O Exterminador Do Futuro
31 O Extermínio - Julgamento Final
Notas iniciais
JACOB
16 de novembro de 2011 – 28 horas antes de ligarem a Skynet
Acordei com latidos, muitos latidos. Meus olhos estavam pesados, havia ido dormir muito tarde e como sempre desde que a Nessie foi embora tive um sono muito conturbado. Me arrastei da cama, escovei os dentes e lavei meu rosto, saindo do quarto e seguindo os latidos, ao descer as escadas encontrei a fonte deles. Havia uma caixa com 5 filhotes de pastor alemão no chão ao lado da porta de entrada em frente a escada, eles pulavam e se empurravam tentando sair da caixa mais a borda era muito alta para eles alcançarem. Inúmeras outras caixas estavam espalhadas pela sala, olhei para o corredor ao lado da escada e vi Leah pegar uma caixa no chão ao lado da porta que leva ao porão, e seguir pela porta carregando a caixa. Peguei uma caixa também a segui. O porão estava abarrotado de caixas, mal tinha espaço para andar, coloquei a caixa no chão e só então notei que havia duas mulheres desconhecidas checando o conteúdo das caixas, as marcando e anotando algo em um papel.
— Você já comeu? — Leah perguntou parando ao meu lado.
— Quem são elas?
— Minhas amigas... trabalhavam comigo... talvez eu devesse ter falado antes, mas você disse que podíamos chamar quem quiséssemos...
— O que disse pra elas?
— Que... estava em um negócio melhor... — Leah franziu a testa – Acho que elas pensam que é algum tipo de tráfico... — eu ri.
— Acabamos na outra sala Leah! — mais 3 mulheres apareceram dizendo, as 5 olharam para Leah e depois pra mim.
— Oi bonitinho! — uma morena de olhos claros disse se debruçando em uma pilha de caixas, claramente se insinuando.
— Ah... Emily... meninas essa aqui é o Jacob! — Leah disse e as 5 levantaram a sobrancelhas.
— Jacob... tipo o chefe? — uma loira falou — Você não é muito novinho para ser chefe de alguma coisa? — ela continuou falando e caminhou até mim apoiando a mão em meu ombro. É óbvio que eu estou entendendo a situação e não estava achando graça, mas elas eram novas aqui, não sabiam onde estavam se metendo e por isso eu estou dando um desconto.
— A Nessie não vai gostar nada disso Jacob! — Derek falou vindo do corredor a minhas costas, batendo no meu outro ombro e se embrenhando no meio das caixas à procura de algo logo em seguida. Definitivamente, ele, estava achando graça...
— Quem é Nessie? — a mulher perto de mim perguntou chegando mais perto.
— A minha mulher... — ela me cortou
— Você não parece ter idade para ser casado!
— Mas ele é! — Leah disse tirando as mãos dela de mim – Ela luta melhor que um ninja e tem uma ótima pontaria, então se eu fosse vocês, manteria todas as partes do meu corpo longe dele. — as 5 afirmaram – Jake, essas são as minhas amigas Tânia, Irina, Kate, Clarie e Emily. — elas levantaram as mãos conforme seus nomes eram falados.
— Prazer – disse acenando para elas.
— O prazer é nosso bonitinho... — a tal de Emily falou.
— A Nessie não vai mesmo gostar disso! — Derek disso do outro lado da sala enquanto mexia em uma caixa – Sorte de todos nós que ela não está aqui... — sacodi minha cabeça, eu não via nenhum pouco de sorte no fata dela não está aqui.
— Tudo bem, chega disso, Derek! — disse, olhei para as 5 mulheres que agora estavam em fila na minha frente — Não sei o que vocês acham que vocês acham que está acontecendo aqui, mas seja o que for não é isso!
XXX
Eu perdi boa parte da manhã explicando as amigas da Leah o que realmente estava acontecendo. Em determinado momento eu desisti de convencê-las e deixei que Leah lidasse com isso do jeito que achasse melhor. Eu atravessei os túneis até chegar a casa ao lado e lá encontrei Felix na sala conversando animadamente com um homem e uma mulher.
— Jacob! — ele disse quando me viu – Esses são meus pais Martha e Fred e o meu cachorro Waffles...
— É um prazer conhecê-lo Jacob. — a mãe falou — Felix fala muito de você.
— O prazer é todo meu — nós conversamos por um tempo e depois Felix os levou até o quarto onde eles ficariam. Alec ligo avisando como andavam as coisas, disse que sairia da base militar amanhã no primeiro transporte e que seus homens o encontrariam quando ele chegasse e eles viriam juntos até mim. De noite eu juntei Derek, Felix, Embry e Leah na sala de comando para conferirmos as coisas. Leah passou todo o inventário com a gente e eu pedi que ela organizasse tudo nas salas 3 e 4. Encarreguei Felix de colocar o tecido sintético em Tom para que ele não parecesse ameaçador para as pessoas. A sala de comando estava 100% pronta já a algum tempo, saindo dela tínhamos um corredor que seguia uns 20 metros em frente. A primeira sala era de Felix e a segunda de Embry, a 3 e 4 serviria de estoque essas salas estavam posicionadas duas de cada lado, a direita logo depois da sala 4 havia outro corredor que ligava a as duas casas nele havia mais 5 (fora o porão da outra casa) salas que por enquanto serviria de alojamento para as pessoas que nós resgatássemos. Voltando para o corredor principal, no final dele ficava o meu alojamento e antes dele tinha mais 4 salas que seriam divididas entre os outros.
— Acho que isso é tudo – Leah finalizou
— Ótimo! Providenciem o selamento da saída da sala de controle para a casa e acho que agora cobrimos tudo...
— E tenham uma boa noite de descanso, por que essa vai ser a última que terão por um tempo – Derek completou e todos saíram afirmando com a cabeça.
EDWARD
17 de novembro 2011 – 5 minutos para o lançamento da Skynet
Estava sentado na aula de matemática, copiando a explicação que o professor dava, quando o meu celular vibrou no bolso da frente de minha calça, larguei o lápis em cima da mesa e estiquei a perna para conseguir alcançá-lo. Tirei do bolso e com ele em baixo da mesa para o professor não ver olhei a tela vendo o aviso de mensagem recebida piscando, cliquei na mensagem e ela se tornou maior na tela.
"VAI ACONTECER HOJE! PROCURE ABRIGO OU VENHA PRA CÁ!!! NÃO RESTA MUITO TEMPO, SE APRESSE..."
A mensagem não tinha remetente, mas eu não precisava de um. O sinal tocou anunciando o começo do nosso tempo de almoço e todos começaram a juntar suas coisas e se dirigir para o refeitório. Enfiei minhas coisas na mochila de qualquer jeito e saí apressado trombando em algumas pessoas, avistei Bella e sua melhor amiga Jessica, no corredor e quase corri até elas, segurei Bella pelo braço e continuei andando a arrastando comigo um pouco brutalmente, mas a situação não estava ao meu favor.
— Edward! O que foi? Aconteceu alguma coisa? — não respondi e continuei arrastando-a – Edward!
— Bella! — ouvi Jessica chamar atrás de nós, Bella deu um solavanco me puxando para trás e eu me virei para ver o que tinha acontecido. Jessica havia puxado Bella pela outra mão.
— Se você não percebeu – ela disse me dando um olhar mortífero — Bella e eu estávamos conversando! — já deu pra perceber que ela não gosta de mim...
— Ed... O que houve? — Bella me perguntou preocupada.
— Não tenho tempo pra explicar, você tem que vir comigo!
— Aiii, eu te disse que esse menino não servia Bella! — Jess disse puxando o braço dela do meu aperto e puxando ela pelo corredor – Mas você não me escutou...
— Não tenho tempo pra você Jess! — segurei cada uma com uma mão impedindo que elas andassem e separando suas mãos — Nós temos que ir Bella – disse largando o braço da Jessica e voltando a arrastar Bella.
— Ir pra onde... nós ainda temos aula até as três!
— Eu sinceramente não sei o que você viu nele! — Jess disse mais uma vez segurando Bella.
— NÓS NÃO TEMOS TEMPO PRA ISSO! — gritei e as poucas pessoas no corredor nos olharam. Pude ver que Bella ia falar alguma coisa, mas um barulho muito alto de explosão bem próximo a escola nos assustou. Os alunos e professores que estavam ali, incluindo Bella, Jess e eu, fomos ao lado de fora para ver o que estava acontecendo, e eu tinha uma boa ideia do que era. Ao chegarmos do lado de fora outra explosão aconteceu, dessa vez tão perto que pudemos ver a poeira subir e vir em nossa direção como um vento forte durante uma tempestade, fechamos os olhos com o impacto e nos viramos tentando nos proteger do jeito que dava de pequenos estilhaços que nos acertava.
— Que merda é essa? — alguém falou próximo e eu reconheci a voz do Eric.
— Nós temos que ir, Bella, por favor!
— Você sabe de alguma coisa, Cullen? — Jess perguntou
— Eu não tenho tempo para explicar... — o barulho foi ensurdecedor, a poeira sufocante e eu não conseguia dizer de que lada eu tinha sida atingido, mas quando voltei a ter consciência do meu corpo e do que estava acontecendo ao meu redor, me vi caído no chão do corredor principal da escola, a explosão havia me arremessado de volta para dentro. Olhei ao redor e achei Bella um pouco a frente ajudando Jessica a se levantar, me levantei escorregando na poeira e pedras e fui até elas.
— Você está bem? — perguntei puxando para um abraço.
— Sim... — ela sussurrou me devolvendo o abraço. Nos separei e a observei de perto para ver se ela estava machucada, ela tinha um corte um pouco fundo na bochecha e vários outros arranhões pelos braços. Observei Jessica também e ela tinha uma linha vermelho vivo que ia do coro cabeludo até a bochecha.
— Será que agora a gente pode ir? — as duas me olhavam assustadas e Jess foi a primeira a milagrosamente concordar sem reclamar.
— Eu ouvi a Jess dizer que você sabe o que está acontecendo, Cullen – Eric apareceu ao nosso lado falando – E o fato de você está com tanta pressa pra ir só me dá mais certeza disso, então eu e o Quil vamos com você! — olhei pra eles afirmando com a cabeça e sem perder mais tempo nós cinco corremos de volta para frente da escola. O caos que se instalou do lado de fora da escola não é algo que eu consiga descrever... Corri na direção onde sabia que meu carro estava sendo seguido pelos outros, mas quando chegamos a primeira coisa que vimos foi uma árvore caída em cima dele.
— O que vamos fazer agora? — Jess perguntou
— Meu carro é aquele preto logo ali! — Eric disse – Parece inteiro, fiquem aqui que eu vou buscá-lo. — enquanto esperávamos, abri a porta do meu carro e me estiquei até alcançar o porta luvas pegando uma pequena maleta que Derek havia me dado assim que completei meu treinamento de tiro, eu nunca havia me atrevido a tirá-la dali nem mesmo em sonho, mas agora as circunstâncias me obrigavam. Eric parou o carro e nós entramos rapidamente sem dizer nenhuma palavra.
— Lidere o caminho! — Eric disse.
— Pegue a rua principal e siga para o sul, entra a direita no sinal do Starbucks. — ele seguiu minhas instruções e eu permiti relaxar. Bella e Jess seguravam as mãos, apoiei minha mão na perna dela e apertei de leve, ela me olhou e deu um sorriso sem ânimo.
— O que tem na maleta? — ela me perguntou.
— Algo que eu espero não ter que usar... — disse abrindo a maleta e encarando a pistola desmontada acompanhada de 3 carregadores. — Por que você tem uma arma? — Jess perguntou, mas eu não respondi.
— Você sabe usar? — Bella perguntou e eu afirmei com a cabeça. Quil, Jess e Bella me encaravam sem piscar, quando peguei a pistola com uma mão e o ferrolho (peça removível) com a outra e o deslizei sobre o cano travando o retêm do ferrolho para manter as partes unidas. Peguei um dos carregadores e encaixei no cabo e puxei o ferrolho pra trás trazendo uma bala para a câmara e travando o gatilho para impedir que ela disparasse sem querer. Coloquei nas minhas costas e peguei os dois carregadores reservas colocando no meu bolso.
— Cara... em que tipo de merda o mundo está metido? — Quil perguntou do banco da frente.
— É complicado...
— Você realmente sabe o que está acontecendo? — Bella perguntou e eu afirmei – Tem haver com aquele homem que você encontra toda a semana ou como sempre desaparecia nos fins de semana.
— Podemos dizer que sim – suspirei — É realmente muito complic... — eu não vi o que nos acertou, mas o carro girou levou outra pancada e capotou, as meninas gritavam enquanto éramos chacoalhados para todos os lados. Quando finalmente parou eu abri meus olhos respirando rápido, olhei para o lado estendendo minha mão até Bella ela me olhou assustada.
— Você está bem?
— Sim... eu acho...
— Tá todo mundo bem? — perguntei e alguém gemeu de dor.
— Quil?
— Sim... sim... — ele respondeu
— Eric? — ele gemeu antes de me responder.
— Eu acho que desloquei meu braço, mas estou bem...
— Jess?
— ...
— Ela está bem... — Bella disse – Acho que só está em choque...
— E que não está a uma altura dessas... — olhei para o outro lado, pela janela, e vi perfeitamente o esqueleto metálico andando pela rua, arrastando pessoas e as matando de maneira rápida.
— Merda! Nós temos que continuar... — me apressei em sair do carro e ajudar as meninas, enquanto Quil ajudava Erik. Corremos para de trás de um carro estacionado na rua.
— O que...
— Shiiii – olhei pra eles pedindo silêncio — Nós temos que ser silenciosos... — o baque nos sobressaltou – Aja o que houver, não devemos fazer barulho...
— Puta merda. O que é essa coisa? — todos olhamos para o Quil. Segui o olhar dele vendo um dos esqueletos de metal do outro lado do carro que nos escondia, fiz sinal para que eles continuassem abaixados e um por um entramos em um beco ao lado de um restaurante. Quando chegamos no outro quarteirão, olhei para os lados tentando me localizar para saber para qual direção deveríamos seguir, fiquei extremamente grato quando percebi que estava a dois quarteirões da casa do Jacob.
— Aquela merda era um alien... um alien... estamos sendo atacados por aliens! — Quil disse
— Não era um alienígena! — falei – Era um robô, uma máquina!
— Claramente criada pelos aliens para nos destruir...
— Foi criada pelo governo... deveria nos proteger.
— E você diz isso porque realmente sabe a merda em que estamos metidos?
— Sim... — nós conversávamos enquanto andávamos, ouvimos tiros e nos encolhemos atrás de uma lixeira, os tiros estavam muito perto. Alcancei minha pistola e destravei ficando pronto para usa-la. Um movimento a nossa frente me alarmou e eu empunhei a arma pondo o dedo no gatilho, um homem com uma arma de cano longo apareceu pronto para atirar, mas eu levei menos de um segundo para reconhecê-lo.
— Embry! — disse abaixando a arma e olhando pra ele, que também abaixou a arma.
— Você não parece nem um pouco bem, garoto!
— Não me diga! A minha escola explodiu e o meu carro capotou não sei quantas vezes... estou feliz por está vivo...
— Embry? — ou a voz do Derek
— Aqui está limpo... e eu achei o Edward! — Derek apareceu.
— Chegou bem na hora, garoto, estávamos voltando pra casa... Jacob selaria a porta por tempo indeterminado, logo depois que entrássemos. — não nos prolongamos conversando. Bella se aproximou de mim quando estávamos quase chegando.
— Você conhece mesmo ele? — ela me perguntou baixo, abraçando o próprio corpo.
— Sim... nós estamos seguros agora – disse passando meu braço por seus ombros, ela passou o dela pela minha cintura e continuamos o nosso caminho assim.
XXX
JACOB
As pessoas se encolhiam cada vez que as paredes tremiam com alguma explosão, estávamos no porão da casa que eu morava com Derek e Leah, essa era a única entrada e saída existente no momento, por a do outro porão havia sido selada como concreto e aço para garantir a segurança da sala de comando. Haviam várias pessoas espalhadas pelo local e eu sabia que nas outras salas dos túneis deveria haver mais. Já faziam duas horas que o ataque tinha começado e Alec ainda não havia dado notícias.
Vi Derek e Embry entrarem com o último grupo e reconheci Edward entre eles, ele estava sujo com um misto de sangue e terra, se aproximou de duas garotas e falou com uma delas, deduzi ser a Bella, elas afirmaram e ela caminhou em minha direção.
— Você está horrível! — falei — Está machucado?
— Aqui e ali, mas acho que vou viver! — ele disse girando os ombros e o pescoço — Foi uma loucura chegar aqui! Eu pensei que a minha vizinhança seria uma das últimas a cair... achei que era por isso que a Nessie estava inda pra lá...
— E era! — disse franzindo a testa. Ele me olhou sério e respirou fundo.
— Jacob... não sobrou muito de lá pra contar a história... — meu corpo gelou e eu esqueci como respirar.
— Você tem certeza?
— Eu estava lá... vi com meus próprios olhos... — não pode ser... será que algo deu errado... que por causa das merdas que mudamos aquele lugar não sobreviveu e eu a deixei ir pra lá achando que ela estava segura. Derek segurou meu braço chamando minha atenção.
— Ela sabia que você não a deixaria ir se não pensasse que ela estaria segura – ele disse receoso.
— Ela sabia! VOCÊ SABIA! — gritei e as pessoas me olharam assustadas — VOCÊ SABIA E DEIXOU QUE ELA FOSSE!
— Jacob... — ela apertou mais o meu braço e me puxou mais pra perto – Ela sabia o que ia acontecer, eu tenho certeza que ela não está mais lá... ela deve ter saído assim que viu as notícias...
— E SE ELA NÃO VIU AS NOTÍCIAS!
— Jake, cara... — Edward começou, mas o interrompi.
— Nós estamos falando da minha mulher e do meu filho! — falei entredentes tentando me controlar.
— EU TAMBÉM ESTOU PREOCUPADO! — Edward gritou e eu olhei pra ele – ELA, ELA, ELA... — ele respirou fundo e chegou mais perto baixando a voz — Você sabe o que eu quero dizer! Mas eu sei que ela é inteligente... e não ficaria parada sabendo o que ia acontecer... — respirei fundo e puxei meu braço, grosseiramente, do aperto de Derek.
— Vá com seus amigos tratar seus ferimentos com a Leah, venha até mim depois. – disse olhando para Edward, tive plena consciência do meu tom de voz autoritário, mas afastei a parte de mim que se importava com isso e me virei para Derek — Você, juntes todos os sobreviventes aqui e faça uma lista, quero saber quantas pessoas temos aqui, adultos, mulheres, crianças, tudo! Quando estiver feito me chame. — os dois continuaram me encarando — Estão esperando que? — Edward assentiu com a cabeça e de me deu as costas, Derek ainda me encarou por uns segundos, como se checasse se eu estava bem, depois afirmou e também saiu em direção a Embry e Felix. Caminhei até a sala de comando e me sentei em uma das cadeiras respirando fundo.
— Moira? — eu estava preocupado,mas mesmo assim estava usando todas as minhas energias para manter minha cabeça no lugar.
— "Sim, senhor Black"
— Algum contato do Alec?
— "Ainda não. Gostaria que eu tentasse contatá-lo?"
— Sim, por favor.
— Jacob é você? — a voz dele saiu pelos auto falantes minutos depois.
— Sou eu... onde você está?
— As coisas estão muito feias aqui! Eu já me reuni com o meu esquadrão e estamos indo em sua direção, temos alguns civis conosco.
— Quanto tempo acha que vai levar para chegar aqui?
— Difícil dizer, mas farei de tudo pra estar aí antes do anoitecer.
— Pois bem, me avise quando estiver chegando para que eu abra as portas e mande alguém para te ajudar.
— Ok! — um tempo depois Derek e os outros entraram na sala.
— Está aqui a lista que você pediu. Sem contar com a gente são 83 no total 10 são crianças.
— Nós somos pouco em relação a eles, então se preparem para ter alguns conflitos com eles, acredito que não vá ser fácil pra eles me aceitarem como o líder no começo, então só estejam preparados. Alec ainda vai demorar um pouco para chegar, então não selaremos as portas agora, apenas a fechem e a mantenham bem guardada e por último, vocês devem usar esse lenço vermelho no pulso para se identificarem como os meus de confiança e ninguém sem uma desses deve passar para o corredor principal, leve esses laranjas para as suas amigas Leah e use um laranja também para que as pessoas saibam que você é responsável pelo estoque.
— Estava sentindo falta dessa divisão de cores... — Derek disse, amarrando o lenço vermelho no pulso – Agora só falta esse lugar ter o tamanho de uma cidade e eu vou estar de volta em casa...
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