabe — Edward e eu pegamos um comunicador portátil e seguimos para a ala cinza com o transmissor. Passamos pela porta entre as alas vermelha e cinza e já fomos recebidos com fogo, o corredor principal da ala era uma zona de guerra. Muitos soldados lutavam com T-800 e outros modelos de robô.
— Em posição — disse
— Ok – a voz de Jacob me respondeu – Aguenta aí! — Uma explosão muito próxima à nós fez a poeira subir e meus ouvidos zumbirem. Aconteceu muito rápido, do meio da poeira uma máquina pulou em cima de mim.
— Nessie! — Edward disse, mas ele não pôde me ajudar pois outra máquina apareceu. Eu desviei de um ataque e tentei alcançar uma arma lazer caída perto. Empurrei a máquina com toda a minha força o que a fez dar apenas um passo para trás me virei tentando correr até a arma, mas o T-1000 segurou minha perna me fazendo cair e me puxou para trás me arrastando pelo chão. Sua mão livre virou uma espécie de lâmina e ele tentou acertá-la em mim, rolei no chão para tentar desviar, mas como a minha perna ainda estava presa pela máquina não pude me afastar o suficiente e a lâmina ainda conseguir me acertar de raspão nas costas.
— Merda, como eu odeio T-1000! Jacob será que vai demorar muito?
— Estamos quase lá! — ele disse em meu ouvido – minha mão encontrou uma pedra e eu joguei na máquina, ela usou a mão que me segurava para se defender, o que me deixou livre, me virei rastejando até a arma, mas quando voltei a me virar para atirar a coisa já estava em cima de mim de novo e acertou minha mão fazendo a arma voar longe, depois me pegou pelo pescoço e me prendeu na parede.
— Jacob... — a mão do T-1000 começou a se fechar cada vez mais em volta do meu pescoço, eu lutava mesmo sabendo que era em vão, mas mesmo assim tentava empurrar a máquina, minha vista já estava turva e minha cabeça parecia muito pesada. Os olhos vermelhos e brilhosos do robô piscaram e apagaram, eu sabia o que aquilo significava, mas meu corpo já não tinha forças para se mexer. Quando tudo começou a escurecer ao meu redor, escutei alguém chamar meu nome ao longe, não consegui olhar quem era tudo ao meu redor perdia as cores e se apagava. De repente a pressão no meu pescoço cedeu e eu caí no chão, tossindo e puxando o ar com todas as minhas forças, as coisas voltando à foco. Braços me puxaram e me sacudiram, mas eu não conseguia parar de tossir e puxar o ar desesperadamente. A mão que segurava virou meu rosto e os olhos azuis do meu pai entraram no meu campo de visão.
— Você está bem? — ouvi ao longe, ou talvez tenha deduzido isso ao ver seus lábios mexendo – ele me sacudiu de novo – NESSIE! — a preocupação saltava dos seus olhos. O abracei forte.
— Bem... estou bem... — minha voz saiu rouca e fraca, um som estranho ecoou pelo túnel e nós dois olhamos ao redor procurando sua fonte, o chão a as paredes pareciam tremer e logo depois cair.
SARAH
“Vírus ativado”
Ouvi Moira dizer pelo comunicador de emergência no meu quarto, onde eu pude acompanhar toda a conversa dos meus pais. O barulho ensurdecedor que ecoava pelos túneis diminuiu até desaparecer, olhei para Dean e como se tivéssemos lido a mente um do outro corremos até a porta ele foi direto para o lobby da ala roxa e eu para o quarto do meu irmão, a porta dele se abriu no momento em que parei na frente. Vi Jane segurando as gêmeas pela mão saírem.
— Acabou? — ela perguntou
— É o que parece, cadê o Thomas? — falei olhando pela porta procurando por ele.
— Ele não está aqui! — ela me respondeu – Quando as explosões começaram ele me mandou ficar aqui e saiu.
— Saiu pra onde?
— Ele disse que precisava ajudar! — segurei o reflexo de contar ao meu pai, isso só o deixaria preocupado.
— Eu vou encontrá-lo, fique aqui com as gêmeas! — corri em direção ao lobby e encontrei Dean conversando com um guarda — Você viu o meu irmão? — perguntei ao guarda sem me importar de interromper a conversa dele com o Dean.
— Ele passou por aqui logo depois que o ataque começou, seguiu em direção ao ligamento 1... — saí correndo sem nem saber se ele já tinha terminado de falar, escutei Dean me chamar, mas não parei para responder. Ao chegar no ligamento parei por um segundo pensando para onde ele teria ido. Não fazia sentido ele ir para a central de água, restavam duas opções, alojamentos ou dormitório de treino, esse último pelo que tinha ouvido pelo comunicador havia sido afetado. Corri em direção aos alojamentos, meu irmão faz o tipo que se preocuparia em garantir que as pessoas estão bem. Assim que cheguei a área comum 1 dos alojamentos vi algumas máquinas caídas e pessoas se ajudando. Olhei ao redor e o vi conversando com alguém, corri em sua direção e já cheguei dando-lhe um tapão na nuca, ele abaixou um pouco e virou pra mim com a mão na cabeça, só então vi que ele tinha uma criança nos braços, criança essa que também podíamos chamar de tio.
— Sua peste, você ficou maluca?!?! — ele disse assim que viu que era eu.
— Maluco tá você de sumir desse jeito, sabe o quanto a Jane está preocupada!!?
— Ela está bem? As gêmeas?
— Elas estão bem seu pai desnaturado!
— Mike! Graças à Deus! — alguém apareceu dizendo, a mulher praticamente arrancou o menino dos braços de Thomas – Nunca mais saia correndo desse jeito, entendeu! — ela disse abraçada ao menino – sua mãe me mataria se alguma coisa acontecesse a você! — Muito obrigada por ter achado ele... — ele disse virando para o Thomas — Você é o filho do Jacob! — não foi uma pergunta — Então, o Mike... ele é... ele é seu...
— Tio – Thomas completou quando ela demorou.
— Deus isso é ainda é muito confuso pra mim!
— Não corra mais da sua tia, garotão! — Thomas disse para o menino estendendo a mão para que ele batesse, Mike assim o fez – Vamos pirralha! — ele disse começando a andar na direção que eu viera momentos antes. Só então notei o sangue na sua cabeça e roupa.
— Você se machucou? — disse o puxando pela camisa para que ele parasse de andar.
— Eu estou bem!
— Você tem um buraco na cabeça!
— Não é nada! Estou bem. Agora anda diabo que a gente precisa chegar até a sala de comando.
— Seu grosso! Eu estou preocupada com você!
— Eu sei peste – ele riu passando os braços pelos meus ombros – Eu estou bem, juro! — bufei lhe dando uma cotovelada nas costelas, ele arfou e tirou os braços de mim, acelerei o passo o deixando pra trás, mas logo ele estava ao meu lado de novo.
JACOB
1 hora após a invasão das máquinas
— As avarias foram extensas, perderemos muito tempo reparando os danos – Moira falou.
— E quanto as baixas? – perguntei cruzando os braços e me encostando na cadeira
— Ainda está sendo contabilizado. Felizmente, não haviam muitos civis naquele setor, todas as baixas que tivemos foram militares, mas algumas máquinas conseguiram chegar à área comum 1, por sorte seu filho estava lá e soube lidar bem com a situação.
— Thomas estava lá? — Moira me mostrou as imagensda área e vi Thomas lutando com as máquinas com a ajuda de algumas pessoas, segurei o orgulho de vê-lo fazendo aquilo e continuei.
— Já sabemos como as máquinas encontraram aquela entrada? Ela não é usada a muito tempo!
— Alguns dias atrás um grupo usou a porta para alcança o abrigo, minha teoria é que ela não deve ter sido selada corretamente o que permitiu que fosse encontrada.
— Quero que mande trazer os membros dessa equipe até mim! – disse levantando da cadeira – E também quero as imagens de segurança daquela área.
— Pai! — me virei e vi Thomas e Sarah entrando na sala.
— Vocês estão bem?
— Sim – os dois disseram juntos.
— Cadê a mamãe?
— Ela está vindo.
— Vindo? — Sarah perguntou.
— Sim, da ala cinza!
— Pai uma parte da ala cinza desabou... — Sarah disse devagar – Todos só falam nisso... algumas pessoas estão presas lá...
— Como assim desabou!?
— Ora desabando...
— Moira, por que você não me disse isso antes?
— Todos os meus sensores na área cinza foram destruídos, eu não consigo ver nada lá.
— Para o que está fazendo agora! Eu quero que todos os nossos esforços sejam em resgatar as pessoas lá! — me sentei passando a mão no rosto.
— Você acha que a Nessie está lá? — Seth me perguntou.
— Ela já devia estar aqui, mesmo pegando o caminho mais longo, já devia ter chegado.
— O Edward estava com ela... — Bella disse mais pra ela do que pra alguém em específico.
— Eu não tenho cabeça pra isso... — falei.
— Vá para o seu alojamento pai, eu cuido de tudo. — Thomas falou – Vou achar a mamãe... — afirmei com a cabeça.
— Acompanhem o senhor Black até o alojamento dele e garantam a segurança do local. – Seth disse se dirigindo aos 5 guardas na sala. Eu me levantei e segui para o meu quarto, os seguranças ficariam comigo como era parte do protocolo de segurança que eu fosse vigiado de perto pelas próximas 24h após qualquer incidente. Cheguei ao meu alojamento e fui surpreendido por Daniel.
— PAPAI! – ele gritou saltando dos braços de Carmem e correndo em minha direção.
— Ei, garotão! – perguntei pegando ele nos braços e o abraçando, – Você está bem?
— Sim – ele disse secando os olhos – Cadê a mamãe?
— Não se preocupe com ela, o seu irmão vai trazê-la de volta.
XXX
THOMAS
— A grande maioria das câmeras do local foram danificadas, mas eu tenho todas as gravações salvas em meu sistema, tudo o que posso dizer sobre a localização da Sra. Black e o senhor Cullen é que eles provavelmente estão em algum lugar do ligamento 3.
— Quero equipes desobstruindo todos os túneis que levam ao ligamento 3, a primeira equipe que conseguir abrir caminho até lá deve reportar imediatamente. Mande Embry enviar equipes para que comecem a reparar os danos elétricos o mais rápido possível.
— Fazendo isso agora mesmo, senhor. Devo informar que a uma movimentação suspeita entre os civis, há boatos circulando de que um Black está morto e eles temem ser o Jacob.
— Seth faça uma transmissão para todo o complexo esclarecendo os boatos...
—Certo— o monitor principal da sala entrou em contagem regressiva e Seth se posicionou esperando a contagem zerar para dar início ao seu aviso.
— Caros cidadãos, aqui é o Tenente Clearwater falando. Todos vocês já devem estar cientes do ocorrido, mas estou aqui para tranquiliza-los. Hoje à mais ou menos 2 horas sofremos uma invasão no setor oeste do complexo por grupo de T-800 e T-1000. A situação já está sobre controle, e não tivemos nenhuma baixar entre os civis contabilizada até agora. A lista de soldados mortos ou feridos na invasão será divulgada logo. Quanto aos boatos de que o Comandante Black está morto, fiquem todos tranquilos. Ele está bem! Sim, um membro da família Black está até o momento desaparecido, mas está sendo feito tudo em nosso alcance para encontra-lo, vivo ou morto. Obrigada pela atenção e aguardem por mais informações. – a transmissão foi encerrada — Dean entrou na sala e caminhou até Sarah a abraçando.
— Preciso dizer que Derek Reese foi enviado de volta 5 horas após a partida da pequena Renesmee...
— Não devemos atrasar isso! Vai afetar ainda mais os acontecimentos...
— O senhor tirou as palavras do meu sistema!
— Senhor Black!
— Sim – me virei em direção a voz – O que deseja soldado?
— Recuperamos 8 corpos dos escombros dos túneis do ligamento 3, até agora nenhum sinal da Sra. Black nem do senhor Cullen.
— Continue me mantendo informado. – disse voltando a dar as costas para o soldado
— Tem mais uma coisa senhor. – volteia a olhá-lo, já sabendo que a próxima coisa que ele ia fala não era boa.
— Um dos corpos que encontramos pertencia ao General Volturi, senhor. Ainda com vida...
— Dean... – ouvi minha irmã falar.
— A minha irmã já sabe? – Dean perguntou
— Não, mas ela está na ala médica ajudando, então não vai demorar muito a saber...
— Eu vou até lá, ver se consigo encontrá-la antes dela ficar sabendo.
— Dean... – Sarah disse segurando o braço dele quando ele passou por ela.
— Eu estou bem... Sarah... – ele disse lhe dando um beijo rápido nos lábios e saindo.
— Se a minha mulher está ajudando na ala médica, com quem estão as minhas filhas?
— Elisabeth, Izabella estão sobre os cuidados da Sra. Volturi – Moira falou — Senhor, a equipe 2 conseguiu chegar ao ligamento 3.
— Ótimo! Seth vá até e me informe da situação — Seth pegou um comunicador e partiu.
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