O Espírito De Fogo!
1 Chapter I
Notas iniciais
Reviews, opiniões e sugestões! *-*
Ela estava deitada em uma banheira de sangue, que não era o suficiente para cobrir nem metade do seu corpo nu. Podia sentir seus cabelos deslizando suavemente na nuca, nas costas e parando na metade das coxas. Por quanto tempo ela havia adormecido?
Levantou-se devagar, estalando os ossos do pescoço e dos dedos. Piscou algumas vezes e saiu da banheira, quando se deu conta de onde estava. A sala era repleta de espelhos do chão ao teto, e fora a banheira no centro, havia apenas um armário contendo suas antigas armas. Aquela era a sala em que ela havia sido criada. Era como o útero em que havia ficado por meses, e depois por anos. Um dos espelhos da parede começou a se mover lentamente, e uma mulher entrou. Ela deu alguns passos, distraída, e só depois percebeu que aquela linda garota ruiva, de aproximadamente 17 anos estava ali, em pé em frente à sua banheira. – Amy querida, você acordou... – ela começou a dizer, com os olhos úmidos. Seria medo? Desespero? Ou talvez saudades. – Amy... – Amy repetiu, alisando seus próprios cabelos enquanto se olhava num espelho. Eles continuavam lisos e macios como sempre, mas agora estavam mais vermelhos... Vermelhos como o fogo. A mulher começou a se aproximar de Amy, examinando seu corpo com os olhos, dos pés a cabeça. Ela parecia ser uma boa pessoa, mas Amy não confiava nem um pouco nela. – Quem é você? – Amy disse, com a voz rouca, dando passos para trás na tentativa de se aproximar do seu velho armário. E a mulher continuava se aproximando, a passos lentos e largos. – Então você realmente se esqueceu de tudo? – não foi uma pergunta, e ela parecia bem desapontada – Sou Martha, sua mãe – ela sorriu, triste – Bom, na verdade me tornei sua mãe assim que você matou seu criador. Você era uma garota muito levada sabia? Foi então que Amy se lembrou de tudo. Imagens começaram a surgir na sua cabeça dolorosamente. Lembranças dela quando criança, passeando com o seu pai. Ele a levando para a escola, e a deixando sozinha. Sua primeira vítima, um garotinho em um parque de diversões. E por último, seu próprio pai tentando fazê-la adormecer novamente. Então foi isso? Ele a criou com o objetivo de ter uma filha, mas depois tentou se livrar dela e ela o matou. Então foi Martha que fez o trabalho sujo. “Essa escrota tem que morrer” – pensou Amy. Amy disparou em direção ao armário, correndo o mais rápido que podia. Martha parou de sorrir e fez uma careta feia, mas ainda estava com a decepção no olhar. Que se dane, Amy não tinha pena dela. E por que teria? Amy pegou um Rifle dentro do armário e apontou para a cabeça de Martha, pronta para atirar. – Você tem certeza que quer fazer isso querida? Pode se arrepender depois... – Martha começou a dizer, com a voz fina e chorosa. Ela começou a procurar um celular nos bolsos, e assim que o pegou tentou ligar para os seguranças. Tentou. Antes que ela pudesse terminar a ligaçao Amy deu dois tirou em seu peito, fazendo-a cair imediatamente, com lágrimas nos olhos. Amy se aproximou de Martha e sorriu, com uma sensação de prazer invadindo sua alma. Ela acariciou os cabelos de sua suposta mãe e fechou seus olhos delicadamente. – Não vou me arrepender disso nem por um segundo. – ela disse, antes de guardar o Rifle e pegar sua Katana, delicadamente esculpida com florais ao longo da lâmina. Aquela espada havia sido feita pela seu pai, especialmente para ela. Mas se ele não queria que ela causasse tanta dor, por que criava armas para ela? Seria impossível descobrir. Os seguranças logo chegariam pelo barulho dos tiros, então Amy teria que sair dali o mais rápido possível. Como não achou nada para vestir, Amy apenas colocou a bainha da espada nas costas e foi em direção a porta, quando vários dos seguranças começaram a entrar. Menos um pescoço, menos uma vida, menos uma alma. Que diferença faria? O sangue espirrando em seu rosto e os gritos de dor faziam Amy delirar. Depois de destruir todos aqueles homens insignificantes, ela finalmente saiu daquela sala. “Ok, e pra onde eu vou agora?” – Amy estava confusa, então decidiu fazer o óbvio e foi em direção a saida do hospital. Aquilo realmente era um hospital? Difícil. Mesmo com várias pessoas doentes, cada uma em seus quartos, por que prenderiam Amy num hospital? – Por que os humanos são tão estúpidos? – Amy estava falando sozinha, e assim que finalmente saiu do hospital, dezenas de seguranças estavam esperando por ela lá fora. Bela recepção. – Ei, você aí. Pode parar onde você está! Não vamos deixar você fugir dessa vez. – disse um segurança alto e negro, com os músculos quase saltando para fora do uniforme. Ele segurava um revolver. Um simples revolver. Amy riu de toda a situação. – Você acha mesmo que pode me derrotar com isso? – Ela disse, inclinando levemente a cabeça. – Pode tentar se quiser. Mas seria bem melhor pra você se ficasse longe. Claro que não adiantou, e o segurança começou a atirar loucamente em diração a Amy, que segurava as balas com a ponta dos dedos. Tudo aquilo era divertido pra ela. Amy caminhou em direção a muralha de seguranças, e com apenas dois movimentos, pegou sua katana e derrotou todos eles, cortando seus pescoços como se aquilo não fosse nada. O que podia fazer? Ela só queria sair daquele lugar.
Assim que os corpos cairam com força no chão, Amy viu um garoto atrás deles, observando a distância. Ele estava vestido de preto da cabeça aos pés, e seus cabelos brancos contrastavam por baixo da touca. Amy ficou olhando para ele atentamente, até ele se virar e começar a se afastar, e só então Amy viu que ele tinha um rifle apoiado em um dos ombros. Um rifle personalizado, bem parecido com o que o seu pai havia feito para ela. “Mas que porcaria é essa?” – ela pensou, mas quando pensou em ir falar com o garoto, ele já havia desaparecido na escuridão da noite. Só então Amy percebeu que ainda estava nua, com o corpo cheio de sangue, e o pior: estava cansada e não tinha para onde ir. Sua cabeça começou a girar e sua respiração ficou pesada. O que ela faria agora? Lentamente foi até um beco escuro próximo ao hospital, e acabou desmaiando ali, deixando todas as suas defesas baixas. Se deixando livre para morrer outra vez.
Notas finais
Espero que alguém esteja lendo essa história, e espero que gostem. x3 Ansiosos para saber o que vai acontecer com a minha querida Amy? r e v i e w s >
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