O Espírito De Fogo!
8 Chapter VII - II
Notas iniciais
Boa leitura~
Já passava das dez da noite. Amy e Garret ainda estavam fora de casa, provavelmente treinando. Chuck estava no seu quarto, em frente ao computador, procurando sobre os Oníricos. Tudo bem, ele sabia que não iria encontrar nada, e foi o que aconteceu. Nada foi publicado sobre os Oníricos e John, a não ser uma pequena matéria no jornal de um bairro antigo. Mas assim que Chuck clicou no link, abriu-se apenas uma imagem, um tipo de scanner, onde não se podia ler praticamente nada.
E em meio ao silêncio do quarto, pôde se ouvir um ruído. “Deve ser lá fora...” – Chuck pensou, tentando afastar o medo e o arrepio que se acomodava em seu corpo. Segundos depois de olhar para os lados, o garoto sentiu mãos em seus ombros, e completamente paralisado, olhou para trás. O que viu o assombrou. Olhos estranhamente cinzas. Um cinza opaco, um cinza triste. Exatamente como os olhos de Amy, que nesse último dia havia ganhado um brilho à mais. O garoto que estava atrás dele era como uma cópia antiga e mal feita de Amy. Chuck tentou se desvencilhar, mas era impossível, aquele garoto era muito forte. – O que você está procurando aí criança? Tudo sobre Oníricos. De onde vieram os Oníricos. Como virar um Onírico. – a última frase soou sedosa e lenta, com um toque quase que sedutor. O garoto dos olhos e cabelos brancos virou a cadeira de Chuck, o deixando de frente para si. Ele arrastou outra cadeira e se sentou, agora encarando Chuck. – Talvez você devesse perguntar para uma fonte segura. Uma fonte original. Sabe, um verdadeiro Onírico. – o garoto sorriu sarcástico – Como a sua amiguinha ruiva não está aqui, que tal perguntar para mim? Chuck podia estar morrendo de medo por dentro, mas não moveu um músculo sequer. Depois, olhou nos olhos do garoto que estava a sua frente. Nunca que ele perguntaria algo a ele, então simplesmente ficou calado. – Ótimo, vejo que conversar não nos levará a nada. – disse o garoto, que rapidamente se levantou e pegou Chuck pela barriga, o levantando e colocando entre seu ombro e pescoço. Chuck se debatia sem parar, mas parou imediatamente ao ouvir as próximas palavras do garoto dos olhos opacos – Vamos logo com isso, não tenho muito tempo antes que a sua priminha querida faça mais alguma coisa errada. Ele iria machucar Amy? Ele não poderia. E por quê? O que ela havia feito a ele? Perguntas e mais perguntas rodavam pela mente de Chuck, mas todos os seus pensamentos cessaram quando o garoto injetou algo nele. Algo que doeu e passou raspando pelas veias do seu pulso. Algo minúsculo, mas que antes de desmaiar ele havia identificado como um chip, um daqueles chips que ele injetava em animais quando trabalhava na clínica veterinária... Depois disso, não pensou em mais nada. Apenas na escuridão a sua frente. Spencer realmente havia injetado um chip em Chuck, mas não era um chip qualquer. Com esse chip, Spencer poderia controlar todos os movimentos e pensamentos de Chuck, podendo controlá-lo física e mentalmente. Como Spencer se movia numa velocidade incrível como a do vento, ele chegou ao topo da montanha Redbird rapidamente, e jogou Chuck sobre a maca que havia arrumado. Já estava tudo pronto para a transfusão. A transfusão de sangue que mudaria o destino de Spencer, Chuck e Amy. Então, sem querer perder mais tempo, Spencer começou a colocar seu sangue nas veias de Chuck, dando-o poder mais do que suficiente para matar Amy. Por que, apesar dele querer fazer isso com as próprias mãos, se ele morresse seria o fim. Chuck foi à escolha perfeita para machucar e magoar Amy ao mesmo tempo, e assim ele faria.
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