O Excluído De Apolo
1 Sou arrastado por um estranho
Acordo. Olho para o teto, e penso na figura de meu pai. Me viro e percebo que Tonny está na minha cama.
Tonny é um garoto que morava embaixo de uma janela de alumínio. Para um "gigante" (comparado a mim) deveria ser ruim morar numa janela.
-Tonny. Sai da minha cama. Bebeu muito, né? -chuto ele da minha cama, e ele parece não gostar- Vai se arrumar, temos aula hoje. -me sento na cama, e começo a pensar em como meu pai seria. Minha mãe fala que meus olhos parecem o dele, claros e brilhantes. Tonny ficou me encarando, pois é difícil eu pensar.
-Que isso, pensando. -Tonny sai do quarto, ainda me encarando.
Me levanto e começo a me arrumar. Tonny entra no quarto e me assusta.
-VIADO! -falo dando um soco na cara dele.
Tonny fica com o nariz sangrando. Dou um leve sorriso, meio tentador. Minha mãe disse que herdei de meu pai.
-Meu nariz tá doendo. -ele disse, com o mão no nariz.
-Vai lavar, seu mané. -pego minha mochila e saio do quarto. Desço as escadas- tchau mãe, tô indo. -saio de casa, e admiro o dia. Pego o caminho para a escola. Gosto do caminho porque por onde passo tem muito sol, e me sinto bem no sol.
-ME ESPEEERA -Tonny grita, lá de trás.
Fiquei esperando Tonny se aproximar. Ele pode ser alto e talz, mas anda muito devagar, e eu odeio isso.
-Ainda bem que me esperou. Vamos. -ele foi na frente. Eu fui indo atrás, encarando ele. Peguei meu melhor amigo, meu MP4. Coloquei os fones e coloquei a música, e a minha música preferida começou a tocar.
Chegamos a escola. Desliguei meu MP4 e o guardei na mochila. Entramos na escola, e logo damos de cara com a Sra. Bromms. -Vão para a sala. EU sou a diretora e EU mando. -ela se levantou e saiu batendo aquele salto de 40 centímetros dela.
Chegamos em nossa sala de aula. Nos sentamos em nossas carteiras e começamos a assistir a aula de História Antiga. Tivemos que pegar o livro de História Antiga.
-Página 98. Vejam as imagens e nomeiem os deuses. -disse o professor. Peguei o meu livro e abri na página. Há 12 estátuas dos Deuses Gregos, e na base da estátua tem uma placa de metal, com letras gregas inscritas. Comecei a tentar nomear os deuses.
-Esse é Zeus? Não, parece ser Hefesto... -olho para a base das estátuas. As inscrições em grego começaram a ficar em Português. Arregalei os olhos- oshe! -coçei os olhos e observei novamente as bases. Continuavam em Português- uma mão na roda!
Comecei a nomear os deuses, conforme as placas indicavam. Me levantei e fui a mesa do professor, que arregalou os olhos ao observar as minhas respostas. Eu abri o livro, um milagre. Respondi algo, outro milagre. Acertei tudo, WOW MEU DEUS QUE MILAGRE.
-Não é bom se acostumar, tá? Não vai rolar toda hora isso. -disse ao professor. Vou até minha carteira, e o sinal toca (que aula rápida '-'). Pego meu material e vou trocar de sala. Sim, minha escola tem isso.
Vou andando pelo corredor, até ser encurralado por Henrique. Ele chegou muito perto. MUITO, MUITO, a ponto de eu dar um soco na cara dele. Ele me encarou por uns três segundos e começou a correr atrás de mim, provavelmente para me bater. Corri pelos corredores da escola até trobar na Sra. Bromms, saindo de sua sala. Ela me encarou igual Henrique, e se transformou em um monstro horrível.
-Prazer, fúria. -disse ela, com uma voz aguda e meio rouca- Chegou sua hora, filho de Apolo. -ela pulou em mim, mas eu consegui desviar e saí correndo. Henrique e a Sra. Bromms, perfeito. Saí da escola e desci a escadaria da porta da frente. Tonny veio logo atrás.
-Vamos, cara! -Henrique e a Sra. Bromms saíram pela porta. Tonny e eu começamos a sair correndo até chegar em casa.
No portão de casa, havia um menino com mais ou menos a minha altura, com cabelos loiros e olhos claros. Ele ficou me encarando, até eu me aproximar dele. Ele deu um sorriso tentador e percebeu que éramos perseguidos. Ele sacou uma espada do além e pulou na Diretora Bromms. Minha mãe saiu de casa e abriu o portão. Entramos correndo e vi aquele menino estranho batalhando contra Bromms e Henrique.
-Mãe, quem era aquele? -perguntei a ela, com a respiração muito pesada. Tonny se apoiou em mim e eu o joguei no chão.
-Ele se chama Marco. Filho, eu devo te contar uma coisa. Seu pai se chama Apolo. Deus do sol. E isso é sério, Marco veio lhe buscar. Você vai para o Acampamento, para pessoas igual a você, filhos de deuses. Você também, Tonny.
Tonny arregalou os olhos. Marco entrou em casa, e olhou para a minha mãe. Pareciam estar conversando por olhar.
-Peguem o necessário. Sua mãe já contou sua história, né? -ele disse olhando para mim.
-Já, e eu não vou. -subo as escadas, para o meu quarto. Me deito na cama e fico encarando o teto. De repente sou puxado pelo pé.
-Você vai! -Marco me puxava, e me arrastava pela escada. -Sua mãe vai arrumar sua mochila. Vem. -ele continuava me arrastando, até chegarmos na calçada em frente de casa- Olha aqui, você é bem estressado. Típico de filhos de Apolo. -ele me pegou no colo e me colocou em um cavalo com asas. Tem um nome... Pégaso. Ele me colocou num pégaso, e decolamos. Tonny estava em outro pégaso, com outro menino. Ele lembra Marco.
Voamos uns quarenta minutos, e várias árvores começaram a surgir lá embaixo, e começamos a aterrissar em um local. -é aqui. Acampamento Meio-Sangue.
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