O Espelho Mágico
22 A Verdade Sobre Lúcio Malfoy
Hydra finalmente encontrou mais de uma semana depois com Harry cara a cara, estava decidida, apesar de muito curiosa a não perturbar o menino, por isso não falara com ele antes, mas, Harry e para a sua surpresa o menino pediu para falar com ela em particular.
— Claro, vamos procurar algum lugar tranquilo... – Disse ela com muito medo do que iria ouvir.
Os dois encontraram uma sala tranquila e vazia aonde se sentaram um na frente do outro, encarando um ao outro por alguns minutos.
— Malfoy, Mcnair, Avery, Nott, Crabbe, Goyle. – Disse Harry rapidamente, sem olhar Hydra nos olhos – Eu não quero falar sobre tudo que aconteceu naquela noite, mas esses são Comensais da Morte, Comensais que eu vi com os meus próprios olhos, comensais que viram o retorno de Voldemort.
Hydra tremeu com a menção do seu sobrenome, tremeu mais ainda com o fato de que Harry afirmara que ele havia voltado.
— Meu pai Harry? Ele estava lá? – Perguntou ela, ansiando por saber detalhes do que aconteceu, mas parando as perguntas e as lágrimas que queriam cair – Ele voltou Harry?
— Sim, voltou e seu pai estava lá, eu achei que você deveria saber disso...
As lágrimas corriam o rosto de Hydra, ela sentiu que algo aconteceu, sentiu que seu pai sentira medo, ela colocou a mão no bolso da veste e viu que o medalhão que usava ainda estava lá.
— Eu sinto muito Harry, por qualquer coisa que meu pai tenha feito, eu sinto muito por tudo, de verdade... – Disse ela chorando de medo e vergonha, ela sabia que algo estava acontecendo, imaginava que fosse relacionado com Você-Sabe-Quem, mas não imaginava que algo tão horrível estaria acontecendo.
— Não foi sua culpa, mas cuidado, não sei como ficarão as coisas na sua casa agora e você não merece estar perto desses monstros... – Disse o menino pedindo então para se retirar, realmente não parecia querer falar mais nada além do necessário com Hydra que tentou não levar para o pessoal, sabia que ele devia estar em grande choque.
Hydra ficou sentada na cadeira por mais um bom tempo, perdera com certeza a aula de Transfiguração, então finalmente decidiu correr em direção as masmorras, precisava falar com o Prof. Snape.
Hydra esperou que a um grupo de alunos do quinto ano da Lufa-Lufa saísse da sala e entrou sem bater. Snape estava arrumando sua mesa quando viu a bruxa entrar correndo.
— Professor, eu preciso por favor da sua ajuda – Disse ela ainda com os olhos inchados de chorar.
— O que houve? – Snape parecia preocupado de um jeito que Hydra nunca tinha visto antes e nem achava que fosse possível de ele fazer.
Hydra se sentou e explicou sobre seu medalhão e o que tinha sentido na noite da última tarefa.
— É verdade então professor, ele voltou?
— Sim, Malfoy, ele voltou... – Disse Snape evitando os olhos de Hydra.
— E meu pai, ele é um Comensal da Morte, não é? – Dessa vez ela voltara a chorar.
— Hydra, eu não posso afirmar algo que não vi. – Snape nunca tinha chamado Hydra pelo primeiro nome ou falado com ela de forma calma como estava fazendo naquele momento, ela estranhou imediatamente. – Mas eu posso prometer que vou investigar sobre seu medalhão, deixe ele comigo e eu irei dizer o que encontrar. Não chore, todos precisam ser fortes agora.
Hydra fez o impensado e abraçou o professor que parecia não saber o que fazer enquanto a bruxa o abraçava e chorava, finalmente ele conseguiu se livrar de Hydra e ela pediu desculpas e se retirou correndo.
Hydra evitou falar com todos nos dias seguintes, ninguém conseguia arrancar uma palavra ou um sorriso dela, nem mesmo Peter, Fred, Jorge, Gisele, Angelina ou Gabrielle, as histórias sobre o labirinto corriam a escola.
Finalmente Hydra encontrou Draco no corredor e o chamou para conversar.
— Draco, vem comigo, vamos embora da nossa casa nesse verão, eu não me importo de você ser menor de idade, você não pode ficar lá! – Disse ela nervosa e o menino parecia em grande choque sem entender o que acontecia.
— Do que você está falando Hydra? Eu não posso sair de casa!
— O papai, ele é um Comensal da Morte, eu sei que nós sempre soubemos disso, mas ele voltou, Você-Sabe-Quem voltou e o papai voltou com ele, você não pode ficar naquela casa Draco! – Hydra gritava com o irmão que ficou pálido e em pânico.
— Hydra, eu não sei o que aquele maluco...
— Você sabe que é verdade Draco, você sabe... – De novo, como parecia acontecer sempre agora, Hydra chorava.
— Não sei Hydra, me solta... – Dizia ele para a menina que apertava seus braços.
— Draco, eu vou embora, eu não quero te deixar com aquele homem, por favor!
— Aquele homem é nosso pai Hydra, ele não nos faria mal – Disse ele desesperado.
— Aquele homem já me fez mal, quantas vezes Draco, ele já me machucou, me prendeu, como você ainda defende ele? – Gritou Hydra, um pequeno grupo de alunos que passou pelo corredor se assustou com seu grito e saíram correndo.
— Hydra, calma...
— Calma? Calma, Draco? ELE É UM MONSTRO!
Hydra viu que Draco não iria a ouvir e virou as costas, se ele não quisesse ir com ela, ela iria sozinha, mas não ficaria mais naquela casa.
Hydra voltou para a sala comunal e entrou em seu quarto, tinha um sentimento horrível, tinha vontade de arrancar, mudar seu sobrenome, mudar o seu sangue, tudo de dentro de si, chorava descontrolada e atirava coisas na parede do quarto vazio, até ouvir uma voz saindo de seu malão.
— Hydra, você está aí? Hydra?
Hydra abriu o malão e viu Peter no espelho, o rapaz deu um passo para trás quando a viu, Hydra sabia que sua aparência devia estar horrível.
— Pelo amor de Deus Hydra, o que houve? – Perguntou ele muito preocupado.
— Eu quero mudar tudo Peter, eu não quero ser uma Malfoy, por favor me ajuda, me ajuda Peter – Hydra chorou por muito tempo e finalmente contou tudo que Harry contou para ela.
— Hydra eu já sabia disso... – Respondeu ele para sua surpresa.
— Como? – Perguntou Hydra espantada sentada em sua cama.
— A ordem Hydra, a que eu lhe contei que meus pais faziam parte, eu também faço agora, tem muita coisa que eu não posso lhe contar e muitas que irei contar pessoalmente...
— Peter, eu quero fazer parte também, eu quero lutar! – Disse ela decidida.
— Você vai poder, meu amor, mas você precisa seguir sua vida primeiro, eu sei que nada será como antes, mas você precisa seguir em Hogwarts, você precisa tentar...
— Eu não vou voltar Peter, eu não posso...
— Você pode e deve, você, Fred, Jorge, Harry... Todos devem voltar, se preparar, você vai poder lutar na hora certa, eu prometo.
— Peter, eu não quero ir para casa – Chorava Hydra enquanto o rapaz parecia sem saber o que fazer.
— Eu vou falar com meus pais, vamos tentar um jeito de te trazer direto para cá, ok?
— Tudo vai mudar, não vai? – Perguntou Hydra parando de chorar – Eu achava que a vida era complicada antes... O que vai acontecer, Peter?
— Eu não sei Hydra, mas eu prometo que podemos passar por isso juntos, ok?
— Ok... – Hydra enxugava as últimas lágrimas.
— Hydra, Fred e Jorge falaram comigo, você está evitando todo mundo nos últimos dias, não faça isso, agora mais do que nunca você precisa dos seus amigos...
— Eu prometo que vou falar com eles.
Hydra terminou a conversa com Peter se sentindo um pouco melhor, decidiu se ajeitar e descer para o almoço, chegando lá, pediu para todos os seus amigos encontrarem com ela na sala comunal (inclusive Gisele e Gabrielle), então juntou todos em poltronas próximas e começou a contar tudo, tudo que ouvira, tudo que seu pai fez, tudo que sentia, chorou, riu, abraçou, no final sentia como se tivesse tirado um grande peso de seu peito.
Lino, Jorge, Fred, Angelina, Alicia, Jorge, Jeniffer, Katie, Gabrielle e Gisele. Estavam todos ali dispostos a serem seus amigos e a ajudarem, todos estavam com medo do que iria acontecer, mas todos prometeram se manter fortes, mesmo Gabrielle e Gisele disseram que mesmo longe iriam lutar sempre que necessário.
— Ele é um Comensal de verdade? – Perguntou Lino delicadamente.
— Sim, de verdade...
— Hydra, venha com a gente para a França, você vai ficar mais segura lá! – Pediu Gabrielle.
— Não, meninas, eu não vou me esconder, eu vou lutar se for necessário – Afirmou Hydra.
— Sete vezes, Hydra? – Perguntou Angelina, se referindo ao número de vezes que seu pai a agredira.
— Sim...
— Você tem a nós, a todos nós, para sempre, saiba disso – Afirmou Fred.
— Sempre, palerma – Disse Jorge.
No dia anterior a volta para casa, Hydra recebera com tristeza a notícia de que teria que ficar em sua casa até seu aniversário de dezessete anos no mês seguinte, Peter pediu para ela ser forte e aceitar para evitar um confronto maior ainda do que o necessário e ela acabou aceitando, arrumar o malão era desconfortável e cruel, sua vida iria mudar tanto...
Quando entrou no salão principal, notou imediatamente que não havia as decorações de costume. O Salão Principal em geral era enfeitado com as cores da Casa vencedora na Festa de Despedida. Esta noite, no entanto, havia panos pretos na parede ao fundo onde ficava a mesa dos professores. Um luto com certeza em respeito a Cedrico, se sentou entre Fred e Jorge na mesa da Grifinória, onde Gabrielle e Gisele também estavam, ninguém sorria muito ou comemorava como geralmente acontecia nos finais de semestre.
Os professores se encontravam na mesa, inclusive o Prof. Moody que havia sumido por um tempo, Karkaroff, o diretor da Durmstrang não estava mais ali, mas Madame Maxine continuava e falava com Hagrid. Snape também estava lá, ela tentou fazer com que ele a olhasse discretamente mas sem sucesso.
Prof. Dumbledore, se levantou à mesa dos professores. O Salão Principal, ficou muito silencioso.
— O fim – disse Dumbledore olhando para todos – de mais um ano...
Ele fez uma pausa e seu olhar pousou na mesa da Lufa-Lufa. A mais silenciosa de todas antes do diretor se levantar, e continuava a ser a mais triste e de rostos mais pálidos do salão.
— Há muita coisa que eu gostaria de dizer a todos vocês esta noite mas, primeiro, quero lembrar a perda de uma excelente pessoa, que deveria estar sentado aqui – ele fez um gesto em direção à mesa da Lufa-Lufa –, festejando conosco. Eu gostaria que todos os presentes, por favor, se levantassem e fizessem um brinde a Cedrico Diggory.
Todos obedeceram; os bancos se arrastaram e os alunos no salão se levantaram e ergueram seus cálices e ouviu-se um eco uníssono, alto, grave e ressonante: Cedrico Diggory.
— Cedrico era o aluno que exemplificava muitas das qualidades que distinguem a Casa da Lufa-Lufa – continuou Dumbledore. – Era um amigo bom e leal, uma pessoa aplicada, valorizava o jogo limpo. Sua morte nos afetou a todos, quer vocês o conhecessem bem ou não. Portanto, creio que vocês têm o direito de saber exatamente como aconteceu.
O coração de Hydra acelerou, iria Dumbledore mencionar o que seu pai fez? Iria ela sabe de tudo ali agora?
— Cedrico Diggory foi morto por Lorde Voldemort.
Um murmúrio de pânico varreu o Salão Principal. As pessoas olharam para Dumbledore incrédulas, horrorizadas. Ele parecia perfeitamente calmo ao observar os presentes até pararem de murmurar. Hydra abaixou a cabeça e tentou conter as lágrimas que novamente queriam vir.
— O Ministro da Magia – continuou Dumbledore – não quer que eu lhes diga isto. É possível que alguns pais se horrorizem com o que acabo de fazer, ou porque não acreditam que Lorde Voldemort tenha ressurgido ou porque acham que eu não deva lhes informar isto por serem demasiado jovens. Creio, no entanto, que a verdade é, em geral, preferível às mentiras, e qualquer tentativa de fingir que Cedrico Diggory morreu em consequência de um acidente ou de algum erro que cometeu é um insulto à sua memória.
Atordoados e temerosos, cada rosto no salão voltava-se para Dumbledore agora...
— Há mais alguém que deve ser mencionado com relação à morte de Cedrico – continuou Dumbledore. – Estou me referindo, naturalmente, a Harry Potter.
Um murmúrio atravessou o salão e algumas cabeças se viraram em direção ao garoto antes de tornarem a fitar Dumbledore.
— Harry Potter conseguiu escapar de Lorde Voldemort. E arriscou a própria vida para trazer o corpo de Cedrico de volta a Hogwarts. Ele demonstrou, sob todos os aspectos, uma bravura que poucos bruxos jamais demonstraram diante de Lorde Voldemort e, por isso, eu o homenageio.
Dumbledore virou-se solenemente para Harry e ergueu sua taça mais uma vez. Quase todos os presentes no Salão Principal seguiram seu exemplo. E murmuraram seu nome, conforme tinham murmurado o de Cedrico, e beberam em sua homenagem. Mas, por uma brecha entre os que estavam de pé, Hydra viu que Draco, Crabbe, Goyle e muitos alunos da Sonserina, num gesto de desafio, tinham permanecido sentados, os cálices intocados em uma raiva subiu sua cabeça, por que Draco continuava fazendo isso? Aplaudia então a atitude do pai? Dumbledore, não os viu e Hydra respirou fundo para continuar a ouvir Dumbledore.
Quando todos se sentaram mais uma vez, o diretor continuou:
— O objetivo do Torneio Tribruxo era aprofundar e promover o entendimento no mundo mágico. À luz do que aconteceu, o ressurgimento de Lorde Voldemort, esses laços se tornam mais importantes do que nunca. O olhar do diretor foi de Madame Maxime e Hagrid a Fleur Delacour e seus colegas de Beauxbatons, daí para Krum e os alunos de Durmstrang à mesa da Sonserina.
— Cada convidado neste salão – disse o diretor e seu olhar se demorou nos alunos de Durmstrang – será bem-vindo se algum dia quiser voltar para cá. Repito a todos, à luz do ressurgimento de Lorde Voldemort, seremos tão fortes quanto formos unidos e tão fracos quanto formos desunidos.
Hydra, Gisele e Gabrielle se olharam em uma promessa silenciosa de que sempre estariam ali umas para as outras.
"O talento de Lorde Voldemort para disseminar a desarmonia e a inimizade é muito grande. Só podemos combatê-lo mostrando uma ligação igualmente forte de amizade e confiança. As diferenças de costumes e língua não significam nada se os nossos objetivos forem os mesmos e os nossos corações forem receptivos.
"Creio – e nunca tive tanta esperança de estar enganado – que estamos diante de tempos negros e difíceis. Alguns de vocês, neste salão, já sofreram diretamente nas mãos de Lorde Voldemort. As famílias de muitos já foram despedaçadas. Há apenas uma semana, um aluno foi levado do nosso meio.
"Lembrem-se de Cedrico Diggory. Lembrem-se, se chegar a hora de terem de escolher entre o que é certo e o que é fácil, lembrem-se do que aconteceu com um rapaz que era bom, generoso e corajoso, porque ele cruzou o caminho de Lorde Voldemort. Lembrem-se de Cedrico Diggory."
Depois do triste jantar, Hydra foi até as masmorras atrás do Professor Snape, bateu em sua porta e esse a deixou entrar.
— Eu já iria procuraria, Srta. Malfoy – Disse ele–, eu descobri do que se trata seu medalhão.
— Eu acho que também sei professor, é um elo, certo? Um elo com a minha família? – Perguntou ela enquanto ele devolvia o medalhão para suas mãos.
— É mais do que isso, nesse medalhão já morou um feitiço antigo e maligno que foi desfeito pelo próprio dono, mas um pedaço desse feitiço continua, um elo de fato, um pequeno pedacinho da alma de cada membro da sua família de sangue direta, foi desencadeado agora quando um membro da sua família direta sentiu mais medo do que nunca, você irá sentir sempre que eles estiverem em perigo, com muito medo, muita tristeza, etc, isso irá refletir em você, cabe a você decidir se quer sentir ou não, o efeito colateral deixado no colar pela maldição tirada desse colar está ativo de novo... – Disse Snape frio e sério.
Hydra pensou em jogar naquele momento o medalhão na parede, mas o guardou em suas vestes, decidida a não usá-lo mais sem que precisasse pelo menos, mas guardá-lo, agradeceu o professor pela ajuda e seguiu para seu quarto.
No dia seguinte, mais lágrimas caíram na hora da despedida de Hydra, Gabrielle e Gisele.
— Me prometa que irá escrever, irá me contar tudo em todos os detalhes do que acontecer, me prometa! – Disse Gabrielle, chorando para Hydra e segurando em suas mãos.
— E se precisar de nós, me prometa... Nos prometa que irá nos contactar no mesmo minuto... — Disse Gisele chorosa.
— Eu prometo, por favor nunca me abandonem, nunca precisei tanto de vocês! – Respondeu Hydra também chorando e as três se envolveram em um grande abraço.
Fleur tinha se despedido de Harry e agora se virara para Hydra antes de seguir correndo para a carruagem da Beauxbatons para onde Gabrielle e Gisele já tinham ido.
— Eu estou feliz de ser sua amiga, Hydra, temos que nos ver em breve, sim? – Disse ela à abraçando.
— Até breve Fleur – Respondeu Hydra retribuindo o abraço.
A viagem de volta no trem foi quieta, Hydra entrou em um vagão com Fred, Jorge, Alicia, Angelina e Jeniffer, os gêmeos jogavam snaps explosivos com Angelina e Alicia e Jeniffer descansava a cabeça nos ombros de Hydra.
Eles ouviram a voz de Draco gritando com alguém, Hydra seguiu com Fred e Jorge para ver do que se tratava.
— Você escolheu o lado perdedor, Potter! Eu lhe avisei! Eu lhe disse que devia escolher com quem anda com mais cuidado, lembra? Quando nos encontramos no trem, no primeiro dia de Hogwarts? Eu lhe disse para não andar com ralé desse tipo! – Ele indicou Rony e Hermione com a cabeça. – Tarde demais agora, Potter! Eles serão os primeiros a ir, agora que o Lorde das Trevas voltou! Sangues ruins e amantes de trouxas primeiro! Bom, em segundo lugar, Diggory foi o pr...
Uma raiva subiu à cabeça de Hydra, na mesma hora que Fred e Jorge ela lançou um feitiço contra os três, sem se importar em atingir o irmão, mas logo viu que eles não foram os únicos a lançarem algo sobre eles.
Draco, Crabbe e Goyle estavam caídos inconscientes à porta da cabine onde estavam Harry, Hermione e Rony.
— Achamos que devíamos dar uma olhada no que os três iam aprontar – disse Fred factualmente, pisando em cima de Goyle, no que foi imitado por Jorge, que teve o cuidado de pisar em Draco ao entrar com o irmão na cabine e foi seguido por Hydra que não passou por cima dos meninos.
— Que efeito interessante! – exclamou Jorge, olhando para Crabbe. – Quem usou o Feitiço Furnunculus?
— Eu – respondeu Harry.
— Que estranho! – disse Jorge descontraído. – Eu usei o das Pernas-Bambas, acho que Hydra usou o gira corpo, certo? – Perguntou para Hydra e ela confirmou apesar de não saber como ele sabia disso já que ela fez de forma silenciosa o feitiço — Parece que não se deve misturar alguns feitiços. Brotaram pequenos tentáculos pela cara dele toda. Bom, não vamos deixar os três aqui, eles não contribuem nada para a decoração.
Rony, Harry e Jorge chutaram, rolaram e empurraram os inconscientes Draco, Crabbe e Goyle – cada um com a aparência pior, dada a mistura de feitiços com que tinham sido atingidos – até o corredor, depois voltaram para a cabine e fecharam a porta.
— Você não se importa? – Perguntou Hermione para Hydra enquanto os meninos chutavam seu irmão.
— Não hoje, ele está merecendo muito! – Respondeu ela fria.
— Alguém topa um Snap Explosivo? – convidou Jorge puxando um baralho. Já estavam no meio da quinta partida quando Harry perguntou aos gêmeos.
— Então vão nos contar? – dirigiu-se ele a Jorge. – Quem é que vocês estavam chantageando?
— Ah – disse Jorge misteriosamente. – Aquilo disse ele olhando para Fred e Hydra.
— Vamos deixar pra lá – disse Fred, balançando a cabeça impaciente. – Não foi nada importante. Pelo menos a essa altura.
— Desistimos – disse Jorge encolhendo os ombros.
Mas Harry, Rony e Hermione continuaram insistindo e finalmente Fred falou:
— Está bem, está bem, se vocês querem mesmo saber... era Ludo Bagman.
— Bagman? – disse Harry na mesma hora. – Vocês estão dizendo que ele estava envolvido...
— Nãão – disse Jorge desanimado. – Nada a ver. Um debiloide. Não teria cérebro para tanto.
— Então, quem?
Fred hesitou, depois disse:
— Vocês se lembram da aposta que fizemos com ele na Copa Mundial de Quadribol? Que a Irlanda ia ganhar, mas Krum capturaria o pomo?
— Lembro – disseram Harry e Rony lentamente.
— Bom, o babaca nos pagou com aquele ouro de leprechaun que os mascotes da Irlanda tinham jogado.
— E daí?
— E daí – disse Fred impaciente – desapareceu, não é? Na manhã seguinte, tinha desaparecido!
— Mas... deve ter sido sem querer, não? – perguntou Hermione.
Jorge riu muito amargurado.
— É, foi o que nós pensamos a princípio. Achamos que se escrevêssemos a ele e disséssemos que tinha havido um engano, ele nos pagaria direito. Mas nada feito. Nem deu bola para a nossa carta. Continuamos tentando falar com ele sobre isso em Hogwarts, mas estava sempre arranjando uma desculpa para se afastar de nós.
— No fim ele começou a engrossar, a Hydra viu – comentou Fred. – Disse que éramos muito jovens para apostar em jogos de azar e que ele não ia nos dar nada.
— Então pedimos a ele que devolvesse o nosso dinheiro – disse Jorge amarrando a cara.
— Ele não teve a coragem de recusar! – exclamou Hermione.
— Acertou na primeira – disse Fred.
— Mas eram todas as economias de vocês! – disse Rony
— Me conta uma novidade – disse Jorge. – Claro que acabamos descobrindo o que estava rolando. O pai de Lino Jordan também tinha tido um trabalho danado para receber algum dinheiro de Bagman. O caso é que ele estava encalacrado até o pescoço com os duendes. Tinha pedido emprestado a eles uma montanha de dinheiro. Uma turma encurralou Bagman na floresta depois da Copa Mundial e tirou todo o ouro que ele levava nos bolsos, mas ainda não era suficiente para cobrir as dívidas. Os duendes o seguiram até Hogwarts para ficar de olho nele. O cara tinha perdido tudo no jogo. Não tinha mais nem dois galeões para esfregar um no outro. E sabe como foi que o idiota tentou pagar aos duendes?
— Como? – perguntou Harry. – Apostou em você companheiro – disse Fred. – Fez uma aposta enorme que você ganharia o torneio. Apostou com os duendes.
a Então foi por isso que ele ficou tentando me ajudar a ganhar! – disse Harry. – Bom, e eu ganhei, não é mesmo? Então ele já pode pagar o ouro de vocês!
— Não – respondeu Jorge, balançando a cabeça. – Os duendes jogaram sujo com ele. Disseram que você ganhou com Diggory, e Bagman tinha apostado que você ganharia sozinho. Então Bagman teve que se mandar para salvar a pele. E foi o que fez logo depois da terceira tarefa.
— Eu também tive a mesma reação de vocês quando ouvi a história a primeira vez – comentou Hydra, vendo a cara incrédula dos três amigos.
Jorge deu um profundo suspiro e começou a dar as cartas outra vez.
Hydra passou a viagem quase inteira no vagão com eles até voltar para onde estava.
— Como você vai explicar o rosto do Draco para os seus pais? – Perguntou Rony quando ela ia saindo do vagão.
— Que ele recebeu o que mereceu por hoje... – Sorriu Hydra
Quando o trem parou, Hydra usou um feitiço para reanimar Draco que tinha uma aparência horrível e falava algo que ela não conseguia entender, saiu correndo com seus amigos idiotas (que Hydra também reanimou) para a cabine onde estavam as suas coisas, Hydra se despediu de seus amigos (Fred e Jorge disseram que tinham uma grande novidade que precisavam contar para ela depois) e seguiu com Jeniffer para a plataforma.
Ela encontrou o Sr e a Sra Macmillan que deram os dois fortes abraços em Hydra.
— Só mais um mês minha querida e você vai estar livre, seja forte, ok? – Disse a Sra. Macmillan segurando seu rosto.
— Hydra! – Peter apareceu atrás dos pais. Hydra sentiu que ia chorar novamente enquanto o abraçava forte.
— É tão bom te ver! – Disse ela.
— Eu estarei na sua casa à meia noite no dia do seu aniversário, ok? Assim que você fizer dezessete anos eu quero estar lá para te buscar – Disse ele a beijando.
— Ok! – Respondeu ela tentando não chorar.
— Hydra – Narcisa estava atrás de Hydra com o rosto sério e parecendo sem paciência, cumprimentou educadamente os Macmillans e se dirigiu a ela – Vamos embora agora, seu irmão acabou de aparecer todo machucado e temos que ir.
Hydra olhou para a mãe imaginando o que ela sabia, até onde concordava com tudo que havia acontecido, mas fez o que prometeu a Peter e foi com ela sem reclamar.
— Eu te vejo no dia nove meia noite – Disse ele baixinho quando ela se despediu, então ela seguiu com Narcisa para fora da plataforma 9 3/4.
— Hydra, nós precisamos conversar... – Disse Narcisa quando chegaram no carro. Draco estava todo enrolado em um casaco e sem falar nada.
— Nós não precisamos não mãe, de fato nós nunca mais precisamos fazer nada...
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