O Espírito

9 Capítulo 9 - Pesadelo de Adam


Notas iniciais
Aqui começa tipo uma nova fase, nada a ver com a sinopse, que se passa algum tempo depois do capítulo oito.

\"Querido Diário – 3 de Abril de 2010

Bem, estou voltando a escrever após algum tempo. Sai ontem do hospital e vivi o melhor momento de minha vida. Algo aconteceu com o Adam. Ele transformou-se em algo com carne e osso. E... eu pude beijá-lo. Eu não tenho dúvidas de que o amo... Ontem voltei do hospital, após quase ter deixado de viver e isso me deu um ânimo para continuar de cabeça erguida. Vou almoçar, já venho!\"

Alguns meses se passaram após esta escritura no diário de Michelle Brooks. Exatamente três...

– Venha Michelle, o almoço está na mesa! – ouviu-se uma voz gritando da cozinha. Era Mikaela, um pouco aflita pela demora da filha. Barulhos de passos vinham do corredor. Uma menina de quatorze anos chegava, acompanhado por um garoto de mais ou menos quinze.

– Calma mãe, estávamos acabando de ver o filme! – explicou a garota um pouco aflita, pois sabia que a mãe mencionaria algo que ela não queria. Todos sentaram-se e a mulher da casa não perdeu tempo.

– Olha aqui vocês dois, – Adam e Michelle olharam para ela com atenção, – tenham juízo, vocês ainda são muito novos para sexo! – A garota quase caiu da cadeira de vergonha. Adam ficou indiferente e afirmou com a cabeça.

O almoço passou rápido. Aquela lasanha com arroz e batata devia estar muito bom. Os dois adolescentes voltaram para o quarto e ligaram o DVD.

Após ter posto um filme, eles deitaram na cama de Michelle e ficaram jutinhos assistindo o longa metragem de animação \"Procurando Nemo\".

– Adam, vamos passear pelo parque? – perguntou Michelle, após o término do filme. O garoto apenas levantou-se e foi até o armário que a família havia comprado, para ele pôr suas coisas. Pegou uma jaqueta e respondeu que sim.

Eles se arrumaram, deram tchau ao Sr. e a Sra. Brooks e foram a pé. Andaram bastante e depois de quase uma hora, as árvores floridas do parque apareciam e mostravam que várias pessoas e crianças andavam, sorriam, falavam entre outras diferentes ações.

– Ei, jogue a bola, por favor, moço! – gritou um garotinho de seis anos para Adam, enquanto passavam pelo campo de futebol. Este viu uma bola rolando em sua direção e chutou nas mãos da pequenina criança, que agradeceu. Mas antes de virar-se para o jogo, seus olhos ficaram vermelhos e faiscaram. – Ele irá me pagar... – disse por final, para si mesmo, largando a bola para seus amigos da mesma idade.

– Eu vou pegar um sorvete, me espere ali no banco, tudo bem Michelle? – A garota afirmou que sim com a cabeça e sentou-se no lindo conjunto de madeiras que forma o banco, em frente a um chafariz, em que um elefante brilhoso derramava delicadamente água de sua tromba. No outro lado do monumento, via-se o campo de futebol que as crianças jogavam e após, uma mansão velha, cor bege com vários detalhes no concreto. E também as várias árvores espalhadas pelo terreno.

Enquanto Adam andava até o homem que vendia sorvete, do outro lado da praça, o garotinho que pedira para ele lhe alcançar a bola, escondia-se entre algumas dessas árvores, no centro da praça. Ele começou a andar devagar e cuidadoso, seguindo o jovem.

– Com licença, você pode me dar duas casquinhas mistas? – perguntou Adam, em frente ao homem que vendia o sorvete expresso.

– Chocolate e creme?

– Sim. – a resposta foi imediata.

Aquele pequeno garoto de seis anos chegava bem perto de Adam e sorria maldosamente. Os seus olhos fixaram-se nas costas dele e nos instantes seguintes, ele apenas se preocupou em pular e atravessar o corpo de seu alvo.

– O que?! – perguntou o adolescente, sentindo seu corpo queimar por dentro e por fora. Os órgãos internos pareciam estar se degenerando muito rapidamente. O menino que pulara transformou-se em um vulto cinza-escuro. Ria em demasia enquanto jogava-se aos céus.

– Seu imbecil! – a risada cessou-se imediatamente, e a fumaça desfigurou-se, – você não entendeu, não é? Pensei que você iria pegar a alma dela, para eu me alimentar e me tornar o soberano. Mas não... – ele já formava o homenzarrão verde de tempos atrás.

Adam ficara sem palavras. Ele percebeu que suas mãos foram explodindo e deixando um gás sair. Ninguém estava vendo aquilo. Eles haviam se transportado para uma dimensão diferente.

– Então foi você... – foram as únicas palavras que saíram de sua boca.

– Agora, não deixarei você se comunicar com ela. Essa garota o esquecerá com o tempo... – sorriu o fantasma, mandando um beijo para a jovem sentada no banco de madeira.

Esse era o maior pesadelo de Adam. Perder Michelle...

Notas finais
Desculpem pela demora, voltarei a postar mais seguido.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.