O Espelho Mágico

8 As Escolas Europeias



Sábado chegou e Hydra seguiu para a primeira lição com Snape, como de costume desceu para a sala de Snape e bateu na porta.

— Entre – Anunciou a voz fria de Snape.

Hydra entrou como de costume colocando seu caldeirão na mesa de Snape e aguardando as instruções.

— Veritaserum, o que pode me dizer sobre essa poção? – Perguntou Snape sentado em sua cadeira.

— É a poção da verdade mais forte e perigosa que existe, apesar de não ser infalível – Disse ela rápido, tinha lido sobre ela poucos dias antes em um livro de poções avançadas.

— E quais as características dela?

— Não tem cheiro, sabor e é transparente e bastam apenas três gotas para que todos os segredos da pessoa possam ser revelados.

— Esqueceu de dizer, Srta. Malfoy – Disse Snape a olhando friamente como sempre –, que a poção leva alguns meses para ficar pronta, então teremos esse mês para trabalhar nela.

— Nós vamos fazer Veritaserum? Mas eu achei que o uso dela era altamente controlado pelo Ministério da Magia... – Disse Hydra admirada ainda parada em pé em frente à mesa de Snape.

— O uso sim, mas eu sou professor de poções e tenho total permissão para fazê-la, agora, separe penas do dedo-duro e vamos começar.

Hydra e Snape trabalharam por horas na poção que levaria ainda mais algumas semanas para ficar pronta, Hydra voltou exausta para a sala comunal e foi direto para a cama.

As semanas foram passando calmamente, Peter e Hydra não puderam se ver ainda, já que ele não conseguia sair muito do hospital para acidentes mágicos, mas ele continuava enviando cartas diárias e prometera encontrá-la assim que tivesse uma folga, mas ela estava muito frustrada por já fazer mais de um mês que não o via.

Os deveres de casa estavam cada vez mais difíceis e durante uma aula de Defesa Contra as Artes das Trevas, Moody chocou a todos dizendo que iria aplicar a maldição Imperius em cada um deles.

— Mas é ilegal! – Exclamou Rita.

— O Professor Dumbledore quer que todos vocês aprendam qual é o efeito que ela produz em uma pessoa. – disse Moody, o olho mágico girando para a garota e se fixando nela sem piscar – É melhor assim do que quando alguém tentar te atacar, senhorita Orance.

O professor começou a chamar os alunos à frente e a lançar a maldição sobre eles, um de cada vez. Hydra observou os colegas fazerem as coisas mais extraordinárias sob a influência da Imperius, Fred e Jorge dançaram juntos, Angelina deu três piruetas completas e Jeniffer correu pela sala.

— Malfoy, venha! – Disse o professor.

Hydra deu um passo para frente, completamente assustada com o que poderia acontecer.

— Imperio.

Foi uma sensação maravilhosa. Hydra sentiu que flutuava e todos os pensamentos e preocupações em sua mente desapareceram suavemente, deixando apenas uma felicidade vaga e inexplicável. Ela ficou ali extremamente relaxada, vagamente consciente de que todos a observavam.

Então, ouviu a voz de Olho-Tonto Moody ecoar em uma célula distante do seu cérebro vazio: Dance sozinha.

Hydra começou a dançar de um lado para o outro sem a mínima consciência do que estava fazendo ou ligando se alguém estava vendo.

Depois de um tempo, Hydra não lembra como, voltou ao normal e teve noção do que estava fazendo, ficou parada vermelha na frente da turma ainda se sentindo estranha e tonta e Woody chamou outra pessoa.

— Eu acho que sinceramente preciso aprender a como resistir a isso... – Disse ela baixinho para Angelina.

— Espero que ele nos mostre como!

Moody de fato disse que é preciso ter muita força de vontade para resistir a maldição e fazendo alguns alunos repetirem até conseguirem, nenhum conseguiu totalmente, mas Hydra chegou bem perto.

As únicas aulas que continuavam "tranquilas" para Hydra eram as de Poções e Herbologia, ela se sentia muito agradecida quando ia ter uma delas.

Hydra viu uma grande aglomeração na entrada e Fred e Jorge que eram mais altos que ela leram o aviso afixado no pé da escada para ela.

"TORNEIO TRIBRUXO

As delegações de Beauxbatons e Durmstrang chegarão às seis horas, sexta-feira, 30 de outubro. As aulas terminarão uma hora antes...

Os alunos deverão guardar as mochilas e livros em seus dormitórios e se reunir na entrada do castelo para receber os nossos hóspedes antes da Festa de Boas-Vindas."

— Ai eu nem acredito que finalmente vou ver minhas amigas daqui uma semana! – Sorriu Hydra.

— Elas vão vir mesmo? – Perguntou Jorge.

— Sim, duas delas vão, já me confirmaram por carta, mal posso esperar!

A fixação do aviso no saguão de entrada teve um efeito sensível nos moradores do castelo. Durante a semana seguinte, parecia haver um assunto nas conversas, onde quer que Hydra fosse: o Torneio Tribruxo. Os boatos voavam de um aluno para outro como um germe excepcionalmente contagioso: quem ia tentar ser o campeão de Hogwarts, que é que o torneio exigia, e em que os alunos de Beauxbatons e Durmstrang se diferenciavam deles e muitos perguntavam a Hydra sobre os alunos de Beauxbatons e como eles eram.

Quando eles desceram para o café na manhã do dia 30 de outubro, descobriram que o Salão Principal fora ornamentado durante a noite. Grandes bandeiras de seda pendiam das paredes, cada uma representando uma casa de Hogwarts – a vermelha com um leão dourado da Grifinória, a azul com uma águia de bronze da Corvinal, a amarela com um texugo negro da Lufa-Lufa e a verde com uma serpente de prata da Sonserina. Por trás da mesa dos professores, a maior bandeira de todas tinha o brasão de Hogwarts: leão, águia, texugo e serpente unidos em torno de uma grande letra "H".

Fred e Jorge conversavam com Hydra baixinho sobre como Ludo Bagman se recusava a vê-los pessoalmente.

— É chato, sim – dizia Jorge a Fred. – Mas se ele não quer falar conosco pessoalmente, temos que lhe mandar uma carta. Ou enfiá-la na mão dele, ele não pode ficar nos evitando pra sempre.

— Quem é que está evitando vocês? – perguntou Rony, sentando-se ao lado deles.

— Gostaria que fosse você – disse Fred, mostrando-se irritado com a interrupção.

— Que é que é chato? – perguntou Rony a Jorge.

— Ter um babaca metido feito você como irmão – disse Jorge.

— Vocês já tiveram alguma ideia para o Torneio Tribruxo? – perguntou Harry. – Continuaram pensando como vão tentar se inscrever?

— Perguntei a McGonagall como é que os campeões são escolhidos mas ela não quis dizer – respondeu Jorge com amargura. – Só me disse para calar a boca e continuar transformando o meu racum.

— Fico imaginando quais vão ser as tarefas – disse Rony pensativo. – Sabe, aposto que poderíamos dar conta, Harry e eu já fizemos coisas perigosas antes...

— Não na frente de uma banca de juízes, isso vocês não fizeram – disse Fred. – McGonagall disse que os campeões recebem pontos pela perfeição com que executam as tarefas.

— Quem são os juízes? – perguntou Harry.

— Bem, os diretores das escolas participantes sempre fazem parte da banca – disse Hermione e todos a olharam surpresos –, porque os três ficaram feridos durante o torneio de 1792, quando um basilisco que os campeões deviam capturar saiu destruindo tudo. Ela notou que todos a olhavam e disse, com o seu costumeiro ar de impaciência quando via que ninguém mais lera os mesmos livros que ela: – Está tudo em Hogwarts: uma história. Embora, é claro, esse livro não seja cem por cento confiável. Uma história revista de Hogwarts seria um título mais preciso. Ou, então, Uma história seletiva e muito parcial de Hogwarts, que aborda brevemente os aspectos mais desfavoráveis da escola.

— Do que é que você está falando? – perguntou Rony.

— Nem uma vez, em mais de mil páginas, Hogwarts: uma história mencionou que somos todos coniventes na opressão de centenas de escravos!

Hydra lembrou que Hermione a tentou fazer com que ela pagasse dois sicles pelo distintivo do F.A.L.E, uma associação para libertação dos Elfos domésticos.

"Você teve um e viu o quanto ele ficou feliz de ser libertado" Dizia ela para Hydra que tinha que concordar, apesar de achar que Dobby era um caso especial e os outros Elfos gostavam de servir as suas famílias e também talvez não fossem tão maltratados por elas... Hydra acabou comprando o distintivo no final das contas.

Hydra olhava a decoração ao redor e Fred fingiu-se extremamente interessado no bacon que havia em seu prato (os gêmeos tinham se recusado a comprar um distintivo do F.A.L.E.). Jorge, no entanto, chegou para mais perto de Hermione.

— Escuta aqui, Mione, você já foi à cozinha?

— Não, claro que não – respondeu a garota secamente. – Nem posso imaginar que os alunos devam...

— Bom, nós já fomos – disse Jorge, indicando Fred – várias vezes para afanar comida. E encontramos os elfos e eles estão felizes. Acham que têm o melhor emprego do mundo...

— É porque eles não têm instrução e sofrem lavagem cerebral! – começou Hermione acaloradamente, mas suas palavras seguintes foram abafadas pelo ruído de asas que vinha do alto anunciando a chegada das corujas com o correio.

Hydra recebeu os doces de sua mãe como sempre e a carta diária de Peter.

Havia uma sensação de agradável expectativa no ar aquele dia. Ninguém prestou muita atenção às aulas, pois estavam bem mais interessados na chegada das comitivas de Beauxbatons e Durmstrang à noite. Quando a sineta tocou mais cedo, Hydra subiu para a Torre da Grifinória, largou as mochilas e os livros, conforme as instruções que tinham recebido, vestiu a capa e desceu correndo para o saguão de entrada. Os diretores das Casas estavam organizando os alunos em filas. Hydra havia se arrumado especialmente o tanto quanto podia com o uniforme da escola.

Eles desceram os degraus da entrada e se enfileiraram diante do castelo. Fazia um fim de tarde frio e límpido; o crepúsculo vinha chegando devagarinho e uma lua pálida e transparente já brilhava sobre a Floresta Proibida.

— Senhorita Malfoy, como a senhorita é ex aluna da Beauxbatons, eu e Dumbledore achamos que gostaria de ficar na fileira conosco para recepcionar sua antiga diretora e seus amigos.

Hydra abriu um largo sorriso e disse que adoraria e seguiu McGonagall para a última fileira aonde os Professores e o diretor aguardavam, sob os olhares de seus amigos e alguns outros alunos da escola.

Os alunos examinavam excitados e atentos os jardins cada vez mais escuros, mas nada se movia; tudo estava quieto, silencioso, como sempre.

E então Dumbledore falou em voz alta da última fileira, onde aguardava com os outros professores e Hydra:

— Aha! A não ser que eu muito me engane, a delegação de Beauxbatons está chegando!

O coração de Hydra acelerou de alegria.

— Onde? – perguntaram muitos alunos ansiosos, olhando em diferentes direções.

— Ali! – gritou um aluno da sexta série, apontando para o céu sobre a Floresta. Alguma coisa grande, muito maior do que uma vassoura – ou, na verdade, cem vassouras –, voava em alta velocidade pelo céu azul-escuro em direção ao castelo, e se tornava cada vez maior.

— É um dragão! – gritou esganiçada uma aluna da primeira série, perdendo completamente a cabeça.

— Deixa de ser burra... É uma casa voadora! – disse Dênis Creevey, um rapazinho da Grifinória.

O palpite de Dênis estava mais próximo... quando a sombra gigantesca e escura sobrevoou as copas das árvores da Floresta Proibida, e as luzes que brilhavam nas janelas do castelo a iluminaram, eles viram uma enorme carruagem azul-clara do tamanho de um casarão, que voava para eles, puxada por doze cavalos alados, todos baios, cada um parecendo um elefante de tão grande.

As três primeiras fileiras de alunos recuaram quando a carruagem foi baixando para pousar a uma velocidade fantástica – então, com um baque estrondoso, os cascos dos cavalos, maiores que pratos, bateram no chão. Um segundo mais tarde, a carruagem também pousou, balançando sobre as imensas rodas, enquanto os cavalos dourados agitavam as cabeçorras e reviravam os grandes olhos cor de fogo.

A porta da carruagem tinha um brasão (duas varinhas cruzadas, e de cada uma saíam três estrelas) antes que ela se abrisse. Um garoto de vestes azul-claras, que Hydra conhecia muito bem saltou da carruagem, curvado para a frente, mexeu por um momento em alguma coisa que havia no chão da carruagem e abriu uma escadinha de ouro. Em seguida, recuou respeitosamente. Então, Hydra viu um sapato preto e lustroso sair de dentro da carruagem – um sapato do tamanho de um trenó de criança – acompanhado, quase imediatamente, pela grande Madame Maxime, ela havia esquecido como sua ex professora era alta, talvez maior que o Hagrid. Algumas pessoas exclamaram.

— Madame Maxime! – Exclamou ela com alegria ao ver sua antiga diretora, Dumbledore lançou para ela um olhar de aprovação.

Ao entrar no círculo de luz projetado pelo saguão de entrada, Madame Maxime revelou seu rosto bonito de pele morena, grandes olhos negros que pareciam líquidos e um nariz um tanto bicudo. Seus cabelos estavam puxados para trás e presos em um coque na nuca. Vestia-se da cabeça aos pés de cetim negro, e brilhavam numerosas opalas em seu pescoço e nos dedos grossos.

Dumbledore começou a aplaudir; os estudantes, acompanhando a deixa, prorromperam em palmas, muitos deles nas pontas dos pés, para poder ver melhor a mulher. O rosto dela se descontraiu em um gracioso sorriso e ela se dirigiu a Dumbledore, estendendo a mão faiscante de anéis. O diretor, embora alto, mal precisou se curvar para beijar-lhe a mão.

— Minha cara Madame Maxime – disse. – Bem-vinda a Hogwarts.

— Dumbly-dorr – disse Madame Maxime, com uma voz grave. – Esperro encontrrá-lo de boa saúde.

— Excelente, obrigado – respondeu Dumbledore – Creio que se lembre de sua ex aluna, a senhorita Malfoy – Disse ele apontando para Hydra que sorria.

— Oui! Rai-dra, combien de temps – Disse a Madame Maxime em Francês.

— très longtemps Madame Maxime – Respondeu Hydra também em Francês para a admiração de alguns professores e alunos que estavam ao redor.

Madame Maxime a cumprimentou e então virou para Dumbledore.

— Meus alunos – disse Madame Maxime, acenando descuidadamente uma de suas enormes mãos para trás

Hydra então notou os doze garotos e garotas – todos, pelo físico, no fim da adolescência e todos, Hydra já conhecia, pelo menos de vista, incluindo, suas melhores amiga, haviam descido da carruagem e agora estavam parados atrás de Madame Maxime. Eles tremiam de frio, o que Hydra entendia bem, pois suas vestes eram feitas de finíssima seda e nenhum deles usava capa. Alguns tinham enrolado echarpes e xales na cabeça, Hydra reconheceu logo na terceira fileira as suas duas amigas Gabriele e Gisele e quis correr para abraçá-las, mas sabia que não podia naquele momento, mas as três sorriam e acenavam. Hydra também reconheceu alguns outros amigos de classe e alguns alunos do sétimo ano, mas não conseguiu ver todos.

— Karrkarroff já chegou? – perguntou Madame Maxime.

— Deve estar aqui a qualquer momento – disse Dumbledore.

— Gostaria de esperar aqui para recebê-lo ou prefere entrar para se aquecer um pouco?

— Me aquecerr, acho. Mas os cavalos...

— O nosso professor de Trato das Criaturas Mágicas ficará encantado de cuidar deles – disse Dumbledore – assim que terminar de resolver um probleminha que ocorreu com alguns de seus outros... protegidos.

— Meus corrcéis ecsigem... hum... um trratadorr forrte – disse Madame Maxime, com uma expressão de dúvida quanto à capacidade de um professor de Trato das Criaturas Mágicas em Hogwarts para dar conta da tarefa. – Eles son muito forrtes.

— Posso lhe assegurar que Hagrid poderá cuidar da tarefa – disse o diretor, sorrindo.

— Ótimo – disse Madame Maxime, fazendo uma ligeira reverência –, por favorrr inforrrme a esse Agrid que os cavalos só bebem uísque de um malte. – Farei isso – respondeu Dumbledore, retribuindo a reverência.

— Venham – disse Madame Maxime imperiosamente aos seus alunos e o pessoal de Hogwarts se afastou para deixá-los subir os degraus de pedra.

— Por que você não os acompanhar, Srta. Malfoy? Mostre aos nossos convidados o caminho do salão principal, por favor. – Perguntou Dumbledore e Hydra concordou na hora entrando na fileira de alunos da Beauxbatons, era incrível se sentir parte daquela escola novamente.

Hydra se colocou ao lado das amigas e três se abraçaram discretamente enquanto seguiam para o salão principal.

— Eu não acredito que vamos estudar juntas novamente! – Hydra falava (sempre em francês) com elas.

— Eu sei, eu também não! – Disse Gabrielle, que continuava com o lindo cabelo curto e loiro e os olhos azul turquesa e verde.

— Uma pena a Desiré não poder vir! – Disse Hydra – Queria tanto ela aqui também.

— Ela está bem, está namorando, os dois ficaram lá, felizes. – Disse Gisele que também continuava linda com seus cabelos muitos longos e negros e olhos igualmente negros – Os rapazes daqui pareceram interessantes – Disse ela baixinho.

— Alguns realmente são – Riu Hydra.

— Você já viu quem veio conosco? – Perguntou Gabrielle

— Quem? – Perguntou Hydra olhando ao redor enquanto entravam no salão principal, as meninas ficaram quietas um minuto olhando a decoração ao redor e o teto mágico, então a Madame Maxime indicou que eles deveriam sentar na mesa que pertencia a Corvinal.

Hydra então viu as duas pessoas que não esperava ver, Pierre Buvenu, um ex namoradinho que estava agora no seu último ano, tinha o cabelo escuro e liso e olhos verdes muitíssimo claros, era alto, forte e muito bonito e sorria e acenava para Hydra que acenou de volta e ao lado deles, com um chalé na cabeça, Hydra reconheceu Fleur Delacour, a moça de cabelos longos e loiros e muito bonita que sempre competira com Hydra pela atenção dos rapazes o que Hydra achava injusto já que ela é parte Veela.

— Eu não acredito que eles vieram... – Disse ela para as amigas.

— Claro que vieram, o que você esperava? – Disse Gisele ainda admirando ao redor – E o Pierre falou de você a viagem quase inteira, mas já deixamos claro que você está namorando.

— Pelo amor de Deus sim, eu não quero saber do Pierre, mesmo se eu estivesse solteira! – Hydra ainda se ressentia pelo fato do rapaz ter deixado ela de lado na época que estudava na Beauxbatons. O bruxo no entanto continuava a encarando de um modo provocativo.

Madame Maxime dava instruções sobre como os alunos deveriam se comportar e agir enquanto estivessem em Hogwarts.

— Quero todos agindo como se estivéssemos em nossa escola, com toda educação que é exigida, não quero constrangimentos e quero que todos vejam a superioridade de nossa escola – Dizia ela orgulhosa.

— Você senta aqui normalmente? – Perguntou Gisele se referindo a mesa da Corvinal.

— Não, mas o Peter sentava – Disse ela triste se lembrando da saudade que sentia de seu namorado –, eu sento naquela mesa ali – Hydra apontou para a mesa que pertencia a Grifinória.

— Ah, mas nós queremos ficar com você – Disse Gabrielle triste.

— Eu posso revezar entre vocês e eles, já fiz isso antes.