— Senhor Malfoy – Disse um deles – Senhor Nott, sejam bem-vindos.

— Basilio... – Disse Lúcio sem muito emoção.

O Bruxo olhou em um pergaminho parecendo entediado e disse:

— Nott, vocês estão no terceiro acampamento a uns quatrocentos metros, pergunte pelo Sr. Duncan, Malfoys, o primeiro acampamento que você encontrar a uns 400 metros daqui é o de vocês. O gerente é o Sr. Roberts

Eles saíram pela charneca deserta, incapazes de distinguir muita coisa através da névoa. Passados uns vinte minutos, avistaram uma casinha de pedra ao lado de um portão. Mais além, Hydra conseguiu ver as formas fantasmagóricas de centenas de barracas, montadas na ondulação suave de um grande campo, no rumo de uma floresta escura no horizonte.

Eles se despediram e Hydra seguiu com a família para o acampamento.

Havia um homem parado à porta. A bruxinha percebeu que se tratava de um trouxa de verdade e viu o olhar de nojo que sua família soltou quando o trouxa, que ouviu os passos do grupo, virou a cabeça para olhá-los.

— Pai, deixa que eu falo, por favor, vocês vão destratar ele e vamos acabar ficando sem acampamento. – Implorou Hydra, Lúcio concordou com alguma relutância.

— Bom dia. – Disse ela simpática.

— Bom dia senhorita – Lúcio parecia ainda mais enojado e com mais raiva – e senhores – Completou o moço trouxa.

— É o Senhor Roberts?

— Isso mesmo, você seria? – Disse ele sorrindo.

— Nós somos os Malfoy, nós temos uma barraca reservada.

— Certo. – confirmou o Sr. Roberts, consultando uma lista pregada à porta. — Só uma noite?

— Isso. – respondeu Hydra.

— A senhorita vai pagar agora, então? – perguntou o Sr. Roberts.

— A, sim, claro, só um minuto por favor.

Hydra pediu o dinheiro trouxa que já haviam separado certinho para Lúcio, que parecia mais insatisfeito a cada segundo e entregou para o Sr. Roberts.

— Algumas pessoas tentaram me pagar com moedas de ouro enormes, acreditam? Pelo visto vocês são locais. – Disse o Sr Roberts sorrindo.

— Isso, somos sim... – Sorriu Hydra.

Naquele momento, um bruxo de bermudão materializou-se do nada ao lado da porta da casa do Sr. Roberts.

— Obliviate! – disse ele bruscamente, apontando a varinha para o Sr. Roberts. Instantaneamente os olhos do Sr. Roberts saíram de foco, suas sobrancelhas se desfranziram e um olhar de vaga despreocupação cobriu o seu rosto.

— Um mapa do acampamento para o senhor, Sr. Malfoy– disse o homem, placidamente, para Lúcio.

O bruxo de bermudão acompanhou o grupo em direção ao portão do acampamento.

— Estou tendo que lançar diversos feitiços de memória nele. – Reclamou o bruxo – Esse é seu acampamento Sr. Malfoy, aproveitem... – Disse o bruxo e desaparatou.

O grupo avançou lentamente pelo campo entre longas fileiras de barracas. A maioria parecia quase normal; os donos tinham visivelmente tentado o possível para fazê-las parecer equipamento de trouxas, embora tivessem cometido alguns deslizes ao acrescentarem chaminés ou cordões de sinetas ou cata-ventos. Porém algumas barracas eram tão produzidas que obviamente eram mágicas, como a sua. Assim que seu pai montou, Hydra percebeu que sua barraca se tornou uma extravagante produção de seda listrada como um palácio em miniatura, com vários pavões vivos (os do seu jardim) amarrados à entrada.

— Pai, você só pode estar brincando! – Disse Hydra irritada e olhando em choque – De onde surgiram os pavões, como você trouxe eles lá de casa? Quando?

— Não interessa, eu não iria dormir em um lugar simples de trouxa, agora fique calada e entre na barraca.

— Mas e as medidas de segurança anti-trouxa? Não vai obedecer nenhuma?

— Não! Eu não preciso obedecer nada, eu sou o Lúcio Malfoy, já disse para entrar.

Por dentro, a barraca era ainda mais extravagante, lembrava sua casa, toda verde escura e marrom, tinha seis quartos, banheiros, cozinha, sala de estar e jantar. Hydra entrou em um dos quartos que tinha uma linda cama de casal com lençóis brancos, um pequeno closet e mesa de cabeceira e colocou ali suas coisas, depois, descansou um pouco, ainda era muito cedo, as pessoas nos acampamentos ainda dormiam.

Após acordar, pediu permissão para ir procurar Peter para Narcisa, que concedeu, Lúcio já não estava mais lá dentro e nem Draco.

Aqui e ali, bruxos e bruxas adultos saíam das barracas e começavam a preparar o café da manhã. Alguns, lançando olhares furtivos para os lados, conjuravam fogueiras com as varinhas; outros acendiam fósforos com ar de dúvida, como se tivessem certeza de que aquilo não ia funcionar.

"Pelo menos eles estão tentando agir como trouxas" , pensou Hydra.

Hydra decidiu passear entre os acampamentos para ver se achava Peter. Viu vários tipos de bruxos e bruxas vestidos das maneiras mais engraçadas possíveis tentando parecer trouxas. Viu barracas decoradas com muito verde e reconheceu dois meninos que agora seriam do quarto ano.

Hydra encontrou em um dos acampamentos Cho Chang, a apanhadora da Corvinal que a cumprimento educadamente e então, viu Olívio Wood que abriu um grande sorriso ao vê-la.

— Hydra! – Disse ele correndo em sua direção e a abraçando – Eu quero tanto que você conheça meus pais, venha, venha. – Disse ele puxando –a em direção a sua barraca, Hydra não teve muita opção se não segui-lo – Mãe, pai! – Gritou Olívio.

Dois bruxos saíram da barraca, uma bruxa alta, de cabelos longos e castanhos, que Hydra imediatamente identificou como a mãe de Olívio, já que o rapaz era incrivelmente parecido com ela e um senhor branco, também alto, musculoso como Olívio e de olhos azuis.

— Essa então é a senhorita Malfoy. – A bruxa abriu um largo sorrido, enquanto Olívio os apresentava — A famosa Hydra Malfoy, eu não acredito!

— Nosso filho contou tudo sobre você. – Disse o Senhor Wood e Hydra sentiu que estava corando.

— Só coisas boas, é claro. – Completou Olívio.

— É um grande prazer em conhecê-los. – Disse Hydra.

— Ah, meu filho, ela é ainda mais bonita que nas fotos .– Disse a Sra. Wood fazendo Hydra corar mais ainda.

— Muito obrigada mesmo, Sra. Wood, o Olívio parece demais com a senhora.– Disse Hydra.

— Sim, eu sei, ele é todinho a minha família, tem que ver meu irmão, você diria que é uma cópia do Olívio um pouco mais velha. – Disse a mãe de Olívio, acariciando carinhosamente os cabelos do filho e o deixando sem graça.

— Hydra, você soube da notícia? Eu entrei no time reserva do Puddlemere United! – Disse Olívio animado e Hydra abriu um largo sorriso.

— Olívio que maravilha! Por quê você não me disse por coruja? Isso é maravilhoso de verdade! Meus parabéns! Você merece, na verdade eu não conheço ninguém que mereça entrar nesse time mais do que você... – Disse ela, o abraçando.

— Eu não queria incomodar suas férias. – Disse ele sem graça – Como foram os seus N.O.M.s? Aposto que todos O.

— Os e Es – Disse sem graça.

— Só Os e Es? Isso é um resultado excelente, passou em todos o que fez? Meus parabéns, bem que ele disse que você era uma bruxinha muito inteligente. – A Senhora Wood disse sorrindo.

— Obrigada, eu realmente estudei muito...

— Ela não saia da biblioteca e eu querendo que ela me ajudasse com os treinos...

— Não foi nada, eu queria muito ajudar nos treinos também.

— Ei, agora que eu sai do time, você pode ser a goleira da Grifinória, não consigo pensar em ninguém melhor. – Disse Wood.

— É, vamos ver como ficará esse ano... – Disse Hydra.

Depois de um tempo, a menina estava se sentindo um pouco desconfortável com os constantes comentários dos pais de Olívio de como eles formavam um lindo casal, então disse que precisava voltar para a sua barraca mas que espera vê-los de novo em breve.

— Passe aqui depois querida, se puder é claro! – Se despediu o Sr. Wood.

— Seria um prazer! Tchau Olívio, me mantenha informada sobre o Puddlemere United. – Disse Hydra o abraçando e saindo, sem antes ouvir a Sra. Wood falado "É filho, ela é realmente muito linda e simpática, que gracinha de menina!"

Hydra encontrou mais na frente Ernie Macmillan, primo de Peter e Jeniffer do quarto ano e perguntou pelos dois.

— Umas quatro barracas na frente e você deve encontrar eles. – Disse Ernie e se despediu de Hydra.

Hydra finalmente encontrou Peter em uma barraca simples (eles estavam respeitando o regulamento) com a bandeira da Irlanda na frente.

— Meu amor. – Disse Peter correndo, a beijando e girando no ar. – Que saudades!

— Eu também estava, oi Jeniffer, Abbas e Sr. Macmillan – Disse Hydra para os integrantes da barraca que saiam de dentro para ver toda agitação.

— Hydra que bom que veio. – Sorriu o Sr. Macmillan, sempre elegante.

— Que bom te ver. – Disse Jeniffer a abraçando – Peter me contou o resultado dos seus N.O.M.s, meus parabéns.

— Obrigada, como foram os seus?

— Não foram ruins, consegui sete N.O.M.s

— Isso é um ótimo resultado Jeniffer! – Disse Hydra.

— Sim, eu consegui um A em poções e todo mundo sabe que o Professor Snape não irá me aceitar na turma dele, mas tudo bem, eu quero ser jornalista mesmo. – Disse ela sorrindo.

— Ela só não passou em Runas Antigas e Trato de Criaturas Mágicas. – Completou Peter, mas passou no que precisava, isso é o importante.

— E meu irmão sabichão foi aprovado em todos os N.I.E.Ms, o pessoal do St. Mungo's ficou doido com ele. – Disse Jeniffer, fazendo Peter corar.

— Eu sei, eu fiquei muito orgulhosa. – Hydra disse abraçando Peter.

— Eu também tive dez N.O.M.s na minha época Hydra. – Disse Abbas, se aproximando mais – Você e Jeniffer estão de parabéns.

— Obrigada Abbas, achei que estaria de serviço hoje.

— E estou, só vim dar um oi rápido para a Jeniffer e tenho que correr, organizar esse evento não está sendo nada fácil, deixe-me dizer, alguns bruxos não colaboram com os disfarces... – Disse Abbas irritado.

— É... eu já peço desculpas adiantadas pela minha barraca e digo que não foi ideia minha... – Disse Hydra sem graça.

— A dos pavões? – Perguntou Abbas "adivinhando".

— Eu realmente sinto muito, eu não sabia que ele faria isso...

— Não se preocupe, eu entendo. – Disse o rapaz, parecendo realmente saber que não foi culpa de Hydra — Bom, eu tenho que ir, vejo vocês depois! – Abbas beijou Jeniffer e se despediu de todos.

— Hydra, entre e tome um chá conosco, temos ainda um bom tempo antes do jogo. – Convidou o Sr. Macmillan.

— Eu aceito. – Sorriu Hydra.

O interior da Barraca dos Macmillan também era bem grande e bonita, porém menor e menos escandalosa que a sua, eles se divertiram tomando chá e se perguntando se a Irlanda realmente iria ganhar o jogo.

— Se o Krum não estragar tudo... – Disse Peter se referindo a Victor Krum, apanhador da Bulgária que era um símbolo do time.

— Peter, você vai comigo procurar o Fred e o Jorge? Ainda não falei com eles. – Pediu Hydra algum tempo depois.

— Claro! Vamos sim.

Eles rodaram o acampamento e encontraram mais alguns conhecidos, Hydra encontrou algumas colegas da Beauxbatons, Peter encontrou Jenono e sua família, depois de mais de uma hora, finalmente encontraram os Weasleys em uma barraca no mesmo acampamento de Hydra, próxima a floresta.

— Ai está você! – Disse Jorge a abraçando e Fred logo depois

— Hydra, como vai? – Disse o Sr. Weasley – Eu estou tentando acender essa fogueira, olhe isso, são fósforos, não é magnífico?

— Com certeza são, Sr. Weasley – Sorriu Hydra – Deixe-me apresentar, esse é meu namorado, Peter Macmillan. – Disse ela mostrando Peter e os dois se cumprimentaram.

— Filho do Lance Macmillan eu suponho, é muito parecido com o seu pai. – Disse o Sr. Weasley sorrindo.

— Sim, ele mesmo, ele tem o senhor em grande estima, já me falou muito da simpatia pela família Weasley. – Disse Peter simpático.

— Eu e Lance estudamos em Hogwarts na mesma época. – Disse o Sr. Weasley para todos que estavam ouvindo. – Era um grande colega, mesmo sendo de outra casa, Mezra era da mesma casa que eu, sempre se deu muito bem com a Molly, uma ótima bruxa, como vão seus pais, meu rapaz?

— Muito bem Sr. Weasley, darei a eles suas lembranças, meu pai está aqui também.

Rony, Hermione e Harry chegaram com vasilhas de água e cumprimentaram Peter e Hydra.

— Vocês demoraram uma eternidade. – comentou Jorge, quando eles finalmente chegaram.

— Encontramos alguns conhecidos – disse Rony, pousando as vasilhas de água.

— Você ainda não acendeu a fogueira?

— Papai está se divertindo com os fósforos – disse Fred.

O Sr. Weasley não estava tendo o menor sucesso em acender a fogueira, mas não era por falta de tentativas. Fósforos partidos coalhavam o chão ao seu redor, mas ele parecia estar se divertindo como nunca.

— Opa! – exclamou ele, ao conseguir acender um fósforo, mas largou-o na mesma hora no chão, surpreso.

— Chegue aqui, Sr. Weasley – disse Hermione bondosamente, tirando a caixa das mãos dele e começando a mostrar como fazer fogo direito.

Finalmente, eles acenderam a fogueira, embora levasse no mínimo mais uma hora até ela esquentar o suficiente para cozinhar alguma coisa. Mas havia muito que ver enquanto esperavam. A barraca deles estava armada ao longo de uma espécie de rua de acesso ao campo de quadribol, por onde funcionários do Ministério corriam para cima e para baixo, cumprimentando cordialmente o Sr. Weasley ao passar. O Sr. Weasley fazia comentários contínuos, principalmente para benefício de Harry e Hermione; seus próprios filhos, Hydra e até mesmo Peter já conheciam bastante o Ministério para se interessar.

— E cadê as suas invenções? – Perguntou Hydra para Fred e Jorge.

— Mamãe nos fez jogar tudo fora, você acredita? –Disse Jorge, parecendo furioso.

— Por quê? – Perguntou Hydra.

— Porque ela acha perda de tempo, porque só tivemos poucos N.O.M.s, etc... – Disse Fred, parecendo tão furioso quanto o irmão.

— Vocês conseguem fazer mais, eu confio nisso. – Disse Hydra, tentando confortar os meninos.

— Se conseguirmos dinheiro para isso, vamos sim... – Disse Fred, desanimado.

Finalmente Hydra viu a hora e disse que deveria voltar para sua barraca.

— Papai vai surtar se eu demorar muito tempo, mas vou tentar escapar depois do jogo para nos vermos. – Disse Hydra para os Weasleys, Hermione e Harry.

Ela andou até a sua barraca com Peter, que se assustou com toda a extravagancia.

— Eu te disse... – Comentou Hydra sem graça.

— Mas os pavões? Eu achei que você estava de brincadeira... – Disse Peter.

— São os mesmos que tem lá no jardim de casa, eu gosto deles, mas para que trazer para o jogo? Me diz...

— Hydra, aonde você estava? – Narcisa saia da barraca furiosa, pronta para dar um esporra na filha, mas parou ao ver Peter – Oh, você é o jovem Macmillan, certo? Lembro de você na festa dos meus filhos ano passado. – perguntou ela, com seu eterno olhar de superioridade e nojo.

— Sim senhora, é um prazer finalmente conhecê-la – Disse Peter educado, Hydra não pretendia que ele conhecesse seus pais, mas sabia que era tarde demais.

— Sim, igualmente, entre por favor, venha conhecer o Lúcio – Narcisa o analisava da cabeça aos pés, mas sabia que não poderia falar mal de Peter, ele estava lindo, mesmo vestido de trouxa, usava uma calça jeans bem alinhada e um casaco verde com uma blusa preta (escolhidos por Hydra também)

Os dois entraram na barraca e encontraram Lúcio e Draco, sentados em poltronas tomando chá.

— Ai está você, eu... – Lúcio falava furioso mas se calou ao ver Peter e Draco arregalou os olhos espantado.

— Lúcio esse é o jovem senhor Macmillan que Hydra tanto fala... – Disse Narcisa.

— Ah, sim... Sente-se por favor. – Disse Lúcio secamente apontando para uma poltrona vazia e todos três sentaram, Hydra ao lado de Peter, preocupada com o que ele pudesse ouvir de sua família.

— Suponho que já conheça o Draco – Disse Narcisa servindo Peter um pouco de chá e Draco o olhou com um certo desprezo.

— Sim, nos vimos algumas vezes em Hogwarts – Peter parecia desconfortável, mas era educado.

— Se formou esse ano, não é mesmo? – Narcisa realmente parecia querer fazer algum esforço para manter a conversa já que Lúcio apenas olhava Peter fixamente com superioridade.

— Sim, finalmente! – Brincou Peter.

— Ele obteve todos os N.I.E.M.s que prestou e está começando o programa para curandeiro no St. Mungo's – Disse Hydra orgulhosa olhando para Peter que corava.

— Não quis uma vaga no Ministério? – Perguntou Lúcio, finalmente falando algo.

— Não, sempre quis ser curandeiro, assim como meus pais. – Lúcio não falou nada, mas torceu a boca, ele sabia que não era uma profissão ruim e não tinha muito o que falar.

— Fizemos uma grande contribuição para o hospital recentemente – Disse Lúcio, pomposo.

— Eu fiquei sabendo e agradeço muito pela sua generosa contribuição, Sr. Malfoy, o St. Mungo's certamente aprecia muito a sua contribuição tão importante. – Disse Peter, muito educadamente.

Finalmente depois de um tempo de perguntas simpáticas de Narcisa, Lúcio decidiu fazer um novo comentário.

— Meu rapaz, você sabe que a família Malfoy é uma importante família do mundo bruxo... – Dizia com o mesmo tom frio de sempre e o coração de Hydra disparou.

— PAI, NÃO! – Disse ela mas ele fez um sinal para que ela se calasse.

— Não é qualquer família que tem o privilégio de se juntar a nossa. – Continuou ele, enquanto Peter o olhava sério – Não vou mentir dizendo que tinha outros planos para Hydra, mas, sei que os Macmillans se mantem puro sangues já tem pelo menos nove gerações e isso é louvável. –

Mais uma vez, Peter não falava nada, apenas ouvia. O coração de Hydra batia cada vez mais forte enquanto Lúcio continuava.

— Então, contando que sua ancestral também faz parte da casa Black, a da mãe de Hydra, minha esposa Narcisa, acho que é uma união aceitável.

Hydra ficou olhando chocada, na verdade todos da sala ficaram, Lúcio falou tudo com o tom mais frio e sério possível, mas Hydra nunca imaginou que no final ele de fato falaria algo positivo, por mais estranho que fosse, Narcisa esboçou um leve sorriso, ela sempre gostava de evitar confrontos e Draco ainda olhava chocado.

— Obrigado... – Disse Peter sem graça e vermelho, sem saber muito o que dizer daquele comentário.

— Pai, nós não estamos noivos! – Gritou Hydra.

— Não ainda, mas podem ficar e é meu dever zelar pelo bem estar e continuidade da família, os Malfoys tem que se manter puro sangue, esperava que já soubesse disso! – Disse Lúcio.

Hydra não sabia mais o que falar, era a primeira vez que o pai de algum modo aprovava algo que ela fazia, a sensação era estranha e completamente nova, parecia até errado.

— Mas pai, não preciso disso...

— Preciso deixar as intenções da família claras, Hydra! – Disse Lúcio, a cortando.

— Eu entendo, Sr. Malfoy e minhas intenções com a Hydra são as melhores possíveis ("que clichê", pensou Hydra nesse momento) – Disse Peter, parecendo confiante.

— Ótimo, não imaginamos que seria menos, ela é uma menina muito especial – Disse Narcisa, tocando na mão da filha.

— Mãe, pai, por favor, eu imploro, parem... – Disse Hydra, que nesse momento preferia estar lutando com um trasgo e não naquele local, passando por aquela situação constrangedora.

— Sempre tão dramática! – Riu Narcisa.

No final, Lúcio ofereceu um pouco de chá para Peter, que aceitou e então, ficou interrogando o rapaz por algum tempo sobre sua família e suas intenções de carreira.